Arquivo do mês: outubro 2013

Ser famoso ou ser importante

Por Isaias Costa

O sonho de uma boa parcela da população é ser famoso. Mas será que ser famoso é uma maravilha tão grande assim? Eu acredito que não! E para refletir sobre isso, trago um texto bem curto do brilhante filósofo brasileiro Mario Sergio Cortella.

SER FAMOSO E SER IMPORTANTE

“Você e eu sabemos que vamos morrer um dia. Desse ponto de vista, não é a morte que me importa, porque ela é um fato. O que me importa é o que eu faço da minha vida enquanto a minha morte não acontece para que essa vida não seja banal, superficial, fútil, pequena…

A esta hora preciso ser capaz de fazer falta. No dia que eu me for eu quero fazer falta. Fazer falta não significa ser famoso, significa ser importante.

Há uma diferença entre ser famoso e ser importante. Muita gente não é famosa e é absolutamente importante.

Importar significa levar para dentro. Alguém me importa para dentro, me carrega.

Eu quero ser importante. Por isso, para ser importante eu preciso não ter uma vida que seja pequena. E uma vida se torna pequena quando ela é uma vida que só se apoia e si mesmo, fechada em si. Eu preciso transbordar. Eu preciso me comunicar. Eu preciso me juntar. Eu preciso me repartir nessa hora… Minha vida, que, sem dúvida ela é curta, eu desejo que ela não seja pequena…”

Ser importante é ser lembrado no coração de alguém...

Ser importante é ser lembrado no coração de alguém…

Eu me identifiquei completamente com essas palavras, porque é exatamente assim que eu penso. Eu também tenho o desejo intenso de ser importante, mas não famoso. E já aprendi que para ser importante eu tenho que viver uma vida que valha a pena, que mude sem deixar a minha essência, que viva intensamente o momento presente, e evite fazer o que todo mundo faz, ou seja, seguir o caminho da mediocridade.

Fazer a vida valer a pena

Todos nós somos caleidoscṕios

A mediocridade das pessoas

Eu me impressiono com o fato de as pessoas da nossa sociedade atual estarem perdendo a noção do que é ser importante. A maior parte associa à fama, o que é um grande engano. A fama é algo extremamente passageiro, mas a importância fica para sempre. Ela vai tão mais além que leva ao encontro das almas. Quando alguém é verdadeiramente importante para outra, o convívio e encontro pessoal é tão profundo, que falta palavras para descrever, pode-se apenas vivenciar.

Ele fala que existem pessoas que são absolutamente importantes e não são famosas. Vou citar um exemplo mais que concreto, a minha mãe. Ela não é famosa, não quer ser, e muito provavelmente nunca será, mas posso afirmar que ela é muito importante, porque aonde ela vai, leva a sua energia pacificadora e espiritual. Ela tem um dom incrível de ouvir os outros e , quando necessário, dar bons conselhos. Frequentemente ela recebe seus amigos em casa, que vão para desabafar suas tristezas, mágoas ou frustrações. Essa sua atitude generosa faz com que ela receba um lugar especial no coração de todos os seus verdadeiros amigos. Minha mãe é uma pessoa que certamente fará falta quando se for. No seu enterro ela receberá dezenas, talvez centenas de homenagens.

Muitos podem até ficar aflitos por eu estar falando isso, mas não me incomodo nem um pouco. As pessoas tem medo de falar da morte, mas eu não, eu a tenho como uma grande amiga. Posso morrer hoje ou amanhã, ou mesmo daqui a 80 anos, que a minha alegria, satisfação com a vida e sentimento de que fiz a minha parte sempre estarão presentes. O senhor Mario Sergio Cortella também me ensinou muito a observar e entender a morte sob um ponto de vista muito mais profundo.

Quando você morrer, terá sido uma pessoa famosa ou importante? Adoro o questionamento que o Mario sempre faz às pessoas. Qual é a tua obra? Faça-se essa pergunta hoje! Quando você se for, qual legado você terá deixado? Você terá vivido uma vida de se orgulhar? Para que isso aconteça, sua vida não pode ser pequena.

Para continuar filosofando sobre esse tema tão instigante, deixo o link de um dos textos do Mário que tive a honra de compartilhar nesse blog, que se chama “A vida é muito curta para ser pequena”…

A vida é muito curta para ser pequena

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Solidão e solitude numa visão filosófica

Por Isaias Costa

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Tempos atrás escrevi um texto falando sobre a diferença entre solidão e solitude. Alguns meses depois eu me deparei com um texto do filósofo e místico Osho exatamente com o mesmo título e fiquei impressionado, porque eu nunca tinha lido antes. Então resolvi acrescentar suas belíssimas e sábias palavras ao que já tinha exposto. Aos que não leram o texto anterior segue o link e logo em seguida o texto do Osho. Vamos cultivar a solitude…

Solidão e Solitude

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Solidão e Solitude

“Nascemos sós, vivemos sós e morremos sós. A solitude é nossa verdadeira natureza, mas não estamos cientes dela. Por não estarmos cientes, permanecemos estranhos a nós mesmos e, em vez de vermos nossa solitude como uma imensa beleza e bem-aventurança, silêncio e paz, um estar à vontade com a existência, a interpretamos erroneamente como solidão.

A solidão é uma solitude mal interpretada. E uma vez interpretando mal sua solitude como solidão, todo o contexto muda. A solitude tem uma beleza e uma imponência, uma positividade; a solidão é pobre, negativa, escura, melancólica. A solidão é uma lacuna. Algo está faltando, algo é necessário para preenchê-la e nada jamais pode preenchê-la, porque, em primeiro lugar, ela é um mal entendido. À medida que você envelhece, a lacuna também fica maior. As pessoas têm tanto medo de ficarem consigo mesmas que fazem qualquer tipo de estupidez. Vi pessoas jogando baralho sozinhas, sem parceiros. Foram inventados jogos em que a mesma pessoa joga cartas dos dois lados.

