Arquivo do mês: setembro 2013

Aquela futura paixão

Por Marcelo Vieira

Trazendo sutileza ao blog “Para além do agora”, compartilho com os leitores uma bela poesia do amigo Marcelo Vieira.

 Edward Hoper - Railcar of four tracks - 1956

Edward Hoper – Railcar of four tracks – 1956

Aquela futura paixão

Desistimos daquela futura paixão por esperar que ela aconteça.

Desistimos daquela futura paixão por não observar o céu estrelado naquela noite quente de verão.

Desistimos daquela futura paixão por não termos livros de poesia, não tocarmos o coração, não inspirarmos a alma.

Desistimos daquela futura paixão pelo nosso ego inflado, por não entendermos de sentimentos, não admirarmos sorrisos, desistimos sem lutar internamente pela busca incessante do amor.

Desistimos daquela futura paixão por não sabermos o que é o amor, qual seu início, meio e fim se é que existe fim, por medo do dia seguinte, por medo do dia vivido, por lamentações passadas.

Desistimos daquela futura paixão para não dividirmos, não sofrermos, não chorarmos, não esperarmos, não preocuparmos. Sim! desistimos. Desistimos por não ligarmos, para não esperarmos o dia inteiro por aquela ligação, não sermos ignorados pelo olhar.

Desistimos daquela futura paixão pelo nosso egoísmo, por sermos conservadores, pelo nosso conformismo, pela falta de atenção, por não acreditarmos em contos de fadas, por não aceitarmos defeitos e reconhecermos qualidades.

Desistimos pela nossa ignorância, pela falta de fé. Ao anoitecer apenas lamentamos, e re-inventamos novos amores. Vivemos da ilusão de que algum momento elá virá e resolverá nossas angústias e lamentos. Enquanto nos enganamos, a alma dissolve, feito cubos de açúcar expostos à uma tempestade tropical.

* Para ouvir a leitura dessa poesia basta clicar [aqui]

OLYMPUS DIGITAL CAMERAMarcelo R. Vieira. São José-SC. Engenheiro por formação, esportista por necessidade, nas horas vagas filosofa sobre a vida.

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Gandhi e a comunicação não violenta

Por Isaias Costa

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Nesta semana assisti a um filme maravilhoso e vou fazer uma breve reflexão sobre ele. Trata-se do filme “Gandhi”, de 1982, que conta a sua trajetória de vida. Apesar de ser um filme bem antigo, ainda não o conhecia. É uma obra prima e recomendo fortemente que você o assista.

Mohandas Karamchand Gandhi é o nome do grande homem que veio a se tornar o Mahatma Gandhi, que o mundo inteiro conhece. Esse termo “Mahatma” significa “Grande Espírito” e ele o recebeu por ser um homem muito espiritual e também uma grande liderança na Índia. Ele era advogado e dono de um vasto saber acadêmico. Um homem baixinho e franzino, mas com uma humanidade extraordinária e um coração bondoso e pacífico. Antes de iniciar a sua missão de paz e luta pacífica pela independência da Índia, sua vida era pacata e voltada mais para os estudos, mas quando sentiu que a Índia estava vivendo momentos difíceis e conflituosos abraçou com todas as suas forças a missão de libertar seu país do cárcere e das repressões do governo inglês. Ele criou um princípio chamado Satyagraha (princípio da não agressão, forma não violenta de protesto) como um meio de revolução. Esse princípio atingiu proporções tão grandes e tantos adeptos que outras grandes personalidades da História também o praticaram, como Martin Luther King, Nelson Mandela, Madre Teresa de Calcutá ou o padre Frédy Kunz no Brasil (um santo homem que fundou a Irmandade do Servo Sofredor, tendo como baluarte o São Maximiliano Kolbe), com quem minha mãe e meu pai conviveram diretamente e visitava a nossa casa quando eu era só um garotinho. Vou deixar abaixo uma pequena biografia do padre Frédy Kunz, que, dos citados, é o menos conhecido, mais com uma história de vida tão bonita quanto à dos outros.

Histórico Frédy Kunz

Uma ideia transmitida ainda nos primeiros minutos do filme e se estende até o final é sobre a igualdade entre as pessoas. Achei incrível uma cena em que mostra o Gandhi e sua esposa lavando latrinas, uma atividade considerada nojenta e de pessoas inferiores. Ele transmite de forma brilhante a ideia de que lavar latrinas não é mais ou menos prestigioso que dar um discurso, ser um grande chefe, um juiz, um advogado, um médico. Não! Em outras palavras ele está falando sobre as profissões e mais implicitamente sobre as religiões. Todas as profissões são honrosas e os trabalhadores de todos os setores tem a mesma importância, além de não existir uma religião melhor do que a outra, todas tem a mesma importância e levam ao mesmo Deus, é uma pena que ainda existam tantas pessoas que discordam disso. Eu procuro muito levar essa filosofia e mística para minha vida diária. Não me sinto melhor do que ninguém por ter uma formação de nível superior, muito pelo contrário, me sinto na obrigação de servir e dar o melhor de mim, já que tive a oportunidade de adentrar no mundo do conhecimento e aprender com os maiores Físicos, Matemáticos, Filósofos, Teólogos, Psicólogos, Psicanalistas, Escritores, que este mundo já teve. Para mim é um dever fazer o bem e transmitir às pessoas os meus conhecimentos. De que adiantaria guardá-los só para mim? Qual seria a minha contribuição para esse mundo se tudo que eu lesse não fosse colocado em prática na minha vida? Pense sobre isso e procure servir! Utilizar os seus talentos para ajudar as pessoas, à sua forma, como diria o querido Gandhi.

