Arquivo do mês: outubro 2013

Um pai ou um reprodutor?

Por Isaias Costa

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Hoje vou falar sobre um assunto muito sério, a PATERNIDADE. Infelizmente, no nosso mundo temos um número enorme de reprodutores e não de pais. Vou explicar a partir de um detalhe da vida de um amigo que visita a minha casa de vez em quando. Ele tem uma belíssima história de superação e em um post passado contei um pouco dessa história. Recomendo que leia ou releia…

Palavras convencem, testemunhos arrastam!

Este meu amigo falou uma vez para mim e minha mãe um acontecimento da sua infância. Seu pai se separou da mãe e constituiu outra família. Ele tinha uma boa condição financeira, sua casa tinha três andares e uma área enorme. Seu filho (meu amigo) foi pedir, com toda humildade, que seu pai o deixasse morar com ele. Sabe o que ele falou? “Sinto muito? Mas aqui não tem espaço para você!”. Claro! É lógico que um casarão enorme com três andares não teria espaço para o sangue do seu próprio sangue! Você percebe o que aconteceu com ele? Tente se colocar no lugar dele? Esta é uma situação muito triste, mas real. Eu tenho muito orgulho desse meu amigo. A sua história é muito bonita e cheia de grandes superações. Se eu estivesse no lugar dele, não sei se teria tanta força e determinação para continuar, ele é realmente um grande exemplo. Agora vou lhe fazer esse questionamento. O pai deste meu amigo era um pai ou um reprodutor? Com certeza ele era um reprodutor. Um pai jamais abandonaria ou rejeitaria o seu filho.

Agora eu vou falar a principal mensagem, um pai é o ALICERCE da família. Uma família que não tem um pai é uma família manca, que se sustenta com muletas. E o equilíbrio emocional dos filhos fica completamente ameaçado pela ausência deste pai. Claro que existem os filhos que conseguem superar essa ausência, mas até mesmo esses que conseguem superar ficam com grandes lacunas no coração. O carinho e a firmeza de um pai são fundamentais para um bom crescimento emocional dos filhos. Graças a Deus sempre tive pai e mãe, mas conheço muita gente que só tem a mãe, e sei que elas sofrem, muitas vezes sofrem em silêncio, para que as outras pessoas não saibam.

Outra mensagem que quero deixar é a respeito do MEDO. Um pai que se ausenta de sua paternidade normalmente gera nos filhos o que acredito ser um dos piores medos, o MEDO DE AMAR. Muitos filhos veem o sofrimento dos pais ao se separarem, com muitas brigas, discussões, e às vezes até violências físicas, e todas essas experiências negativas ficam registradas no mais profundo do ser, que é o INCONSCIENTE. Trabalhar com os registros do inconsciente é tarefa das mais complexas que se pode existir, porque estes interferem no comportamento do indivíduo como um todo, e o que é pior, a pessoa nem consegue se dar conta por que age de tal maneira. Não consegue porque se trata de registros do inconsciente. Esse assunto é muito complexo, mas escrevi um pouco sobre ele nestes posts. Leia! Você vai entender melhor o que estou dizendo aqui…

O medo de amar – Parte 1

O medo de amar – Parte 2

Quero concluir lhe levando a refletir sobre isso. Você quer ser um pai ou um reprodutor? Quer fazer desse mundo um lugar melhor de se viver ou um lugar cheio de tristezas? Quer ter um filho que lhe faça sentir orgulho ou um filho para jogar no mundo para se virar sozinho? Quer ter um filho livre ou um filho que tem medo de tudo? Pense sobre isso…

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Uma definição do amor

Por Isaias Costa

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Li em um livro chamado “Arrancar máscaras! Abandonar papéis!”, do escritor John Powell, o que talvez seja uma das mais precisas definições do amor e hoje compartilho com você.

