Quase um amor

Por Isaias Costa

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Outro dia eu li um texto bem curtinho do psicólogo Frederico Mattos em que ele falava sobre as pessoas que dizem querer namorar, mas na verdade nem elas mesmas sabem o que querem. O texto que li foi esse aqui.

Você realmente quer namorar?

Você realmente quer namorar? Muitas pessoas se queixam que não encontram uma pessoa para amar e compartilhar momentos especiais. Dizem com água na boca que querem mesmo é namorar. Na prática não é assim que agem. Flertam, prometem, pesquisam, se divertem, saem, transam e só. Nunca dão o próximo passo, aquele avanço na relação em que a promessa vira realidade, a transa vira um aconchego, a palavra se realiza e o flerte ganha colorido diário.

Essas pessoas ficam sempre no quase, pois na hora de mostrar as caras e desenvolver intimidade nunca deslancham na história. Parece que carregam um urubu no bolso e temem abrir completamente as portas de sua vida. Sabe aquela pessoa que nunca te convida para entrar e conversa contigo com a porta quase fechada? Pois é. Depois desse bate-papo super “natural” se queixam que a pessoa não volta, não busca e recua. Será que alguém teria que meter o pé na porta para entrar na sua vida.

Sei que um pouco de cuidado é bom na hora de conhecer alguém, mas as pessoas que dizem querer namorar e nunca namoram precisam repensar se realmente querem um compromisso sério ou apenas farra. Na maior parte das vezes a pessoa usa do discurso que quer algo sério para conseguir apensa alimentar sua vaidade e vibrar internamente: “mais um para a lista”. Isso é meio covarde na realidade, mas muito comum.

A própria pessoa se convence que queria namorar quando não quer passar do primeiro grau de intimidade ou da transa. Então precisa assumir para si mesma: “acho que não chegou a hora”. Mais bonito e mais honesto.

Existem milhares de fatores que podem levar alguém a não querer namorar, mas eu acredito que os principais são: falta de MATURIDADE EMOCIONAL e o MEDO DE AMAR. Com relação ao medo de amar eu escrevi um texto mais comprido e detalhado, aos que não leram segue o link.

O medo de amar- Parte 1

O medo de amar- Parte 2

Com relação a maturidade emocional o que tenho a dizer pode até parecer clichê, mas se trata de um clichê extremamente verdadeiro. SÓ PODEMOS AMAR OUTRA PESSOA SE NOS AMARMOS PRIMEIRO. É impossível você querer namorar alguém se você não procura se amar primeiro e ter um belo relacionamento consigo mesmo. Eu precisei levar muitos tombos na vida para aprender isso. Eu era péssimo com as mulheres e colocava a culpa pelos meus fracassos amorosos em tudo, menos em mim mesmo. Depois de uma busca intensa pelo AUTOCONHECIMENTO consegui me harmonizar e melhorar meus relacionamentos com as garotas, até conseguir namorar alguém de verdade. A maturidade emocional se adquire com a própria vida e uma das formas mais rápidas de adquiri-la é com a leitura de livros, vídeos, filmes, mas principalmente, saindo do mundinho interior de medos, fracassos, ressentimentos, mágoas, rancores etc. Encarando a vida de frente, encarando os medos e vencendo um por um. E dessa forma, se tornando mais maduro e pronto para “subir de nível” nos relacionamentos.

Intitulei esse post como “Quase um amor”, porque a frase do texto do Fred que diz: “Essas pessoas ficam sempre no quase, pois na hora de mostrar as caras e desenvolver intimidade nunca deslancham na história…” me fez lembrar uma música da banda Pato Fu que gosto muito e fala um pouco sobre os relacionamentos que ficam no “quase”. O nome da música é “quase”. Escute com atenção para não ficar apenas no relacionamento “quase um amor”…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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