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Pessoas reclamonas

Por Isaias Costa

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Existe um tipo de pessoa que está presente em absolutamente todos os lugares, em maior ou menor número, mas sempre está presente. São as pessoas reclamonas. Quem são elas?

Estas são as pessoas que passam a maior parte do tempo reclamando de tudo e de todos, são pessoas com uma inquietação interior sem medida, que têm uma enorme dificuldade em aquietar, em viver o momento presente, em se alegrar e rir de pequenas coisas, de rir de si mesmas. São sérias e tagarelas, o silêncio é quase uma tortura para elas.

Quero falar um pouco sobre a minha última experiência profissional. Eu estava trabalhando como professor em um colégio do Estado, e você sabe que a realidade do ensino público é terrível não é? Pois é! O que aconteceu? Quase todos os meus colegas professores eram reclamões. Estavam o tempo todo falando do salário baixo, dos atrasos nos salários, dos alunos desinteressados, das muitas obrigações, da grosseria de alguns alunos etc. etc.

E como eu já falei diversas vezes aqui, eu sou um amante do silêncio e na maior parte do tempo ficava apenas ouvindo tantas reclamações. Mas aqui eu preciso dizer algo importantíssimo. É impossível, repito, é IMPOSSÍVEL passar ileso por pessoas reclamonas. Quando se está apenas com uma, até que é possível, mas quando se trata de um grupo grande, no qual você faz parte, você será afetado por essa energia lamentadora. Foi o que, infelizmente, aconteceu comigo.

Quando eu menos esperava, lá estava eu também me lamentando. Mas eu parei para pensar e refletir: “Espera aí Isaias! Você está reclamando do que cara?”. Eu fiquei impressionado com a minha reação, porque eu não sou uma pessoa reclamona, pelo contrário, procuro o tempo inteiro ser grato e alegre. Então, alguma coisa deveria ser feita urgentemente para que eu não me tornasse uma pessoa reclamona também.

Já ouviu aquele ditado “O homem é produto do meio?”. Exatamente! O meu perfil e personalidade não estava se encaixando com o ambiente que havia escolhido para trabalhar, e isso estava me fazendo muito mal, de verdade. As minhas melhores energias estavam sendo sugadas, estava ficando cansado, estressado e perdendo a alegria e o “brilho no olho” que são tão próprios da minha natureza.

Então tomei a decisão de sair desse emprego. Se eu ficasse lá por mais tempo, certamente seria acometido por um dos maiores males da humanidade, o CONFORMISMO, que é se acostumar com uma realidade ruim por não conseguir enxergar uma realidade que possa ser melhor.

Se você parar para refletir um pouco, vai perceber que as pessoas reclamonas normalmente também são as acomodadas. Pense se você conhece alguém com esse perfil? Elas estão buscando o crescimento contínuo? Estão procurando aprender coisas novas? Estão inovando o seu modo de trabalhar? Estão com um sorriso pleno no rosto? Acredito que NÃO, e se a resposta é NÃO, é porque estão acomodadas, estão ilhadas nas suas ZONAS DE CONFORTO. Sim! Eu estava em uma zona de conforto, mas fiz questão de sair, e na realidade o que fiz foi dar um “salto no escuro”, pois saí sem ter uma proposta de emprego “certa”. Escrevi recentemente sobre essa minha decisão, e o que estou falando agora está completamente interligado com esse texto. Se você ainda não o leu, recomendo, porque você vai perceber que eu tomei uma decisão acertada, eu decidi isso pensando na minha felicidade e realização pessoal. O link está logo abaixo.

Sem medo de dar um salto no escuro

As pessoas reclamonas exalam uma enorme energia negativa nos ambientes que adentram, e como falei anteriormente, essa energia se espalha e contagia as outras. O que fazer para reverter isso? Simples! É preciso espalhar o seu antídoto. Qual o antídoto das reclamações? A GRATIDÃO. A gratidão também se espalha e faz os ambintes se tornarem bem mais bonitos e harmoniosos. Seja uma pessoa grata! Você tem milhões e milhões de motivos para agradecer todos os dias. O simples fato de estar vivo já é motivo suficiente. Quanto mais você agradece e busca a graça do silêncio, a sua vida se preenche de uma energia incrível, que por onde você for, será percebida pelas pessoas. Falo isso porque acabei de passar por essa experiência e as pessoas olhavam para mim com um olhar curioso, como se eu estivesse “escondendo alguma coisa”, sendo que eu não estava escondendo nada, estava apenas exalando uma energia diferente, incompatível com o local onde estava inserido. Você conseguiu entender o que escrevi agora? Isso é bastante sutil…

Estou falando aqui sobre a minha própria experiência, e tenho certeza que alguns leitores vão se identificar com essas palavras. Vou concluir deixando uma dica preciosa, sempre escute o que o seu coração está dizendo. Eu ouvi o meu e sinto que tomei a melhor decisão. Tenho certeza que você ouvindo o seu também fará o mesmo.

Portanto. As pessoas reclamonas têm as características que enunciei e elas atraem para si pessoas com a mesma energia. Para não ser como elas é preciso ser GRATO, buscar a graça do SILÊNCIO, e claro, fazer e trabalhar com o que se AMA da melhor forma possível. Tenho certeza que se você captar bem essa mensagem, jamais se tornará uma pessoa reclamona e como consequência, terá uma vida muito mais feliz e harmoniosa…

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O que é ser rico?

Por Isaias Costa

É com grande alegria que compartilho com os leitores o vídeo que mais me mostrou até hoje o real significado da palavra RIQUEZA. Nesta sociedade capitalista e consumista em que vivemos, esta é uma das palavras mais distorcidas, sendo que seu significado é bem mais abrangente do que se pensa. Recomendo que você o assista antes de continuar a leitura deste texto.

