Cortar o mal pela raiz

Por Isaias Costa

A maior parte das pessoas se pergunta, “Por que existe tanta maldade no mundo?”, “Por que se cometem tantos crimes bárbaros?”, “Por que a corrupção está crescendo tanto?”, “Por que as ruas estão tão cheias de ladrões?”. Mas as perguntas a se fazer não são essas, as perguntas a se fazer são, “O que leva a existir tanta maldade no mundo?”, “O que leva uma pessoa a matar alguém?”, “Como uma pessoa pode se tornar um ladrão?”, “O que leva alguém a ser um corrupto?”. Fazer-se essas perguntas e refletir em cima delas faz toda diferença na vida. Vou explicar o porquê.

Um ladrão. Para se tornar um ladrão, não é um caminho tão imediato. Todo ladrão começou roubando pequenas coisas. A maior parte dos ladrões profissionais que existem começaram ainda na infância, quando lhes foi permitido roubar pequenas coisas. Por exemplo, um brinquedo que um garoto, por esquecimento, deixou na porta da sua casa, e o futuro “ladrãozinho” olha pra ele, gosta, verifica se não tem ninguém olhando, tira uma sacola do bolso, e joga o brinquedo pra dentro dela rapidinho e depois sai de fininho, silenciosamente. Ele volta pra casa e alguém lhe pergunta, “Joãozinho, que brinquedo é esse?”, e ele responde, “Achei jogado no chão!”. Esse é o momento crucial, o momento de cortar o mal pela raiz. Deste momento em diante podemos definir se o que virá no futuro será um Joãozinho honesto ou um Joãozinho ladrão. Se a pessoa que lhe perguntou qual era o brinquedo disser assim, “Pois me mostre exatamente onde você achou esse brinquedo?”, fazendo isso a criança ficará indefesa, não saberá mentir, e vai dizer que pegou no portão de uma casa, vai se envergonhar do que fez e provavelmente nunca mais vai fazer isso de novo. Mas, se a pessoa que perguntou do brinquedo disser, “Nossa, como você tem sorte, encontrar um brinquedo bonito desse jogado no chão!”, pode se preparar que o próximo roubo não será mais um brinquedo, será algo maior, e ele vai criar histórias cada vez mais elaboradas para justificar seus atos. E o mais grave de tudo, perderá o senso do certo e do errado. Para ele, roubar vai se tornar uma coisa natural, e ele será capaz de fazer atos horríveis para conseguir o que quer. Veja só! Tudo começou com um brinquedo na porta de uma casa!

O brinquedinho do vizinho...

O brinquedinho do vizinho…

Para os multimilionários. A maior parte dos multimilionários não virou de uma hora para outra, começou com algo bem pequeno. Por exemplo, ele comprou um objeto por X reais, e tem um tino para vendas. Ele sabe que o objeto só vale X reais, mas vai vender utilizando de artimanhas para lucrar em cima de pessoas honestas, procura logo as pessoas mais inocentes, diz que é algo importado, de qualidade superior, etc. E vende o produto por 3X reais. Lucra muito em cima dele. Começa a gostar da ideia, e passa a fazer o mesmo com coisas maiores. Sempre usando a lábia para isso. Depois de um tempo, ele está cheio de dinheiro, mas não se contenta, quer mais, quer se tornar um milionário. Neste ponto vem o que mais eu tenho repúdio. Ele começa a usar as pessoas a seu favor, promete promoções e crescimento financeiro a elas, mas ele as nivela por baixo. Por exemplo, ele oferece a elas um salário de 1000 reais para trabalhar por 8 hs com algo que vai lhe render uns 20.000 reais em um mês (este exemplo é muito bobinho! Na verdade os multimilionários ganham muito mais do que isso em cima do trabalho dos “peões”). Continuando com essa barganha por dinheiro ele vai ficando cada vez mais rico. Como cortar o mal pela raiz nesse caso? Verificando lá no inicio. Na compra do primeiro objeto para revender. Alguém com autoridade sobre ele deveria tê-lo proibido terminantemente de fazer isso. Com essa atitude não criaria um multimilionário sugador da energia de pessoas honestas.

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Um viciado em jogos. Muitas vezes os adultos viciados em jogos começaram ainda na infância, quando brincavam de bingo ou pequenas apostas. Um garotinho joga no bingo uma vez e consegue ganhar, fica muito feliz, e claro, quer jogar de novo para ganhar outra vez. Mas sem se dar conta, ele vai tirando o pouco dinheiro que tem (mesada, dinheiro do lanche na escola…) e usa todo nessas apostas. Se nessa hora, alguém que seja responsável por esse garoto não lhe der um freio, é só questão de tempo para ele estar totalmente viciado nisso. E com o vício estabelecido, a cura se torna muito mais difícil e trabalhosa. Muitos homens viciados em jogos acumulam dívidas enormes e colocam nas costas de algum otário para pagar pelos seus erros. A melhor forma de evitar tanto mal é acabar com ele antes que se torne um vício.

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Com outros casos é da mesma forma, os assassinos não se tornam assassinos de uma hora para outra. Tudo começa nas pequenas coisas, e o que deve ser feito é cortar o mal pela raiz, enquanto essas raízes não estão muito profundas. Porque depois que isso acontece, a possibilidade de voltar atrás com o mal será muito mais difícil. Quero deixar essa mensagem. Os grandes males sempre aparecem depois de muitos pequenos males…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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