Para que serve o conhecimento

O valor do serviço

A mensagem mais bonita do filme tem a ver com isso, fazer o bem à sua forma. Em um diálogo com uma moça que estava cuidando dele em sua casa, ele disse para ela o seguinte: “Quando fico desesperado eu me lembro de que, em toda a História, a verdade e o amor sempre triunfaram. Houve tiranos e assassinos que pareciam invencíveis durante algum tempo. Mas, no final, eles sempre caem. Pense nisso. Sempre. Quando estiver em dúvida se esta é a vontade de Deus ou se é assim que o mundo deve ser, pense nisso. E então, tente agir à sua maneira”. Faça o bem! À sua maneira! O mundo inteiro agradecerá por sua atitude!

Talvez seja do seu conhecimento, mas é bom tratar aqui. O Gandhi fazia sua revolução pela paz através de longos jejuns. Quando a violência e as mortes começavam a acontecer por causa dos protestos, ele simplesmente ficava em jejum até que prometessem diante dele que não fariam mais nenhum tipo de mal ou atos violentos. E desta forma ele conseguiu arrastar milhares de pessoas para a tão sonhada independência da Índia.

É triste dizer isso, mas mesmo com toda a sua vida voltada para a paz e o amor, ele morreu assassinado a tiros na cidade de Nova Déli por um hindu radical enfurecido no dia 30 de janeiro de 1948. Seu nome está e sempre estará marcado para sempre na História. Um homem que iniciou um princípio que vai se perpetuar neste mundo e será praticado por homens e mulheres de coragem e convicção, com ideais de vida sólidos e profundos.

Agora vou falar a mensagem mais importante de todas. O Gandhi vivia a não violência e este princípio é parte de um estudo muito bonito e vasto no campo da Psicologia, mas não é conhecido por muitas pessoas, se chama “Comunicação Não Violenta” e tem a sigla CNV. Sobre esse estudo há muita informação disponível na internet, mas quero compartilhar com você um texto incrível do psicólogo Frederico Mattos que trata desse tema de forma simples e fluida. É uma leitura longa, porém, muito agradável. Sugiro a você que pegue uma boa xícara de café antes de lê-lo, ou se preferir, que imprima para ler com mais cuidado e atenção, grifando os pontos mais importantes. A comunicação não violenta é uma prática de vida que se for levada a sério pode literalmente mudar este mundo tão cheio de desequilíbrios e violências. Neste texto, o Fred dá grande ênfase à comunicação verbal, inclusive através das redes sociais. Há muitos xingamentos e palavras torpes por lá, que ferem profundamente os internautas. Eu tenho um grande carinho por esse texto e ele está entre os meus favoritos, espero que goste e reserve um tempo para lê-lo.

Comunicação não violenta: o que é e como praticar

E se quiser assistir a esse filme vou deixar como sugestão que você o baixe na internet. Vamos aprender com esse homem tão simples e inesquecível, que marcou a História deste mundo com seu testemunho de vida…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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A harmonia do mundo

Por Isaias Costa

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Eu sempre gosto de dizer que os ensinamentos de Jesus Cristo podem ser seguidos por qualquer pessoa, independente de qual religião siga. Ele foi um dos seres mais iluminados que habitou o planeta Terra e um dos seus maiores ensinamentos para a humanidade foi a COMPAIXÃO. Eu acredito que a compaixão é um dos ingredientes para conquistarmos a tão sonhada harmonia do mundo. Você acredita ser possível? Eu acredito! E penso ser este o caminho.

O mestre Dalai Lama vivi entre nós e ensina o valor da compaixão a todas as pessoas que se aproximam dele e em todas as conferências que faz pelo mundo afora, mas poucas são as pessoas que realmente acolhem em seus corações o que este grande mestre sempre ensina. Tempos atrás eu escrevi um texto falando que o nosso mundo está carente de compaixão. Para os que não leram segue o link.

O mundo está carente de compaixão

Voltando a Jesus! Certa vez ele disse isso aqui: “Ouviste o que foi dito: olho por olho e dente por dente. Eu, porém, digo-vos: Não oponhais resistência ao mau. Mas, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. Se alguém quiser debater-se contigo para te tirar a túnica, dá-lhe também a capa. E se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, caminha com ele duas. Dá a quem te pede e não voltes as costas a quem te pedir emprestado”.

Quanta sabedoria em tão poucas palavras! Veja! Jesus era econômico com as palavras, mas atingia o fundo do coração das pessoas com suas mensagens. Ele estava ensinando o valor da compaixão ao pronunciar essas palavras. Esse é um exercício fácil? Posso garantir que não! Para desenvolver a compaixão é preciso primeiro desenvolver a consciência. Apenas alguém com uma consciência elevada pode ser compassivo a maior parte do tempo.

