As escolhas da vida- Parte 1

Por Isaias Costa

A nossa vida é feita de escolhas. Desde o momento em que somos gerados, existe uma escolha de uma ordem que transcende a do ser humano e que nos dá os pais que temos. Eu vou me estender um pouco mais porque se trata de um tema extremamente amplo e multifacetado.

A vida pode ser muito diferente a partir do momento que tomamos consciência da dimensão das escolhas. Vou falar apenas de algumas delas.

No campo familiar. Nós podemos escolher os ensinamentos que colocaremos em prática na vida. Temos um pai e uma mãe e seus ensinamentos são levados conosco por toda a vida, o máximo que pode acontecer é que os reeditemos. É importante frisar que NADA passa despercebido pelo ser humano. Todas as experiências vividas desde a mais tenra infância ficam arquivadas em maior ou menor grau no cérebro. Isso tem uma relação muito profunda com os TRAUMAS, que é algo que vou falar na parte três deste post. Também podemos escolher ser bons filhos ou não. A obediência aos pais é uma grande dádiva. Eles nos colocaram no mundo e têm várias autoridades sobre nós, autoridade de pai e mãe, financeira, educacional, emocional e até mesmo espiritual. Eu acredito que a importância da obediência aos pais vai muito mais além do mero respeito, é algo que molda a nossa personalidade.

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No campo das amizades. Todos conhecem a máxima: “Diga-me com quem andas e te direi quem és”. Realmente acontece dessa forma. A partir das amizades vamos criando nossos VALORES e IDEAIS. Se estas amizades nos levam a sermos pessoas melhores, cada vez mais seremos pessoas melhores, o contrário da mesma forma, influências negativas vão fazendo de nós pessoas pequenas. É muito importante observar a infância e adolescência, porque nessa fase da vida as amizades também colaboram para a solidificação da personalidade. O que está relacionado com tudo isso são os VÍCIOS. Grande parte dos vícios de uma pessoa é adquirida nesta fase, quando a personalidade ainda não está completamente formada e ela ainda é muito influenciável. O que digo é que se deve primeiro haver uma relação aberta entre a criança ou adolescente e os pais, para que saibam de toda a realidade que ele está vivendo. Normalmente aqueles que se tornam viciados em drogas vêm de famílias desestruturadas, onde não existe diálogo e uma boa relação afetiva entre os membros da família. Uma coisa que acontece precocemente nestas famílias é a PERDA DA AUTORIDADE DOS PAIS. Os filhos perdem o respeito e a admiração por eles porque os pais permitiram que isso acontecesse. Não orientaram os filhos como deveriam, tiveram dificuldade de lhes impor os limites, que são tão necessários para o desenvolvimento não só da personalidade, como também da noção do que é certo e do que é errado, do que lícito e do que é ilícito, do que é humano e desumano etc. Vou deixar dois links interessantes, um que fala sobre a origem do mal, que tem grande relação com os vícios, e outro que fala sobre a dimensão da amizade, que consiste simplesmente em si fazer o bem a outra pessoa.

Cortar o mal pela raiz

A ampliação do conceito de amizade- Parte 1

A ampliação do conceito de amizade- Parte 2

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No próximo post eu vou falar sobre outras dimensões da vida e suas escolhas. Até breve…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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