Esse emocionante vídeo revela o que é riqueza no trecho em que o garoto Lim pergunta a seu pai:
- Por que não somos ricos?
E ele responde:
- Quem disse que não somos ricos? Ser rico não é sobre quanto se tem, mas sim quanto você pode dar. De alguma forma, quando você dá, você será mais feliz.

Isso é ser rico! Doar a sua vida, seu trabalho, seu dinheiro, seu amor, seu carinho, suas palavras, seus talentos… Quanto mais você doa, mais recebe de volta. Essa é uma matemática que foge completamente à razão, pois esta se consolida no coração. Ser rico é mais um estado de espírito e tem a ver com as escolhas da vida do que o quanto de dinheiro que você tem na conta bancária.

É muito importante falar sobre as ESCOLHAS. Se você prestou atenção neste vídeo, deve ter percebido que o pai do Lim era sim um homem inteligente e poderia ter se tornado também rico financeiramente, mas escolheu ser palhaço e alegrar a vida de milhares de crianças. Aliás! Quero aproveitar para parabenizar a profissão de palhaço, que a meu ver é nobre. Uma profissão seguida por homens e mulheres que tem um coração e uma humanidade imensa. Escrevi um pouco sobre “A nobre arte do palhaço”, inspirado no grande palhaço brasileiro Marcio Libar. Se quiser ler, deixo o link logo abaixo.

A nobre arte do palhaço

Quando o Lim já está trabalhando e já bem sucedido financeiramente, recebeu cartas de agradecimento por doações que ele achava que não tinha feito. Essa parte do vídeo tem uma linda mensagem e resolvi transcrevê-la:

***

Obrigado por ter vindo Sr. Lim. Seu pai falava muito sobre você. Seu pai sempre nos fazia esquecer dos nossos problemas e nos lembrava de nossos sonhos e esperanças. Mas as crianças aqui sentem muita falta dele. Era o único que podia trazer um sorriso a seus rostos.

Eu lembro que havia um garoto. Ele era muito deprimido e ele não ia pra escola. Basicamente tinha desistido da vida, mas seu pai lia para ele regularmente.

Esse garoto cresceu para se tornar uma pessoa útil. Seu pai poderia se aposentar confortavelmente, mas ele escolheu continuar trabalhando, para poder ajudar mais pessoas.

Ele era um homem generoso. Simples assim. Ele nunca contou pra ninguém sobre a sua doença.

***

Nesta parte tem dois detalhes que acho incríveis, mas que nem todos se dão conta. O primeiro é que ele fazia as suas doações em silêncio. O seu filho nunca soube que aquele dinheiro dos “impostos” na infância eram para as doações que seu pai fazia. Lembre sempre disso, as maiores e mais impactantes obras são aquelas feitas em silêncio, na simplicidade.

O segundo é que ele não reclamava de nada na vida. Tinha uma doença séria, provavelmente um câncer, mas não saia por aí reclamando da vida, muito pelo contrário, saia dando risadas e alegrando as crianças.

Essas duas lições, juntamente com a lição de ser um homem de caráter, que educa o seu filho para ser rico de verdade, ou seja, rico no caráter, nos princípios, nas escolhas, me fez eleger esse vídeo como o melhor que já vi até hoje para mostrar às pessoas o que é ser rico.

Sei que existem milhares de definições para esta palavra, mas para mim, a riqueza suprema se chama SIMPLICIDADE, que é uma maneira de ver, de viver e de enxergar o mundo sobre a ótica da doação, do desprendimento, do amor, do cuidado, da valorização do essencial etc. Eu sou uma pessoa simples e quero cultivar esses valores por toda a minha vida e quero hoje lhe levar a refletir sobre isso…

Ser rico não é sobre quanto se tem, mas sim quanto você pode dar…

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Sem medo de dar um salto no escuro

Por Isaias Costa

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O medo está presente na vida de absolutamente todas as pessoas e logicamente eu também tenho muito medo de diversas coisas, e é sobre isso que quero refletir um pouco hoje.

Eu acabei de tomar uma decisão bem importante na minha vida, mas que pelo menos por enquanto, não entrarei em detalhes. A decisão que tomei foi totalmente um “salto no escuro” e digo sem medo que tomei essa decisão na fé e na certeza de que ela foi feita para o meu bem e o meu crescimento humano e profissional.

Eu nunca canso de repetir que a maior, e sempre será, a maior referência na minha vida é o mestre Jesus Cristo. O homem mais sábio que já habitou o planeta Terra. Li uma frase que resume um pouco o sentimento que tive ao tomar minha decisão.

“Quando o caminho que você escolheu seguir na vida não te levar até aonde pretendia chegar, não hesite em procurar outro.
Nunca é tarde para recomeçar.
Mais importante do que simplesmente viver é viver realizado, caminhando pelos caminhos que sempre sonhamos.
Faça como os pássaros: não tenham medo de voar para céus desconhecidos!”

Daniel Hertel

Estas palavras me remeteram imediatamente a Jesus quando disse: “Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?

Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?”

Os pássaros representam a perfeição e harmonia da natureza, esta que pode ser extendida também para nossa vida, mas insistimos em ficar dispersos, ansiosos, inquietos, estressados, angustiados, temerosos. Não precisamos de nada disso! Só precisamos de uma paz como as dos pássaros…

Eu estava seguindo um caminho que certamente não estava me levando onde gostaria de chegar e decidi seguir outro. Que, na fé, sei que me levará a crescer como eu quero. Eu estou recomeçando e procurando na serenidade seguir esse caminho por uma nova estrada, que será contruída sobre a rocha chamada Jesus Cristo.

Lendo os artigos no escritor, jornalista e radialista Flávio Siqueira, algumas palavras me tocaram bastante, essas aqui:

“Abra os olhos, repense seu caminho, reconheça as possibilidades e não se desvie por seus próprios desejos.

Às vezes, é preciso andar no escuro, nem sempre o caminho será conhecido mas não viva jogado pelo vento; aprenda a perceber as coisas.

Para que a fé remova montanhas, antes precisa remover as vendas que nos impedem de olharmos para os lados e nos limitam a nossos próprios medos.