Outro dia eu li uma pequena história que se encaixa perfeitamente no que estou querendo transmitir:

Conta uma lenda que um sábio, diante de seus discípulos perguntou:
– Como vocês reagiriam diante de uma pessoa que lhe desse um tapa no rosto?
– O PRIMEIRO respondeu: “Mestre, com certeza eu lhe agrediria da mesma forma, revidando o tapa”.
– O SEGUNDO disse: “Também devolveria o tapa, reagindo com mais violência”.
– O TERCEIRO continuou: “Não reagiria à agressão; porém, muito ofendido e magoado lhe questionaria as razões para tamanha violência”.
– O QUARTO finalmente respondeu: “Não reagiria. Nutriria pelo mesmo um enorme sentimento de compaixão lhe questionando: o que houve com você?
Posso ajudá-lo de alguma forma?

Perceba a sabedoria transmitida nessas palavras! Uma grande sutileza que existe por trás delas são os questionamentos feitos pelo quarto discípulo: O que houve com você? Posso ajudá-lo de alguma forma? Isso é a atitude de compaixão que desarma o agressor. É você retribuir violência com amor. O ensinamento de Jesus é seguir o caminho oposto ao das pessoas medíocres, em direção à elevação do nosso nível de consciência. É preciso desenvolvê-la para perceber que só com o amor se pode anular a violência. Eu quero lhe convidar a aprender esse grande ensinamento de Jesus e dos grandes mestres, a COMPAIXÃO. Com ela nós viveremos em um mundo mais pacificado e feliz. O respeito humano será uma dádiva preciosa, não haverá mais guerras nem disputas por poder, porque quem é compassivo não quer ser melhor nem pior do que ninguém. Os crimes, os acidentes de trânsito, as brigas de casais, assaltos etc etc. Tudo isso e muito mais pode ser extirpado da terra, mas só será possível se o ser humano desenvolver esse nobre sentimento.

Pode parecer utopia o que estou dizendo, mas eu quero e vou continuar acreditando nisso. É possível viver em um mundo melhor, a decisão de cada um pelo bem é o começo da mudança em níveis mundiais. Eu sou um sonhador e faço questão de ser, porque sei que não estou sozinho, tem muita gente junto comigo. E você? Quer entrar para o meu time?…

Quero concluir com a famosa frase do John Lennon: “Você pode dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único. Tenho a esperança de que um dia você se juntará a nós. E o mundo será um só…”. Pense sobre isso…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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As batidas do tempo

Por Isaias Costa

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Hoje eu vou fazer uma breve reflexão sobre o tempo a partir das belíssimas palavras do mestre Rubem Alves que seguem.

O tempo se mede com batidas. Pode ser medido com as batidas de um relógio ou pode ser medido com as batidas do coração.

Os gregos, mais sensíveis do que nós, tinham duas palavras diferentes para indicar esses dois tempos. Ao tempo que se mede com as batidas do relógio – embora eles não tivessem relógios como os nossos – eles davam o nome de chronos. Daí a palavra “cronômetro”.

O pêndulo do relógio oscila numa absoluta indiferença à vida. Com suas batidas vai dividindo o tempo em pedaços iguais: horas, minutos, segundos. A cada quarto de hora soa o mesmo carrilhão, indiferente à vida e à morte, ao riso e ao choro.

Agora, os cronômetros partem o tempo em fatias ainda menores, que o corpo é incapaz de perceber. Centésimos de segundo: que posso sentir num centésimo de segundo? Que posso viver num centésimo de segundo?

Diz Ricardo Reis, no seu poema “Mestre, são plácidas” (que todo dia rezo): “Não há tristezas nem alegrias na nossa vida”. Estranho que ele diga isso. Mas diz certo: o tempo do relógio é indiferente às tristezas e alegrias.

Há, entretanto, o tempo que se mede com as batidas do coração. Ao coração falta a precisão dos cronômetros. Suas batidas dançam ao ritmo da vida – e da morte. Por vezes tranquilo, de repente se agita, tocado pelo medo ou pelo amor. Dá saltos. Tropeça. Trina. Retoma à rotina. A esse tempo de vida os gregos davam o nome de kairós – para o qual não temos correspondente: nossa civilização tem palavras para dizer o tempo dos relógios: a ciência. Mas perdeu as palavras para dizer o tempo do coração.

Chronos é um tempo sem surpresas: a próxima música do carrilhão do relógio de parede acontecerá no exato segundo previsto. Kairós, ao contrário, vive de surpresas. Nunca se sabe quando sua música vai soar.

Além destas maravilhosas novidades que ele conta sobre as palavras “chronos” e “kairós”, é bem interessante notar que ele está falando do mecanicismo da vida do ser humano no mundo moderno. Tudo é estabelecido pelo tempo cronológico, frio, sem vida, inerte, e indiferente às tristezas e alegrias. Exatamente por isso vemos tantas pessoas infelizes, achando que a vida não presta, entrando em depressão ou adquirindo diversas doenças, etc. Viver em “kairós” exige de nós ousadia, criatividade, uma perspectiva mais apurada, e acima de tudo, um olhar voltado para dentro de nós mesmos. O Rubem não fala de forma tão direta sobre isso no seu texto, mas a realidade é que esse “kairós” é a felicidade de viver o momento presente em toda a sua plenitude, aproveitando cada experiência e fazendo a vida tomar um direcionamento mais equilibrado. Viver o “kairós” é viver com o coração, sendo guiado pela sua voz suave, que só se ouve em momentos de quietude e paz.

