O valor do serviço

Por Isaias Costa

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Outro dia eu escutei uma parábola muito bonita, mas não consegui encontrá-la na internet, então vou contá-la com minhas palavras, porém, mantendo a ideia original.

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Havia dois monges que estavam em uma região extremamente fria. Os dois estavam nas colinas retornando para o mosteiro quando em determinado ponto escutam um grito de socorro. Não avistam ninguém ao redor e apuram os ouvidos para identificar a origem da voz.

Eles perceberam que a voz vinha de um abismo que havia sido criado no caminho. Um homem estava caído no fundo deste abismo com o corpo ensanguentado e sem forças para sair. Novamente eles o escutaram gritar por socorro. Então os dois monges discutem entre si o que fazer neste momento, se tentariam resgatá-lo ou não. Nesta hora um dos monges diz:

– Vamos voltar para o mosteiro. Se tentarmos salvar este homem vamos todos morrer.
– Mas ele precisa de ajuda! Se nós dois descermos lá poderemos resgatá-lo mais rapidamente.
– Eu não vou descer este abismo! Eu não quero morrer!
– Pois eu vou sozinho!
– Vá! Mas se você morrer não diga que não avisei!

O tempo estava congelante e os dois tremiam muito por causa do frio. O monge desceu até onde estava o homem e o outro seguiu o caminho de volta para o mosteiro.

Descendo o abismo deparou com o homem semimorto, necessitando ser conduzido em seus próprios ombros, assim o fez e por causa deste enorme esforço de carregá-lo seu corpo começou a aquecer e o sangue pulsar forte em suas veias.

Começou a subir com muita dificuldade até sair do abismo e continuar o caminho de volta para o mosteiro. Quando estava prestes a chegar tropeçou em alguma coisa sem perceber e quando olhou para o chão viu que era o corpo morto do seu amigo que não suportou o frio.

Nesta hora lágrimas rolaram em seu rosto e uma tristeza imensa tomou conta de seu ser, mas ele agradeceu a Deus, porque descobriu que o que lhe fez continuar vivo foi justamente o seu enorme esforço para salvar o homem moribundo…

**************

Esta parábola é maravilhosa e a moral da sua história é sobre uma das mais belas mensagens do mestre Jesus Cristo: “Aquele que quiser salvar a sua vida vai perdê-la, mas aquele que perder a sua vida por causa de mim vai ganhá-la”. Aqui é preciso explicar um equívoco de muitas pessoas que interpretam essa passagem apenas como “morrer para salvar a vida de alguém”. Muitos pensam no “perder a sua vida” como uma morte física e no “por causa de mim vai ganhá-la” como a conquista do céu. Este pensamento é muito restrito, pode ser interpretado desta forma, mas a mensagem de Jesus vai muito mais além, este morrer tem a ver com o SERVIÇO ao próximo! Aquele que “perde” a sua vida por Jesus é aquela pessoa que não vivi para si, que não é egoísta e prepotente, e por causa disso passa a ter uma vida muito mais abundante e próspera. Essas palavras de Jesus são a maior lei que existe no universo, a lei da atração, mas muitos têm dificuldade de entender. Parece um paradoxo, mas é uma realidade, quanto mais você se doa para os outros, quanto mais você serve, mais recebe, e esse receber transcende o dinheiro ou bens materiais. Você recebe paz de espírito, muita saúde, satisfação pessoal, sentimento de propósito de vida, alegria, etc. E estes são tesouros inestimáveis!

Que neste dia você reflita sobre o valor do SERVIÇO. “Aquele que quiser salvar a sua vida vai perdê-la, mas aquele que perder a sua vida por causa de mim vai ganhá-la”

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

5 Comentários

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5 Respostas para “O valor do serviço

  1. Erika

    Gostei e verdade!!!

  2. bem esclarecido e vé uma grande verdade

  3. Algaci Ormario Tulio

    Belíssima crônica. Dias desses na missa o Padre fazia referência a essa parábola e confesso que fiquei um tanto confuso. Agora lendo, assimilei melhor. Tenho um programa de rádio que encerro sempre interpretando uma crônica, quando não de minha autoria, me socorro com as de outros autores, mas que sempre dou o crédito. Gostaria de informações sobre livro das mesmas. Abraço.

    • Nossa Algaci! Eu me sinto honrado por você estar lendo textos meus na rádio que trabalha. Porém, quanto a crônica que utilizei neste texto, lembro claramente que ouvi na rádio Dom Bosco de Fortaleza pelo Pe. Domingos Cunha. Com certeza a autoria não é dele. Eu não sei dizer de quem é a desse texto. E praticamente todos os textos que escrevo são interpretações minhas a partir das diversas leituras que faço.

      Neste caso, acredito que o melhor a fazer é que você desconhece a autoria da crônica.

      Pode entrar em contato comigo sempre que quiser, é só mandar um e-mail para

      paralemdoagora@gmail.com

      Grande abraço!

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