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No fim da linha

Por Isaias Costa

Não espere chegar ao fim da linha para ser feliz...

Não espere chegar ao fim da linha para ser feliz…

Li um comentário de um artigo excelente (original aqui) que me fez refletir bastante. A autoria dele é do Raphael Moura.

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Vivemos nossas vidas, vivendo os sonhos dos outros. Somos programados, desde crianças, a acreditar que seremos felizes, se estivermos em um cubículo de escritório, ganhando nosso dinheiro, para comprarmos uma imagem que não precisamos. Como em uma repressão, nossos medos de não sermos o ideal, ganham força, e os nossos sonhos, são substituídos pela estabilidade.

Tratam a vida como algo seguro, não sabem o tanto que ela é instável, e chegará uma hora que ela vai cobrar. Quando a vida estiver no fim, pode ter certeza que passará na cabeça de cada um “Fui feliz?”, se você seguiu seus sonhos, sua alma e sua liberdade, pode ter certeza que sim, você foi.

Se em algum momento você optou por uma vida que não queria, mas que parecia a mais normal, mais estável, mais comum , ‘o que todo mundo faz’, você vai ter chegado ao fim da linha, com uma vida em vão, nas mãos um diploma e uma carteira. Não importa o quanto você vai possuir de bens ou reputação. De nada vai valer. Feliz é quem segue sua liberdade. Um “não” quebra o sistema, vira a sua cara e te faz olhar para os seus próprios sonhos.

Raphael Moura

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Nossa vida passa muito depressa e à medida que os anos vão passando, nossos sonhos mais profundos vão dando lugar ao medo do desconhecido, de se arriscar, de fracassar.

As obrigações começam a crescer e buscamos avidamente a ESTABILIDADE, como forma de conseguir mais SEGURANÇA e evitar os sofrimentos.

O que nos faz pensar assim é a nossa cultura que prega a necessidade de segurança, porém, se pensarmos de maneira mais aprofundada sobre isso, logo perceberemos a relação intrínseca entre segurança e liberdade. Quanto maior a segurança, menor a nossa liberdade e vice-versa.

Se diminuimos a nossa liberdade, é natural sentirmos medo, receio, ficarmos “pé atrás”. Porém, isso pode ser muito perigoso, porque o tempo não pára por causa dos nossos medos, muito pelo contrário, ele passa é mais rápido ainda, porque com medo não enxergamos mais longe e acima de tudo, não vivemos o momento presente em toda a sua plenitude, pois estaremos o tempo todo nos projetando no futuro.

O Raphael coloca em seu comentário uma pergunta simples e filosófica, cuja resposta é absolutamente única. Para cada pessoa ela tem um significado diferente: “Fui feliz?”.

No fim da linha, no fim da nossa vida, certamente nos perguntaremos: “Fui feliz?”. E são as nossas escolhas do dia a dia que serão determinantes para que a resposta seja positiva, seja um SIM com fervor.

Eu estou construindo a vida que quero bem aos poucos, estando sempre atento às pequenas demandas diárias. Não canso de repetir que tudo se torna melhor quando paramos de nos projetar no futuro e passamos a viver o momento presente em gratidão, felizes por termos dados pequenos passinhos em direção ao que queremos.

Há uma belíssima frase do místico oriental Osho que resume bem o que estou dizendo:

“Se você aceita todos os momentos com profunda gratidão, nada, de nenhuma forma, pode dar errado.”

Osho

Viver o hoje, em consciência e em gratidão por tudo, certamente colocará você cada dia mais perto de realizar seus maiores sonhos de vida. Acredite! Eu sou prova viva destas palavras.

Quero hoje lhe incentivar a ter mais coragem, mais vontade de simplesmente ser você mesmo, de ouvir o que o seu coração está querendo lhe dizer e seguir em frente nessa direção.

A sociedade em que vivemos quer o tempo todo que nos impulsionemos pelo medo, mas o que acontece justamente é que ele nos paraliza e veja só! Nos estabiliza, no sentido pior da palavra, que tem a ver com o não aperfeiçoamento pessoal, o não crescimento como ser humano.

Busque sim a estabilidade financeira, ela é muito importante, mas que seja parte do processo de realizar seus maiores sonhos.

Sendo aquilo que você nasceu para ser, crescendo naquilo que você faz de melhor, não tenha dúvidas, a estabilidade financeira será parte secundária deste processo maior.

Portanto, não espere chegar ao fim da linha para ser feliz e realizado. Faça isso HOJE, corra atrás dos seus sonhos e torne-os realidade. Eu acredito em você!

Para concluir, deixo um pensamento que já compartilhei diversas vezes aqui, mas não canso de repeti-lo, devido sua profundidade. Boas reflexões…

Quando sentir a morte se aproximando, sei que vou me perguntar: Quanto amor recebi na vida? Como reparti o meu amor? Quem me amou? A quem valorizei? Em que vidas eu causei impacto? A minha vida fez diferença para alguém? Que serviço prestei ao mundo? Tenho certeza de que minha única preocupação será: terei ou não preenchido minha vida com amor?”.