Que neste dia você se volte para dentro de você mesmo. Reflita sobre o tempo cronológico “chronos” e o tempo do coração “kairós”, e passe cada vem mais a buscar esse “kairós”, que dá mais sentido aos nossos dias e faz com que sintamos a passagem do tempo com plenitude, ouvindo as batidas do relógio da vida…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Sabedoria e Conhecimento

Por Isaias Costa

sabedoria

Sabedoria e o Conhecimento são duas palavras absolutamente diferentes e cada vez mais me dou conta desta grande verdade. Uma pessoa pode ser extremamente sábia e não ter conhecimento e alguém pode ter um conhecimento vastíssimo e não ter sabedoria.

Quero compartilhar algumas palavras de um místico oriental que leio constantemente, o Osho:

“O conhecimento gratifica o ego. A sabedoria só acontece quando o ego desaparece, é esquecido. O conhecimento pode ser aprendido — as universidades existem para lhe ensinar. A sabedoria não pode ser aprendida, ela é como uma infecção. Você tem que ficar com um sábio, tem que andar com ele, e só então algo começará a se agitar dentro de você.

Quando você é capaz de ver o espelho da sua alma sem a poeira do conhecimento, quando sua alma não está coberta pela poeira do conhecimento, quando ela é somente um espelho, reflete aquilo que é. Isso é sabedoria. Esse reflexo do que é corresponde à sabedoria.

A sabedoria não tem nada a ver com conhecimento, absolutamente nada. Ela tem algo a ver com inocência. Algo da pureza do coração é necessário, algo da vastidão do ser é necessário para que a sabedoria cresça.”

Ele começa falando sobre o ego. Falar sobre o ego é bem complexo, porque todos nós temos, em maior ou menor grau. Eu já fui e ainda sou dominado pelo ego muitas vezes em minha vida, mas sempre gosto de parar e refletir sobre onde eu estou, para onde estou indo, se estou indo pelo caminho certo, se não estou sendo precipitado, se estou ouvindo as pessoas que eu amo, se estou vivendo o momento presente, se não estou me preocupando demais com coisas do futuro, etc. Todas essas reflexões me ajudam a frear o ego, que muito facilmente pode se exacerbar. Eu já falei uma vez e vou repetir, a forma que eu descobri que mais me ajuda a não ser dominado pelo ego foi viver o hoje mais plenamente. Se quiser ler um pouco mais sobre isso vou deixar os links.

O ego do ser humano- Parte 1

O ego do ser humano- Parte 2

Essa reflexão do Osho é bastante profunda, mas de fácil compreensão, por isso não vou me estender. Quero concluir falando um pouco sobre suas palavras finais.

“A sabedoria não tem nada a ver com conhecimento, absolutamente nada. Ela tem algo a ver com inocência. Algo da pureza do coração é necessário, algo da vastidão do ser é necessário para que a sabedoria cresça.”

Quando ele fala da inocência está justamente falando sobre o caminho oposto ao ego, que é a abertura do coração. Esta inocência é o coração aberto ao acolhimento do saber e das experiências, e a sabedoria nasce disso, de você ter o coração aberto e sereno. Esta frase me faz lembrar um dos livros que mais me ensinou: “O pequeno príncipe”. Sua mais célebre frase diz: “Só se enxerga bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”. Enxergar com o coração é o caminho para a sabedoria, e a sabedoria é uma das virtudes essenciais na vida, sendo, portanto, invisível aos olhos, mas bem visível no coração.

Que neste dia você desenvolva mais essa sensibilidade para enxergar com o coração, para crescer na sabedoria e para se desvencilhar um pouco mais do ego…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Quebre suas nozes

Por Isaias Costa

Outro dia eu li um pequeno texto do escritor e poeta Paulo Roberto Gaefke que achei brilhante e cheio de ensinamentos.

Quebra nozes

Deus nos dá as nozes, mas não as quebra (provérbio alemão)

Tem muita gente esperando o bolo pronto!
Gente que espera mais do que um milagre,
querem que os anjos virem contadores,
e resolvam a sua contabilidade pessoal que não fecha:
– gastam mais do que ganham e vivem endividados.

Querem que os anjos virem médicos,
e curem aquela cirrose de anos de muito álcool,
o enfisema de anos de tabaco,
as doenças crônicas de anos de má alimentação,
as doenças nervosas da falta de amor próprio.

O milagre está aí todos os dias, à disposição de quem quer mudar.

É o sol que propicia o trabalho,
a chuva que promove o arado,
o mar que traz o cardume,
o rio que se enche de peixes,
a tecnologia que cria empregos,
a própria vida que se renova,
e diz de forma clara e concisa:
– Deus dá tudo o que você precisa!

