O abominável homem das neves

Por Isaias Costa

Chapolin-Homem-das-Neves

Todos já ouviram falar sobre a estória do abominável homem das neves pelo menos uma vez na vida. Outro dia eu li um texto falando sobre ele a partir de um ponto de vista completamente novo e elegante. Não pude conter o desejo imenso de compartilhar esse texto no blog. Ele nos leva a refletir sobre algo importantíssimo e que poucas pessoas dão o devido valor, a EDUCAÇÃO.

Este é um texto do professor, escritor e palestrante Gabriel Perissé com o título “Meus erros preferidos”.

As crianças erram. Porque são humanas. Mais humanas do que nós, adultos adulterados.
Odiamos errar. Queremos a perfeição. E por isso deixamos de aprender com a mesma rapidez com que aprendíamos na infância.
Mas os erros revelam verdades. Especialmente os linguísticos.
Uma criança outro dia me perguntou se existe mesmo o tal de abdominável homem das neves. Ouviu algo a respeito num programa de TV sobre o Himalaia. Será abdominável o monstro porque faz abdominais deitado na neve?
Dias desses, uma menina aqui em São Paulo viu dentro de uma estação do metrô uma sala de vidro. Trata-se de um posto tira-dúvidas. Qualquer passante com dificuldades em português e matemática pode entrar e, gratuitamente, receber uma breve aula particular sobre fatoração ou análise sintática, raiz quadrada ou ortografia. Ao ler o cartaz com os dizeres “Tire aqui suas dúvidas de português e matemática”, a criança disse ao pai: — Ah, então é daqui que as pessoas vêm tirar suas dúvidas! Pai, deixa eu pegar uma pra mim!
O erro nos ajuda a acertar com esmero. Um erro não é mero equívoco. Erra redondamente quem menospreza o poder criativo do erro.
Uma professora me contou que, no início de sua carreira, faz mais de 30 anos, tinha em sala de aula um aluno que falava “truxe” em vez de “trouxe”. O menino vivia trazendo coisas: “Professora, eu truxe o lanche! Professora, eu truxe o caderno! Professora, eu truxe a lição de casa!”
A professora repetia, com um sorriso bondoso, que era errado dizer “truxe”. Que o certo era “trouxe”. Que a gramática é que estava certa. O aluno também sorria, ouvia mas não entendia a correção. Fazia expressão de “caixa-d’água”, indecifrável. E continuava trazendo coisas: “Professora, eu truxe um bilhete da minha mãe! Professora, eu truxe uma flor para a senhora!”
Até que um dia, com a paciência esgotada, quando mais uma vez o “truxe” se fez, a professora exigiu que o menino escrevesse no caderno quinhentas vezes: “eu trouxe”, “eu trouxe”, “eu trouxe”… E que trouxesse o exercício-castigo no dia seguinte, sem falta!
E o menino não faltou. Lá estava ele, diante da professora. O olhar tranquilo, a alegria do dever cumprido, as quinhentas linhas devidamente alinhadas. Um começo de bolha no dedo, por escrever com força e realizar a tarefa:
— Professora, aqui está. Eu truxe os trouxe!

Eu sou professor e cada vez mais eu entendo o valor dos erros. Todo e qualquer estudante aprende muito mais com os erros do que com os acertos. Eu gosto até de pensar em Jesus nessa hora sabia? Ele dizia a todos: “Os sãos não precisam de médicos, os doentes precisam, e eu vim para dar vida a estes...”. Com a educação é a mesma coisa, eu observo meus alunos e percebo facilmente aqueles que se destacam, então praticamente não me preocupo com eles, porque sei que vão “arrebentar” nas minhas provas, já os alunos que estão com dificuldade dou uma atenção toda especial, procuro passar o assunto da forma mais elementar possível, até que todos na sala entendam. Eu olho para os meus alunos e vejo o enorme potencial presente em cada um, e aposto todas as minhas fixas neles.

Não é fazendo ditadura que se ensina alguém. A melhor forma de ensinar alguém é orientando para que ela própria encontre a resposta. Sabe quem foi o maior professor que já habitou essa terra? Jesus Cristo. Eu me espelho nele e através dele estou me tornando um professor cada vez melhor, na realidade um educador. É isso que estou procurando ser e quero levar você a refletir a esse respeito. Vamos aprender com o maior professor da Terra, Jesus. Para continuar refletindo sobre isso, vou deixar um texto bem antigo do blog.

https://paralemdoagora.wordpress.com/2012/11/07/aprendendo-a-criar-parabolas/

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