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A sabedoria do silêncio

Por Isaias Costa

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O silêncio é fundamental para atingirmos o equilíbrio das nossas emoções e para vivermos de forma mais plena. Hoje quero compartilhar um texto taoista riquíssimo de ensinamentos sobre o silêncio, a vida, o equilíbrio, as escolhas etc. Leia com bastante atenção! Vou deixar uma dica, copie esse texto para ser relido, pois são muitas informações, e para serem assimiladas, torna-se necessário uma ou várias releituras, foi o que fiz com esse texto! Boa leitura!…

A sabedoria do silêncio interior

Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia).

Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.

Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.

Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada.

Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia.

O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.

Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso.

Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos.

Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluida.

Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões.

Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente, invisível, misteriosa, indefinivel, insondável como o TAO.

Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades , a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros.

Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.

Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão.

Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato.

Não saber é muito incômodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.

Evite julgar ou criticar. O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade.

Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.

O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo.

Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda.

Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles.

Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de convencê-los para ser feliz.

O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo. Pratique a arte de não falar.

Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO.

Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.

Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação.

Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente.

Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo.

Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser.

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3 caminhos para o sucesso

Por Isaias Costa

sucesso

Outro dia li um excelente artigo do grande filósofo brasileiro Mario Sergio Cortella chamado “Sábia consciência”, no qual ele falava sobre 3 caminhos para se chegar ao sucesso, segundo um monge budista de nome Beda. Abaixo transcrevo um pequeno trecho deste artigo:

“É imprescindível revisitar um monge beneditino que, há aproximadamente 1.300 anos, viveu na Inglaterra: Beda, que, além de ter sido santificado pela igreja do período, era chamado também de o Venerável. Tamanha foi a erudição e a honestidade narrativa que sustentou ao escrever uma trajetória de seu país- desde a ocupação romana até aqueles dias- que sua obra tornou-se referência para os estudos históricos medievais.

Um homem como ele, pleno de conhecimentos e admirado pela imensa capacidade intelectual, conseguiu não ser vítima da presunção que acomete a muitos e muitas nessa condição ou, até, longe dela; Beda nos legou (com validade indeterminada!) uma prescrição em forma de advertência, na qual diz que há três caminhos para a infelicidade (ou fracasso): 1) não ensinar o que se sabe; 2) não praticar o que se ensina; 3) não perguntar o que se ignora.

Uma tríade assim arremessa a idéia de sucesso para muito além do que muitos acreditam nos nossos modernos tempos; poderíamos dizer -retomando pelo positivo as três advertências de Beda- que o sucesso está na generosidade mental (ensinar o que sabe), na honestidade moral (praticar o que ensina) e na humildade inteligente (perguntar o que ignora). Nesse sentido, o ensinamento do monge está impregnado do que entendemos ser a sabedoria ou, mais ainda, a sapiência.”

É muito importante notar que esses caminhos além de levarem ao sucesso também levam à sabedoria, pois nos remetem a valores e princípios nobres: generosidade, honestidade e humildade. Com essas virtudes vivenciadas no dia a dia, podemos revolucionar nossa qualidade de vida e pouco a pouco a de muitas outras pessoas.

As advertências de Beda são muito importantes e vou falar brevemente sobre cada uma: 1) não ensinar o que se sabe; 2) não praticar o que se ensina; 3) não perguntar o que se ignora.

1) Eu procuro estar sempre aprendendo coisas novas e me sinto quase que na obrigação de ensinar o que estou aprendendo para as outras pessoas. Seria muito egoísmo de minha parte se guardasse tudo para mim. Eu fico muito feliz em compartilhar meus conhecimentos e ver o quanto ele está fazendo bem aos que leem. Essa sensação não tem preço e me realiza de verdade. Tenho certeza que essa minha pequena atiude frente a esse blog me ajuda a alcançar o sucesso desde as pequenas coisas até as maiores. Portanto, compartilhe o que você sabe! O mundo inteiro agradecerá por essa tomada de atitude.

2) Eu realmente procuro viver aquilo que escrevo. Seria muita hipocrisia da minha parte escrever uma coisa e viver outra. Inclusive, constantemente escrevo sobre minhas falhas, meus medos, minhas angústias, pois sou humano, tão humano quanto você que me lê agora. Eu faço questão de não esconder as minhas falhas e imperfeições, pois sei que são elas que vão lapidando um Isaias melhor a cada dia. Pense sobre isso…

A escultura chamada ser humano

3) Essa é fundamental, pois muitas vezes somos movidos pelo EGO, por um orgulho exacerbado que nos mata aos poucos. Perguntar, questionar, duvidar, não aceitar tudo etc, é o caminho para conquistar a sabedoria. A sabedoria nasce da dúvida. Já pensou? Como pode ser sábio alguém cheio de certezas? De verdades? É impossível! Nessa hora me vem em mente as sábias palavras do mestre Rubem Alves:

“As pessoas, para serem belas e amadas,
precisam ter um vazio dentro delas.
A maioria acha o contrário;
pensa que o bom é ser cheio.
Essas são as pessoas que se acham cheias de verdades e sabedoria
e falam sem parar.
São umas chatas quando não são autoritárias.
Bonitas são as pessoas que falam pouco e sabem escutar.
A essas pessoas é fácil amar.
Elas estão cheias de vazio.
E é no vazio da distância que vive a saudade…”

Portanto. Pergunte! Questione-se! Duvide! Desta forma o sucesso certamente virá até você.

A arte da dúvida

Para terminar, não sei se você percebeu, mas esses caminhos para o sucesso também nos levam a ter mais felicidade na vida, pois quem é generoso, honesto e humilde, certamente também é feliz. Esses três caminhos para o sucesso também são os mesmos para a sabedoria e para a felicidade. Guarde-os com carinho e procure segui-los, tenho certeza que logo você colherá os frutos positivos desta escolha e decisão…

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Escolho meus amigos

Por Isaias Costa

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Quero compartilhar um belíssimo texto do escritor Oscar Wilde que fala sobre as escolhas das amizades, tão importantes na vida de todos os seres humanos. Leia com bastante atenção e cultive as suas amizades mais importantes e sinceras…

“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. 
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. 
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. 
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. 
Deles não quero resposta, quero meu avesso. 
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. 
Para isso, só sendo louco. 
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. 
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. 
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. 
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. 
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. 
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. 
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. 
Não quero amigos adultos nem chatos. 
Quero-os metade infância e outra metade velhice! 
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. 
Tenho amigos para saber quem eu sou. 
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.”