“Uma boa definição funcional do amor entre as pessoas é a do psiquiatra Harry Stack Sullivan: ‘Quando a satisfação, a felicidade e a segurança de outrem são tão reais para você quanto as suas próprias, você ama verdadeiramente essa pessoa’. Este desejo de vê-lo satisfeito, feliz e seguro não é apenas um sentimento. Os sentimentos são instantâneos, passageiros e ambivalentes. O amor é antes uma decisão (vou amá-lo) e um compromisso (direi, farei e serei tudo o que você precisa para sua satisfação, felicidade e segurança). Em outras palavras, decido que vou amá-lo como amo a mim mesmo. Eu vou proporcionar-lhe, da melhor maneira possível, seja o que for que lhe traga a verdadeira felicidade.”

Eu realmente acredito no amor dessa forma. O amor antes de ser um sentimento é uma decisão, e pensar dessa forma exige maturidade. Hoje eu consigo entender melhor porque tantos casais não conseguem ter um relacionamento duradouro. O principal motivo é a FALTA DE SINCERIDADE. Para que um relacionamento seja duradouro você não pode se mostrar à pessoa com uma máscara, você deve se mostrar tal qual é, e isso não é um exercício fácil, muitos querem se esquivar para não mostrar a sua nudez pessoal, essa nudez da alma, que está muito além da nudez do corpo. E o segundo motivo é o EGO. Ele nos leva a querer tudo do nosso jeito sempre, e em um relacionamento as coisas não acontecem assim. Sempre haverá situações em que ambos devem ceder para a alegria do outro. Se você ficar achando que nunca haverá situações de choques de ideias, vá procurar o país das maravilhas da Alice, porque no planeta Terra você não vai encontrar. Então eu digo que lidar bem com a questão do EGO é fundamental, pouquíssimas são as pessoas que se mostram humildes para lidar com as diferenças, é algo que requer muito exercício. Vou deixar um post que escrevi falando sobre o ego. Confira…

O ego do ser humano- Parte 1

O ego do ser humano- Parte 2

Outra coisa maravilhosa que tem nessa passagem é sobre o maior ensinamento de Jesus, que é AMAR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO. Mais uma vez eu afirmo o porquê de haver tantos relacionamentos desequilibrados. Acontece muitas vezes porque a pessoa não consegue amar nem a si mesmo, aí se torna quase impossível se amar outra pessoa. As outras pessoas devem sentir a alegria que brota do nosso interior, e não do nosso exterior, como muitos ainda insistem em fazer. A verdadeira felicidade é algo que vem de dentro e deve ser compartilhada e não sugada. Sem contar que se trata de uma busca incessante, a felicidade é algo completamente instável. É impossível você dizer: “Hoje eu sou feliz e serei assim para sempre, do jeito que sou agora”. Não! Isso não existe. A felicidade se busca. E para uma vida de casal é dessa forma também. É uma busca mútua. Os dois buscam juntos a felicidade que tanto querem.

A instável felicidade

Vou concluir falando sobre uma coisa que já escrevi no blog. As atitudes “meio tudo”. O amor dificilmente encontra lugar no coração das pessoas “meio tudo”. Por quê? Muito simples. Elas não permitem que esse amor tome conta delas. Simples assim! Elas vão levando a vida como se fosse um mero passar de dias, e se deixam dominar pelo medo e a desconfiança, sentimentos que só levam a mais infelicidade. Esse tema é muito interessante e escrevi um post falando dele com mais detalhes. Confira…

Ou sim ou não

Enfim amigos! Vamos aprender a amar verdadeiramente! A satisfação pessoal, alegria e felicidade de um amor verdadeiro não há dinheiro nenhum no mundo que pague…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Cuidado com a rotina

Por Isaias Costa

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Você já se perguntou por que tem a impressão de que o tempo está passando cada vez mais rápido? De que não tem mais tempo para praticamente nada? Isso realmente é bem verdade, eu também tenho essa impressão, mas estou buscando cada vez mais viver intensamente e aproveitando o melhor que a vida pode me oferecer.

Existe uma palavrinha que faz com que a sensação de passagem do tempo seja assustadoramente rápida, se chama rotina, e é sobre isso que quero lhe alertar hoje! muito cuidado com a rotina, ela em si é boa, mas se toda a sua vida for uma eterna rotina maçante, ela passará por entre seus dedos e quando menos esperar já estará ficando velho e vai querer voltar no tempo sem poder.