Aqueles que conheceram a solitude dizem algo completamente diferente. Eles dizem que não existe nada mais belo, mais sereno, mais agradável do que estar só.

A pessoa comum insiste em tentar se esquecer de sua solidão, e o meditador começa a ficar mais e mais familiarizado com sua solitude. Ele deixou o mundo, foi para as cavernas, para as montanhas, para a floresta, apenas para ficar só. Ele deseja saber quem ele é. Na multidão é difícil; existem tantas perturbações… E aqueles que conheceram suas solitudes conheceram a maior das bem-aventuranças possíveis aos seres humanos, porque seu verdadeiro ser é bem-aventurado.

Após entrar em sintonia com sua solitude, você pode se relacionar. Então, seu relacionamento trará grandes alegrias a você, porque ele não acontecerá a partir do medo. Ao encontrar sua solitude, você pode criar, pode se envolver em tantas coisas quanto quiser, porque esse envolvimento não será mais fugir de si mesmo. Agora, ele será a sua expressão, será a manifestação de tudo o que é seu potencial.
Porém, o básico é conhecer inteiramente sua solitude.

Assim, lembro a você, não confunda solitude com solidão. A solidão certamente é doentia; a solitude é perfeita saúde. Seu primeiro e mais fundamental passo em direção a encontrar o significado e o sentido da vida é entrar em sua solitude. Ela é seu templo, é onde vive seu Deus, e você não pode encontrar esse templo em nenhum outro lugar.”

482401_404512223012213_1052589395_n* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Como você se vê?

Por Isaias Costa

Hoje eu serei bem breve! Quero fazer uma reflexão mais questionadora e vou deixar ao final um vídeo que mostra de forma magnífica a proposta deste texto. Como você se vê? Se fosse perguntado a você quais as suas características físicas de forma a expressá-las exatamente como você vê, de que forma você se descreveria?

Que menina mais linda e maravilhosa!

Que menina mais linda e maravilhosa!

Quero deixar uma mensagem principalmente para as mulheres que estão lendo esse texto. Muitas veem defeitos em si que simplesmente não existem, são puras projeções distorcidas da realidade, é comum ouvir das mulheres: “Eu estou gorda”, “Estou com culotes enormes”, “Estou cheia de estrias”, “Meu nariz é torto”, “Tenho muitos pés de galinha nos olhos”, “Não tenho peito”, “Minha bunda é pequena”, “Meu quadril é estreito”, “Tenho lábios muito finos” e por aí vai! Toda essa loucura desmedida tem a ver com a forma distorcida com que se veem. O que eu digo, mesmo que pareça clichê, é que a beleza está nos olhos de quem vê e ela tem muito mais a ver com o amor que uma pessoa sente por você do que com convenções ou padrões preestabelecidos. O que estou querendo dizer é que você só será feio ou feia se colocar isso na sua mente, caso contrário, pode até nem ser tão bonito(a), mas quem olhar para você vai olhar com olhos mais puros e desprendidos de estéticas e padrões. Sabe quando falam: “A fulana é tão simpática e cativante que os homens são loucos para namorá-la”. Isso não é balela, é muito verdade! Eu sou homem e já tive a experiência de me apaixonar por garotas que não são tão bonitas segundo os padrões desta nossa sociedade doente. Eu enxergava uma beleza que muitos não enxergam, a beleza que está nos valores pessoais, caráter e jeito de ser.

Só mais um detalhe! Existe uma energia presente em todos os seres humanos que se chama SUGESTÃO. O que é a sugestão? É quando você diz algo para alguém e faz com que a sua percepção seja alterada. Em outras palavras, é quando, por exemplo, uma pessoa lhe acha linda e maravilhosa e depois que você diz frases como as que citei acima, esta pessoa passa a ver o que não via antes, um culote, estrias, gordurinhas extras etc. O nome disso é SUGESTÃO, você simplesmente utilizou a maior lei do universo contra você, a lei da atração. Você se achou feia e não atraente e foi justamente o que recebeu dos seus pensamentos! O que estou falando aqui é bem sério, mesmo que alguns pensem que é balela! Experimente se elogiar mais e dizer no mais íntimo do seu ser que você é linda e depois pode me mandar um comentário contando o que aconteceu e como o seu convívio com as pessoas passou a se tornar.

Assista a esse vídeo e compartilhe com os amigos e amigas, ele é curto, mas seu conteúdo é bastante rico e verdadeiro.

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Cadê a letra?

Por Isaias Costa

musica

Hoje eu vou tratar de um tema bem polêmico e com pontos de vista bastante diversificados. As músicas atuais. Você já reparou no formato da maior parte destas músicas? Elas estão cada vez mais se destituindo de letras e se resumindo a meros refrõezinhos maçantes. Vou tentar explicar o porquê de isso estar acontecendo.

O primeiro motivo é por estarmos em uma sociedade extremamente consumista, e com a música não poderia ser diferente. Elas estão virando mercadoria barata. Muitos artistas estão compondo suas músicas comerciais de um jeito que leva a ganhar dinheiro rápido e fácil, para logo ser descartadas e postas outras no lugar. Esse mecanismo gera rios de dinheiro para os músicos, mas, principalmente, para os marqueteiros de plantão. Como é que se dá esse processo? Os músicos criam suas músicas com um tempo bastante reduzido e com um refrãozinho chato que gruda no cérebro. Quando menos se espera, a música está estourada e todos sabem a letra de cor, mesmo os que não escutam (e eu me incluo na lista). Eu fico absurdado no quanto boa parte das músicas são completamente vazias de conteúdo e fazem um sucesso estrondoso por 15 minutos, como diriam os titãs. Repare! As músicas repetem milhares de vezes no rádio e em questão de algumas semanas deixam de tocar, sendo colocadas outras músicas descartáveis no lugar das primeiras. Nesta mediocridade instalada, muitos saem como bolsos cheios de dinheiro e a nossa querida população vai se tornando cada vez mais burra e alienada. É duro dizer isso, mas é uma realidade que se vê estampada todos os dias.