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A doença é uma oportunidade de renovação

Por Isaias Costa

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Hoje vou falar sobre um tema absolutamente incrível e profundo, um tema que muitas pessoas nem fazem ideia da importância: as DOENÇAS do nosso corpo. Ao contrário do que muitos pensam, ter algum tipo de doença séria, que nos obrigue a parar tudo que estamos fazendo para cuidar da saúde, é uma das experiências mais LIBERTADORAS que podemos ter na vida. Para refletir sobre isso, compartilho algumas palavras do grande mestre espiritual Eckhart Tolle.

“Nossa energia física também está sujeita a ciclos. Não consegue estar sempre no máximo. Teremos momentos de baixa e de alta energia. Em alguns períodos, estaremos altamente ativos e criativos, mas em outros tudo vai parecer estagnado, teremos a impressão de não estarmos indo a lugar nenhum, nem conseguindo nada. Um ciclo pode durar de algumas horas a alguns anos e dentro dele pode haver ciclos longos ou curtos. Muitas doenças são provocadas pela luta contra os ciclos de baixa energia, que são fundamentais para uma renovação. Enquanto estivermos identificados com a mente, não poderemos evitar a compulsão de fazer coisas e a tendência para extrair o nosso valor de fatores externos, tais como as conquistas que alcançamos. Isso torna difícil ou impossível para nós aceitarmos os ciclos de baixa e permitirmos que eles aconteçam. Assim, a inteligência do organismo pode assumir o controle, como uma medida auto protetora, e criar uma doença com o objetivo de nos forçar a parar, de modo a permitir que uma necessária renovação possa acontecer.”

Eckhart Tolle

Estas são palavras de um profundidade impressionante. O que o mestre Eckhart quer dizer com elas é que nossa vida é regida o tempo todo por ciclos, SEMPRE. Já reparou que tudo na sua vida tem um começo, um meio e um fim? Isso acontece exatamente por nossa vida ser regida por ciclos. Sempre que, de alguma forma, queremos alterar o fluxo natural dos acontecimentos, o universo (quando digo o universo estou me referindo às situações, às escolhas, os amigos, às palavras que são ditas pelos outros, o que lemos, o que ouvimos, o que assistimos etc etc…) tudo nos dá indicações de que estamos vivendo de forma equivocada e fazendo escolhas que não nos farão crescer e dar o melhor de si.

Ótimo! Esse é o primeiro ponto. O universo sempre nos dá pistas. As pessoas que são mais INTUITIVAS conseguem captar esses sinais e, consequentemente, sofrem menos. Agora quem não é, acaba naturalmente seguindo para o segundo ponto, as DOENÇAS.

A palavra intuição

Mesmo depois de receber diversos sinais, algumas pessoas insistem em fazer escolhas erradas, insistem em não seguir o seu coração, se estressam em demasia, se preocupam, se angustiam, perdem as esperanças pouco a pouco. E no fim, o que acontece é que o nosso corpo, sabiamente, se acomete de uma doença para que, literalmente, PAREMOS tudo que estamos fazendo para reavaliar nossos caminhos, nossas escolhas, pensamentos, sentimentos, comportamentos…

É aqui que se encontra a OPORTUNIDADE de se libertar. Quando isso acontece conosco, depois que nos recuperamos da doença, passamos a enxergar a vida e as situações com um pouco mais de profundidade e alteramos várias das nossas escolhas, passamos a escolher aquilo que não vai nos estressar em demasia, que não vai nos gerar tanto desconforto, que nos traga paz, serenidade e alegria.

Quero falar sobre minha própria experiência com isso. O ano de 2009 acredito que tenha sido um dos anos mais reveladores de toda a minha vida, provavelmente você não estaria lendo esse texto hoje se eu não tivesse passado pelo que passei neste ano. Em 2009 eu quase entrei em depressão, minhas emoções nunca ficaram tão abaladas, porque sempre fui estudioso e dedicado, mas as dificuldades próprias do curso que estudava (Bacharelado em Física), aliado a professores péssimos e extremamente antididáticos, me fizeram ter os piores desempenhos de toda a minha vida. Fui diretamente confrontado com o que fazia de melhor, estudar. O resultado desse choque foi que passei mais da metade do ano doente, vivia gripado, sentindo febre, dor de cabeça, insônia, irritabilidade, tensões musculares, tive várias micoses na pele etc. Todo esse desequilíbrio me fez PARAR, refletir, e buscar o autoconhecimento como nunca havia feito até então. Eu era louco por matemática, só pensava em contas e problemas matemáticos. Esse caminho incessante pelo autoconhecimento me levou naturalmente a me tornar mais sereno, saudável e feliz. O autoconhecimento me levou a descobrir a minha missão de vida, que é ajudar as pessoas a se tornarem melhores através da escrita e da educação. Provavelmente, se não tivesse sofrido tanto e ficado doente, permanecesse entorpecido até hoje, fechado no meu próprio mundo, sem vislumbrar mudanças e crescer como poderia.

Essa doença me levou pouco a pouco a uma mudança de carreira. Hoje sou professor e escritor. Os sofrimentos que passei me levaram a despertar o lado mais humano que sempre existiu em mim, mas estava adormecido. Hoje minha vida é totalmente diferente e estou cada vez mais feliz. Há outro detalhe que preciso dizer. Quando sentimos que estamos realizando a nossa missão de vida, o corpo e a mente se harmonizam de uma maneira tão bonita que a probabilidade de ficar doente é muito pequena. Raramente fico doente, e quando fico, é algo simples como um resfriado e fico curado em poucos dias. Essa saúde não acontece à toa, por acaso do destino. NÃO. Essa saúde foi conquistada através do autoconhecimento e você também pode adquirir essa saúde mais completa. Tempos atrás compartilhei um texto sobre isso, vale a pena a sua leitura…

Autoconhecimento gera saúde

Contei resumidamente o caminho que trilhei para que você entenda através de um exemplo real que as doenças são na realidade LIBERTADORAS. Se você se identificou com essas palavras, espero que acolha com carinho em seu coração e busque relaxar, se aquietar, entender o que levou você a desenvolver alguma doença séria.