Para refletir sobre isso deixo o excelente artigo do Airton Luiz Mendonça com o título “Sobre o tempo”, e no fim, um belo vídeo do escritor e jornalista Flávio Siqueira mostrando a vida passar em apenas 30 segundos.

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muito mais recursos para compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e “apagando” as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.

Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente) o cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa… são apagados de sua noção de passagem do tempo…

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir – as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações… enfim… as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a … r-o-t-i-n-a. Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países. Veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos… em outras palavras… V-I-V-A. Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado ou casada com alguém disposto a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o… do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

P.S: No ano de 2021 eu gravei um podcast bem bacana inspirado nesse texto e na música “Agenda” do Edu Sereno. Segue o link!

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Aquela coisa

Por Isaias Costa

Hoje vou fazer uma breve reflexão a partir de uma das músicas que mais gosto do grande Raul Seixas, chamada “Aquela coisa”. Uma música genial com uma letra genial, mas infelizmente, desconhecida por muita gente. Segue o link com ela (recomendo que escute antes de continuar a ler o post).

Essa música reflete uma parte das insatisfações do Raul com a forma de pensar e de viver da grande maioria das pessoas. Ele tinha um pensamento extremamente questionador e sempre se perguntava se a vida era pra ser do jeito que era. Ele inicia falando que seu sofrimento é fruto de uma educação que impõe regras e preceitos. Em seguida ele fala sobre uma coisa que adoro e não me canso de repetir nesse blog, VIVER O HOJE. Ele questiona os que vivem no passado e não o enterram de vez. Perceba a ligação! Ele associa o sofrimento com o passado, que acaba gerando ciúmes e preconceitos de amor. Daí vem o refrão com uma esperança de que é preciso TENTAR, porque é com o tentar que uma coisa NOVA pode lhe acontecer. E esse novo só existe no AGORA, o novo não existe no passado, mas no hoje.

No refrão dessa música ele ensina a ter mais OUSADIA. E deixa claro que tudo é uma questão de possibilidade. Eu acho engraçado que realmente vivo essa questão da possibilidade. Raramente digo que uma coisa é absolutamente certa ou que não existam possibilidades. Quase sempre digo a palavra mágica TALVEZ para quase tudo. Quem me conhece sabe que essa é uma das palavras que mais falo, e acho que aprendi isso com o Raul. Eu escuto tanto as suas músicas que isso ficou entranhado em mim. Que tal você começar a ver as coisas sob a perspectiva da possibilidade? Pode ter certeza que você vai se tornar uma pessoa muito mais questionadora, como foi comigo. Isso é incrível, porque ver as coisas nesse ângulo nos faz abrir a cabeça e entender outras possibilidades. Faz-nos entender que as nossas verdades são apenas individuais, e não absolutas, como muitos querem impor, e com tudo isso, aguçamos o senso crítico para ver e absorver aquilo que for mais inteligente e sábio. É por isso e muito mais que sou e sempre serei fã do Raul, porque ele ampliou os meus horizontes e hoje vejo a vida com olhos muito mais profundos…

https://paralemdoagora.wordpress.com/2012/09/21/a-verdade-absoluta-e-a-verdade-individual/