Acredite em você, se aquiete e sinta o mundo de possibilidades a sua volta.

Sendo assim, mesmo com tristezas, andará em paz, sabendo que fé não é encerrar sua existência em bens ou vontades, mas a certeza de que você não está aqui por acaso e, independente de como as coisas estão, caminha para dias melhores, mesmo que através de curvas, desvios, e tropeços.

Sei que é difícil, mas a gente chega lá.”

Essas palavras mostram o medo que estava sentindo e nem percebia. Era como se os meus olhos estivessem vendados para a beleza da realidade à minha volta, e esse medo estava limitando as minhas possibilidades, não me fazendo enxergar com a profundidade que poderia enxergar.

É um caminho difícil. Sei que o caminho que trilharei daqui pra frente será desafiador. Certamente vou cair, mas a fé me ajudará a me reenguer sempre.

Quero concluir esta reflexão com um vídeo muito profundo também do Flávio Siqueira falando sobre “Como saber qual o caminho a seguir?”. Esse vídeo foi gravado por ele esses dias e me levou a pensar seriamente na minha decisão e efetivá-la sem medo, com a certeza de que ela me abrirá portas de sucesso.

Recomendo que você escute esse vídeo com toda a atenção e sem dispersões, para captar sua mensagem. Eu transcrevi a parte que mais me impactou e levou a refletir, caso queira escrever ou imprimir.

Desejo a você muita luz, amor, consciência, coragem e fé…

“A gente corre, corre, cai, cai, busca, busca, levanta, levanta, quebra a cabeça, até perceber que, de fato, pouca coisa é necessária. E essa pouca coisa, vem como reflexo de um ser pacificado, que escolheu em amor, atitudes de consciência, de crescimento, do bem.

E uma coisa leva a outra. Quanto mais eu mergulho nessa percepção, mais claro fica o caminho que eu devo seguir. Mais distante eu vou me tornando dessa cultura alienante de massa, de homogeneização de pensamento, de falta de reflexão, de distanciamento de si mesmo, de inchamento do ego, de projeção no passado, de medo do futuro, de fuga da morte.

Quanto mais distante eu me torno desse pensamento. Quanto mais eu percebo o reino de Deus dentro de mim, mais claro fica o caminho a seguir. Porque, sobretudo, o caminho mora em mim. O mapa está dentro de mim. Tudo que eu preciso está em mim.

Busca em primeiro lugar o reino de Deus e todas as coisas que importam serão acrescentadas.

Você só perceberá isso, no dia em que entender que o caminho da simplicidade, o caminho do amor, o caminho da consciência, muitas vezes, ainda que pareça um salto no escuro, é o caminho que lhe iluminará os passos, e lhe mostrará a direção a seguir. Há muitas estradas para a gente seguir, mas o caminho é um só e ele mora dentro da gente.

Enxergue-se! Revise suas motivações! Olhe para si mesmo e acredite! Você vai saber qual o caminho a seguir!…”

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A gente se acostuma com tudo…

Por Isaias Costa

A gente se acostuma

Quero compartilhar um texto que achei maravilhoso e pode levar a grandes reflexões. Nele a autora fala sobre o ser humano e como ele se acostuma com tudo, mesmo com aquilo que é ruim. Na realidade acostumar-se e conformar-se são verbos quase sinônimos, as diferenças são sutis, acostumar-se tem a ver com criar um costume, um hábito, já conformar-se é achar que algo não pode mudar ou que não precisa ser mudado.

Este texto é de autoria da escritora e jornalista Marina Colassanti. Leia e reflita sobre ele. E como adoro música, deixo também uma bela música da banda Pato Fu que fala sobre os hábitos, chamada “Vida diet”

“EU SEI, MAS NÃO DEVIA”

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

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A arte de viver bem segundo Cora Coralina

Por Isaias Costa

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Eu amo as as pessoas idosas e sempre aprendo muito com as suas sabedorias de uma vida inteira. Para viver bem e feliz, acredito que as melhores pessoas para nos ensinar isso são as idosas, pois elas têm muitas dicas, segredos e mistérios para nos contar por terem vivido bastante e estarem com saúde.

Li e fiquei encantado com um relato feito pela linda poetisa e contista Cora Coralina sobre a arte de viver bem. Compartilho aqui as suas belas e sábias palavras. Reflita sobre elas e busque cada vez mais viver bem, seguindo seus conselhos e outros mais…

*****

Um repórter perguntou à Cora Coralina o que é viver bem.

Ela lhe disse:

Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo pra você, não pense.

Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.

É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.

Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada.

Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então, silêncio!

Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha, não. Você acha que eu sou?

Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. Filha dessa abençoada terra de Goiás. Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos. Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.

Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança.

Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.

Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir.

Cora Coralina

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Mudar hábitos é como aprender a língua materna

Por Isaias Costa

O ser humano cria seus hábitos naturalmente através da Educação que recebeu dos pais, das experiências de vida, do convívio com as pessoas e das escolhas feitas na vida. Quero salientar que, de todos os fatores, acredito que as ESCOLHAS são as mais decisivas e determinantes na criação dos hábitos.

Vou agora apresentar um método que eu desenvolvi para você mudar hábitos de uma forma espetacular, sem grandes sofrimentos ou perdas. Trata-se de associá-los com o aprendizado da língua materna, ou seja, a língua que se aprende quando é criança, do país onde nasceu. Como sou brasileiro vou exemplificar com o aprendizado do português. Uma das principais formas que uma criança utiliza para raciocinar sobre as palavras é por associação, principalmente na conjugação de verbos. Por exemplo: se uma criança aprende o verbo comer ela diz, “eu comi”, ou o verbo sair, ela diz “eu sai”, vender, “eu vendi”, e a partir dessa lógica simples ela escuta por exemplo “fazer” e diz “eu fazi”. Não há absolutamente nada de errado com sua construção, ela seguiu uma lógica coerente, porém errada. Nessa hora que vem o principal, o aprendizado pela escuta da palavra correta. Se sua mãe ou alguém responsável pela criança lhe pergunta: “Querido! Eu já fiz as minhas obrigações e você? Já fez o seu dever de casa?”. Num primeiro momento ela pode até responder: “Sim! Ei já fazi”, mas ela vai estranhar o fato de ninguém falar “fazi”, então em outra oportunidade responderá: “Sim! Eu já fiz”, de forma a substituir a antiga construção pela nova, que escuta com frequência. É dessa forma que a língua vai sendo assimilada e aprendida.