É tempo de motivação,
de acreditar mais em você.
Usar a energia da alma e do coração.
Tempo de pegar as nozes e quebrá-las.
Com os frutos, fazer bolos, doces e sorvetes.
Tantas possibilidades para o milagre se estabelecer,
para você ver e sentir Deus.

Aprende então:
Deus não se encontra na lamentação,
nem se acha com reclamação.
Deus se encontra no trabalho, no suor do rosto,
Daquele que se entrega ao bem,
que não tem tempo para falar mal de ninguém.
Gente que descobre de verdade,
que é ele mesmo, é um verdadeiro milagre.

Eu acredito em você!

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Ele está falando sobre várias coisas, mas a ideia principal é sobre as pessoas preguiçosas, que esperam que tudo caia do céu, que seus problemas se resolvam sozinhos ou com o mínimo de esforço possível etc. Você já ouviu falar da lei do mínimo esforço? Ela existe e o Paulo Gaefke está falando das pessoas que amam essa lei! Cuidado! Não seja você mais um a amá-la, essa lei foi feita para as pessoas preguiçosas, e sei que você não é, ou não quer mais ser. Quero lhe dar uma injeção de coragem com essas belas palavras deste escritor. Eu procuro ser bem ativo e não ter preguiça, e gosto também de me espelhar em pessoas de sucesso, para aprender com suas vidas e suas trajetórias. Faça você o mesmo! Tenha grandes referências! Aprenda uma pouco com os homens e mulheres de sucesso espalhados pelo mundo afora! Escrevi tempos atrás dois textos falando sobre isso com mais detalhes! Confira…

As grandes referências

O sucesso não cai do céu

Ele também fala para termos mais cuidado com a saúde do corpo e da mente! Não adianta nada querer a cura de uma doença que você levou anos cultivando! É muito fácil culpar Deus por nossos desequilíbrios, desajustes, excessos, infelicidades. Deus não tem nada a ver com isso! O nosso caminho é feito de escolhas diárias e o futuro nada mais é do que o reflexo das decisões que tomamos no presente…

O futuro é um reflexo do presente

Ele também fala indiretamente sobre uma palavra que eu adoro, RECURSOS. Todos nós temos os recursos necessários para ter uma vida próspera e feliz, com equilíbrio, com abundância, mas para ter essa vida é preciso lutar por ela, não adianta ficar parado o dia todo, sentado no sofá assistindo novelas ou perdendo tempo com atividades inúteis. É preciso aprender o valor do que é prioritário, do que é essencial, e deixar o que não é essencial de lado ou para outras oportunidades e momentos.

Levantar do sofá

Lembre-se! Deus nos dá as nozes, mas não as quebra! Todos nós temos diversas nozes para serem quebradas, mas elas devem ser quebradas por nós mesmos, com garra, com determinação. Eu acredito em você!

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Eu sou este momento

Por Isaias Costa

Um dos filmes que mais me ensinou até hoje foi o “Poder além da vida” e neste dia eu tenho o prazer de compartilhar um belíssimo texto da escritora, jornalista e consultora de relacionamentos Rosana Braga, que fala sobre o agora e também menciona este filme. O título do texto é “Só tem um jeito de fazer valer a pena!”.

No texto ela menciona uma pergunta dificílima que aparece no filme: “Quem é você?”, e o Dan responde: “Esse momento”. Eu acho essa resposta magnífica para uma pergunta tão difícil como essa, nós estamos em constante mudança e nunca seremos os mesmos. Estamos sempre em processo de evolução e dizer que é este momento é o mesmo que: eu estou me apresentando a você de uma forma, mas com certeza não serei a mesma pessoa daqui a um ano, dois anos, etc. Reflita sobre isso e sobre esse belo texto. Também vou deixar ao final os links dos outros textos que escrevi baseados neste filme.

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Penso que qualquer coisa que nos propomos a fazer precisa valer algo de bom. Precisa servir para algum crescimento, alguma evolução, mínima que seja. Assim, de atitude em atitude, de escolha em escolha, vamos desenhando a pessoa que de fato desejamos ser!

Felizmente, muitas leituras, músicas, conversas e até filmes terminam servindo para fortalecer essa minha crença e mostrar que realmente “é preciso saber viver”. Quando assisti “O Poder Além da Vida” pela primeira vez, fiquei encantada com a forma que esta mensagem é transmitida no filme. Baseado numa história verídica, o roteiro conta sobre um ginasta em crise existencial que encontra um amigo, uma espécie de mestre, com quem aprende lições fundamentais para seu amadurecimento.

E numa das melhores cenas, o mestre diz ao rapaz algo mais ou menos assim: se quer fazer a sua vida valer a pena, precisa aprender a responder três perguntas e vivenciar essas respostas. São elas:
– Onde você está? AQUI!
– Que horas são? AGORA!
– Quem é você? ESTE MOMENTO!

Quando você está vivendo, seja qual for a situação, estando de fato “aqui”, “agora” e sendo inteiramente “este momento”, é impossível não valer a pena, simplesmente porque você estará conectado com a única existência real – o presente!