O segundo motivo é porque ninguém pode mais perder tempo apreciando uma boa música. As pessoas não têm mais tempo de parar e entender o que uma letra de música está querendo transmitir. Só se fala em lucros, dinheiro, crescimento na carreira, negócios, compras, casa nova, carro novo, férias no exterior etc. Quem tem tempo para ouvir uma música e se deliciar com sua melodia e letra? Esta é a grande questão! Praticamente não se fazem mais letras inteligentes, porque estamos ficando com preguiça de pensar e queremos apenas produzir, entende? Mas quem disse que pensar não é produzir? Pensar é a produção mais incrível da face da terra, mas muitos pensam que só os filósofos e intelectuais pensam de forma criativa. Errado! Estes são os conceitos distorcidos desta nossa sociedade e que foram infiltrados na nossa mente. Que tal você pegar o dia de hoje para ouvir uma bela música sem pressa e tentando entender a sua letra? A sua mensagem? Prestando atenção na sua melodia? Se questionando sobre o que ela está transmitindo? Eu faço isso o tempo todo, e sabia que vários dos textos que eu escrevo são inspirados em músicas? Eu escuto, escuto, escuto e quanto menos espero, vem um “insight” e corro para o computador. Tenho certeza que se não ouvisse boas músicas e não fosse seletivo para com elas, não conseguiria escrever com tanta frequência e com a profundidade que proponho. A sugestão está lançada! Cabe a você acatá-la ou não.

Você sabia que o nosso cérebro adora comodidade? Quando nos deparamos com músicas comerciais fracas, ele grava a letra e não força os neurônios para o seu entendimento. Não há esforço algum do nosso cérebro. Já quando pegamos uma música com letra profunda e bem trabalhada, o cérebro faz o seu serviço para tentar entender a letra, e isso não é fácil. Perceba como se leva bastante tempo para memorizar completamente uma música rebuscada! Isso acontece porque nos força a pensar e faz com que o cérebro faça novas sinapses e ligações, até que a memorizemos. Em outras palavras, ouvir músicas ricas nos deixa mais inteligentes e perspicazes. Isso não é fantástico? Ficamos mais inteligentes de uma forma divertida e prazerosa.

Particularmente, gosto muito de músicas que não tem refrão, pois estas eu tenho que ouvir muitas vezes até memorizar a letra completamente. Com isso faço novas sinapses no meu cérebro e trabalho diretamente com a minha memória, deixando-a mais aguçada. Eu tenho uma memória relativamente boa e esse é um dos motivos para tê-la. Vou citar o exemplo de uma banda que adoro e que compôs várias músicas sem refrão, os Los Hermanos. Muita gente não gosta dessa banda e esse é um dos motivos, suas músicas fogem às convenções e modelos prontos. Elas nos levam a pensar e forçam o cérebro a trabalhar de verdade. Escute essas músicas…






Eu levei meses para aprender estas e outras músicas desta banda. Elas são extremante originais e isto me faz ser fã de carteirinha deles, os Los Hermanos, acho uma pena que essa banda tenha acabado.

Que saudade desta banda...

Que saudade desta banda…

Para finalizar, vou deixar algumas músicas de outros artistas que não tem refrão, ou que tem refrões bem sutis, espero que goste, e passe a ser mais seletivo com as músicas que escuta…






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Enxergar com a alma

Por Isaias Costa

Essa linda mulher é um grande exemplo de superação...

Essa linda mulher é um grande exemplo de superação…

É com grande alegria que compartilho um dos textos mais emocionantes que já li em toda a minha vida. Você já parou para pensar na possibilidade de ser cego e só poder enxergar por três dias? Quero apresentar para você uma linda senhora de nome Hellen Keller, que escreveu um texto magnífico chamado “Três dias para ver” e nos leva a refletir sobre isso. Ela era uma mulher que não enxergava com os olhos do corpo, mas da alma, e desta forma, tinha uma sensibilidade muito superior a nossa.

Que neste dia você leia essa comovente estória e agradeça por tudo que você é e tem, e procure desenvolver mais a sensibilidade, tão presente nesta querida mulher…

Três dias para ver- por Helen Keller

O que você olharia se tivesse apenas três dias de visão?

Helen Keller (1880-1968), uma mulher extraordinária, cega, surda e muda desde bebê, nos chama a atenção para a apreciação de nossos sentidos, algo que normalmente não percebemos. Apenas de posse do sentido do tato e uma perseverança inigualável, sob a orientação de Anne Sullivan Macy, Keller pôde aprender a ler e escrever pelo método Braille, chegando mesmo a falar, por imitação das vibrações da garganta de sua preceptora, as quais captava com as pontas dos dedos. O esforço de sua mente em procurar se comunicar com o exterior teve como resultado o afloramento de uma inteligência excepcional, considerada a maior vitória individual da história da educação. Ela foi uma educadora, escritora e advogada de cegos. Tinha muita ambição e grande poder de realização. Ao lado de Sullivan, percorreu vários países do mundo promovendo campanhas para melhorar a situação dos deficientes visuais e auditivos. É considerada uma das grandes heroínas do mundo. A Srta. Helen alterou nossa percepção do deficiente.