Agora o que isso tem a ver com os hábitos? Só TUDO! Uma forma maravilhosa de mudar hábitos de forma definitiva e eficaz é trocá-los por outros sem querer mudar intencionalmente o hábito antigo. Vou explicar melhor! Muitas vezes desenvolvemos hábitos que são dificílimos de serem mudados, principalmente os ruins, que nos deixam dependentes de várias coisas. Quando eu resolvo substituir o hábito antigo introduzindo um novo em seu lugar, pouco a pouco eu verei que será muito mais vantajoso ter o novo hábito e naturalmente vou me desvencilhar do antigo. Vou citar exemplos: Eu não tenho o hábito de praticar exercícios físicos e aliado a isso, não me alimento corretamente. Eu passo por uma academia e vejo pessoas saradas malhando. Tenho vontade de estar tão bem fisicamente quanto elas. Então, de repente, resolvo entrar para a academia malhando pesado. Mas volto para casa comendo as mesmas coisas, alimentos cheios de gordura e baixo valor nutricional. O que vai acontecer comigo? Vou me frustrar, porque não houve uma verdadeira mudança de hábitos. Em vez de procurar a academia e malhar pesado o ideal seria mudar os hábitos alimentares e criar pouco a pouco o hábito dos exercícios físicos. Seguindo dessa forma os resultados positivos virão automaticamente e a possibilidade de me frustrar muito menor. Há uma mudança de hábitos a partir da mudança na alimentação. Perceba! Eu criei o hábito positivo de praticar exercícios a partir das mudanças positivas geradas pela alimentação mais saudável.

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Eu quero me tornar mais estudioso e ler mais. Quero mudar isso o mais rápido possível, então digo para mim: “Hoje eu vou estudar 3 horas seguidas contadas no relógio”. Eu fico essas três horas e começa a bater uma irritação porque eu não posso fazer outra coisa nesse tempo. E continuo seguindo assim por mais alguns dias. Em menos de 2 semanas já estou fatigado e nem quero ver um livro na minha frente. Isso aconteceu porque quis mudar repentinamente um hábito sem aprender uma boa forma de estudar e que me dê um bom rendimento e produtividade. O que eu deveria fazer eram tentativas. Começar estudando meia hora e pelo assunto que mais gosto, depois aumentando para uma hora já intercalando com outro assunto que não domino tão bem, até chegar ao ponto de que estudar se torne até divertido e prazeroso, quando eu me lembrar do tempo em que não gostava de estudar, vou constatar que é mais vantajoso ter este hábito positivo. Mais uma vez o hábito foi criado aos poucos, da mesma forma que as palavras de uma criança, que pouco a pouco vão sendo incorporadas no seu vocabulário.

Eu já mudei hábitos dessa forma, mesmo muito antes de desenvolver esse método. Na minha infância e adolescência era extremamente antissocial e tímido. Eu frequentava alguns lugares e não tinha o hábito positivo de cumprimentar as pessoas ou dar um sorriso, um abraço, um beijo. Eu “entrava mudo e saia calado”. Resultado? Não cultivava bons relacionamentos de amizade. Isso me frustrava e entristecia. Eu chegava até a pensar que passaria o resto da vida sendo um estranho no mundo. Até que resolvi mudar. Aprendi com a leitura de vários livros e manuais na internet e procurei seguir uma dica infalível para melhorar os relacionamentos e a comunicação. Eu passei a cumprimentar pessoas completamente desconhecidas em locais comuns como uma padaria, uma fila de banco, uma livraria ou um ônibus. Simplesmente desejava “Bom dia” com um belo sorriso no rosto. Quase sempre era correspondido com um “Bom dia” caloroso e que me deixava bastante feliz. Depois de repetir isso muitas vezes comecei a perceber que não era tão difícil cumprimentar as pessoas e ser uma presença agradável onde quer que estivesse. Mudei esse hábito negativo bem aos poucos, lançando-me pequenos desafios diários, até que isso se tornou natural e percebi as mudanças notórias nos meus relacionamentos. Constatei que é muito melhor estar em um lugar e cumprimentar a todos, mesmo que alguém não responda.

Bom dia amigo! O que você achou do jogo de ontem a noite? Foi acirrado cara!...

Bom dia amigo! O que você achou do jogo de ontem a noite? Foi acirrado cara!…

Portanto. A ideia central é essa! Não adianta eu querer mudar repentinamente um hábito fazendo algo que não consiga manter, gostar ou que não faça sentido pleno para mim. O ideal é desenvolver um novo hábito aos poucos, como se fosse uma criança que está aprendendo a falar. Pode ter certeza de que isso funciona e você se surpreenderá com os resultados…

Se quiser ler um pouco mais sobre esse tema tão amplo, compartilho um dos melhores textos que já li falando sobre hábitos e um vídeo feito pelo empresário Seiti Arata fazendo um resumo do livro “O Poder do hábito”, de Charles Duhigg. Vale muito a pena conferir…

Texto do site Mude.nu

http://mude.nu/metas-2014-objetivos-passos/#.UpYsRNL6Xt4

Vídeo do Seiti Arata

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Energia transbordante

Por Isaias Costa

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Eu adoro ler os textos e reflexões do místico oriental Osho. Ele sempre me surpreende com sua imensa sabedoria e simplicidade. Hoje quero compartilhar um texto de sua autoria que fala sobre a energia do ser humano, que pode transbordar, trazendo alegria, felicidade, amor, saúde, criatividade etc. Vamos buscar essa energia e transbordá-la em todas as direções, em todo lugar que adentrarmos e com quem estivermos…