O trecho mais genial da música vem em seguida: “Minha cabeça só pensa aquilo que ela aprendeu. Por isso mesmo, eu não confio nela eu sou mais eu. Sim… pra ser feliz e olhar as coisas como elas são. Sem permitir da gente uma falsa conclusão. Seguir somente a voz do seu coração…”.
Nesta parte da música ele questiona um universo de possibilidades e pensamentos. Nestas poucas frases estão englobadas milhares de reflexões, livros, teses e um diabo a quatro de pensamentos filosóficos sem uma resposta concreta até hoje. Estou enfatizando bem porque essa reflexão é extremamente profunda. Ele está questionando o nosso pensamento, e está falando indiretamente sobre a MEDIOCRIDADE e os pensamentos ORIGINAIS. Ele está dizendo que a tendência natural da maior parte das pessoas é ser ALIENADA e não questionar seus próprios pensamentos. Mas ele não é um medíocre, e também deixa isso bem claro: Por isso mesmo, eu não confio nela eu sou mais eu. Genial! Questione-se! Porque você pensa do jeito que pensa? Será que esse é o caminho certo? Será que você não está sendo levado a fazer o que todo mundo faz? Será que as crenças que lhe enfiam goela abaixo são para o seu crescimento humano ou para lhe deixar alienado? Será que você não sai por aí afirmando coisas que não poderiam nem deveriam ser afirmadas, porque você não sabe a verdade absoluta? Será que o seu coração está lhe dizendo uma coisa, mas o seu medo lhe impede de seguir o que ele está dizendo? Será que o medo de ser rechaçado ou isolado ou abandonado pelos outros lhe faz continuar tendo os mesmos pensamentos? Será que você não enfrenta aquela pessoa que está lhe fazendo mal só por causa do medo? Ou porque essa pessoa está acima de você em termos sociais, financeiros, ou de liderança? Será que você não quer extravasar muita coisa guardada no coração e não consegue fazer por causa de um monte de lixo que lhe foi ensinado? Pense sobre isso? Questione-se! Eu consigo só com essa música me fazer esses questionamentos e muitos outros? Quer uma dica legal! Escute essa música de novo! Baixe na internet e escute muitas vezes. Essa e outras músicas do Raul tem um poder incrível de nos fazer sair da inércia eterna e pensar grande. Sair das mesmices. Grande Raul!…

Questione-se!

Questione-se!

Vou concluir lhe fazendo o mesmo desafio que o Raul propõe na sua bela canção: Abandonar o que aprendi, parar de sofrer. Viver é ser feliz e nada mais… Que tal você começar a abandonar muitas das crenças e ensinamentos sem fundamentos que lhe foram empurrados goela abaixo a vida inteira? A nossa vida foi feita para ser vivida com intensidade e com felicidade. E nós só podemos ser verdadeiramente felizes se os nossos pensamentos comungam com os nossos atos. Na realidade, o que estou dizendo aqui é para deixar de ter HIPOCRISIAS. Isto é outra coisa que me faz ser fã do Raul. Ele poderia até ser um viciado em drogas, prostituição e bebidas, mas se tem uma coisa que ele nunca foi é hipócrita. Ele tinha seus ideais e lutava por eles até o fim, não se deixava corromper e se tornar um medíocre, que infelizmente é o caminho escolhido pela maioria. Viver é ser feliz e nada mais…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Eu decidi

Por Isaias Costa

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Para refletir sobre a nossa vida e as decisões a se tomar, deixo um belíssimo texto de autoria do grande cineasta e produtor cinematográfico Walt Disney. Um homem de sucesso que admiro demais e terá seu nome marcado para sempre na história do cinema.

“E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar…
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de “amigo”.
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, “o amor é uma filosofia de vida”.
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas…
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar… simplesmente durmo para sonhar.”

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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O poeta aprendiz

Por Isaias Costa

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Já falei algumas vezes neste blog que adoro ouvir música, e há muitas que marcaram e ainda marcam a minha história. Como hoje é o dia das crianças, vou falar de uma que adoro e é totalmente a minha cara, a música infantil “O poeta aprendiz”, do mestre Vinicius de Moraes.

Sabe aquela sensação de amor a primeira vista? No caso foi amor a primeira ouvida! Conheci essa música na voz da querida Adriana Calcanhotto, que sou fã de carteirinha. Ela fala sobre a infância poética do Vinicius de Moraes, fala sobre o seu sonho de se tornar poeta e sobre as coisas que ele amava. Aqui está o link desta belíssima música, na voz da Adriana.

