As ilhas de Salomão

Por Isaias Costa

Como-Estrelas-na-Terra

Um dos filmes mais tocantes e emocionantes que já assisti em toda minha vida se chama “Como estrelas na terra: toda criança é especial”. Este é um filme muito transmitido para os professores e educadores, mas ele deveria ser assistido por todos, porque muito antes de ser um filme que fala sobre educação, é um filme que fala sobre o amor e o cuidado, que estão profundamente ligados à educação.

Uma das cenas mais bonitas do filme é quando o pai do Ishaan vai falar com o seu professor e ele já sabia que o pai não se importava com ele. Apenas lhe pagava a escola para supostamente dizer que se importava com ele. O professor responde ao seu pai da seguinte maneira: “Importar-se é essencial, tem o poder de curar feridas – um bálsamo para a dor quando a gente se sente querido. Um abraço, um beijo, dizer ‘filho eu te amo. Tem medo? Estou aqui. Se cair ou falhar, eu estou a seu lado. Dar segurança, carinho. Importar-se é isso, não é?”. Nesta cena o pai do garoto engasga e não consegue responder ao professor. O cuidado meus amigos! O cuidado das pessoas que amamos é uma das maiores dádivas que existe nessa vida. Eu adoro a história do pequeno príncipe que fala do cuidado com a flor. Uma das frases que eu sempre vou lembrar e aplicar na minha vida diz assim: “Se alguém ama uma flor na qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isto basta para fazê-lo feliz quando a contempla”. Esse é o valor do cuidado. Cada pessoa é única, e precisa de amor e carinho, precisa ser regada como uma flor, senão morre, pode não morrer fisicamente, mas morre nos sonhos, na esperança, no amor. Essa morte é tão terrível quanto a morte física, não, essa morte é pior do que a morte física, porque é uma morte lenta e gradual da alma, que transcende o corpo físico. Vamos refletir bem sobre isso…

As pequenas coisas da vida

O que me inspirou a escrever esse post foi uma citação belíssima que existe nesse filme, dita pelo professor do Ishaan.

“Nas Ilhas de Salomão, quando os nativos querem parte da floresta para a agricultura, eles não cortam as árvores. Eles simplesmente se juntam ao redor delas, gritam xingamentos e dizem coisas ruins. Em alguns dias a árvore seca e morre. Ela morre sozinha.”

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A ideia central dessa citação é sobre o poder das palavras. As palavras podem ser muito destrutivas. Acho que muitos já ouviram a máxima: “as palavras podem ser uma arma”. E podem mesmo! Do mesmo jeito que elas podem fazer as pessoas se sentirem cada vez melhor, elas podem destruir todos os seus sonhos. Isso é muito triste. É por essas e outras que cada vez mais eu procuro cultivar o silêncio e a contemplação. Porque sei que com as minhas palavras eu posso ferir muita gente. Principalmente aquelas palavras que vêm das atitudes impulsivas, normais de todo ser humano. Quando você age por impulso não avalia bem as palavras, e estas podem ferir para sempre o coração de alguém e deixar enormes cicatrizes. Eu não quero ferir as pessoas. Quero ser uma fonte de alegria e de esperança para elas, e essa é a principal mensagem que quero deixar hoje. Vou deixar também um dos primeiros textos que eu postei nesse blog, que fala sobre formas de evitar falar palavras mordazes às pessoas…

Carneirinhos e palavras mordazes

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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