A primeira impressão não é a que fica

Por Isaias Costa

Hoje vou falar sobre um erro que todas as pessoas cometem, não importa quem seja: crianças, jovens, adultos, velhos, periquito, papagaio… O julgamento. E vou falar sobre o quanto os julgamentos precipitados podem nos ajudar a melhorar a nossa vida, o quanto podem nos tirar da nossa ignorância e prepotência.

Vou falar de exemplos que aconteceram comigo. Uma vez eu fui jogar basquete (eu adoro jogar basquete) e eu olhei para um carinha e logo não gostei dele. Fiquei dizendo para mim mesmo: “Quem esse cara pensa que é? Se acha o bichão, o fodão, etc”.  Sabe o que era isso? Inveja. Isso mesmo, no fundo eu estava invejando o cara porque ele jogava basquete melhor do que eu. E como eu não queria ficar por baixo, fiquei achando que ele era bossal e arrogante, mas na realidade eu é que estava sendo bossal e arrogante. Quando isso aconteceu, nada do que falei aqui em cima passava pela minha mente. Até que um belo dia (depois de uns três ou quatro meses que não via o cara), eu joguei com ele de novo. Não tirava a impressão que tinha dele. Fiquei só observando. Durante o jogo ele ficou caladão, só jogando e pronto. Sem estresse nenhum. Aí eu comecei a perceber que ele não era tão chato assim. A gota d’água aconteceu no final do jogo. E isso eu nunca vou esquecer, vai ser uma estória que vou contar até para os meus netos. Ele se sentou, ficou observando a gente. Aí ele viu que um dos garotos que estava jogando não tinha basqueteira. Na realidade não tinha tênis nenhum, estava jogando de pé descalço. Aí ele perguntou para o garoto: “Qual é o número do teu pé?” Ele falou: “quarenta e um”. O cara simplesmente desamarrou a sua basqueteira e disse pro garoto: “calça aí mah! Eu acho que vai caber no teu pé”. Era uma basqueteira Nike zerada, novíssima, brilhando de nova. O garoto falou, “deu certinho no meu pé!”. O cara falou então, “legal mah!”. Ele se levantou e começou a se afastar pra ir embora. Aí o garoto disse: “Espera aí mah! A tua basqueteira!”. Ele então disse: “Essa basqueteira é tua cara! Fica com ela!”. E falou para os outros. “Falô galera! Até o próximo racha!”. E foi embora de pé descalço.

Depois disso eu disse pra mim. “Meu Deus! Como eu pude ser tão superficial? Julguei alguém sem ter a menor ideia de quem era!”. Fiquei com vontade de enterrar minha cabeça. Aprendi muito nesse dia. Nunca mais passei a julgar as pessoas pela primeira impressão que tinha delas.

Eu fiquei assim nesse dia…

Outro exemplo foi de um amigo que conheci que era super calado e introspectivo. Na primeira vez que o vi achei que ele era super bossal e pedante. Não fazia ideia de que ele era só um cara tímido. Depois que tive oportunidade de conversar com ele e ter um bom diálogo, percebi que a impressão que tinha dele era totalmente equivocada. Era um cara com um coração enorme, mas que só não sabia se expressar muito bem. Hoje somos grandes amigos.

Enfim. Vamos eliminar da nossa mente a frase que o mundo sempre diz: “A primeira impressão é a que fica”. Não. Nada disso. “A primeira impressão é a que NÃO fica”. Devemos observar muito bem as pessoas antes de julgá-las. Se julgarmos alguém logo na primeira impressão, a probabilidade de estamos sendo equivocados é quase 100%. Pensem e reflitam um pouco sobre isso…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

1 comentário

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Uma resposta para “A primeira impressão não é a que fica

  1. oseas

    eu tbm ja havia pensado sobre isso… Realmente a primeira impressão não eh a melhor para nos basearmos…

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