A raiva está dentro e não fora

Por Isaias Costa CaraComRaiva-blog Esta semana o meu irmão me contou uma história que me fez refletir bastante sobre a raiva e sua origem. Muitos pensam que a raiva é um sentimento que surge por coisas externas. Por exemplo: “Fiquei com raiva porque eu liguei e ela não atendeu o celular”, “Fiquei com raiva porque fulano mentiu pra mim”, “Fiquei com raiva porque meus amigos não me convidaram para aquela festa”…

Coloquei exemplos bobinhos só para ilustrar! Você percebe o que há de comum entre eles? Em todos, a raiva foi colocada externamente, por alguma coisa que os outros fizeram. Porém, eu digo que esse caminho é o que a maior parte das pessoas segue e acabam sofrendo em demasia, se estressando, e o pior, levando outras pessoas a se irritarem e se estressarem, criando um ambiente pesado e sem harmonia.

Sobre isso, o que digo com conhecimento de causa é que a melhor forma de lidar com a raiva é colocar 100% da responsabilidade em você mesmo, dessa forma você não vai se irritar ou se estressar, e melhor do que isso, vai naturalmente buscar soluções para não acontecer situações similares em outras oportunidades.

Vou explicar pelos próprios exemplos que dei: No primeiro eu pensaria: “Ela deve estar bastante ocupada com o trabalho, com os estudos, ou também pode ter acontecido alguma situação chata e estressante e ela não esteja querendo falar. Vou esperar até amanhã e ligo de novo”. No segundo eu pensaria: “Se o fulano mentiu para mim foi porque eu não fui suficientemente confiável ao ponto de ele ser sincero comigo. Vou procurar ser ainda mais transparente não só com ele, mas com todas as pessoas. Dessa forma eu atrairei cada vez mais pessoas sinceras na minha vida”. No terceiro eu pensaria: “Se meus amigos não me convidaram para aquela festa deve ser por um dos dois motivos: ou a festa era com muita gente desconhecida e eles não quiseram que eu ficasse deslocado ou era uma festa chata, com músicas que eu não gosto e num estilo que eu não gosto, por isso eles nem perderam tempo em me chamar”.

Então? Você percebeu alguma manifestação de raiva nestes meus pensamentos? Garanto que não! Por que? Porque eu coloquei 100% da responsabilidade em mim, não vi o problema nas outras pessoas, mas em mim mesmo, e isso me levou a refletir e procurar ser ainda melhor. Quer fazer esse exercício? Ele é bem legal! Garanto que, com o tempo, você pode aperfeiçoá-lo e passará a reagir de forma bem natural na maior parte das situações. Agora eu vou contar a história! Ela é bem pesada. Espero que tenha sangue no olho e leia sem ficar com raiva. Já estou lhe propondo um exercício com essa história! Vamos a ela…

Um rapaz estava no interior, na época do carnaval, voltando para casa depois de um dia cheio. Quando chegou no portão havia um carro com um som insuportavelmente alto. Para não se estressar com o homem do carro ele resolveu ir para bem longe do barulho e dormiu no carro. Pela manhã voltou e o som continuava lá, tão alto quanto à noite. Então ele resolveu falar com o dono do carro: “Meu amigo! Eu vim para casa ontem e esse som estava nesse volume e resolvi dormir no meu carro para não incomodar. Agora eu gostaria de descansar na minha casa mais confortavelmente. Você poderia, por favor, retirar seu carro para eu dormir?”. Nessa hora o homem foi até o bagageiro e simplesmente retirou uma arma e atirou diretamente sobre o seu peito, matando-o na mesma hora.

Então? O que você me diz dessa história? Ela é pura INTOLERÂNCIA. Este homem que matou o rapaz com certeza é alguém que nunca aprendeu a lidar com as suas emoções e sentimentos, de modo a se dominar pela raiva. E sabe de outra coisa? Esse som alto foi apenas uma forma de tentar extravasar sua raiva interior. Também refleti sobre isso.

Você já observou as pessoas mais serenas? Elas escutam música estourando os ouvidos? Quase sempre não? Por que? Porque sua serenidade leva à paz e à harmonia, que não combinam com som estourando os ouvidos! Essa história é muito triste, mas é real, aconteceu no carnaval desse ano. Eu a contei para você refletir sobre a raiva. E para concluir, quero deixar uma frase famosa do William Shakespeare: “Quando você está com raiva, tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel…”.

Preciso falar sobre isso! Não há nenhum problema em sentir raiva, faz parte da natureza humana. O problema é o que você faz com ela. Se você procura acalmá-la de alguma forma ninguém será prejudicado, mas se você a manifesta o prejuízo já foi criado e provavelmente você vai se arrepender depois por seu acesso de raiva. Há muito mais a ser falado sobre esse tema, vou deixar dois links que falam sobre a raiva, um voltado para as palavras e outro para a dimensão da agressividade. Pense sobre isso…

Carneirinhos e palavras mordazes
O lado positivo da agressividade

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui

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1 comentário

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Uma resposta para “A raiva está dentro e não fora

  1. Texto oportuno para este momento.

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