Richard Carlson

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Quem é você?

Por Isaias Costa

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Esta é a primeira vez que estou falando sobre isso.

Estou escrevendo na internet há pouco mais de 2 anos e recordando ou relendo coisas que já escrevi tempos atrás, digo com sinceridade que tem coisas que me envergonho de ter escrito, pois mudei muito durante esse tempo.

Em alguns textos antigos meus afirmava algumas coisas que hoje já não consigo mais. Citava nomes que hoje já não consigo mais e sonhava com coisas que hoje já não sonho mais. Quanto mais o tempo passa, só cresce em mim a certeza de que sou apenas um eterno aprendiz nesta vida.

Acho interessante saber que os textos do blog são datados. Pode ter certeza que o Isaias de setembro de 2012 não é o mesmo Isaias de outubro de 2014 e certamente muito diferente do Isaias de daqui a alguns anos.

Esse é meu desejo! Sempre mudar para melhor.

Como diria Heráclito de Éfeso: “Não se entra duas vezes no mesmo rio”.

Quero me tornar um rio cada vez mais pacífico, generoso, compassivo, amoroso e sincero.

Precisamos aprender a fazer melhores escolhas. Escolhas que sejam fruto de amor e consciência. E estas só acontecem quando estamos em paz.

Busque essa paz. Silencie o seu coração. Se aquiete e perceberá o que tem que ser feito, que caminho seguir. E mudar o que precisa ser mudado.

O seu EU de alguns anos atrás não é o mesmo EU de hoje. Portanto! Não tenha medo de ser diferente! De fazer escolhas diferentes!

Como diria meu amigo Raul Seixas: “Nunca é tarde demais para começar tudo de novo”.

Somos uma construção. Cada dia mudamos um pouco. E meu desejo é que você busque mudar para melhor.

Quanto mais pessoas decidirem por isso, mais veremos maravilhas acontecendo no nosso país e no mundo afora.

Se você encontrar uma pessoa lhe dizendo que sabe muito bem quem é e que será sempre assim, será sempre ela mesma e que nada a fará mudar, tenha muito cuidado! Pode ser que essa pessoa esteja sendo engolida pela sua própria arrogância e ignorância.

Inclusive até existe uma síndrome para essas pessoas e certamente você já ouviu falar, a Síndrome de Gabriela: “Nasci assim, cresci assim, vou morrer assim…”. Evite fazer parte do grupo das “Gabrielas” de plantão. Mude sempre! E mude para melhor!

Se quiser ler um pouco mais sobre essa síndrome, compartilho um texto que fala um pouco sobre ela:

Síndrome de Gabriela

E para continuar refletindo sobre essa pergunta tão complexa e filósofica, compartilho um texto incrível e reflexivo do místico oriental Osho. Leia-o com bastante atenção…

A mente é passado, é memória, todas as experiências acumuladas num certo sentido.

Tudo o que você já fez, tudo o que já pensou, tudo o que já desejou, tudo o que já sonhou – tudo, seu passado inteiro, sua memória – mente é memória. E a menos que se livre da memória você não conseguirá dominar a mente. Como se livrar da memória?

Ela está sempre ali, seguindo você. Na verdade, você é a memória, então como se livrar dela? Quem é você sem as suas lembranças?

Quando eu pergunto “Quem é você?” você me diz seu nome – isso é uma lembrança. Seus pais lhe deram um nome um tempo atrás.

Eu pergunto “Quem é você?” e você me fala de sua família, do seu pai, da sua mãe – isso é uma lembrança.

Eu pergunto “Quem é você?” e você me conta o que estudou, seu nível de instrução, que fez mestrado em Artes ou que tem doutorado ou que é engenheiro ou arquiteto. Isso é uma lembrança.

Quando eu pergunto “Quem é você?” se você de fato olhar para dentro, só terá uma resposta: “Não sei”.

Tudo o que disser será apenas uma lembrança, não você de verdade.

A única resposta verdadeira, autêntica, só pode ser “Não sei” pois conhecer a si próprio é a última coisa que você faz.

Eu posso dizer quem sou, mas não digo.

Você não pode dizer quem é, mas se apressa em dar a resposta.

Aqueles que sabem quem são, guardam silêncio sobre isso.

Pois, se toda a memória for descartada e toda a linguagem for descartada, então quem eu sou não pode ser dito.

Eu posso olhar dentro de você, posso dar a você um gesto, posso ficar com você, com todo o meu ser – essa é a minha resposta. Mas a resposta não pode ser expressa em palavras, pois tudo que é expresso em palavras faz parte da memória, da mente, não da consciência.

Como se livrar das lembranças? Observe-as, testemunhe-as.

E lembre-se sempre: “Isso aconteceu comigo, mas isso não sou eu.”

É claro que você nasceu numa determinada família, mas isso não é você, aconteceu com você, é um acontecimento externo a você. Alguém lhe deu um nome, você o tem usado, mas ele não é você. É claro que você tem uma forma, mas a forma não é você, ela é só a casa em que por acaso você está. A forma é só o corpo em que por acaso você está. E o corpo lhe foi dado por seus pais – é uma dádiva, mas não é você.