Várias vezes pensei que seria uma benção se todo ser humano, de repente, ficasse cego e surdo por alguns dias no principio da vida adulta. As trevas o fariam apreciar mais a visão e o silêncio lhe ensinaria as alegrias do som.

De vez em quando testo meus amigos que enxergam para descobrir o que eles veem. Há pouco tempo perguntei a uma amiga que voltava de um longo passeio pelo bosque o que ela observara. “Nada de especial”, foi à resposta.

Como é possível, pensei, caminhar durante uma hora pelos bosques e não ver nada digno de nota? Eu, que não posso ver, apenas pelo tacto encontro centenas de objetos que me interessam. Sinto a delicada simetria de uma folha. Passo as mãos pela casca lisa de uma bétula ou pelo tronco áspero de um pinheiro. Na primavera, toco os galhos das árvores na esperança de encontrar um botão, o primeiro sinal da natureza despertando após o sono do inverno. Por vezes, quando tenho muita sorte, pouso suavemente a mão numa arvorezinha e sinto o palpitar feliz de um pássaro cantando.

Às vezes meu coração anseia por ver tudo isso. Se consigo ter tanto prazer com um simples toque, quanta beleza poderia ser revelada pela visão! E imaginei o que mais gostaria de ver se pudesse enxergar, digamos por apenas três dias.

Eu dividiria esse período em três partes. No primeiro dia gostaria de ver as pessoas cuja bondade e companhias fizeram minha vida valer a pena. Não sei o que é olhar dentro do coração de um amigo pelas “janelas da alma”, os olhos. Só consigo “ver” as linhas de um rosto por meio das pontas dos dedos. Posso perceber o riso, a tristeza e muitas outras emoções. Conheço meus amigos pelo que toco em seus rostos.

Como deve ser mais fácil e muito mais satisfatório para você, que pode ver, perceber num instante as qualidades essenciais de outra pessoa ao observar as sutilezas de sua expressão, o tremor de um músculo, a agitação das mãos. Mas será que já lhe ocorreu usar a visão para perscrutar a natureza íntima de um amigo? Será que a maioria de vocês que enxergam não se limita a ver por alto as feições externas de uma fisionomia e se dar por satisfeita?

Por exemplo, você seria capaz de descrever com precisão o rosto de cinco bons amigos? Como experiência, perguntei a alguns maridos qual a exata cor dos olhos de suas mulheres e muitos deles confessaram, encabulados, que não sabiam.

Ah, tudo que eu veria se tivesse o dom da visão por apenas três dias!

O primeiro dia seria muito ocupado. Eu reuniria todos os meus amigos queridos e olharia seus rostos por muito tempo, imprimindo em minha mente as provas exteriores da beleza que existe dentro deles. Também fixaria os olhos no rosto de um bebê, para poder ter a visão da beleza ansiosa e inocente que precede a consciência individual dos conflitos que a vida apresenta. Gostaria de ver os livros que já foram lidos para mim e que me revelaram os meandros mais profundos da vida humana. E gostaria de olhar nos olhos fiéis e confiantes de meus cães, o pequeno scottie terrier e o vigoroso dinamarquês.

À tarde daria um longo passeio pela floresta, intoxicando meus olhos com belezas da natureza. E rezaria pela glória de um pôr do sol colorido. Creio que nessa noite não conseguiria dormir.

No dia seguinte eu me levantaria ao amanhecer para assistir ao empolgante milagre da noite se transformando em dia. Contemplaria assombrada o magnífico panorama de luz com que o Sol desperta a Terra adormecida.

Esse dia eu dedicaria a uma breve visão do mundo, passado e presente. Como gostaria de ver o desfile do progresso do homem, visitaria os museus. Ali meus olhos, veriam a história condensada da Terra — os animais e as raças dos homens em seu ambiente natural; gigantescas carcaças de dinossauros e mastodontes que vagavam pelo planeta antes da chegada do homem, que, com sua baixa estatura e seu cérebro poderoso, dominaria o reino animal.

Minha parada seguinte seria o Museu de Artes. Conheço bem, pelas minhas mãos, os deuses e as deusas esculpidos da antiga terra do Nilo. Já senti pelo tacto as cópias dos frisos do Paternon e a beleza rítmica do ataque dos guerreiros atenienses. As feições nodosas e barbadas de Homero me são caras, pois também ele conheceu a cegueira.

Assim, nesse meu segundo dia, tentaria sondar a alma do homem por meio de sua arte. Veria então o que conheci pelo tacto. Mais maravilhoso ainda, todo o magnífico mundo da pintura me seria apresentado. Mas eu poderia ter apenas uma impressão superficial. Dizem os pintores que, para se apreciar a arte, real e profundamente, é preciso educar o olhar. É preciso, pela experiência, avaliar o mérito das linhas, da composição, da forma e da cor. Se eu tivesse a visão, ficaria muito feliz por me entregar a um estudo tão fascinante.

À noite de meu segundo dia seria passada no teatro ou no cinema. Como gostaria de ver a figura fascinante de Hamlet ou o tempestuoso Falstaff no colorido cenário elisabetano! Não posso desfrutar da beleza do movimento rítmico senão numa esfera restricta ao toque de minhas mãos. Só posso imaginar vagamente a graça de uma bailarina, como Pavlova, embora conheça algo do prazer do ritmo, pois muitas vezes sinto o compasso da música vibrando através do piso. Imagino que o movimento cadenciado seja um dos espetáculos mais agradáveis do mundo. Entendi algo sobre isso, deslizando os dedos pelas linhas de um mármore esculpido; se essa graça estática pode ser tão encantadora, deve ser mesmo muito mais forte a emoção de ver a graça em movimento.

