Quantidade e qualidade do sono

Por Isaias Costa

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Um tema de extrema importância é o sono. Eu levo a qualidade e quantidade do sono muito a sério, porque sei dos enormes prejuízos que isto pode acarretar na minha saúde, no ânimo, na produtividade, nas emoções e comportamentos, no metabolismo, na memória, e por aí vai.

Um dos primeiros textos que escrevi foi falando da relação que existe entre o sono e a assimilação de novos conteúdos pelo cérebro. Aos que não leram segue o link.

https://paralemdoagora.wordpress.com/2012/09/23/a-assimilacao-de-novas-ideias/

Hoje quero compartilhar uma excelente reportagem que fala sobre a quantidade e qualidade do sono, feita pelo endocrinologista Alfredo Halpern e pela neurologista Dalva Poyares.

Quantas horas você precisa dormir para ficar bem durante o dia? Quais os efeitos a longo prazo de descansar pouco? E o que fazer para relaxar durante a noite e acordar mais disposto?

Uma pesquisa feita durante quatro anos pela Universidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, mostra que exercícios constantes melhoram, além da saúde física, a capacidade de decisão e a memória das pessoas. Segundo Dalva, a privação de sono a longo prazo pode encurtar a expectativa de vida, desencadear problemas metabólicos (como obesidade e diabetes), aumentar doenças cardiovasculares e diminuir o rendimento físico e mental.

Para dormir bem, a médica recomendou não fazer atividade física intensa até 3 horas antes de deitar, tirar os sapatos e vestir uma roupa confortável, esvaziar a mente e pôr as pendências e preocupações no papel, comer uma fruta ou algo leve à noite (evitar café e alimentos de difícil digestão), fazer uma leitura leve e ouvir uma música relaxante.

Quem tem filho pequeno sabe que é ainda mais complicado ter uma noite restauradora. É o caso da psicóloga Clodine Teixeira, que acorda várias vezes de madrugada para cuidar do bebê, Rafael. “A falta de sono vai gerando uma tensão e, a cada vez que levanto, é mais difícil voltar a dormir”, afirmou.

Nessa história de privação, também há a figura do pai, o arquiteto Miguel Otávio Landi. “Consigo ter um ciclo maior de sono, de 5 horas seguidas. Às vezes acordo no meio da noite, quando a situação está muito pesada”, contou. Miguel já passou por vários momentos como esse, por causa do Exército, de excesso de trabalho e outros motivos.

O casal planeja, em um futuro próximo, dormir oito horas por noite para ter mais bem-estar, se sentir mais relaxado e atento ao longo do dia e cuidar melhor do filho.

A experiência de descansar pouco é compartilhada pelo motoboy João Vianey Freitas, que dorme cerca de 4 a 5 horas diárias por conta dos três contratos de trabalho que cumpre. “Há horas em que dá um pouquinho de sono, depois do almoço, mas aí dou uma cochilada se tiver um intervalo, dou uma ‘pescada’”, disse.

Quando não tem compromissos na agenda, João aproveita para dormir 12, 14 horas seguidas. “Mas é meio atrapalhado, porque você acorda no outro dia desnorteado, sem saber onde está, o que aconteceu”, explicou. Na opinião do motoboy, que começa suas atividades às 6 horas e só termina à meia-noite, o dia deveria ter pelo menos 36 horas para comportar tudo o que precisa fazer. Mas, como isso não é possível, a dica é organizar melhor a agenda e reservar um tempo mínimo de 6 horas para descansar.

Dormir bem não tem idade

As pessoas que dormem melhor ficam mais dispostas. É o caso de um grupo de idosos superativos que dorme bem e acorda cheio de energia. A aposentada Maria do Carmo levanta às 6 horas, de segunda a domingo, e vai direto para a caminhada. Ela também é adepta da ioga e da natação.

Repousar durante o dia também pode ajudar. “Depois do almoço, dou uma cochiladinha, antes da novela da tarde, por meia hora, e já estou bem”, revelou a aposentada Neide Milon.

A neurologista Dalva Poyares destacou os benefícios da atividade física para o sono e também para o humor. De acordo com ela, o ideal é terminar o exercício até três horas antes de deitar, para baixar a temperatura corporal.

Por fim, Halpern disse que os adolescentes dormem melhor e têm mais necessidade de sono. Segundo Dalva, nessa época há um “atraso de fase”, que faz com que o jovem durma mais tarde e acorde mais tarde, hábito que pode ter uma explicação fisiológica.

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