Um pai ou um reprodutor?

Por Isaias Costa

pai_filho

Hoje vou falar sobre um assunto muito sério, a PATERNIDADE. Infelizmente, no nosso mundo temos um número enorme de reprodutores e não de pais. Vou explicar a partir de um detalhe da vida de um amigo que visita a minha casa de vez em quando. Ele tem uma belíssima história de superação e em um post passado contei um pouco dessa história. Recomendo que leia ou releia…

Palavras convencem, testemunhos arrastam!

Este meu amigo falou uma vez para mim e minha mãe um acontecimento da sua infância. Seu pai se separou da mãe e constituiu outra família. Ele tinha uma boa condição financeira, sua casa tinha três andares e uma área enorme. Seu filho (meu amigo) foi pedir, com toda humildade, que seu pai o deixasse morar com ele. Sabe o que ele falou? “Sinto muito? Mas aqui não tem espaço para você!”. Claro! É lógico que um casarão enorme com três andares não teria espaço para o sangue do seu próprio sangue! Você percebe o que aconteceu com ele? Tente se colocar no lugar dele? Esta é uma situação muito triste, mas real. Eu tenho muito orgulho desse meu amigo. A sua história é muito bonita e cheia de grandes superações. Se eu estivesse no lugar dele, não sei se teria tanta força e determinação para continuar, ele é realmente um grande exemplo. Agora vou lhe fazer esse questionamento. O pai deste meu amigo era um pai ou um reprodutor? Com certeza ele era um reprodutor. Um pai jamais abandonaria ou rejeitaria o seu filho.

Agora eu vou falar a principal mensagem, um pai é o ALICERCE da família. Uma família que não tem um pai é uma família manca, que se sustenta com muletas. E o equilíbrio emocional dos filhos fica completamente ameaçado pela ausência deste pai. Claro que existem os filhos que conseguem superar essa ausência, mas até mesmo esses que conseguem superar ficam com grandes lacunas no coração. O carinho e a firmeza de um pai são fundamentais para um bom crescimento emocional dos filhos. Graças a Deus sempre tive pai e mãe, mas conheço muita gente que só tem a mãe, e sei que elas sofrem, muitas vezes sofrem em silêncio, para que as outras pessoas não saibam.

Outra mensagem que quero deixar é a respeito do MEDO. Um pai que se ausenta de sua paternidade normalmente gera nos filhos o que acredito ser um dos piores medos, o MEDO DE AMAR. Muitos filhos veem o sofrimento dos pais ao se separarem, com muitas brigas, discussões, e às vezes até violências físicas, e todas essas experiências negativas ficam registradas no mais profundo do ser, que é o INCONSCIENTE. Trabalhar com os registros do inconsciente é tarefa das mais complexas que se pode existir, porque estes interferem no comportamento do indivíduo como um todo, e o que é pior, a pessoa nem consegue se dar conta por que age de tal maneira. Não consegue porque se trata de registros do inconsciente. Esse assunto é muito complexo, mas escrevi um pouco sobre ele nestes posts. Leia! Você vai entender melhor o que estou dizendo aqui…

O medo de amar – Parte 1

O medo de amar – Parte 2

Quero concluir lhe levando a refletir sobre isso. Você quer ser um pai ou um reprodutor? Quer fazer desse mundo um lugar melhor de se viver ou um lugar cheio de tristezas? Quer ter um filho que lhe faça sentir orgulho ou um filho para jogar no mundo para se virar sozinho? Quer ter um filho livre ou um filho que tem medo de tudo? Pense sobre isso…

Pai-e-Filho

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