Se quiser ler um pouco mais sobre isso, deixo o link de outro texto que escrevi que trata de outros pontos importantes, o link está logo abaixo…

A calma e a saúde

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Quase todos vendem atalhos

Por Isaias Costa

Em qual dessas portas você quer entrar?

Em qual dessas portas você quer entrar?

Hoje quero tratar de um assunto muito relevante, mas que passa despercebido por quase todas as pessoas, o mundo do marketing e vendas e suas estratégias que nos desumanizam. Sei que esse texto vai desagradar muita gente, mas não me importo com isso.

Tenho reparado que cada vez mais somos bombardeados com propagandas das mais diversas possíveis, até mesmo no youtube, ele o tempo todo tem aqueles vídeos de 25 segundos, que você é obrigado a assistir até o final. Às vezes eu penso: “Poxa! Eu não assisto TV porque odeio essas propagandas e sou obrigado a assisti-las no youtube…”. É um verdadeiro bombardeio, e os marketeiros utilizam técnicas incríveis que nos enchem de desejo. O que é o desejo? É querer aquilo que nos falta, ou supostamente falta. Vou explicar melhor.

Cada vez mais tem crescido o número de pessoas que vendem as promessas de crescimento financeiro e liberdade financeira e um dos pontos que, sinceramente, acho desleal, é quando os seus promotores dizem assim: “Eu fiz o curso X, viajei ao lugar Y para participar do congresso internacional Y, li dezenas de livros estrangeiros que ao todo custaram tanto etc. etc… Se você comprasse tudo isso da mesma forma que eu fiz pagaria tal valor, mas estou oferecendo a você por esse valor (bem menor). Não perca essa oportunidade. Você está tendo a chance de conseguir o mesmo que eu sem ter que reinventar a roda, você atingirá grandes resultados de forma muito mais rápida…”. Sabe qual é o nome disso? VENDA DE ATALHOS. As pessoas vendem atalhos porque sabem que vende. Elas sabem que os consumidores querem tudo PARA ONTEM. É comum ouvir essas frases: “Eu não tenho mais tanto tempo para começar nada do zero…” ou “Eu preciso ter mais dinheiro para cuidar da minha família e não posso perder tempo lendo um montão de coisas…”. É aqui! É exatamente nesse ponto que os consumidores dão um tiro no próprio pé. Sabe por quê? Porque todos esses caras que estão por aí vendendo cursos e mais cursos já foram lapidados por um intenso processo de busca de conhecimentos, de aperfeiçoamento, de cursos, de técnicas de venda, de persuação, de dicção, de oratória. São pessoas que estudaram muito, muito mesmo, e estão vendendo o que sabem para pessoas que não passaram nem por 10% do processo que eles. O que estou querendo dizer é que eles garantem que os consumidores vão atingir resultados fantásticos, sendo que os que conseguem tais resultados são os que estudam muito, se aprofundam e dão o melhor de si neste objetivo. No fim das contas, eles pagam um absurdo por algo que poderiam fazer sozinhas, através da curiosidade de ir atrás, de estudar, de pesquisar, de se aprofundar, de buscar fontes gratuitas. Acredite! Com a evolução tecnológica que já atingimos, é possível você se tornar um PhD em praticamente tudo DE GRAÇA, sem gastar um único centavo. Agora quase ninguém tem coragem suficiente para dizer isso, exatamente por causa dele, o senhor DINHEIRO, que move tudo nesta sociedade doente. Quero deixar um frase para resumir todo esse texto. Vou deixar bem em destaque para que você leia com bastante atenção.

Quer atingir a excelência? Não deixe de estudar e aprender um único dia da sua vida…

Vale ressaltar que cada pessoa tem o seu processo único e absolutamente individual de aprender, de crescer intelectualmente, espiritualmente, socialmente, afetivamente etc. Querer colocar atalhos para tudo isso só gera desconforto e desequilíbrio, mas quase ninguém enxerga isso. Por exemplo: querer vender um curso de paquera para um cara tímido e travado não vai ajudar muito se esse rapaz não mudar a sua mente, a sua percepção, o seu olhar, o seu comportamento, as suas prioridades. Mas o que os cursos de paquera da internet oferecem? Truques para se conquistar uma garota. Já disse outra vez no blog, não adianta conquistar uma garota com truques, elas têm uma espécie de sexto sentido e sentem quando um homem não está sendo ele mesmo, está sendo alguém artificial. Então um marketeiro enche o bolso de dinheiro através de ilusões, em vez de ensinar os homens o verdadeiro caminho para conquistar uma mulher, a SINCERIDADE e a SENSIBILIDADE. Escrevi um pouco mais sobre isso no post abaixo. Confira…

Ou sim ou não

Nesse pequeno texto, meu único intuito é fazer você refletir que não adianta comprar atalhos para sua vida. Esses atalhos só vão fazer você despencar a sua autoestima, fazer você acreditar em ilusões, lhe retirar da realidade da vida e o pior, vão fazer você se endividar. Lembre-se das sábias palavras do mestre dos mestres Jesus Cristo: “Entrai pela porta estreita, pois é apertado o caminho que leva a vida, e larga a porta e espaçoso o caminho que leva a perdição”. O que acha de a partir de hoje entrar pela porta estreita? Essa porta não tem atalhos. Ela é buscada pelas pessoas que estudam todos os dias, que buscam a espiritualidade, que crescem em consciência e em amor. Pense sobre isso…

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O que eu preciso mudar?

Por Isaias Costa

domino

Eu sempre gosto de falar e repetir que as grandes mudanças, aquelas que se tornam definitivas, sempre ocorrem de dentro para fora, e não o contrário, como muitos insistem em fazer. Nós temos um sério problema de encontrar culpados para as nossas mazelas, nossas escolhas ruins, nossos relacionamentos desgastados, nossas dívidas. Por quê? Quem é o culpado? Nós mesmos, por não termos feito as melhores escolhas.