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Somos ensinados a pensar que, a menos que haja reconhecimento, não somos ninguém, não valemos nada. O trabalho não é importante, o reconhecimento, sim. E isso deixa tudo de cabeça para baixo. O trabalho deveria ser importante, um prazer por si só. Você não deveria trabalhar para ser reconhecido, mas porque gosta de ser criativo. Você gosta do seu trabalho pelo que ele é. Faça um trabalho porque o aprecia. Não espere por reconhecimento. Se ele vier, encare-o com naturalidade. Se não vier, não pense nisso. Sua satisfação tem que vir do trabalho em si. E se todo mundo aprender essa arte simples de amar o trabalho, seja ele qual for, gostando dele sem esperar qualquer reconhecimento, teremos um mundo mais bonito e festivo.

A existência é abundante, milhões e milhões de flores, milhões de pássaros, milhões de animais. Tudo em abundância. A natureza não é ascética, ela está dançando por aí, está no vento passando pelos pinheiros, nos pássaros. Para que milhões de galáxias, cada uma delas com milhões de estrelas? Parece não haver necessidade, exceto pelo fato de que a abundância é a própria natureza da existência, essa riqueza é seu próprio cerne. A existência não acredita em pobreza.

Se você sabe apreciar uma flor cor-de-rosa, uma árvore verdejante no seu quintal, as montanhas, os rios, as estrelas, a lua, se você sabe apreciar as pessoas, não ficará obcecado por dinheiro. A obsessão aparece porque nós esquecemos a linguagem da celebração.

Não estou dizendo para você renunciar ao dinheiro. Isso é o que estão lhe dizendo há eras e não mudou você em nada. Estou lhe dizendo outra coisa: celebre a vida e a obsessão por dinheiro desaparecerá automaticamente. E, quando isso acontece naturalmente, não deixa marcas, não deixa feridas, não deixa traços.

Os búfalos não se organizam para revolucionar o mundo, para transformar os búfalos em superbúfalos, para tornar os búfalos religiosos, virtuosos. Nenhum animal está absolutamente preocupado com as ideias humanas. E eles devem estar todos rindo: “O que aconteceu com vocês? Por que não podem ser simplesmente o que são? Por que precisam ser diferentes?”

Ninguém é superior e ninguém é inferior, mas ninguém é igual a ninguém. As pessoas são simplesmente únicas, incomparáveis.

Você é você, eu sou eu. Eu tenho que contribuir para a vida com o meu potencial, você tem que contribuir com o seu.
Eu tenho que descobrir o meu próprio ser, você tem que descobrir o seu.

A vida em si é uma tela em branco: ela se torna aquilo que você pintar nela. Você pode pintar sofrimento, pode pintar bem-aventurança. Essa liberdade é a nossa glória.

Quando você vir raiva nos outros, mergulhe dentro de si mesmo e encontrará raiva ali. Quando vir muito ego nos outros, simplesmente interiorize-se e descobrirá o ego instalado dentro de si próprio. O interior funciona como um projetor: os outros se tornam telas e você começa a ver filmes projetados nos outros que, na verdade, são seus.

Sempre que há alegria, você sente como se ela viesse de fora. Você encontra um amigo, é claro que parece que a alegria vem dele, do fato de vê-lo. Não é isso o que acontece na verdade. A alegria sempre vem de dentro de você, o amigo apenas a provocou. O amigo a ajudou a vir para fora, o ajudou a ver que existe alegria em seu interior.

E isso não vale só para a alegria, mas para tudo. Para a raiva, para a tristeza, para o sofrimento, para a felicidade, para tudo. Os outros estão só proporcionando situações em que as coisas escondidas em você possam ser expressas. Eles não são a causa, não estão causando nada em você. Seja o que for que aconteça, está acontecendo em você. Aquilo sempre esteve lá. Porém, o encontro com esse amigo tornou-se uma situação em que tudo o que estava escondido pôde vir à tona. Os sentimentos estavam em fontes ocultas, mas tornaram-se aparentes, manifestos.

Aconteça o que acontecer, fique centrado no sentimento interior e você terá uma atitude diferente em relação a tudo na vida.

Depois que a doença desaparece, todo mundo vira criador. Isso deve ficar bem claro: só as pessoas doentes são destrutivas. As pessoas saudáveis são criativas. A criatividade é um tipo de fragrância da verdadeira saúde. Quando uma pessoa é realmente saudável, a criatividade vem naturalmente, a urgência de criar aparece.

Quando você não compara, quando não compete, quando não é ambicioso, quando não quer ser alguém que não é, acumula muita energia, porque toda essa energia que estava sendo gasta na competição e no conflito não é mais desperdiçada. Você passa a ser um reservatório. Dessa energia vem a criatividade.

A criatividade não tem nada a ver com competição, ela tem a ver com energia transbordante. William Blake está certo ao dizer: “Energia é a eterna alegria.” Quando você transborda de energia, fica incandescente e chamejante de tanta energia, a própria energia vira criatividade. Você começa a crescer, mas agora esse crescimento tem uma conotação completamente diferente. Ela não tem objetivo algum, tem uma fonte, mas não um objetivo. Agora você não está pensando em quem vai ser, não está perseguindo um certo objetivo, um certo plano. Você é como um grande rio que, por meio de sua força impetuosa, chega ao oceano. Nenhum rio está em busca do oceano, mas os rios chegam ao oceano. E nenhum rio compete com os outros, mas todos chegam ao oceano. Os rios chegam ao oceano graças à água transbordante. Essa mesma energia é suficiente para levá-lo ao oceano.