Eckhart Tolle, autor do livro “O Poder do Agora” também dissertou de forma incrível e imperdível sobre como fazer sua vida valer a pena. E eu, seguindo minha linha de estudos e trabalho, escrevi o “FAÇA O AMOR VALER A PENA”, na tentativa de nos relembrar o quanto temos sofrido por razões inventadas, por dificuldades desnecessárias e, assim, impedido nossa própria felicidade e a de outras pessoas.

Ou seja, um livro para tentar nos manter atentos sobre a importância de se relacionar como Gente Grande, de fazer escolhas e assumi-las, vivenciá-las até o fim, validando nossos sentimentos, revendo nossas crenças e crescendo tanto quando acertamos, como quando erramos.

Sabe por quê? Porque enquanto está tudo bem, tudo acontecendo conforme esperamos, tendemos a nos sentir satisfeitos. No entanto, quando a vida nos surpreende com uma situação diferente da que gostaríamos, ou quando alguém nos frustra com palavras ou sentimentos que não correspondem às nossas expectativas, fazemos uma guerra!

E a guerra começa sempre dentro da gente! Armas, tiroteios, bombas, violência, agressividade, dor, morte e destruição! É isso que fazemos conosco quando não aceitamos os fatos e não encontramos recursos para lidar com eles. Estresse, ansiedade e até depressão podem ser os resultados, no final das contas.

Será que não está na hora de revermos essa postura? Será que não seria muito melhor adotarmos uma crença mais edificante e construtiva? Que tal um lema do tipo “para o que não tem remédio, remediado está”. O meu é “já que tá, que fique!” e significa que quando entro numa situação desagradável e inesperada da qual não posso sair no mesmo instante, relaxo e repito pra mim mesma: “Rosana, já que tá, que fique!” e vivencio a experiência até o fim ou até a primeira oportunidade de mudar o rumo dos acontecimentos.

A ideia é evitar tanto sofrimento, tanta angústia e, mais do que isso, é fazer a vida e o amor valerem a pena realmente! Senão, continuaremos vivendo um dia depois do outro com a sensação de que viver e amar são armadilhas das quais precisamos tentar escapar… Não! Viver e amar são oportunidades maravilhosas que devem servir para nos dar a certeza prometida pela divertida frase de caminhão: “não sou o dono do mundo, mas sou filho do dono!”. Ou seja, só privilégios e alegria, desde que façamos por merecer!

A instável felicidade

Aqui e agora

Não pense nas medalhas

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Banquete do amor

Por Isaias Costa

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Hoje eu vou fazer algumas reflexões a partir de um filme que acho uma verdadeira obra de arte, trata-se do filme “Banquete do amor”. Neste filme acontecem várias estórias dentro de uma estória maior, que gira em torno do personagem Bradley.

Bradley é um homem muito bondoso, tão bondoso que chega a ser feito de trouxa por várias pessoas. Eu assisti a esse filme prestando muita atenção em seu comportamento e vou me deter em alguns pontos mais relevantes.

1) Ele cria muitas expectativas em todos os relacionamentos que inicia. Isso é muito perigoso, inclusive já falei isso aqui. Expectativas e decepção andam de mãos dadas, e quando você NÃO cria expectativas sobre uma pessoa, é muito mais provável que ela venha a lhe surpreender do que decepcionar. E caso ela venha a lhe decepcionar, o seu sofrimento será muito menor, porque você não criou muita expectativa. O que estou dizendo é muito simples e eficaz, porém é preciso ter muita maturidade para assimilar realmente essa informação. Se quiser ler o texto em que falo sobre as expectativas com um pouco mais de detalhes segue o link.

O ego do ser humano

2) Ele é muito inocente. Nisso eu quero dar uma ênfase maior, porque a inocência vivida pelo Bradley já foi praticamente a minha marca registrada. Eu já fui tão inocente quanto ele, ou até mais. Mas “quebrei a cara” inúmeras vezes, e agradeço muito a Deus por ter quebrado a cara, pois isso me tornou alguém mais vivo e esperto. Vivacidade e esperteza são duas coisas que, principalmente no mundo em que vivemos hoje, são indispensáveis a qualquer ser humano. Esta esperteza pode nos ajudar a se livrar de enormes engodos. Tenho procurado desenvolver esta esperteza sadia, que nos faz tomar decisões acertadas na vida.

O risco de querer agradar a todos

3) Ele é muito apressado e carente. Inicia um namoro com uma mulher que tem uma personalidade TOTALMENTE diferente da dele e com pouquíssimo tempo de namoro já está lhe pedindo em casamento. Calma aí meu amigo! As coisas não funcionam assim! Leva-se muito tempo para saber se uma pessoa que se está relacionando é alguém para casar ou não. E aqui tem a questão dos OPOSTOS SE ATRAEM. Eu acredito muito mais que os semelhantes se atraem e não os opostos. Bradley começa a namorar uma mulher que parece um furação, de tão sexy e libidinosa que é, ela só quer saber de sexo, enquanto ele é um homem romântico e super carinhoso. Não tem como um relacionamento como esse ser duradouro. Como não poderia ser diferente, ele quebra a cara…

Os opostos se atraem?