Observe e tenha discernimento.

Isso é o que no Oriente chamam de viver discernimento – você usa o tempo todo a sua capacidade de discernir. Continue fazendo isso – chegará um momento em que você terá eliminado tudo o que não é você. De repente, nesse estado, você se olha pela primeira vez e encontra seu próprio ser.

Continue jogando fora todas as identidades que não são você – a família, o corpo, a mente. Nesse vazio, quando tiver jogado fora tudo o que não for você, de repente seu ser vem à tona. Pela primeira vez você encontra si mesmo, e esse encontro passa a ser o domínio.

Osho

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Cooperação: a palavra que pode mudar o mundo

Por Isaias Costa

É isso o que os bancos e grandes corporações fazem...

É isso o que os bancos e grandes corporações fazem…

Existe uma palavra da língua portuguesa que há muito tempo foi deixada de lado e exatamente por isso que o nosso planeta está caminhando dia após dia para o precipício, esta palavra se chama COOPERAÇÃO. O que essa ela significa?

“Agir com ou fornecer cooperação; ação de trabalhar ou laborar em grupo com outros para o mesmo objetivo; contribuir, colaborar ou assistir com.”

Estamos inseridos no sistema capitalista, que já expliquei nos mínimos detalhes no artigo “Um possível quadro do mundo em um futuro próximo”, ser um sistema que, se continuar, vai destruir completamente o nosso planeta. Quanto mais o tempo passa, só reforço esse pensamento. Se você ainda não leu esse artigo, recomendo fortemente a sua leitura, o link está logo abaixo.

Um possível quadro do mundo em um futuro próximo

Um ponto de extrema importância e que não tratei neste artigo foi esse: Qual o contrário de cooperação? É uma palavrinha perigosa chamada COMPETIÇÃO. O que ela significa?

“Concorrência simultânea de duas ou diversas pessoas à mesma coisa.
Prova esportiva.”

Competir é o mesmo que concorrer, ou seja, o que procuro tem que ser MEU, entende? O outro não pode dividir comigo, nem eu com ele. Isso é a competição.

Há uma relação entre ambição e cooperação, da mesma forma que há uma relação entre ganância e competição, vou explicar isso a partir de um trecho de artigo belíssimo do filósofo Mario Sergio Cortella.

A cobiça se identifica com a ganância, em vez de fazer contato com a ambição. Uma pessoa ambiciosa é aquela que “quer mais”; uma pessoa gananciosa é aquela que “quer só para si, a qualquer custo”.

Uma pessoa ambiciosa quer mais conhecimento, mais bem-estar, mais lucratividade, mas, de modo a evitar a ganância, não pode querer só para ela mesma e de qualquer modo e com qualquer meio.
Por isso, ainda bem que muitas mulheres e muitos homens pelo mundo afora acreditam e praticam o que retirará cada vez mais o véu sombrio da competição doentia: a cooperação! A cooperação como atitude ética, a cooperação como valor negocial, a cooperação como princípio de para o lucro higiênico, a cooperação como meta solidária, a cooperação como auxiliadora da paz.”
Perceba! Eu sou um rapaz muito ambicioso, porém, não sou ganancioso, pois ganância é querer só para si e a qualquer custo.

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Eu tenho a ambição de levar conhecimentos para as pessoas, tenho ambição de ensinar princípios éticos para os meus alunos e amigos, tenho ambição de levar as pessoas a refletirem de maneira mais autêntica e menos presas a pessoas, instituições, religiões, crenças etc. Tenho muitas outras grandes ambições, e meu intuito é unir, conectar pessoas, ajudar no crescimento humano e espiritual.

Todavia a ganância tem a relação com a competição, que contribue para a separação, a divisão, o individualismo, o isolamento, a autossuficiência. Se você prestar atenção às grandes corporações e empresas, a imensa maioria é governada por pessoas gananciosas, que querem mais e mais dinheiro para si, querem crescer seu “patrimônio líquido”, vixe! Essa palavrinha está entranhada no cérebro dos chefes das grandes corporações. Um pensamento frequente deles é esse aqui: “Eu preciso aumentar MEU patrimônio líquido…”. E repetem esse pensamento milhões de vezes ao dia.

E o que isso gera? DESIGUALDADE. Não dá para aumentar substancialmente o patrimônio líquido de um sem que outro não seja prejudicado, sem que haja exploração de mão de obra barata. Repito! É absolutamente impossível!

Estou falando de capitalismo.

Ambição = cooperação
Ganância = competição

Não esqueça esses princípios. Tudo bem?

Para concluir! Sabemos que o resultado das eleições vai ficar entre Dilma Rousseff e Marina Silva, disso não há dúvidas.

O programa de governo da Marina Silva é categoricamente neoliberal, ou seja, promove o capitalismo, gerando mais desigualdades, aumentando o poder dos bancos e das grandes corporações.