Uma das primeiras frases da música diz: “Anos tinha 10 e asas nos pés”. Essas asas nos pés era a sua curiosidade de conhecer o mundo, as pessoas, os livros, a poesia etc. O Vinicius era um grande curioso, e isso fez ele se tornar um imenso poeta. Eu me identifico muito com essa música porque, desde criança, sempre fui curioso e tinha vontade de saber um pouco de tudo. Acho interessante que isso sempre se manteve, até hoje. Muitos ficam impressionados por saber que ensino Física, mas ao mesmo tempo, escrevo sobre os mais diversos assuntos e gosto de temas totalmente fora do campo das exatas. Sou assim porque sou um curioso, como o Vinicius, esse poeta que admiro tanto.

Também gosto muito quando ele fala sobre as mulheres: “amava mulher a mais não poder”. Praticamente todos os dias eu digo que a mulher foi a obra mais bonita do Deus criador. Eu sou um profundo admirador das mulheres e das suas belezas encantadoras. Acho que esse mundo não teria nem 10% da beleza que tem se as mulheres não existissem.

Eu também me identifico com a frase que diz: “Achava bonita a palavra escrita, por isso sofria de melancolia”. Eu amo ler e escrever, e também sofro um pouco de melancolia. Tenho alterações de humor que, muitas vezes, nem eu entendo. Às vezes estou super feliz e, do nada, fico melancólico. Mas sabe de uma coisa legal? Estou aprendendo cada vez mais a utilizar esta melancolia a meu favor e a favor das pessoas que me leem. Nestes dias eu fico mais inspirado a escrever do que o habitual, e normalmente são nesses dias que escrevo os textos mais profundos e tocantes, aqueles que levam os leitores a comentarem e dizerem que o texto foi escrito para elas. Isso me deixa muito feliz, saber que as minhas palavras tocaram o coração de alguém.

Para concluir, vou falar dos sonhos. O Vinicius sonhava em ser poeta quando criança. Eu sonhava com um montão de coisas, que foram mudando ao longo dos anos. Meu maior sonho de infância era ser astronauta, mas já trazia bastante adormecido o sonho de me tornar escritor, que está sendo desabrochado dia após dia com os textos que escrevo. Não sou um poeta aprendiz, mas sou um escritor aprendiz, que sonha em ajudar este mundo a ser um lugar melhor e mais harmonioso. Vou deixar dois links, um em que falo dos meus sonhos de criança, quando queria ser astronauta, e outro sobre um filme que acho incrível e que tem um personagem bem parecido comigo.

Quando você crescer

Conta comigo

E você? Quais os seus sonhos de infância? Você mudou muito desde criança até hoje? Conte alguma estória sua nos comentários! Feliz dia das crianças!

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Festa nas nuvens

Por Isaias Costa

Dia das crianças

Hoje é o dia das crianças e para comemorar esse dia tão bonito, quero compartilhar um curta-metragem que adorei e traz belos ensinamentos. Trata-se do curta “Festa nas nuvens”, que mostra umas cegonhas levando bebês de todas as espécies de animais para o planeta Terra. Tanto aqueles dóceis e inofensivos quanto os mais ferozes e selvagens. Este vídeo nos faz refletir sobre as diferenças, sobre a missão dada a cada um, que varia de acordo com a capacidade pessoal, vem falar sobre o companheirismo e muito mais! Espero que goste! E se tiver crianças pequenas em casa, aproveite esse dia para assistir ao lado delas, com certeza elas vão adorar! Feliz dia das crianças…

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A vida que você escolheu

Por Isaias Costa

Há algum tempo assisti a um belíssimo vídeo falando sobre a vida e sobre as superações. A partir dele vou falar algumas coisas. O vídeo é esse aqui.

Eu fiz questão de transcrever o texto que foi lido neste vídeo. É o tipo de texto que vale a pena ler e reler ou até mesmo colocar na agenda ou pregado na parede do quarto.