Na manhã seguinte, ávida por conhecer novos deleites, novas revelações de beleza, mais uma vez receberia a aurora. Hoje, o terceiro dia, passarei no mundo do trabalho, nos ambientes dos homens que tratam do negócio da vida. A cidade é o meu destino.

Primeiro, paro numa esquina movimentada, apenas olhando para as pessoas, tentando, por sua aparência, entender algo sobre seu dia-a-dia. Vejo sorrisos e fico feliz. Vejo uma séria determinação e me orgulho. Vejo o sofrimento e me compadeço.

Caminhando pela 5ª Avenida, em Nova York, deixo meu olhar vagar, sem se fixar em nenhum objeto em especial, vendo apenas um caleidoscópio fervilhando de cores. Tenho certeza de que o colorido dos vestidos das mulheres movendo-se na multidão deve ser uma cena espetacular, da qual eu nunca me cansaria. Mas talvez, se pudesse enxergar, eu seria como a maioria das mulheres – interessadas demais na moda para dar atenção ao esplendor das cores em meio à massa.

Da 5ª Avenida dou um giro pela cidade – vou aos bairros pobres, às fábricas, aos parques onde as crianças brincam. Viajo pelo mundo visitando os bairros estrangeiros. E meus olhos estão sempre bem abertos tanto para as cenas de felicidade quanto para as de tristeza, de modo que eu possa descobrir como as pessoas vivem e trabalham, e compreendê-las melhor.

Meu terceiro dia de visão está chegando ao fim. Talvez haja muitas atividades a que devesse dedicar as poucas horas restantes, mas acho que na noite desse último dia vou voltar depressa a um teatro e ver uma peça cômica, para poder apreciar as implicações da comédia no espírito humano.

À meia-noite, uma escuridão permanente outra vez se cerraria sobre mim. Claro, nesses três curtos dias eu não teria visto tudo que queria ver. Só quando as trevas descessem de novo é que me daria conta do quanto eu deixei de apreciar.

Talvez este resumo não se adapte ao programa que você faria se soubesse que estava prestes a perder a visão. Nas sei que, se encarasse esse destino, usaria seus olhos como nunca usara antes. Tudo quanto visse lhe pareceria novo. Seus olhos tocariam e abraçariam cada objeto que surgisse em seu campo visual. Então, finalmente, você veria de verdade, e um novo mundo de beleza se abriria para você.

Eu, que sou cega, posso dar uma sugestão àqueles que veem: usem seus olhos como se amanhã fossem perder a visão. E o mesmo se aplica aos outros sentidos. Ouça a música das vozes, o canto dos pássaros, os possantes acordes de uma orquestra, como se amanhã fossem ficar surdos. Toquem cada objeto como se amanhã perdessem o tacto. Sintam o perfume das flores, saboreiem cada bocado, como se amanhã não mais sentissem aromas nem gostos. Usem ao máximo todos os sentidos; goze de todas as facetas do prazer e da beleza que o mundo lhes revela pelos vários meios de contacto fornecidos pela natureza. Mas, de todos os sentidos, estou certa de que a visão deve ser o mais delicioso.

Site: http://www.cerebromente.org.br/n16/curiosidades/helen.htm

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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As escolhas da vida- Parte 3

Por Isaias Costa

Solidao1

Vou concluir este post falando sobre um grande mal da sociedade, inclusive eu nem vou me estender muito, porque o conhecimento que tenho a respeito dele é extremamente limitado. Os TRAUMAS.

https://paralemdoagora.wordpress.com/2013/10/23/as-escolhas-da-vida-parte-1/

https://paralemdoagora.wordpress.com/2013/10/24/as-escolhas-da-vida-parte-2/

O que são os traumas? Os traumas são escolhas erradas feitas por outras pessoas, que levam a profundos desequilíbrios psíquicos. Desequilíbrios estes que podem acompanhar uma pessoa por toda uma vida e que só podem ser curadas com auxílio psiquiátrico e medicações.

Um dos traumas mais comuns é causado pela pedofilia. O que acontece é que o pedófilo é uma pessoa completamente transtornada e abusa de uma criança sem que ela possa fazer absolutamente nada a respeito. Eu fico muito comovido com as estórias que são contadas sobre esse tema. É algo muito dolorido. Uma criança que foi abusada sexualmente cresce cheia de ódio no coração. Normalmente tem a impressão de que o mundo é cheio de monstros e que não se pode confiar em ninguém. Às vezes esse transtorno é tão terrível que o simples toque de uma pessoa qualquer no braço, no ombro ou na barriga já leva a pessoa a ataques de fúria, achando que se trata de um molestador. Eu olho para uma realidade dessas e me sinto “sem chão”. Eu acho que, provavelmente, não conseguiria atingir em nada uma pessoa com tais transtornos. O tema da pedofilia é muito mais complexo do que se pode supor. Há uma relação com famílias desestruturadas, passados sombrios, casos semelhantes na família e uma série de outros fatores…

Traumas também são criados por pessoas violentas, aquelas que agridem inocentes que não podem se defender. Muitas vezes os próprios pais ou alguém próximo violenta fisicamente ou psicologicamente uma criança. As duas são violências terríveis que deixam as marcas do mais profundo do ser humano, o inconsciente. Esses registros negativos criam complexos de inferioridade, fobias, raivas ou ódios profundos e, principalmente, uma hostilidade absoluta da pessoa violentada pela sua agressora. Reeditar esse tipo de experiência na mente é uma tarefa extremamente trabalhosa e requer ajuda de amigos íntimos ou de um profissional da psicologia.