Nos 12 anos do governo PT houve uma mudança nesse parâmetro, gerando políticas de inclusão para os pobres, geração de empregos, oportunidades, incentivo maior para as universidades (e digo isso com conhecimento de causa por ser formado pela UFC), entre uma série de outros fatores.

Com a vitória da Dilma, pode até ser que o nosso país não cresça como poderia, mas não tenho dúvidas que haverá muito mais cooperação do que com a vitória da Marina. Ela está fazendo aliança com homens e mulheres que só visam lucro, dinheiro e crescimento de patrimônio. E os pobres? Ahh! Os pobres são os pobres… É o que eles dizem.

Agora é com você! Só quero que pense com carinho no que coloquei aqui e tome a sua decisão…

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Qual é minha vocação?

Por Isaias Costa

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Estamos vivendo em um mundo frenético, repleto de mudanças acontecendo o tempo todo, com os avanços científicos e tecnológicos, muitas coisas do passado que pareciam impossíveis já fazem parte do nosso cotidiano, a internet está cada vez mais acessível e a cada dia mais e mais conteúdos são publicados de diversas formas etc.

Porém, há um problema nisso tudo que pode e tem feito mal a muitas pessoas, quase sempre de forma bem sutil, o excesso de informações nos leva a um aumento de possibilidades, e o aumento de possibilidades frequentemente nos deixa atônitos e com dúvidas. Nos perguntamos: “Faço isso, aquilo ou aquilo outro?”. E tantas dúvidas nos deixam perplexos, acuados, com medo, atrapalham as tomadas de decisões etc.

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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No fio da navalha

Por Isaias Costa

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Este blog se chama “Artesanato da mente” e ainda não falei como surgiu esse nome. Vou explicar. Eu tenho formação acadêmica na área das exatas (Física) e sou professor de Física e Matemática. Porém, sempre existiu em mim um lado questionador, poético, artístico, que durante muito tempo ficou adormecido. Eu despertei esse lado mais criativo a partir das dificuldades que tive na vida. Os meus sofrimentos me levaram a desenvolver o lado mais humano como nunca imaginei ser possível.

Amo Filosofia, Psicologia e Teologia. Todas elas são linhas de pensamento que nos levam a grandes reflexões, da mesma forma que amo as artes de todas as formas: música, poesia, pinturas, esculturas, artesanato, orquestras, óperas etc. etc.

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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Capitalismo: O que mais se quer conquistar?

Por Isaias Costa

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Li uma entrevista extremamente pertinente e de leitura que considero praticamente obrigatória a todos aqueles que se preocupam em ter um mundo melhor e uma sociedade mais harmoniosa. Era uma entrevista com o grande teólogo brasileiro Leonardo Boff. Ela é um pouco longa, mas sua leitura vale a pena, recomendo que imprima para facilitar a sua leitura. Farei uma breve reflexão a partir de um trecho dessa entrevista:

“A Europa está tão enfraquecida e envergonhada que nem mais aprecia a vida. Aquilo que mais escuto em cada palestra que vou na Europa é pessoas me pedindo “por favor, me dê esperança”. Quando um povo perde esperança, perde o sentido de viver. Isso acontece porque alcançaram tudo que queriam, dominaram o mundo, exploraram a natureza como quiseram, ganharam um bem-estar que nunca houve na História e agora se dão conta que são infelizes. Porque o ser humano tem outras fomes. Fome de amar e ser amado, de entender o outro, conviver, respeitar a natureza.

E tudo isso foi colocado à margem. Só conta o PIB. Mas tudo que dá sentido humano não entra no PIB: o amor, a solidariedade, a poesia, a arte, a mística, os sábios. Isso é aquilo que nos faz humanos e felizes. E essa perspectiva em que só contam os bens materiais poderá levar a humanidade a uma imensa tragédia. Dentro do sistema capitalista, não há salvação para a Terra e a Humanidade. Por duas razões. Primeiro porque nós encostamos nos limites da Terra. É um planeta pequeno, com a maioria dos recursos não renováveis. O sistema tem dificuldade de se auto-reproduzir, porque não tem mais o que explorar. E segundo porque os pobres, que antes da crise que eram 860 milhões, pularam, segundo a FAO, para um bilhão e 200 milhões. Há pois duas injustiças: a social e a e ecológica.”

Leonardo Boff

Link: http://leonardoboff.wordpress.com/2014/07/29/entrevista-de-l-boff-dentro-do-sistema-capitalista-nao-ha-salvacao-para-a-terra-e-a-humanid/

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O que ele fala nesse trecho é que a esperança move os seres humanos e sem esperança perdemos o sentido da vida, quem não tem esperança está morto e ainda assim, vivendo biologicamente. É preciso analisar com profundidade tais palavras.

Os europeus, através do sistema capitalista, conquistaram o mundo inteiro, porém, foi apenas uma conquista material, uma conquista de coisas. Deixaram de conquistar o principal, uma vida feliz e simples. Não canso de repetir que as pessoas mais felizes não tem as melhores coisas, mas fazem do que tem o melhor. Isso é sabedoria, isso não se ensina nas escolas, mas na vida…

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre”.