Você pode se tornar um oceano de criatividade se estiver satisfeito. Assim, a criatividade brota em você, cresce em você, não por um ideal, mas só porque você tem mais do que o suficiente e precisa compartilhá-la. Precisa cantar uma canção, porque o coração está tão repleto e transbordante que você tem que vertê-lo em canções. Não pode conter a energia, por isso o transbordamento acontece. Esse transbordamento é a criatividade.

Osho

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O grande mestre

Por Isaias Costa

Laboratório-de-Análise-Clínicas

Há poucos dias, escrevi um texto em que explicava um dos motivos de eu não ter tentado o doutorado, que era a linguagem científica fria e seca. Se você ainda não leu, segue o link:

http://paralemdoagora.wordpress.com/2014/01/06/o-canto-do-sabia/

Hoje eu vou explicar outro motivo que me influenciou muito a não tentar o doutorado, e mais uma vez, com muito orgulho, recorro ao meu grande amigo Rubem Alves e suas crônicas intituladas como “O que é científico?”.

“Para se atingir o nível de “grande mestre” no xadrez ou na ciência é necessária uma dedicação total. Conselho ao cientista que pretende ser “grande mestre”: lembre-se de que, enquanto você gasta tempo com literatura, poesia, namoro, em conversas no bar DALI, há sempre um japonês trabalhando no laboratório noite adentro. É possível que ele esteja pesquisando o mesmo problema que você. Se ele publicar os resultados da pesquisa antes de você, ele, e não você, será o “grande mestre.” O pretendente ao título de “grande mestre” deve se dedicar de corpo e alma ao jogo da ciência. O cientista que assim procede ficará com conhecimentos cada vez mais refinados na sua área de especialização: ele conhecerá cada vez mais de cada vez menos. Mas, à medida que o seu “software” de linguagem científica se expande, os outros “softwares” vão se atrofiando. Por inatividade. O cientista se transforma num “homem unidimensional”: vista apurada para explorar a sua caverna, denominada “área de especialização”, mas cego em relação a tudo o que não seja aquilo previsto pelo jogo da ciência. Sua linguagem é extremamente eficaz para capturar objetos físicos. Totalmente incapaz de capturar relações afetivas. Se não houvesse homens no mundo, se o mundo fosse constituído apenas de objetos, então a linguagem da ciência seria completa.”

Eu fico impressionado com a clareza das ideias deste senhor tão sábio! Cada uma dessas palavras é exatamente o que eu quero dizer e ele consegue expor como uma poesia. É exatamente assim que eu penso. Fiz Graduação e Mestrado e entendo como é essa competição para se tornar o “grande mestre”. Eu não quero ser o “grande mestre” de jeito nenhum, quero ser um rapaz cheio de pensamentos malucos a levar muitas outras pessoas a refletirem sobre as suas vidas, é isso o que eu quero e estou buscando de verdade.

Principalmente na minha Graduação em Física, eu convivia com uma série de “homens unidimensionais”. Os meus colegas só chegavam para falar: “Cara! Tu resolveu aquela questão tal?…”; “Eu estou há vários dias tentando resolver um algoritmo tal que está me deixando louco…”; “Eu estava resolvendo uma integral muito difícil, procurei na internet um método de resolução e não encontrei…”; “Eu odeio aquele livro de Física Quântica, o autor não explica nada direito, só mostra uns cálculos e pede pra você terminar de fazer…” etc etc. O meu nível de comunicação com meus colegas era terrível, sempre que queria falar sobre algo diferente, eles eram quase que unânimes em utilizar o famoso mecanismo de fuga da distração. Como é esse mecanismo de fuga? Ele funciona assim: você fala sobre determinado assunto e a outra pessoa escuta, fala duas ou três palavrinhas e muda totalmente de assunto. Isso lhe soa familiar? Isso acontecia diariamente comigo na época em que cursava Física. Se quiser ler um pouco mais sobre esse mecanismo de fuga, escrevi sobre ele tempos atrás. Confira…

http://paralemdoagora.wordpress.com/2013/09/20/medo-de-revelar-os-medos/

Eu já conclui a uma bom tempo que não sou um “homem unidimensional”, talvez seja um “homem multidimensional”, viajo no mundo da Física, da Matemática, da Psicologia, da Filosofia, da Teologia, dos relacionamentos, da música, da poesia, da arte e por aí vai… E sabe de uma coisa? Eu adoro ser assim! Isso me realiza de verdade! Pode ser que as pessoas mais científicas que estejam me lendo agora estejam me chamando de louco. Eu não me importo! Pode desconsiderar esse texto e voltar ao seu mundo. Digo como o meu amigo Rubem, enquanto você está lendo esse texto e viajando no mundo das ideias, aquele seu concorrente está pesquisando o mesmo problema que você e louco para se tornar “o grande mestre”. Corra para o laboratório!

O que mais gostei nestas palavras do mestre Rubem Alves é quando ele fala que os cientistas sabem cada vez mais de cada vez menos, seguindo as suas áreas de especialização. Quero salientar que respeito muito isso e até concordo que seja assim, porque muitos homens e mulheres atingem a excelência em determinada área a partir de muita dedicação aos estudos nesta única área, e assim, conseguem produzir algo que seja memorável. Isso é incrível! Realmente fantástico! Exemplos não faltam. Na tecnologia e na área médica acontece muito. Existem pessoas que trabalham por anos em um único projeto, para no fim, depois de muita persistência, chegarem aos seus resultados. Para resumir! O que estou dizendo é que seguir por um único caminho é uma questão de escolha, que traz suas vantagens e desvantagens. Eu não sou um homem científico, já quis ser, admito isso! Mais a poesia falou mais alto, a minha paixão pela arte, pela Psicologia, pela Filosofia, pela Educação e o Ensino, falaram bem mais alto, e nesse processo estou me conhecendo e trilhando meus passos.