4) Ele não tem uma intuição desenvolvida. Tem uma frase dita pelo personagem Harry que retrata com perfeição o que estou dizendo aqui: “Nós sempre podemos saber o final pela forma que começa”. Esta pequena frase é de uma sabedoria quase inimaginável. Harry está falando para Bradley o que é a intuição. A intuição é a nossa percepção mais aguçada da realidade dos fatos e da vida. Existem muitos sinais que damos as outras pessoas o tempo todo sobre o que pensamos, o que sentimos, quais as nossas preferências, nossos sonhos, perspectivas, planos, metas, etc. Resta a cada um captar esses sinais. Tem uma coisa relacionada a tudo isso que precisa ser colocada, a PAIXÃO. A paixão exacerbada é algo que CEGA, e a intuição vai passear lá no polo norte se você for alguém com uma paixão exacerbada. Quando você tem esse tipo de paixão não consegue enxergar coisas que estão EVIDENTES, todos enxergam, menos o apaixonado. Isso é muito sutil e importante. Guarde essas palavras. QUER TER UMA INTUIÇÃO AGUÇADA? NÃO SEJA MEGA APAIXONADO.

A geração fat e fast

5) Ele aprende o valor do inesperado. O amor verdadeiro acontece na nossa vida no momento em que menos esperamos. Isso não é ficção nem coisa de cinema. É real. Tem até uma frase do Rodrigo Amarante que acho linda e que fala sobre isso: “Eu encontrei quando não quis mais procurar o meu amor…”. Isso acontece porque o inesperado trás na sua essência a filosofia de vida que tenho me proposto a viver e que sempre digo e repito. VIVER O HOJE. Quando acontece o inesperado, cada momento que você passa com aquela pessoa especial é uma dádiva, você esquece o passar das horas, tudo se torna mais divertido e feliz, e você volta pra casa com aquele desejo de encontrar essa pessoa de novo. Isso é viver o hoje. Isso é viver a magia dos momentos e é isso que faz você tomar a decisão mais acertada da sua vida. Eu tenho falado tanto sobre viver o hoje que acho que estou começando a fazer com que você que me lê agora veja que essa é a coisa mais maravilhosa que existe. Vamos viver o hoje!

Aqui e agora

Existe muito, mas muito mais mesmo a ser falado sobre esse filme. Não vou falar senão perde a graça e você não vai querer assistir. Que tal você baixar esse filme para assistir hoje? Assista prestando muita atenção em todas as cenas e no comportamento de todos os personagens. Esse é o tipo de filme que vale a pena assistir como uma espécie de estudo. Dá pra se aprender muito com ele. Espero que você aprenda, assim como eu aprendi…
19880151.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Medo de revelar os medos

Por Isaias Costa

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Hoje eu vou falar de um tipo de medo que tem uma relação muito profunda com a comunicação entre as pessoas, trata-se do medo de revelar os medos. Que é acionado por um mecanismo de fuga chamado DISTRAÇÃO. Inclusive já citei rapidamente esse medo em um post passado, no qual fazia referência ao filme “Gênio indomável”. Se você ainda não leu, o link está logo abaixo.

Gênio indomável

Sabe quando você está conversando com alguém um assunto um pouco mais profundo e essa pessoa de repente fala algo “sem pé nem cabeça”? É disso que estou falando. Este é o mecanismo de fuga da DISTRAÇÃO, que é muito mais comum do que se pode imaginar. Quando estou conversando com alguém e percebo que estou começando a adentrar o território das suas feridas emocionais e pessoais, muitas vezes percebo uma inquietação enorme por parte dessa pessoa, como se aquilo que ela viria a falar fosse como uma bomba atômica, que deve ser evitado o acionamento a todo custo. Pois é, amigos! Essa inquietação é o medo de revelar os medos.

Existem muitas explicações para se agir dessa forma, mas eu acredito que a principal explicação é com relação a APROVAÇÃO DOS OUTROS. Tem uma frase do John Powell que lembrarei para sempre e que diz assim: “Tenho medo de lhe dizer quem sou porque, se eu lhe disser quem sou, você pode não gostar e isso é tudo o que tenho”. Essa frase é de uma profundidade impressionante. Ela é muito verdadeira. O ser humano tem em sim esse desejo ardente da aprovação dos outros, mas se percebe que não é alguém que tem tanta força pessoal e interior, se veste de máscaras e mais máscaras, para fingir ser forte. Isso é muito doloroso, porque interfere em todas as instâncias da vida, inclusive no campo dos relacionamentos. Eu já falei inúmeras vezes neste blog da importância da sinceridade para ser feliz no amor. Enquanto você se vestir de máscaras jamais vai saborear a beleza do amor verdadeiro e profundo.

Agora vou falar de uma coisa extremamente importante. Aqueles que usam o mecanismo de fuga da distração normalmente estão muito infelizes e fechados em seus mundos, não dão a si mesmos uma bela oportunidade de se abrir para alguém e deixar sair de dentro de si tantos sentimentos e experiências ruins e conflitantes. Criam um casulo que impede que se conquiste a tão sonhada liberdade, felicidade, harmonia e equilíbrio. Ainda digo mais! Quanto mais se foge de se dizer quem é, mais difícil se torna alcançar esse equilíbrio. Escrevi sobre isso em um texto antigo do blog, segue o link com ele.