Clarice Lispector

Cada vez mais eu concluo que esse sistema em que vivemos está nos destruindo e destruindo o planeta inteiro pouco a pouco. Viver nesse sistema capitalista se tornou insustentável, é preciso acabar com tanta ganância e desejo por ter coisas. É preciso haver uma mudança no nosso nível de consciência para buscarmos SER mais e não TER mais.

Não quero ser um demagogo com minhas palavras, mas quanto mais leio e conheço a história de vida dos grandes sábios, mais percebo que para atingirem um estado maior de sabedoria e iluminação, eles não buscaram mais coisas, muito pelo contrário, buscaram se desapegar, cortar, doar, abrir mão, desconstruir, retirar um monte de lixos e entulhos.

Inclusive, há uma patologia silenciosa que cada vez mais vem se alastrando pelo mundo, porém poucos são os que estudam e se aprofundam. Trata-se da NORMOSE, que é uma espécie de intoxicação da vida que faz com que ela perca o sentido. O grande psicólogo Pierre Weil fala de forma brilhante sobre essa patologia, e compartilhei em dois textos que recomendo fortemente sua leitura. A normose tem uma relação profunda e direta com o capitalismo selvagem que vem nos matando aos poucos. A pessoa conquista tudo que pode através do dinheiro e continua infeliz, pois percebe que a felicidade está dentro e não fora… Os links estão logo abaixo. Vale a pena conferir!

A patologia silenciosa chamada normose- Parte 1
A patologia silenciosa chamada normose- Parte 2

Todas as pessoas buscam crescer na vida para conquistarem uma vida feliz, confortável e cheia de recursos, mas é um verdadeiro engano achar que só quando tiver um carro tal, uma casa tal, muito dinheiro, uma grande reserva para aposentadoria etc. é que se conquista essa felicidade. NÃO. Nossa vida só acontece no agora, e se você não consegue ser feliz hoje, agora, com os recursos que tem e as condições financeiras que tem, não será feliz nunca, nunca mesmo, digo isso sem sombra de dúvida, pois experimento na minha própria vida e já constatei na de centenas de pessoas.

Seja feliz com o que você tem hoje. Sempre se questione se vale a pena correr atrás de tantas coisas e deixar de viver o simples, o amor das pessoas queridas da sua vida, a alegria de ter tempo livre para se divertir, para meditar, ou simplesmente não fazer nada.

Para nossa vida ter equilíbrio e a sociedade entrar nos eixos é preciso que diminuamos o ritmo. Esse é o único caminho e vejo isso claramente, agora também tenho consciência que uns poucos vão ler essas palavras e mudarem de postura, afinal de contas, o que estou propondo aqui pode interferir diretamente no patrimônio líquido daqueles que buscam mais e mais dinheiro. Eu entendo isso, é uma questão de ESCOLHAS, eu escolho abrir mão de ter uma conta milionário crescendo mais e mais a cada dia para viver na simplicidade, aproveitando o melhor que a vida pode dar através da beleza que é viver na simplicidade. É um caminho, este é o caminho que tenho seguido, junto com meu amigo Leonardo Boff e tantos outros, que pensam em um planeta sustentável para as próximas gerações.

Pense sobre isso! A decisão está único e exclusivamente em suas mãos…

Sugestões de leitura
* O fim do mundo está no consumismo
* Bens materiais x felicidade
* A base fundamental da liberdade
* Por um mundo melhor: O inesquecível discurso da menina Severn Suzuki

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A sabedoria do silêncio

Por Isaias Costa

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O silêncio é fundamental para atingirmos o equilíbrio das nossas emoções e para vivermos de forma mais plena. Hoje quero compartilhar um texto taoista riquíssimo de ensinamentos sobre o silêncio, a vida, o equilíbrio, as escolhas etc. Leia com bastante atenção! Vou deixar uma dica, copie esse texto para ser relido, pois são muitas informações, e para serem assimiladas, torna-se necessário uma ou várias releituras, foi o que fiz com esse texto! Boa leitura!…

A sabedoria do silêncio interior

Pense no que vai dizer antes de abrir a boca. Seja breve e preciso, já que cada vez que deixa sair uma palavra, deixa sair uma parte do seu Chi (energia).

Assim, aprenderá a desenvolver a arte de falar sem perder energia.

Nunca faça promessas que não possa cumprir. Não se queixe, nem utilize palavras que projetem imagens negativas, porque se reproduzirá ao seu redor tudo o que tenha fabricado com as suas palavras carregadas de Chi.

Se não tem nada de bom, verdadeiro e útil a dizer, é melhor não dizer nada.

Aprenda a ser como um espelho: observe e reflita a energia.

O Universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e ações, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.

Se se identifica com o êxito, terá êxito. Se se identifica com o fracasso, terá fracasso.