Para refletir um pouco sobre isso, compartilho um texto incrível do escritor Jorge Antônio Monteiro de Lima. Leia e reflita sobre essas várias questões que ele coloca…

Mudanças

Tem gente que muda cortando cabelo, fazendo pilling, trocando o guarda-roupa. Troca de calça, de brinco, segue moda como se esta fosse lhe dar sentido à vida ou preencher seu vazio existencial. Buscam tanto mudar que, com o tempo, se esquecem de sua própria essência e gostos anulando sua identidade e espirito. Viram apenas mais um no consumismo desembestado, com guarda-roupa cheio de peças jamais usadas e alma vazia. Ser mais um? Conhece essa figurinha repetida? Quanta gente vive endividada no Brasil-maravilha – apregoado pelo governo – porque quis mudar de carro ou entrou no cheque especial e nos financiamentos para tentar ter o que acreditou que preencheria seu vazio?

Outros mudam trocando de casa, de vizinhança, de clube, acreditando piamente que o problema está em sua diversão ou nas rodas de convívio. Novamente acreditando que de uma forma material pode se encontrar um sentido para a vida. Alguns chegam a trocar de igreja como quem troca de roupa íntima, buscando a mudança pelo convívio, sua tribo. Buscam tanto que sequer lembram do que procuravam encontrar. Nada satisfaz porque a busca não era de espírito, mas apenas de matéria e aceitação social pelo convívio. Mas para que ter o espírito pleno? Terceiros ainda tentam mudar pelo trabalho: mudam de emprego, de setor, de carreira. Por uma profunda dicotomia com seu dom natural, jogam fora seus sonhos atrás do velho discurso de estabilidade econômica. Muita gente vendendo sua alma para o diabo, trocando o tempo da vida por dinheiro. Quantos vimos fazendo faculdade, comprando um diploma à prestação? Quantos, ao longo dos anos, escolhendo, por sorteio, sua profissão? Quantos anularam o que realmente gostavam de fazer para seguir aquela carreira que “dá dinheiro” proposta pelo senso comum? Quem perde a alma neste caso rompe com seu próprio destino, se afastando de seu caminho de realização, se jogando na vida enfadonha, sem graça e sem sentido. Mas para que lutar? Para que estudar e se dedicar?

Na sequência os quartos, ainda mais radicais, tentam mudar de vida pensando que seu problema está no ficante, namoro, noivado ou até mesmo no casamento. Muita gente projeta a insatisfação escolhendo mal seus parceiros, levando sua vida afetiva de forma inconsequente ou ainda “vivendo um dia de cada vez”, sem perceber que na vida afetiva as escolhas têm repercussões para ambos os lados e que pessoas não podem jamais ser vistas como mercadorias ou peças de roupa. Na afetividade projetamos nosso consumismo e materialismo e sempre precisamos de outro bem que nos faça mais feliz. Mas qual beijo será o mais gostoso? Qual sexo trará o orgasmo mais fantástico?
Os quintos, mais radicais ainda, rompem vínculos com seus familiares, somem no mundo, abandonam os filhos e tentam desaparecer, reaparecendo após décadas. Tentando apagar o passado, por vezes traumático ou doloroso ou apenas pelo egoísmo ou o cansaço da vida vazia cavada com as próprias mãos.

Mas novamente voltamos a ver a necessidade de mudança como uma instância física, material, sendo que o problema neste caso não é visto pelo próprio indivíduo como seu, mas sim projetado na família, nos amigos, no lugar em que está vivendo.

Por fim os últimos: não investem em armários, em roupas, em ações caras de clube ou no endividamento para trocar de veículo. Investem em cultura, em seu hobby, em auto-conhecimento e em seu equilíbrio interior.

Rompem com o ciclo materialista e resgatam a harmonia com o espaço em que vivem e a harmonia com a natureza. Mudam por dentro. Em nenhum caso a necessidade de mudança deve ser evitada porque a vida é energia, é transformação constante. O que
devemos perceber é que primeiro devemos mudar por dentro. Mudar nosso consumismo, nosso materialismo, resgatar nosso espírito e alegria de vida e então, na sequência, após resgatar a simplicidade, mudar quando for o caso.

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Isso traz dinheiro? Se não! Eu não quero saber!

Por Isaias Costa

DinheiroMuito

Outro dia eu ouvi uma pequena reflexão de um cara que acompanho sempre, porque ele tem um pensamento muito alinhado com o meu. Estou falando do jornalista, escritor e radialista Flávio Siqueira. No áudio, ele dizia que um amigo seu indicou o blog do Flávio para outro e imediatamente recebeu como resposta: “Isso traz dinheiro? Se não! Eu não quero saber!”. Pesado não acha? Mas sabe de uma coisa? Esse é o pensamento da maior parte das pessoas. Nunca foi tão pregado e disseminado o desejo por se tornar rico financeiramente, independente financeiramente e milionário. Porém, um detalhe muito sutil que está por trás desse busca e poucos se dão conta, é a PERDA DA LIBERDADE.

Estamos vivendo em uma sociedade repleta de condicionamentos:
“Você será feliz se tiver o produto tal…”.
“Você vai emagrecer tantos quilos em tanto tempo com o produto tal…”
“Você nunca mais será o mesmo depois de comprar o carro tal…”
“Sua pele ficará mais jovem, brilhante e atraente usando o creme tal…”
“Você vai conquistar o grande amor da sua vida consultando a fulana de tal…”
“Você vai ganhar em apenas uma semana tudo aquilo que ganharia em um ano de trabalho…”

E a lista não teria mais fim se enunciasse tudo que dizem por aí. Todos querem dar soluções para todos os problemas, mas essas soluções custam caro. Aliás! Tem que ser bem caro! Se for barato, não tem valor. Se for barato as pessoas dizem: “Olha só esse preço! Esse cara deve ser apenas um estudante que está iniciando na faculdade agora…”. Aí vem outro, muitas vezes com um serviço ridículo e caro, e as pessoas pagam pensando: “É caro! Deve ser um cara PhD no assunto. Vou aprender muito. Vou comprar agora mesmo…”. Essa é a mentalidade das pessoas. Agora imagina se chega alguém oferecendo alguma coisa que seja gratuita? Todos já olham com “pé atrás”, pensando que estão entrando em “barcos furados”. Eu acho graça de tudo isso!