Muito mais grave do que a pedofilia ou uma pessoa violenta é a psicopatia, que até hoje não se sabe bem as causas. Esta é uma escolha muitas vezes completamente consciente e calculada. Grande parte dos psicopatas são pessoas extremamente inteligentes e eloquentes, sabem lidar com pessoas e muitas vezes chegam até a serem bem relacionadas, mas são capazes de fazer verdadeiras atrocidades, além do fato de haver diversos graus de psicopatia. Os traumas causados a uma pessoa por um psicopata são quase irrecuperáveis, porque eles agem com uma frieza tão grande que retira das vítimas todas as suas esperanças. Muitos perdem o sentido da vida e em casos extremos são internados em hospitais psiquiátricos ou chegam até a cometer suicídio.

Não vou falar mais porque eu prezo por falar de coisas boas. Evito ao máximo falar sobre desgraças. Mas é esta a mensagem que quero deixar. Existem aquelas escolhas que não são pessoais e são deletérias. Devemos fazer a nossa parte com o bem para que extirpemos pouco a pouco tanto mal que se alastra pelo mundo.

Para finalizar, deixo o link de uma pregação excelente do padre Fábio de Melo, que me inspirou a escrever esses textos. No link é possível baixá-la em vídeo ou em MP3. Escute com bastante atenção, são palavras com uma riqueza fascinante. Vamos fazer boas escolhas na vida…

Palestra – A vida é feita de escolhas

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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As escolhas da vida- Parte 2

Por Isaias Costa

No post anterior eu falei obre a importância das escolhas na vida e falei sobre as dimensões da família e das amizades. Hoje vou continuar falando de outras dimensões.

As escolhas da vida- Parte 1

A saúde do corpo. No mundo de hoje as doenças que mais matam são as doenças do coração. O número de obesos está crescendo assustadoramente e o sedentarismo está tomando conta de quase todos. Você pode escolher ser um obeso ou pode escolher ser uma pessoal com um peso ideal. Para isso não existe mágica. É saber controlar a gula, não comer em excesso, praticar atividades físicas regularmente, manter hábitos saudáveis e uma alimentação saudável. Eu escrevi alguns textos que falam sobre a alimentação, a saúde do corpo e os hábitos saudáveis. Confira…

Envelhecer com saúde

A geração fat e fast

Levantar do sofá

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O campo profissional. Você pode escolher se vai ser feliz trabalhando com aquilo que ama fazer ou passar a vida inteira sendo um mero assalariado, que só consegue ganhar o dinheiro contado e que só dá pra pagar as contas no maior aperto do mundo. Tudo é uma escolha, e o que eu sempre gosto de dizer é que essa escolha quem diz é o coração, ele sabe o que o melhor para cada um e nós precisamos aprender a ouvi-lo, quando aprendemos a ouvir o coração, passamos a fazer escolhas mais acertadas na vida, principalmente quando se trata das profissões. Vou deixar dois textos que explicam essas ideias com mais detalhes…

A voz do coração e a voz dos outros

A vida é um rio

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O campo político. Nós que somos cidadãos, temos o direito de escolher os nossos governantes. É preciso desenvolver o senso crítico e saber analisar as propostas dos candidatos nas campanhas políticas. Infelizmente, o que acontece demais é que muitos eleitores são COMPRADOS, e se vendem por migalhas. Eu acho simplesmente repugnante o que estes políticos corruptos fazem. Muitos deles vão aos bairros mais carentes das cidades e compram os votos das pessoas por uma cesta básica, por 50 reais, por 100 reais. Eles compram votos das pessoas menos instruídas e sofredoras, aquelas que passam enormes dificuldades para viver. Eles ganham rios de dinheiro e essa merreca que eles dão aos eleitores não faz nem cócegas nos seus bolsos, e o que é pior, eles não perdem esse dinheiro. Depois que são eleitos, eles dão um jeito de roubar da população tudo o que usaram nas campanhas e um pouco mais de bônus. Resta a nós sermos mais críticos e sabermos em quem estamos votando, analisarmos um pouco das suas trajetórias políticas, projetos etc. Só assim poderemos eleger aqueles que poderão governar com um pouco mais de justiça.

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O campo dos relacionamentos. Acho que das escolhas da vida essa é uma das que tem maior relevância, porque toda a sociedade pode ganhar ou perder a partir das escolhas amorosas que fazemos, sabia disso? Vou explicar. Se você escolher mal a pessoa que vai se relacionar amorosamente, o que pode acontecer? Você será INFELIZ, esse é o pior mal de todos, porque a infelicidade é extremamente deletéria para si e para os outros. Você pode gerar um filho que vai SOFRER SEM CULPA. Todo filho espera ter um pai e uma mãe que lhe dê carinho e amor. Com relacionamentos desequilibrados o que acontece é que o filho cresce em um lar cheio de mágoas, de tristezas, de ressentimentos, de dores emocionais, de desequilíbrios psíquicos etc. O que vai acontecer com a criança? Ela vai crescer TOTALMENTE DESEQUILIBRADA. Só um milagre poderá fazê-la se equilibrar e viver de forma harmoniosa. Você não será eficiente em praticamente todos os outros campos da vida, perderá a eficiência no trabalho, perderá grande parte do contato familiar, atrairá para si e para os filhos amizades que não agregarão valor, e muito provavelmente vai perder a saúde do corpo também. Você percebe que tudo que falei até agora tem uma relação direta com os relacionamentos? É como um efeito dominó. Um erro grave da escolha do parceiro amoroso destrói praticamente todos os outros campos da vida. Eu sempre tenho muito cuidado ao falar sobre relacionamentos, porque sei da importância que eles representam. Não vou colocar links aqui, mas você pode conferir no blog, eu tenho vários posts falando sobre relacionamentos. Confira a tag…

Saiba escolher bem a pessoa que vai dividir a vida com você...