Não fuja da dor

Lembro-me de um colega que conheci alguns anos atrás, na época em que cursava Física. Ele tinha um enorme complexo de inferioridade e insegurança, mas ele se vestia de uma máscara de “homem forte”, inclusive fazia até musculação diariamente para parecer “forte”. Eu via muito claramente sua insegurança e fazia o possível e o impossível para ter uma oportunidade de saber o que o fazia ser daquela forma. Eu era uma das pessoas mais chegadas dele e imaginava que poderia ajudá-lo, enganei-me redondamente. Ele era perito no mecanismo de fuga da distração. Quando ele percebia que estava prestes a revelar suas mazelas para mim ele falava: “Mah! Eu não aguento mais o governo do jeito que tá cara! É muita falcatrua!” ou “Cara! Eu estou louco para ver o próximo jogo do Flamengo!” ou “A cadeira de Física tá muito difícil. Eu estou achando que vou reprovar nela!” etc. E eu ficava com aquela enorme interrogação na cabeça: “Âhnn? Era disso que a gente estava falando?”. Pois é, conversar em uma situação como essa é algo bastante complicado. Foi isso que aconteceu. O tempo passou e continuei vendo esse meu colega sempre agindo do mesmo jeito, fazendo as mesmas coisas, conversando os mesmos assuntos, e pouco a pouco minha convivência com ele foi ficando difícil, não porque eu queria que fosse difícil, mas porque ele insistia em usar uma máscara que o afastava de mim. Entende o que estou querendo dizer?

Agora quando essa situação acontecer com você saiba que esse é o motivo. A pessoa não quer revelar a você quem é, e não há muito que se possa fazer. O melhor a fazer a respirar fundo e esperar que ela um dia venha a ter coragem de se abrir e falar aquilo que sente de verdade. Cada vez mais tenho procurado a graça do silêncio, no silêncio é muito mais fácil fazer uma pessoa lhe dizer quem é do que quando você fica tagarelando e querendo dar uma de fofoqueiro. Fica a dica para todos! Vamos aprender a melhorar a comunicação com as pessoas aprendendo essas coisas que são tão simples, mas ao mesmo tempo tão complicadas de se colocar em prática na vida…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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A pessoa errada

Por Isaias Costa

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Hoje vou fazer uma pequena reflexão sobre um belo texto do escritor Luis Fernando Veríssimo falando sobre relacionamentos sob um ponto de vista totalmente original. Acredito que muitos dos meus leitores nunca viram os relacionamentos amorosos e afetivos sob esta perspectiva. Talvez você se surpreenda como eu me surpreendi ao ler…

“Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho. Chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas. Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça! Fazer loucuras! Perder a hora! Morrer de amor!

A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar. Que é pra na hora que vocês se encontrarem a entrega ser muito mais verdadeira. A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar. Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas. Essa pessoa vai tirar seu sono. Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível!

Essa pessoa talvez te magoe. E depois te enche de mimos pedindo seu perdão. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado. Mas vai estar 100% da vida dela esperando você! Vai estar o tempo todo pensando em você! A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo. Porque a vida não é certa! Nada aqui é certo! O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo. E só assim é possível chegar àquele momento do dia, em que a gente diz: ‘Graças à Deus deu tudo certo’! Quando na verdade tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada! Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente.”

Eu achei fantástica a sua colocação e concordo com o autor. Entre as tantas coisas que sou ou tento ser é um amante da saudade, e sei que ela nasce e cresce com a distância. Várias pessoas que eu amo moram longe de mim e sinto por elas uma saudade que só Deus sabe o tamanho, mas acho isso maravilhoso, pois a alegria do reencontro faz com que os momentos vividos juntos sejam eternos. Quem tem pessoas amadas morando longe sabe muito bem o que estou dizendo agora! É uma sensação boa e ruim ao mesmo tempo, um tanto difícil de expressar por palavras. Só vivendo para saber exatamente…

Também achei brilhantes algumas frases do último parágrafo, pois mostram a minha filosofia de vida, viver o hoje. Eu não canso de repetir que viver o hoje é a maior beleza que existe e meu amigo Luis Fernando Veríssimo vem reforçar essa ideia com suas palavras. Vamos viver o hoje! Essa filosofia de vida pode nos ajudar a ser a “pessoa errada” de alguém. Eu fico muito feliz por saber que sou a “pessoa errada” da minha namorada e algumas outras pessoas queridas.

Que tal você a partir de hoje procurar ser a pessoa errada de alguém e fazê-la feliz muito mais do que uma pessoa certinha? Lembre-se que ser certinho demais é um grande problema, porque não há grandes novidades ou surpresas nestas pessoas, ou seja, elas normalmente são previsíveis! É maravilhoso ter certo tom de mistério no viver, fazer certas loucuras de vez em quando, fazer coisas diferentes, etc.

Se quiser continuar filosofando sobre esse tema, vou deixar um post antigo do blog que tem tudo a ver com as “pessoas erradas”…

https://paralemdoagora.wordpress.com/2013/04/18/fazer-a-vida-valer-a-pena/

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