Pense sobre essas sábias palavras do mestre Rubem Alves e tente não ser um “homem unidimensional”. No mundo em que vivemos hoje é até perigoso ser unidimensional, eu acredito que é possível sim você ser muito bom em uma área, sem deixar de apreciar maravilhas como a arte, a música, a dança, o teatro. Isso só vai fazer de você uma pessoa mais completa e com mais recursos! Essa é a minha maneira de pensar, fique à vontade para discordar de mim! Espero que tenha gostado dessa minha viagem filosófica! Ainda virão muitas outras…

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Os 5 maiores arrependimentos das pessoas em seus leitos de morte

Por Isaias Costa

Davi Salomão

Outro dia eu li uma matéria muito interessante que falava sobre os 5 maiores arrependimentos das pessoas em seus leitos de morte. Ela está logo abaixo:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.

Este foi o arrependimento mais comum de todos. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham para trás, é fácil ver como muitos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não tinha honrado nem metade dos seus sonhos e morreram sabendo que foi devido às escolhas que fizeram, ou não fizeram.

É muito importante tentar e honrar pelo menos alguns de seus sonhos ao longo do caminho. A partir do momento que você perde a sua saúde, é tarde demais. Saúde traz uma liberdade que muitos poucos percebem, até que já não a tem.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tão duro.

Isto veio de cada paciente do sexo masculino que eu acompanhei. Eles perderam a juventude de seus filhos e o companheirismo dos parceiros. As mulheres também falaram sobre esse arrependimento. Mas, como a maioria era de uma geração mais velha, muitas das pacientes do sexo feminino não tinham sido as pessoas que sustentavam a casa. Todos os homens que acompanhei lamentaram profundamente gastar tanto de suas vidas na esteira de uma existência de trabalho.
Ao simplificar o seu estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo do caminho, é possível não precisar da renda que você acha que precisa. E criando mais tempo livre em sua vida, você se torna mais feliz e mais aberto a novas oportunidades, aquelas mais adequados ao seu novo estilo de vida.

3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.

Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos a fim de manter a paz com os outros. Como resultado, eles se estabeleceram por uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eram realmente capazes de se tornar. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que carregavam, como resultado disso.

Nós não podemos controlar as reações dos outros. No entanto, embora as pessoas possam, inicialmente, reagir quando você mudar a maneira que você está falando com honestidade, no final isso erguerá a relação à um nível totalmente novo e saudável. Ou isso ou ele libera o relacionamento doentio de sua vida. De qualquer maneira, você ganha.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.

Muitas vezes eles não percebem verdadeiramente os benefícios de velhos amigos até estarem em seu leito de morte, e nem sempre foi possível reencontrá-los nestes últimos momentos. Muitos haviam se tornado tão envolvido em suas próprias vidas que tinham deixado amizades de ouro escapar nos últimos anos. Havia muitos arrependimentos profundos sobre não dar às amizades, o tempo e esforço que mereciam. Todo mundo sente falta de seus amigos quando estão morrendo.

É comum à qualquer um com um estilo de vida agitado, deixar amizades escorregarem, mas quando você se depara com a sua morte se aproximando, os detalhes físicos da vida caem. As pessoas querem colocar suas finanças em ordem, se possível. Mas não é dinheiro ou status que tem a verdadeira importância para eles. Eles querem arrumar as coisas para o benefício daqueles à quem amam. Normalmente, porém, eles estão muito doentes e cansados de gerir esta tarefa. E tudo se resume ao amor e relacionamentos no final. Isso é tudo o que resta nas semanas finais, amor e relacionamentos.

5. Eu gostaria que eu tivesse me deixado ser feliz.

Este é surpreendentemente comum. Muitos não percebem, até o fim de que a felicidade é uma escolha. Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado “conforto” da familiaridade transbordou em suas emoções, bem como as suas vidas físicas. O medo da mudança os fazia fingir para os outros e para si mesmos, que estavam satisfeitos. Quando lá no fundo, eles ansiavam em rir e serem bobos em sua vida novamente. Quando você está no seu leito de morte, o que os outros pensam de você é muito diferente do que está em sua mente. Como é maravilhoso ser capaz de relaxar e sorrir novamente, muito antes de você estar morrendo.

A vida é uma escolha. É a sua vida. Escolha conscientemente, escolha sabiamente, escolha honestamente. Escolha a felicidade.

Site: http://dancingwithde.com/2013/11/18/enfermeira-revela-os-5-maiores-arrependimentos-das-pessoas-em-seus-leitos-de-morte/

Eu acho incrível como os maiores arrependimentos estão ligados aquilo que é o ESSENCIAL na vida: o amor, a amizade, os sentimentos, a felicidade, a realização pessoal. Tudo isso deveria ser buscado desde cedo na vida de todos nós, isso se chama AUTOCONHECIMENTO.

Quero lhe propor um exercício desafiante. Imagine que hoje é o seu último dia de vida! O que você faria? Que pessoas você procuraria? Que experiências tentaria vivenciar? O que vier do mais profundo do seu ser neste momento é exatamente aquilo que chamo de essencial. Eu me lembro todos os dias da célebre frase do pequeno príncipe que diz: “O essencial é invisível aos olhos”. Sempre busque o essencial em primeiro lugar, que desta forma, o não essencial virá naturalmente até você, e você dará a ele o devido valor, o secundário.

Eu sou bem jovem, mas estou procurando desde cedo viver uma vida com que me orgulhe quando chegar em meu leito de morte. Quero chegar neste dia com a certeza de que dei a minha contribuição para fazer esse mundo ser um pouquinho melhor do que quando eu cheguei. E quero no dia de hoje lhe instigar a fazer o mesmo! Procure dar a sua contribuição para ajudar o mundo e as pessoas! Principalmente as que são mais próximas a você! Construa o seu legado dia após dia e garanto a você que seus arrependimentos serão minimizados. Ame! Permita-se ser amado! Abrace! Beije! Sorria! Não se desespere quando as coisas ficarem difíceis! Respire fundo e mude seus caminhos, suas rotas! Busque a felicidade na simplicidade, pois é lá que ela habita! Faça os outros felizes com a sua presença! Elogie! Diga coisas bonitas às pessoas! Faça coisas inesperadas! Evite a mesmice e a previsibilidade! Seja criativo! Leia bastante! Conheça novos lugares, novas comidas, novas culturas, novos costumes etc. Enfim, viva uma vida plena e cheia de amor! Esse é o caminho para evitar esses arrependimentos no futuro.