Tanto eu quanto o Flávio Siqueira temos os nossos trabalhos com a escrita, somos realmente comprometidos com isso. Mas fazemos nosso trabalho pensando na reflexão que as pessoas podem fazer a partir do que escrevemos, e não se teremos muitos cliques, comentários, elogios, compartilhamentos… Esse não é o pensamento. Sempre que eu escrevo um texto novo, tenho como desejo, levar os leitores a uma boa reflexão, a última coisa que penso é em dinheiro.

Outra coisa que acho engraçado é que a maior parte das pessoas quer ter respostas prontas para tudo. Elas entram na internet com aquelas perguntas clássicas: “Como ganhar dinheiro?”, “Como se tornar rico?”, “Como se tornar milionário?”, “Como ganhar dinheiro pela internet?”, “Como emagecer rápido?”, “Como conquistar uma mulher?”, “Como aprender a falar em público em 1 dia?”, “Como estudar para um concurso público em menos tempo?” etc etc. Essas são as famosas “palavras chaves”, que estão no topo do topo do Google.

Se eu quisesse que esse blog aumentasse rapidamente o seu tráfego, bastava escrever artigos sobre esses temas: ganhar dinheiro, emagrecer rápido ou conquistar uma mulher. Eu não faço isso por um motivo muito simples, estaria traindo a minha consciência, e todo o meu trabalho perderia seu valor. Eu sou um apaixonado por perguntas, por questionamentos, por não dar respostas prontas. E como já falei outras vezes aqui, minha maior fonte de inspiração é Jesus Cristo, o homem que mais nos ensinou o que é a verdadeira LIBERDADE: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará…”. Sinto lhe dizer, mas tudo que vendem por aí a preços exorbitantes nunca vai lhe dar essa verdadeira liberdade, principalmente os que vendem o sonho da liberdade financeira. Nesse ponto eu quero ser bastante claro, para que você me entenda bem. Vários consultores financeiros que ensinam o enriquecimento fincanceiro, são pessoas com índoles maravilhosas, pessoas realmente honestas e retas, porém, o problema não é o trabalho deles, o problema são as motivações da maioria dos que compram seus cursos. A maior parte pensa em enriquecer para comprar coisas, e não para terem uma vida com mais abundância. Isso é absolutamente diferente. Eu mesmo, acompanho o trabalho de alguns consultores financeiros de alto calibre como o Seiiti Arata e o Conrado Navarro. O que os diferencia dos demais não é serem consultores financeiros, pois existem milhões por aí. Eles são diferentes porque buscam primeiro o AUTOCONHECIMENTO, ou seja, pautam todos os seus trabalhos alinhados com seus valores humanos. E por isso não tenho dúvidas ao dizer que eles ainda vão crescer muito mais. E por que isso não acontece com as outras pessoas? Porque elas estão movidas pela GANÂNCIA, e não pela AMBIÇÃO. É a ambição que nos faz crescer mais e mais, já a ganância nos faz querer crescer sozinhos, sem ajudar os outros a crescerem junto conosco. Escrevi um texto sobre isso com mais detalhes, se quiser ler, o link está logo abaixo.

Ganância e Ambição

Há outro ponto importante e poucos tem coragem de abordá-lo é a EDUCAÇÃO. Todos os grandes problemas das pessoas se resolvem com educação e não com soluções mágicas e rápidas como vemos normalmente. Problemas financeiros se resolvem com EDUCAÇÃO FINANCEIRA. Problemas de excessEDo de peso e gorduras excessivas se resolvem com EDUCAÇÃO ALIMENTAR E EXERCÍCIOS FÍSICOS e não com remédios e dinheiro no bolso dos aproveitadores. PROBLEMAS DE RELACIONAMENTO se resolvem com AUTOCONHECIMENTO, buscando primeiro o amor próprio, depois o amor ao próximo. Mas por que as pessoas não falam isso? Por que não vende. Porque não dá lucro. Porque o que estou propondo aqui pode revolucionar a qualidade de vida das pessoas e poderá trazer mais equilíbrio e felicidade às suas vidas. É por isso! A mídia e a empresas enriquecem assim, com a infelicidade das pessoas. Vendendo tudo através do caminho mais curto, do caminho das compras de produtos mirabolantes e milagrosos…

“Pessoas saudáveis e felizes não sentem que precisam de muita coisa que já não tenham, e isso significa que elas não compram um monte de porcarias, não precisam de tanto entretenimento e acabam não assistindo a tantos comerciais…” – David Cain

Gostaria de lhe levar a refletir sobre essas questões tão importantes e deixar essa reflexão. Para você? O que seria a verdadeira liberdade?

E se quiser acompanhar o trabalho do Flávio Siqueira, deixo o link da sua fanpage. Ahh! Não espere ganhar dinheiro ao clicar no batão “curtir” certo? Tenho certeza que você vai ganhar algo bem mais valioso que dinheiro. Você vai ganhar um pouquinho mais de consciência diariamente…

https://www.facebook.com/flaviosiqueirafs?fref=ts

frase-dinheiro-e-sucesso-nao-mudam-as-pessoas-eles-so-ampliam-o-que-ja-esta-la-will-smith-136347

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Não tenho tempo

Por Isaias Costa

paifilho

Hoje eu quero compartilhar um texto bem antigo, na realidade nem sei o ano de sua autoria, mas já o conhecia quando era só um garotinho brincalhão! Esse texto conta a história de um homem que não tinha tempo para brincar com o seu filho.

Leia e reflita sobre como você tem usado o seu tempo. Tenha cuidado para não passar a vida inteira correndo atrás de sucesso profissional, mais dinheiro etc, e esquecer o principal, estar perto das pessoas que você ama…

NÃO TENHO TEMPO

Sabe, meu filho, até hoje não tive tempo para brincar com você.
Arranjei tempo para tudo, menos para ver você crescer.
Nunca joguei dominó, dama, xadrez ou batalha naval com você.
Percebo que você me rodeia, mas sabe, sou muito importante e não tenho tempo.