Saiba escolher bem a pessoa que vai dividir a vida com você…

Existem outras dimensões da vida, mas essas eu considero as mais relevantes. Reflita sobre elas… No próximo post eu vou falar da parte mais dura e pesada, vou falar sobre as escolhas erradas que não são de ordem pessoal, mas de ordem externa, aquelas feitas por outras pessoas e que levam a criação de traumas. Até breve…

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As escolhas da vida- Parte 1

Por Isaias Costa

A nossa vida é feita de escolhas. Desde o momento em que somos gerados, existe uma escolha de uma ordem que transcende a do ser humano e que nos dá os pais que temos. Eu vou me estender um pouco mais porque se trata de um tema extremamente amplo e multifacetado.

A vida pode ser muito diferente a partir do momento que tomamos consciência da dimensão das escolhas. Vou falar apenas de algumas delas.

No campo familiar. Nós podemos escolher os ensinamentos que colocaremos em prática na vida. Temos um pai e uma mãe e seus ensinamentos são levados conosco por toda a vida, o máximo que pode acontecer é que os reeditemos. É importante frisar que NADA passa despercebido pelo ser humano. Todas as experiências vividas desde a mais tenra infância ficam arquivadas em maior ou menor grau no cérebro. Isso tem uma relação muito profunda com os TRAUMAS, que é algo que vou falar na parte três deste post. Também podemos escolher ser bons filhos ou não. A obediência aos pais é uma grande dádiva. Eles nos colocaram no mundo e têm várias autoridades sobre nós, autoridade de pai e mãe, financeira, educacional, emocional e até mesmo espiritual. Eu acredito que a importância da obediência aos pais vai muito mais além do mero respeito, é algo que molda a nossa personalidade.

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No campo das amizades. Todos conhecem a máxima: “Diga-me com quem andas e te direi quem és”. Realmente acontece dessa forma. A partir das amizades vamos criando nossos VALORES e IDEAIS. Se estas amizades nos levam a sermos pessoas melhores, cada vez mais seremos pessoas melhores, o contrário da mesma forma, influências negativas vão fazendo de nós pessoas pequenas. É muito importante observar a infância e adolescência, porque nessa fase da vida as amizades também colaboram para a solidificação da personalidade. O que está relacionado com tudo isso são os VÍCIOS. Grande parte dos vícios de uma pessoa é adquirida nesta fase, quando a personalidade ainda não está completamente formada e ela ainda é muito influenciável. O que digo é que se deve primeiro haver uma relação aberta entre a criança ou adolescente e os pais, para que saibam de toda a realidade que ele está vivendo. Normalmente aqueles que se tornam viciados em drogas vêm de famílias desestruturadas, onde não existe diálogo e uma boa relação afetiva entre os membros da família. Uma coisa que acontece precocemente nestas famílias é a PERDA DA AUTORIDADE DOS PAIS. Os filhos perdem o respeito e a admiração por eles porque os pais permitiram que isso acontecesse. Não orientaram os filhos como deveriam, tiveram dificuldade de lhes impor os limites, que são tão necessários para o desenvolvimento não só da personalidade, como também da noção do que é certo e do que é errado, do que lícito e do que é ilícito, do que é humano e desumano etc. Vou deixar dois links interessantes, um que fala sobre a origem do mal, que tem grande relação com os vícios, e outro que fala sobre a dimensão da amizade, que consiste simplesmente em si fazer o bem a outra pessoa.

Cortar o mal pela raiz

A ampliação do conceito de amizade- Parte 1

A ampliação do conceito de amizade- Parte 2

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No próximo post eu vou falar sobre outras dimensões da vida e suas escolhas. Até breve…

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Arranhando paradigmas

Por Isaias Costa

mudança de vida

Outro dia eu li um pequeno texto que falava sobre quebra de paradigmas sob um ponto de vista que concordo plenamente. Era um texto do administrador Flávio Emílio Cavalcanti chamado “O arranhador de paradigmas”.

Há quase vinte anos ouço frequentemente a palavra paradigma. O que antes era propriedade exclusiva dos catedráticos, acadêmicos e eruditos ao longo dos anos virou um termo “modernoso”.
Hoje, todo mundo fala nele… É paradigma pra cá e paradigma pra lá…

Quebrar paradigmas, então, virou um clichê dos mais chatos e grudentos. Aposto que muitos que o recitam nem sabem direito o que estão dizendo. Acham que quebrar paradigma é o mesmo que mudar de opinião. Nada disso. O negócio é bem mais profundo do que aparenta ser.

Paradeigma é uma palavra grega que significa modelo, padrão. Trata-se de uma visão de mundo, uma forma de pensar e agir. Quem abandona um antigo paradigma para se fundamentar em outro estará promovendo uma mudança revolucionária em si mesmo.

Por isso, não se quebra um paradigma como quem estoura uma bolha de sabão. Paradigmas são mais resistentes devido à ação do tempo. Seus pressupostos ficam mais arraigados e cristalizados. Dá trabalho quebrá-los.

Nunca me comprometi a quebrar paradigmas de ninguém. Estou convicto que minha tarefa se resume em arranhá-los. É a partir de certas provocações, incômodos e conflitos que o ser humano começa a rever seus conceitos, práticas, visões e modelos de conduta. O arranhão é o primeiro passo. Cabe a você decidir pela quebra ou conservação de seus paradigmas.

De fato, a quebra de paradigmas não é algo tão elementar quanto se pensa. Eu já quebrei diversos paradigmas, mas foi porque eu decidi ardentemente por mudanças de padrões, por ser diferente, por não ser só mais um na multidão, por querer dar o melhor de mim no que me proponho etc.