Para concluir, deixo algumas belíssimas palavras do escritor e palestrante motivacional Richard Carlson que já li e reli inúmeras vezes:

“Quando sentir a morte se aproximando, sei que vou me perguntar: Quanto amor recebi na vida? Como reparti o meu amor? Quem me amou? A quem valorizei? Em que vidas eu causei impacto? A minha vida fez diferença para alguém? Que serviço prestei ao mundo? Tenho certeza de que minha única preocupação será: terei ou não preenchido minha vida com amor?.

Viva o amor! Busque o amor! Seja o amor!…

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A base fundamental da liberdade

Por Isaias Costa

Todos nós temos um desejo profundo de sermos livres, mas é comum perceber que muitas vezes somos nós mesmos que criamos as nossas prisões, através das escolhas erradas que fizemos. Para refletir sobre isso, compartilho algumas frases do psiquiatra e escritor Augusto Cury:

“A base fundamental da liberdade é a capacidade de escolha, e a capacidade de escolha só é plena quando temos a liberdade de escolher o que amamos. Todavia, estamos vivendo numa sociedade em que não conseguimos sequer amar a nós mesmos. Estamos nos tornando mais um número de cartão de crédito, mais um consumidor em potencial.”

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Nestas poucas frases ele está tratando de diversos pontos e citarei apenas alguns. Primeiro a capacidade das escolhas. As melhores escolhas só podem ser feitas se tiverem como base o AMOR. Sem essa palavra mágica corremos um risco muito grande de não fazermos as melhores escolhas ou até a nos tornarmos infelizes pelo resto da vida. E como eu já disse algumas vezes neste blog, uma das escolhas mais delicadas está no campo dos relacionamentos amorosos, pois uma escolha errada nesta dimensão da vida pode nos levar como em um efeito dominó a comprometermos praticamente todas as dimensões da nossa vida como família, trabalho, lazer, amizades e até a saúde do corpo. Falei sobre isso com mais detalhes nos textos abaixo. Confira…

http://paralemdoagora.wordpress.com/2013/10/23/as-escolhas-da-vida-parte-1/

http://paralemdoagora.wordpress.com/2013/10/24/as-escolhas-da-vida-parte-2/

http://paralemdoagora.wordpress.com/2013/10/25/as-escolhas-da-vida-parte-3/

O mestre dos mestres Jesus Cristo foi o homem mais sábio que já habitou esse planeta e, pelo menos para mim, o seu maior ensinamento está baseado no amor: “Amai a Deus em primeiro lugar e ao próximo como a ti mesmo…”. Esta simples frase carrega um dos maiores desafios que pode existir, principalmente no mundo atual, o AMOR A SI MESMO. As pessoas estão perdendo o amor a si mesmas, e por perder esse amor, não conseguem amar ao próximo, e por não conseguirem amar ao próximo, não conseguem fazer as escolhas mais acertadas que tem como base o amor? Você percebe como tudo está interligado? E o que liga tudo? O AMOR. Amar-se para amar! Essa é a grande questão! É com muita alegria que compartilho com você uma das pregações do padre Fábio de Melo que mais mexeu comigo, que mais me fez refletir e que mais me trouxe ensinamentos que pus em prática na vida. Eu lembro que assisti a essa pregação em um tempo que estava cheio de dúvidas, com raiva de algumas pessoas, me sentindo triste por não conseguir ser mais do que gostaria de ser, na época em que estava vivendo a maior crise existencial de toda minha vida, a conclusão do curso de Física. E ela veio me mostrar o poder das escolhas feitas no amor, que me ajudaram a romper padrões antigos, medos encrostados e prisões que eu mesmo tinha criado. São 50 minutos libertadores e que digo com toda sinceridade que valem a pena serem gastos. Foi assim comigo, quem sabe pode ser com você, não é?

Também é necessário refletir acerca do consumismo. Ele tem nos superficializado e está nos fazendo deixar de apreciar as pequenas coisas da vida, aquelas que dinheiro nenhum no mundo conseguem pagar, como uma amizade verdadeira, um amor de pai e de mãe, a contemplação das belezas da natureza como o canto dos pássaros, um belo por-do-sol, o nascer da lua cheia na volta de um dia intenso de trabalho, momentos com os amigos apenas para “jogar conversa fora”, um almoço em família, uma viagem de final de semana com a pessoa amada, um banho de mar num final de tarde, um banho de chuva no fundo do quintal ou andar abraçado com a pessoa amada dividindo o guarda chuva, uma piada naqueles momentos de descontração, rir dos amigos, rir de si mesmo, um consolo para aquele amigo que acabou de perder um ente querido etc. Nós insistimos em dizer que não temos tempo, e nesta conversa de dizer que não temos tempo a vida escorre por entre nossos dedos e deixamos de amar, pois o amor não se nutre com a pressa, o amor se nutre com carinho e com tempo de qualidade, entende? Você lembra a última vez que esteve com alguém sem ficar olhando para o relógio o tempo todo? Ouvindo atentamente e o que ela tinha para lhe dizer? É disso que estou falando! Tempo de qualidade oferecidos aos nossos amigos. Fuja desse consumismo doentio que tem feito o coração dos seres humanos se transformar em pedras brutas. Transforme esse consumismo em amor!

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Quero concluir com uma belíssima frase que li recentemente, do palestrante motivacional Carlos Hilsdorf: “Quando damos um minuto de nosso tempo em atenção a alguém, estamos dando um minuto de nossas vidas a estas pessoas. Valorize o tempo. Dedique tempo de qualidade às pessoas que você ama”. Pense sobre isso…

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