Sou importante para números, conversas sociais, uma série de compromissos inadiáveis…
E largar tudo isso para sentar no chão com você…
Não, não tenho tempo!
Um dia você veio com um caderno da escola para o meu lado.
Não liguei, continuei lendo o jornal.
Afinal, os problemas internacionais são mais sérios que os da minha casa.
.
Nunca vi seu boletim nem sei quem é a sua professora.
Não sei nem qual foi sua primeira palavra; também, você entende…
Não tenho tempo…
De que adianta saber as mínimas coisas de você
se eu tenho outras grandes coisas a saber?
Puxa, como você cresceu!
Você já passou da minha cintura, está alto!
Eu não havia reparado nisso.

Aliás, não reparo em quase nada, minha vida é correr.
E quando tenho tempo, prefiro usá-lo lá fora.
E se o uso aqui, perco-me diante da TV.
A TV é importante e me informa muito…
Sei que você se queixa, que você sente falta de uma palavra,
de uma pergunta minha, de um corre-corre, de um chute na bola.
Mas eu não tenho tempo…

Sei que você sente falta do abraço e do riso,
de andar a pé até a padaria, para comprar guaraná.
De andar a pé até o jornaleiro para comprar “Pato Donald”.
Mas, sabe, há quanto tempo não ando a pé na rua?
Não tenho tempo…
.
Mas você entende, sou um homem importante.
Tenho que dar atenção a muita gente.
Dependo delas… Filho, você não entende de comércio!
Na realidade, sou um homem sem tempo!
Sei que você fica chateado, porque as poucas vezes que falamos
é monólogo, só eu falo.
E noventa por cento é bronca: quero silêncio, quero sossego!
E você tem a péssima mania de vir correndo sobre a gente.
Você tem mania de querer pular nos braços dos outros…
Filho, não tenho tempo para abraçá-lo.
.
Não tenho tempo para ficar com papo-furado com criança.
Filho, o que você entende de computador,
comunicação, cibernética, racionalismo?
Você sabe quem é Marcuse, Mc Luhan?
Como é que vou parar para conversar com você?
Sabe, filho, não tenho tempo, mas o pior de tudo,
o pior de tudo é que…

Se você morresse agora, já, neste momento,
eu ficaria com um peso na consciência, porque,
até hoje, não arrumei tempo para brincar com você.
E, na outra vida, por certo, Deus não TERÁ TEMPO de me deixar, pelo menos, vê-lo!

Neimar de Barros

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Ninguém bate mais duro do que a vida

Por Isaias Costa

Uma das músicas que mais gosto de ouvir e que fala sobre a mediocridade das pessoas se chama “Outras frequências”, do Humberto Gessinger, vocalista da banda Engenheiros do Hawaii. Esta música tem uma letra muito bonita e pode-se fazer grandes reflexões a partir dela. O link com a música está logo abaixo.

“Seria mais fácil fazer como todo mundo faz, o caminho mais curto, produto que rende mais.
Seria mais fácil fazer como todo mundo faz, um tiro certeiro, modelo que vende mais.”

Aqui ele está falando sobre o nosso sistema de vida atual, totalmente voltado para o consumo. A maior parte das pessoas prefere seguir o caminho mais curto, pensando equivocadamente que isso possa render mais e dão um ou vários tiros certeiros em busca de coisas, pois isso vende mais. Esse é o modelo capitalista cheio de ganâncias, que só tem levado cada vez mais as pessoas ao desequilíbrio, a insatisfação, ao descontentamento… É muito mais fácil seguir esse caminho, pois se trata do caminho dos medíocres, daqueles que fazem simplesmente o que todo mundo faz. Eu quero e estou lutando para não fazer parte deste grupo, e quero lhe encorajar a fazer o mesmo, é uma questão de escolha, que muitas vezes, só vamos ver os frutos positivos muitos anos depois, muitas vezes até de formas intangíveis, como saúde do corpo, paz de espírito, amor, alegria, sentimento de satisfação etc.

A mediocridade das pessoas

“Mas nós dançamos no silêncio. Choramos no carnaval. Não vemos graça nas gracinhas da TV. Morremos de rir no horário eleitoral.”

Todas essas atitudes citadas são das pessoas que decidiram não seguir a boiada. São atitudes de pessoas consideras “loucas” por essa sociedade que nos quer domesticados e sendo reféns dos homens mais poderosos. Eu odeio a TV aberta e já falei isso aqui diversas vezes, porque ela só nos deixa mais alienados e consumidores, a maior parte do tempo ela nos enche de propagandas e anúncios, querendo nos convencer que não temos o suficiente, que o que temos é ruim, não presta, é ultrapassado, é fora de moda. Desligue a TV! Pode ter certeza que com ela desligada você vai notar em pouco tempo que seu cérebro trabalhará de forma mais ativa e produtiva, você vai melhorar sua autoestima e vai perceber que tem tudo que precisa e não precisa se moldar a esse sistema doente em que vivemos. Se quiser se aprofundar mais nestas questões, sugiro alguns textos anteriores…

Televisão: a domesticadora dos pobres
A propaganda é a arma do negócio
O cérebro preguiçoso

Quero salientar a primeira frase desta estrofe, ela é genial, digna de alguém mestre em compor músicas. “Mas nós dançamos no silêncio”. Pode ser que eu esteja enganado, mas acredito que o Gessinger se inspirou em ninguém menos que Friedrich Nietszche para incluir essa frase em sua música. Uma de suas geniais frases é a seguinte: “E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música”. Dançar no contrafluxo, dançar no silêncio é isso, é fazer aquilo que os outros não tem coragem de fazer, por medo, por receio, por achar que alguém estará olhando e chamando você de “louco”… Já parou pra pensar nisso? Será que você alguma vez já sentiu vontade de dançar sem haver uma música, mas não o fez para não ser tachado de “louco”? Pois é! Será que essa loucura não seria na realidade uma sanidade? Eu gosto de pensar nessas coisas e gosto ainda mais se chega alguém até mim achando que eu sou louco! Acho isso um tremendo elogio, pois se eu sou louco é porque eu estou fazendo algo diferente da maioria, estou sendo único, estou sendo original, não estou seguindo a boiada… Quer se juntar ao grupo dos loucos? Quer ter essa sanidade maluca que muitos sonham e não têm coragem de dar o primeiro passo? Quem sabe hoje não seja o seu dia de dar esse primeiro passo?

“Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os que são peças redondas nos buracos quadrados.
Os que vêem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discorda-los, glorificá-los ou difamá-los.
A única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas.
Eles inventam. Eles imaginam. Eles curam. Eles exploram. Eles criam. Eles inspiram.
Eles empurram a raça humana para frente.
Talvez eles tenham que ser loucos.
Como você pode olhar para uma tela em branco e ver uma obra de arte? Ou sentar em silêncio e ouvir uma música jamais composta? Ou olhar para um planeta vermelho e ver um laboratório sobre rodas?
Enquanto alguns os vêem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo, são as que de fato, mudam.”

O mundo precisa de loucos
O que ter saúde mental?

“Seria mais fácil fazer como todo mundo faz. Sem sair do sofá, deixar a Ferrari pra trás. Seria mais fácil, como todo mundo faz. O milésimo gol sentado na mesa de um bar.”

Muitas pessoas pensam, sonham em mudar, mas falta coragem, falta determinação por essa mudança. É muito mais fácil ficar no sofá vendo TV do que ler um bom livro, assistir a um bom filme ou fazer uma atividade física. É muito mais fácil ver o milésimo gol do Pelé no bar com os amigos do que tentar ser um jogador de futebol tão bom quanto ele foi. É mais fácil dizer: “Esse Pelé é o cara!”, do que dizer “O Pelé será a minha referência no futebol para que eu consiga chegar mais longe…”. Pense sobre isso e faça acontecer aquilo que você quer que aconteça! Corra atrás! Lute para que seus sonhos se tornem realidade! É possível! Não estou dizendo que é fácil! De maneira alguma! É possível! Mas para se tornar possível, o primeiro passo é fundamental e decisivo para que venha o segundo, o terceiro e, assim, você vá contruindo a sua vitória…

Faça acontecer
As grandes referências

“Mas nós vibramos em outra frequência. Sabemos que não é bem assim. Se fosse fácil achar o caminho das pedras. Tantas pedras no caminho não seria ruim…”

A maior parte das pessoas prefere seguir o caminho mais fácil, aquele que doa menos. Mas esses, infelizmente, não chegam mais longe pois, como diria o empresário Flávio Augusto: “Crescer dói, mas vale a pena”. Para crescer é preciso passar pelo sofrimento, pelo caminho das pedras, é impossível chegar mais longe sem que existam grandes pedras pelo caminho. Porém, quem sabe disso e tem consciência desta realidade utiliza essas pedras para a construção de seu castelo. Acho que já vi essa frase em algum lugar, não lembro onde… Veja a história daqueles que mais fizeram e contribuíram para o mundo? Todos eles passaram por grandes sofrimentos, mas utilizaram seus sofrimentos e fracassos como alavancas para o suceso, utilizaram os fracassos para se aproximarem cada vez mais da vitória. Faça o mesmo! Se caiu? Levanta! Se caiu de novo? Levanta outra vez! A vida é assim, ela nos derruba o tempo todo, só cabe a nós decidir se levantar ou continuar no chão. E antes de você achar que eu sou diferente, digo a você com todas as letras. NÃO. A vida já me bateu e continua batendo com força. Eu já apanhei muito da vida e continuo apanhando. Quem já leu o meu e-book, soube que eu quase entrei em depressão na época que cursava Física, um curso que não estava me fazendo feliz e que não fazia parte da minha missão de vida. Sofri, sofri, talvez sofri mais do que você que me lê agora, mas eu levantei, caí de novo, levantei, caí de novo, e estou aqui hoje para dizer pra você que é possível SIM seguir os nossos sonhos e fazer acontecer aquilo que mais queremos nesta vida. Eu descobri depois de muitas quedas que o que eu mais quero é poder ajudar as pessoas com mensagens motivacionais como essa, carregadas de emoção, carregadas de verdade, carregadas de sentimentos de alguém que sofre, mas que tem um desejo profundo de se tornar cada vez melhor a cada dia.

Crescer dói

É preciso vibrar em outra frequência, na frequência do sucesso. Esta que foge da mediocridade, do caminho mais fácil, do que todo mundo faz. Você quer vibrar em qual frequência?

O caminho para o sucesso

Quero concluir com o exemplo de um cara que admiro de todo o meu coração, o ator Sylvester Stallone. Ele “comeu o pão que o diabo amassou” antes de se tornar a estrela que é hoje e sua bela história de vida pode nos dar aquela motivação que estava faltando. O link abaixo conta de forma resumida a imensa crise que ele viveu para atingir o sucesso e gravar a série de filmes “Rocky Balboa”, que fez com que ele deslanchasse na sua carreira.

Sylvester Stallone: uma história de superação

No filme Rocky 6 tem uma lição de vida que guardarei para sempre em meu coração e se você ainda não viu, recomendo fortemente que veja. O link da cena é esse aqui:

“O mundo não é um grande arco-íris. É um lugar sujo. É um lugar cruel. Que não quer saber o quanto você é durão. Vai botar você de joelhos e você vai ficar de joelhos para sempre se você deixar.

Você, eu, ninguém, vai bater tão duro como a vida. Mas não se trata de bater duro. Se trata de quanto você aguenta apanhar e seguir em frente. O quanto você é capaz de aguentar e continuar tentando.

É assim que se consegue vencer. Agora se você sabe o seu valor então vá atrás do que você merece, mas tem que ter disposição para apanhar. E nada de apontar dedos, dizer que você não consegue por causa dele, ou dela, ou de quem seja. Só covardes fazem isso e você não é covarde. Você é melhor do que isso.

Eu sempre vou amar você acima de tudo. Aconteça o que acontecer. Você é meu filho, é meu sangue. Você é a melhor coisa da minha vida.