Assim, podemos observar que as circunstâncias que vivemos são simplesmente manifestações externas do conteúdo da nossa conversa interna. Aprenda a ser como o universo, escutando e refletindo a energia sem emoções densas e sem preconceitos.

Porque, sendo como um espelho, com o poder mental tranquilo e em silêncio, sem lhe dar oportunidade de se impor com as suas opiniões pessoais, e evitando reações emocionais excessivas, tem oportunidade de uma comunicação sincera e fluida.

Não se dê demasiada importância, e seja humilde, pois quanto mais se mostra superior, inteligente e prepotente, mais se torna prisioneiro da sua própria imagem e vive num mundo de tensão e ilusões.

Seja discreto, preserve a sua vida íntima. Desta forma libertar-se-á da opinião dos outros e terá uma vida tranquila e benevolente, invisível, misteriosa, indefinivel, insondável como o TAO.

Não entre em competição com os demais, a terra que nos nutre dá-nos o necessário. Ajude o próximo a perceber as suas próprias virtudes e qualidades , a brilhar. O espírito competitivo faz com que o ego cresça e, inevitavelmente, crie conflitos. Tenha confiança em si mesmo. Preserve a sua paz interior, evitando entrar na provação e nas trapaças dos outros.

Não se comprometa facilmente, agindo de maneira precipitada, sem ter consciência profunda da situação.

Tenha um momento de silêncio interno para considerar tudo que se apresenta e só então tome uma decisão.

Assim desenvolverá a confiança em si mesmo e a Sabedoria. Se realmente há algo que não sabe, ou para que não tenha resposta, aceite o fato.

Não saber é muito incômodo para o ego, porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.

Evite julgar ou criticar. O TAO é imparcial nos seus juízos: não critica ninguém, tem uma compaixão infinita e não conhece a dualidade.

Cada vez que julga alguém, a única coisa que faz é expressar a sua opinião pessoal, e isso é uma perda de energia, é puro ruído. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.

O Sábio tolera tudo sem dizer uma palavra. Tudo o que o incomoda nos outros é uma projeção do que não venceu em si mesmo.

Deixe que cada um resolva os seus problemas e concentre a sua energia na sua própria vida. Ocupe-se de si mesmo, não se defenda.

Quando tenta defender-se, está a dar demasiada importância às palavras dos outros, a dar mais força à agressão deles.

Se aceita não se defender, mostra que as opiniões dos demais não o afetam, que são simplesmente opiniões, e que não necessita de convencê-los para ser feliz.

O seu silêncio interno torna-o impassível. Faça uso regular do silêncio para educar o seu ego, que tem o mau costume de falar o tempo todo. Pratique a arte de não falar.

Tome algumas horas para se abster de falar. Este é um exercício excelente para conhecer e aprender o universo do TAO ilimitado, em vez de tentar explicar o que é o TAO.

Progressivamente desenvolverá a arte de falar sem falar, e a sua verdadeira natureza interna substituirá a sua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do seu coração e o poder da sabedoria do silêncio.

Graças a essa força, atrairá para si tudo o que necessita para a sua própria realização e completa libertação.

Porém, tem que ter cuidado para que o ego não se infiltre… O Poder permanece quando o ego se mantém tranquilo e em silêncio. Se o ego se impõe e abusa desse Poder, este converter-se-á num veneno, que o envenenará rapidamente.

Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo.

Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser.

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3 caminhos para o sucesso

Por Isaias Costa

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Outro dia li um excelente artigo do grande filósofo brasileiro Mario Sergio Cortella chamado “Sábia consciência”, no qual ele falava sobre 3 caminhos para se chegar ao sucesso, segundo um monge budista de nome Beda. Abaixo transcrevo um pequeno trecho deste artigo:

“É imprescindível revisitar um monge beneditino que, há aproximadamente 1.300 anos, viveu na Inglaterra: Beda, que, além de ter sido santificado pela igreja do período, era chamado também de o Venerável. Tamanha foi a erudição e a honestidade narrativa que sustentou ao escrever uma trajetória de seu país- desde a ocupação romana até aqueles dias- que sua obra tornou-se referência para os estudos históricos medievais.

Um homem como ele, pleno de conhecimentos e admirado pela imensa capacidade intelectual, conseguiu não ser vítima da presunção que acomete a muitos e muitas nessa condição ou, até, longe dela; Beda nos legou (com validade indeterminada!) uma prescrição em forma de advertência, na qual diz que há três caminhos para a infelicidade (ou fracasso): 1) não ensinar o que se sabe; 2) não praticar o que se ensina; 3) não perguntar o que se ignora.

Uma tríade assim arremessa a idéia de sucesso para muito além do que muitos acreditam nos nossos modernos tempos; poderíamos dizer -retomando pelo positivo as três advertências de Beda- que o sucesso está na generosidade mental (ensinar o que sabe), na honestidade moral (praticar o que ensina) e na humildade inteligente (perguntar o que ignora). Nesse sentido, o ensinamento do monge está impregnado do que entendemos ser a sabedoria ou, mais ainda, a sapiência.”

