O vazio existencial

Por Isaias Costa

O vazio existencial é próprio da natureza humana, desde o momento do nosso nascimento até a grande hora do retorno ao infinito. Quando nascemos nós choramos muito, nos sentimos desamparados e uma das primeiras reações é ficar perto da mãe, sentir o seu calor e o seu cheiro, o momento que temos as primeiras impressões do mundo.

O vazio existencial não é uma coisa ruim, ele nos ajuda a sermos humanos, nos ajuda a sair do nosso próprio mundo e procurar ficar perto de outras pessoas. O ser humano não nasceu para viver isolado. Ele necessita de pessoas ao seu redor. Sem isso, é muito provável que em questão de tempo ele “entre em parafuso”. Uma vez li um texto que falava sobre isso. É impossível um homem viver totalmente sozinho. Se ele for colocado em uma situação extrema, sem ninguém por perto. Em poucos dias ele estará falando sozinho e com mais alguns dias já estará criando “personagens” para conviver com ele. Ele faz de bonecos pessoas, ou de uma roupa uma pessoa. Não é paranoia não, é simplesmente a necessidade do homem de se relacionar com alguém. Assista ao filme, “Eu sou a lenda”, com Will Smith. Ele retrata muito bem o que estou dizendo aqui.

Além disso, a beleza de se estar com outras pessoas não tem preço. Pessoas com valores parecidos com o nosso sempre podem nos ajudar a crescer, elas nos ajudam a despertar ou desenvolver nossos talentos, vou dar alguns exemplos.

John Lennon. O que seria dele sem Paul MacCartney, George Harrison e Ringo Starr? Com certeza não seria o mesmo. Se esses quatro não tivessem se juntado, não conheceríamos a maior banda de todos os tempos, The Beatles. John Lennon sempre foi talentoso, mas se juntou com mais três gênios da música, e assim surgiu The Beatles.

Pelé. O maior jogador de futebol de todos os tempos. Ele tinha um talento nato, fazia mágica com uma bola de futebol. Mas o que seria dele se não tivesse um time com outros jogadores muito bons e que lhe ajudavam a ser o que foi? Ele não seria nada. Um time precisa de onze jogadores, e não apenas um.

Jonny Depp. Um dos maiores atores de Hollywood. O que seria dele se não tivesse outros grandes atores contracenando com ele? Não seria ninguém, seria um talento desperdiçado. Ele só é o grande ator que é porque tem outros atores brilhantes ao seu redor, que o ajudam a despertar todo o seu potencial.

Enfim. Todos nós só podemos dar o nosso melhor em qualquer coisa se estivermos rodeados de pessoas, que nos despertem o nosso potencial. Quero concluir com uma brilhante frase do mestre Raul Seixas que diz, “Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”. Vamos sonhar juntos!

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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