Mas se você não acreditar em você mesmo, nunca vai ter uma vida…”

Lute! Tenha coragem! Corra atrás de seus sonhos! Ninguém vai bater mais duro do que a vida, mas você é mais forte e vai levantar para provar pro mundo o seu valor, a sua força. Sigamos em frente…

Muhammad Ali vs. Joe Frazier in Fight of the Century, Madison Square Garden in New York City, New York, 1971

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A importância de correr riscos

Por Isaias Costa

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A nossa vida é o tempo todo contornada por duas palavras que determinam nosso destino, SEGURANÇA e LIBERDADE. Você percebe que elas são inversamente proporcionais? Quando aumento minha segurança, diminuo minha liberdade, já quando aumento minha liberdade, querendo ou não, diminuo a segurança, e consequentemente, estou bem mais exposto aos riscos do caminho. Qual o caminho que mais de 95% das pessoas escolhe? Acho que nem preciso responder não é mesmo?

É sobre isso que quero lhe levar a refletir hoje. A partir das sábias palavras do médico e escritor Augusto Cury.

“O medo de correr riscos bloqueia a inventividade, a liberdade, a ousadia. Há inúmeras pessoas que travaram sua inteligência e enterraram seus projetos de vida pelo medo de correr riscos. Não são conformistas nem coitadistas, eles almejam escalar seus alvos, mas não ousam. Procuram transformar seus sonhos em realidade, mas se inquietam com os riscos da jornada.

Eliinar todos os riscos da humanidade geraria pessoas autoritárias, individualistas, ensimesmadas, agressivas, deprimidas, entediadas. O risco implode nosso orgulho, esfacela nosso egocentrismo, nos une, nos estimula a criar laços e experimentar a difícil arte de depender uns dos outros.

Sem riscos, a psique não teria poesia, criatividade, intuição, inspiração, coragem, determinação, espírito empreendedor, necessidade de conquista. Sem riscos não conheceríamos o sabor das derrotas nem o paladar das vitórias, pois elas serim um destino inevitável não fruto de batalhas. Sem riscos não erraríamos, não choraríamos, não pediríamos desculpas, não teríamos necessidade de humildade em nosso cardápio intelectual.”

Correr riscos é algo fundamental para que alcancemos nossos maiores objetivos. Essa palavra tem uma relação estrita com outras duas, que são possibilidade e oportunidade. Em ordem de grandeza, elas podem ser colocadas assim:

oportunidade < possibilidade < risco

Vamos entender essa sequência! Todos nós temos, centenas, milhares de oportunidades todos os dias, por isso ela vem primeiro. Toda oportunidade nos dá a possibilidade de uma escolha e de uma decisão, eu decido se vou nessa ou naquela direção, eu encaro o desafio da oportunidade lançada, que pode ser uma porta de sucesso ou não. É aí que está o risco, e muitos tremem nas bases quando veem essa palavra. Querem risco mínimo, querem SEGURANÇA, querem ter a certeza de que terão todas as contas pagas no final do mês. E o que esse pensamento faz? Leva medo para dentro das nossas mentes. E aqui faço questão de me incluir também. Eu também tenho muito medo de tomar decisões mais ousadas, porque também fico oscilando entre liberdade e segurança. Quero mais liberdade, mas ao mesmo tempo, sinto medo de fracassar, de perder, de me arrepender. Eu sou humano igual a você, estamos juntos nessa jornada. Vamos pensar juntos e vamos ousar juntos? Esse é meu desejo com esse texto, levar você junto comigo a uma viagem fantástica rumo a liberdade. E essa viagem só é possível quando há uma decisão real de fugir dos padrões e correr riscos, seguir o próprio caminho, sem a certeza absoluta da vitória. Isso é liberdade, e liberdade sempre traz riscos. Você pode ler essas palavras e tomá-las como um incentivo para que você tenha mais coragem e ousadia, ou pode simplesmente desconsiderá-las, tudo é uma questão de decisão, e essa decisão depende único e exclusivamente de você…

É muito importante o que o Augusto Cury fala sobre a ausência de riscos. Isso pode ser terrível, pois essa ausência leva a nossa vida cada vez mais a se tornar uma rotina, e a rotina faz com que nossa vida passe como um sopro, como uma nuvem, como se não tivéssemos vivido. Além do fato de gerar em nós todos os sentimento citados por ele. Sem riscos nos tornamos arrogantes, prepotentes, conformados… Com riscos aguçamos grandes virtudes como a humildade, o despredimento, a empatia, a amizade, o desejo de se juntar etc.

Eu sou um amante dos riscos, mas os riscos saudáveis é claro! Muita gente confunde correr riscos com ser uma pessoa “sem noção”, que busca altas adrenalinas ou desafiar a morte em algo radical, uma coisa não tem nada a ver com a outra. A segunda tem mais a ver com aventuras malucas do que com correr riscos.

Os riscos nos ajudam a cultivar aquilo que é belo, como o lado poético, a criatividade, o lado inventivo, o lado artístico etc. Já reparou que os artistas, os músicos, dançarinos, escritores, artesãos, escultores…. normalmente não são milionários? Claro que não estou generalizando, existem aqueles que se destacam e ganham fortunas. Mas onde quero chegar é que esses são caminhos que se seguem que normalmente não se ganha rios de dinheiro, e sabe o que é mais legal de tudo? É que quem escolhe essas belíssimas e encantadoras profissões estão movidas pela paixão ao que fazem, elas não colocam o dinheiro como o ponto de partida, NÃO, elas colocam a felicidade e realização como ponto de partida, e desta forma são felizes e fazem trabalhos magníficos. No fim, eles ganham dinheiro e vivem bem com o dinheiro que ganham, independente de ser muito ou pouco, porque na raiz de tudo está o propósito, o desejo de ser o melhor naquilo que faz e ponto.

Todos estes que citei correm enormes riscos, mas são riscos que fazem com que se destaquem em suas especialidades e que os levam a uma realização pessoal incrível.

Que você reflita um pouco sobre isso e busque correr mais riscos. Essa nossa sociedade prega cada vez mais a segurança e veja só! Milhões de pessoas insatisfeitas com seus trabalhos, rezando desde as 6:30h da manhã da segunda-feira para que chegue logo 18:00h da sexta-feira, ou estou falando alguma loucura? Se você não quer mais passar por isso e quer realmente ter mais liberdade, esse é o caminho, correr riscos e mais riscos, com coragem, com energia, com ousadia, com vibração! Esse é meu desejo para você…

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