É muito importante notar que esses caminhos além de levarem ao sucesso também levam à sabedoria, pois nos remetem a valores e princípios nobres: generosidade, honestidade e humildade. Com essas virtudes vivenciadas no dia a dia, podemos revolucionar nossa qualidade de vida e pouco a pouco a de muitas outras pessoas.

As advertências de Beda são muito importantes e vou falar brevemente sobre cada uma: 1) não ensinar o que se sabe; 2) não praticar o que se ensina; 3) não perguntar o que se ignora.

1) Eu procuro estar sempre aprendendo coisas novas e me sinto quase que na obrigação de ensinar o que estou aprendendo para as outras pessoas. Seria muito egoísmo de minha parte se guardasse tudo para mim. Eu fico muito feliz em compartilhar meus conhecimentos e ver o quanto ele está fazendo bem aos que leem. Essa sensação não tem preço e me realiza de verdade. Tenho certeza que essa minha pequena atiude frente a esse blog me ajuda a alcançar o sucesso desde as pequenas coisas até as maiores. Portanto, compartilhe o que você sabe! O mundo inteiro agradecerá por essa tomada de atitude.

2) Eu realmente procuro viver aquilo que escrevo. Seria muita hipocrisia da minha parte escrever uma coisa e viver outra. Inclusive, constantemente escrevo sobre minhas falhas, meus medos, minhas angústias, pois sou humano, tão humano quanto você que me lê agora. Eu faço questão de não esconder as minhas falhas e imperfeições, pois sei que são elas que vão lapidando um Isaias melhor a cada dia. Pense sobre isso…

A escultura chamada ser humano

3) Essa é fundamental, pois muitas vezes somos movidos pelo EGO, por um orgulho exacerbado que nos mata aos poucos. Perguntar, questionar, duvidar, não aceitar tudo etc, é o caminho para conquistar a sabedoria. A sabedoria nasce da dúvida. Já pensou? Como pode ser sábio alguém cheio de certezas? De verdades? É impossível! Nessa hora me vem em mente as sábias palavras do mestre Rubem Alves:

“As pessoas, para serem belas e amadas,
precisam ter um vazio dentro delas.
A maioria acha o contrário;
pensa que o bom é ser cheio.
Essas são as pessoas que se acham cheias de verdades e sabedoria
e falam sem parar.
São umas chatas quando não são autoritárias.
Bonitas são as pessoas que falam pouco e sabem escutar.
A essas pessoas é fácil amar.
Elas estão cheias de vazio.
E é no vazio da distância que vive a saudade…”

Portanto. Pergunte! Questione-se! Duvide! Desta forma o sucesso certamente virá até você.

A arte da dúvida

Para terminar, não sei se você percebeu, mas esses caminhos para o sucesso também nos levam a ter mais felicidade na vida, pois quem é generoso, honesto e humilde, certamente também é feliz. Esses três caminhos para o sucesso também são os mesmos para a sabedoria e para a felicidade. Guarde-os com carinho e procure segui-los, tenho certeza que logo você colherá os frutos positivos desta escolha e decisão…

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Escolho meus amigos

Por Isaias Costa

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Quero compartilhar um belíssimo texto do escritor Oscar Wilde que fala sobre as escolhas das amizades, tão importantes na vida de todos os seres humanos. Leia com bastante atenção e cultive as suas amizades mais importantes e sinceras…

“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. 
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. 
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. 
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. 
Deles não quero resposta, quero meu avesso. 
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. 
Para isso, só sendo louco. 
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. 
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. 
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. 
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. 
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. 
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. 
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. 
Não quero amigos adultos nem chatos. 
Quero-os metade infância e outra metade velhice! 
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. 
Tenho amigos para saber quem eu sou. 
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.”

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A doença é uma oportunidade de renovação

Por Isaias Costa

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Hoje vou falar sobre um tema absolutamente incrível e profundo, um tema que muitas pessoas nem fazem ideia da importância: as DOENÇAS do nosso corpo. Ao contrário do que muitos pensam, ter algum tipo de doença séria, que nos obrigue a parar tudo que estamos fazendo para cuidar da saúde, é uma das experiências mais LIBERTADORAS que podemos ter na vida. Para refletir sobre isso, compartilho algumas palavras do grande mestre espiritual Eckhart Tolle.

“Nossa energia física também está sujeita a ciclos. Não consegue estar sempre no máximo. Teremos momentos de baixa e de alta energia. Em alguns períodos, estaremos altamente ativos e criativos, mas em outros tudo vai parecer estagnado, teremos a impressão de não estarmos indo a lugar nenhum, nem conseguindo nada. Um ciclo pode durar de algumas horas a alguns anos e dentro dele pode haver ciclos longos ou curtos. Muitas doenças são provocadas pela luta contra os ciclos de baixa energia, que são fundamentais para uma renovação. Enquanto estivermos identificados com a mente, não poderemos evitar a compulsão de fazer coisas e a tendência para extrair o nosso valor de fatores externos, tais como as conquistas que alcançamos. Isso torna difícil ou impossível para nós aceitarmos os ciclos de baixa e permitirmos que eles aconteçam. Assim, a inteligência do organismo pode assumir o controle, como uma medida auto protetora, e criar uma doença com o objetivo de nos forçar a parar, de modo a permitir que uma necessária renovação possa acontecer.”