Sempre que posso, gosto de falar sobre o mestre Jesus Cristo. Você sabia que ele foi o maior arranhador de paradigmas que esse mundo já teve? E isso se dava, primeiramente por causa de seu testemunho de vida, ele vivia tudo aquilo que pregava, não havia nenhuma sombra de hipocrisia naquele homem, e também porque a sua imensa sabedoria o levava a criar parábolas. Qual o objetivo das parábolas? O principal era fazer as pessoas refletirem e, por si só, tomarem suas próprias conclusões. Escrevi sobre isso em um post passado. Confira…

https://paralemdoagora.wordpress.com/2012/11/07/aprendendo-a-criar-parabolas/

A quebra de paradigmas serve para que evoluamos como seres humanos. Serve para expandir o nosso nível de consciência, exatamente por ser algo tão profundo não deve ser banalizado. Jesus mostrou em diversas ocasiões como se dão estas quebras, que na realidade são arranhões, pois mesmo na época de Jesus, muitos o viam fazer milagres, conviviam com ele, e mesmo assim, continuavam do mesmo jeito ou até piores. Por exemplo: quando Jesus vai à casa de um fariseu para se alimentar, quando ele esteve na situação vexatória com a prostituta pega em adultério, quando lava os pés dos seus discípulos, quando ele explica para Marta que Maria escolheu a melhor parte por ouvir suas palavras, quando ele questiona o homem rico sobre os seus bens materiais, quando no auge de sua fama entra na cidade de Jerusalém montado em um jumentinho, quando negado por três vezes pelo apóstolo Pedro ainda lhe lança um olhar penetrante de misericórdia, quando carrega a sua cruz e vê o choro desesperado de muitas mulheres, com o corpo ensanguentado e frágil conseguiu proferir: “Não choreis por mim, mas por vós mesmas e vossos filhos”, quando prestes a morrer na cruz ainda conseguiu proferir uma das frases mais complexas que um ser humano já foi capaz de proferir: “Pai, perdoa-os, pois eles não sabem o que fazem etc etc. Praticamente todas as passagens do evangelho são arranhões de paradigmas do mestre Jesus. Só cabe a cada um de nós fazer com que esses arranhões façam sentido e nos conduzam para o bem.

Para concluir, quero falar sobre esse blog. Eu também procuro ser um arranhador de paradigmas. Meu desejo é poder atingir o coração dos leitores através das minhas palavras, mas tenho consciência de que as mudanças dependem de cada um, e se farão individualmente. Entender essas perspectivas e ideias me dá ânimo e determinação para escrever quase que diariamente. Eu posso não conhecer a maior parte dos leitores, mas sei que alguma coisa do que estou escrevendo ficará como, pelo menos, uma mensagem para ser refletida. Isso já me deixa profundamente feliz e realizado.

Se quiser compartilhar alguma experiência de quebra de paradigmas ocorrida com você ou no seu ambiente familiar, do trabalho, fique à vontade para comentar. Lembre-se sempre: O arranhão é o primeiro passo. Cabe a você decidir pela quebra ou conservação de seus paradigmas.

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A palavra Intuição

Por Isaias Costa

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Outro dia eu li uma das interpretações mais brilhantes para a palavra intuição, feita pelo psicólogo David Stendl-Rast. A palavra intuição em inglês se escreve intuition e na sua escrita tem-se a relação com o “olhar para dentro”, ou seja, o olhar interior “look into it” (olhar dentro dele). Achei essa associação perfeita, porque intuição é realmente isso. É aquele olhar mais interior e profundo das coisas.

Desde muito tempo eu procuro desenvolver e aguçar a minha intuição e as pessoas que convivem comigo percebem que eu tenho uma intuição relativamente aguçada, sei que ainda tenho muito que melhorar, mas acho que estou no caminho. Não tem outra forma meus amigos. Só podemos desenvolver a intuição buscando o AUTOCONHECIMENTO, procurando ser a cada dia ser mais equilibrados e serenos. Quero deixar essa dica valiosíssima. A INTUIÇÃO ANDA DE MÃOS DADAS COM A SERENIDADE. Quanto mais serena é uma pessoa maior a probabilidade de ela ser intuitiva. E não é difícil de entender isso. As pessoas serenas ouvem mais do que falam, prestam mais atenção ao que as pessoas dizem, conseguem perceber as minúcias e detalhes da fala das pessoas, observam a forma como se comportam, como gesticulam, como se vestem, têm uma espécie de radar, e isso faz toda diferença na hora de se relacionar com as pessoas, porque com a intuição aguçada você vai saber exatamente o que dizer a alguém, como dizer e principalmente, o que esperar dela.

Esse último ponto merece destaque. Vou falar de minha experiência pessoal e espero que você consiga captar minha mensagem. Quando eu converso com alguém presto muita atenção em suas palavras e rapidamente consigo perceber se ela é alguém que posso confiar um pouco mais, ou que posso me abrir e falar um pouco mais de mim. Todas as pessoas dão vários sinais de abertura ou de fechamento e a principal forma de perceber isso é através da LINGUAGEM CORPORAL. O corpo é o nosso maior comunicador, mas a maior parte das pessoas esquece isso. Portanto, essa é minha segunda dica. Preste atenção na linguagem corporal das pessoas. Se quiser se aprofundar nisso, só o que não faltam são conteúdos espalhados pela internet, mas vou deixar como sugestão um livro que gostei muito, se chama “Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal”, de Allan e Barbara Pease.

Não vou me estender nesse assunto porque, como já disse antes, a melhor forma de aguçar a intuição é através do autoconhecimento. Pesquise! Leia! Corra atrás! Avance! Quero concluir deixando outra excelente sugestão de leitura que me ajudou muito a desenvolver mais a intuição. Trata-se do livro “A visão celestina”, de James Redfield. É um livro pequeno, mas com grandes ensinamentos…

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