Uma parte de mim

Por Isaias Costa

bebe-ouvindo-musica

Hoje vou refletir sobre a música a partir de uma que acho simplesmente uma obra prima. Trata-se da música “Traduzir-se” , do grande Fagner. Vou colocar a letra com o vídeo interpretado pela cantora e compositora Adriana Calcanhoto.

Traduzir-se

Fagner

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
– que é uma questão
de vida ou morte –
será arte?

Eu lembro que a primeira vez que ouvi essa música ela se multiplicou por 4 ou 5. Eu fiquei repetindo e repetindo até dizer “chega”. Já que estou falando de música, quero aproveitar para fazer um questionamento. Uma enorme asneira que escuto quase todos os dias é essa aqui: “Hoje em dia não se faz mais música boa…”. Errado! Não se faz música boa ou é você que não está sabendo procurar as músicas boas? Eu adoro a frase da música “Mulher sem razão” do Cazuza que diz assim: “Ouve o teu coração, ao cair da tarde. Ouve aquela canção que não toca no rádio…”. Eu penso como o grande Cazuza. Como pode você ouvir músicas boas se você só escuta o rádio? Não estou querendo dizer que não existem músicas boas no rádio, existem sim, mas é como se você estivesse catando um feijão velho e cheio de gorgulhos. Tem que procurar com a maior atenção do mundo! Sendo criterioso. Vou deixar essa dica e contrapor essa enorme falácia de que não existem músicas boas. Faça como eu e o Cazuza! Vamos ouvir menos rádio e procurar as músicas boas! Pode ter certeza que música boa é só o que tem por aí, basta saber procurar.

Eu estava procurando músicas boas na internet e me deparei com uma banda lá do Rio Grande do Sul que acredito ainda não ser tão conhecida, mas eu tenho que tirar o chapéu para este quarteto chamado “Apanhador Só”. O som deles é totalmente diferenciado para um mundo que está tão cheio de lixo sonoro, umas coisas que não consigo nem me atrever a chamar de música, este nome é muito bonito e rico para muitas coisas que estão sendo lançadas hoje em dia. Os arranjos, instrumentação, melodia e harmonia dos instrumentos dessa banda é algo raro de se ver na atualidade. Portanto, quero apresentar aos meus leitores esta banda muito boa e que acredito vir a ser bem conhecida um dia. Escutem essa música aqui…

Eu sei que o gosto para música é algo completamente individual. Cada um tem o direito de ouvir a música que quiser e com o estilo que quiser, mas a principal mensagem que quero deixar hoje é essa: Por favor! Não saia por aí dizendo que hoje não se fazem mais músicas boas porque isso é papo de gente que não sai à procura do novo!

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