Eckhart Tolle

Estas são palavras de um profundidade impressionante. O que o mestre Eckhart quer dizer com elas é que nossa vida é regida o tempo todo por ciclos, SEMPRE. Já reparou que tudo na sua vida tem um começo, um meio e um fim? Isso acontece exatamente por nossa vida ser regida por ciclos. Sempre que, de alguma forma, queremos alterar o fluxo natural dos acontecimentos, o universo (quando digo o universo estou me referindo às situações, às escolhas, os amigos, às palavras que são ditas pelos outros, o que lemos, o que ouvimos, o que assistimos etc etc…) tudo nos dá indicações de que estamos vivendo de forma equivocada e fazendo escolhas que não nos farão crescer e dar o melhor de si.

Ótimo! Esse é o primeiro ponto. O universo sempre nos dá pistas. As pessoas que são mais INTUITIVAS conseguem captar esses sinais e, consequentemente, sofrem menos. Agora quem não é, acaba naturalmente seguindo para o segundo ponto, as DOENÇAS.

A palavra intuição

Mesmo depois de receber diversos sinais, algumas pessoas insistem em fazer escolhas erradas, insistem em não seguir o seu coração, se estressam em demasia, se preocupam, se angustiam, perdem as esperanças pouco a pouco. E no fim, o que acontece é que o nosso corpo, sabiamente, se acomete de uma doença para que, literalmente, PAREMOS tudo que estamos fazendo para reavaliar nossos caminhos, nossas escolhas, pensamentos, sentimentos, comportamentos…

É aqui que se encontra a OPORTUNIDADE de se libertar. Quando isso acontece conosco, depois que nos recuperamos da doença, passamos a enxergar a vida e as situações com um pouco mais de profundidade e alteramos várias das nossas escolhas, passamos a escolher aquilo que não vai nos estressar em demasia, que não vai nos gerar tanto desconforto, que nos traga paz, serenidade e alegria.

Quero falar sobre minha própria experiência com isso. O ano de 2009 acredito que tenha sido um dos anos mais reveladores de toda a minha vida, provavelmente você não estaria lendo esse texto hoje se eu não tivesse passado pelo que passei neste ano. Em 2009 eu quase entrei em depressão, minhas emoções nunca ficaram tão abaladas, porque sempre fui estudioso e dedicado, mas as dificuldades próprias do curso que estudava (Bacharelado em Física), aliado a professores péssimos e extremamente antididáticos, me fizeram ter os piores desempenhos de toda a minha vida. Fui diretamente confrontado com o que fazia de melhor, estudar. O resultado desse choque foi que passei mais da metade do ano doente, vivia gripado, sentindo febre, dor de cabeça, insônia, irritabilidade, tensões musculares, tive várias micoses na pele etc. Todo esse desequilíbrio me fez PARAR, refletir, e buscar o autoconhecimento como nunca havia feito até então. Eu era louco por matemática, só pensava em contas e problemas matemáticos. Esse caminho incessante pelo autoconhecimento me levou naturalmente a me tornar mais sereno, saudável e feliz. O autoconhecimento me levou a descobrir a minha missão de vida, que é ajudar as pessoas a se tornarem melhores através da escrita e da educação. Provavelmente, se não tivesse sofrido tanto e ficado doente, permanecesse entorpecido até hoje, fechado no meu próprio mundo, sem vislumbrar mudanças e crescer como poderia.

Essa doença me levou pouco a pouco a uma mudança de carreira. Hoje sou professor e escritor. Os sofrimentos que passei me levaram a despertar o lado mais humano que sempre existiu em mim, mas estava adormecido. Hoje minha vida é totalmente diferente e estou cada vez mais feliz. Há outro detalhe que preciso dizer. Quando sentimos que estamos realizando a nossa missão de vida, o corpo e a mente se harmonizam de uma maneira tão bonita que a probabilidade de ficar doente é muito pequena. Raramente fico doente, e quando fico, é algo simples como um resfriado e fico curado em poucos dias. Essa saúde não acontece à toa, por acaso do destino. NÃO. Essa saúde foi conquistada através do autoconhecimento e você também pode adquirir essa saúde mais completa. Tempos atrás compartilhei um texto sobre isso, vale a pena a sua leitura…

Autoconhecimento gera saúde

Contei resumidamente o caminho que trilhei para que você entenda através de um exemplo real que as doenças são na realidade LIBERTADORAS. Se você se identificou com essas palavras, espero que acolha com carinho em seu coração e busque relaxar, se aquietar, entender o que levou você a desenvolver alguma doença séria.

Se quiser ler um pouco mais sobre isso, deixo o link de outro texto que escrevi que trata de outros pontos importantes, o link está logo abaixo…

A calma e a saúde

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