“Quanta vida pode haver numa vida só? Já se perguntou alguma vez?
Você vive quando apenas abre os olhos e respira, ou quando não perde aquela chance.
Você vive quando larga tudo e começa uma nova ideia.
Quando consegue começar de novo.
Vive para ser maior, e indo mais longe, vive mais tempo.
Porque mais importante que chegar é a vontade de partir.
Você vive quando sai de casa sem blusa e vem o frio. Quando acha que vai chover e faz calor.
Vive quando desses pequenos enganos ainda tira um sorriso que dá de presente. E assim, fica ainda mais cheio de motivos para viver.
Você vive quando entende que vive melhor quando vive junto, e aí compartilha, divide, cuida.
Você vive quando conhece aquela pessoa e por ela cruza as ruas e os continentes.
Vive quando nunca cruza os braços.
Vive quando um se torna dois e vocês viram três, e ficam cheios de uma vida totalmente nova.
Vivemos quando redescobrimos o amor, o amor próprio, o amor ao próximo.
Tem gente que vive só quando o sapato aperta. Outros, só quando os pés saem do chão.
Tem gente que vive para mudar o mundo, e tem aquele que gostaria de mudar tudo só para não mudar nada, e viver ali, quietinho.
Tem gente que espera pela vida.
Tem gente que vive correndo atrás dela.
E tem aqueles que a criam a cada respiração, no suor e no sangue, nos sonhos que jamais deixam morrer.
Você vive quando entende que viver é ser esse movimento que nunca para. Porque afinal, no dia em que ele, enfim, parar, você já não precisa mais se preocupar com a vida.”

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São tantos os ensinamentos passados por esse vídeo e texto! Uma maravilha! É importante que sempre tenhamos essa noção de que a vida é um MOVIMENTO. Nada é imutável. Nós devemos sempre mudar, mas para melhor, para evoluirmos como seres humanos e levarmos outros a mudarem junto conosco.

Uma das frases que mais gostei é a que fala sobre viver junto das pessoas que amamos. Isso é bem verdade! A nossa vida ganha uma sabor e uma alegria muito maior quando estamos perto de quem amamos. Também acho interessante a questão do dividir! Na vida acontece assim, quando mais a gente divide o nosso amor, o tempo, as experiências, com os outros, mais isso se multiplica em saúde, em bênçãos, em harmonia, em felicidade etc. Faça isso! Se doe mais aos outros e logo você vai comprovar isso!

Como dizia o poeta

Outra ideia maravilhosa é sobre as situações de engano que acontecem na vida. Pode observar que todos nós temos lembranças bem mais fortes de momentos de enganos, de erros, de frustrações, de coisas engraçadas etc. Isso acontece porque é muito difícil para o nosso cérebro guardar por toda uma vida as experiências “perfeitinhas”. O mundo profissional já exige tanto isso de nós que influencia bastante os nossos momentos de alegria, de ternura, de amizade. É importante trabalhar bem, de forma organizada e competente! Defendo isso! Porém, é importante também não levar toda a nossa vida tão a sério. Rir de si mesmo, das mancadas, dos tombos, dos erros pessoais e dos amigos. Isso dá beleza e encanto aos nossos dias, além de belas histórias para contar aos filhos e netos.

Fazer a vida valer a pena

Há muito mais a ser falado sobre esse vídeo e texto, mas vou deixar as reflexões com você! Enfim! Que vida você escolheu para ser a sua? Pense sobre isso…

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Eu ganhei o dia

Por Isaias Costa

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Sabe aquela expressão que sempre costumamos dizer: “Por causa de tal coisa eu ganhei o meu dia…”. Eu acho muito interessante essa expressão, porque ela nos faz sentir úteis e faz com que valorizemos as nossas virtudes e talentos, o que considero bastante saudável.

Outro dia li um pequeno texto da escritora Martha Medeiros que falava sobre isso e resolvi compartilhá-lo. Que neste dia você encontre um ou vários motivos para que ele seja “ganho”, ou em outras palavras, que ele seja vitorioso. Que você utilize os seus talentos para ajudar as pessoas e que viva intensamente os pequenos momentos, que dão tanto significado à nossa vida…

Antes do dia partir

Paulo Mendes Campos, em uma de suas crônicas reunidas no livro “O Amor Acaba”, diz que devemos nos empenhar em não deixar o dia partir inutilmente. Eu tenho, há anos, isso como lema.

É pieguice, mas antes de dormir, quando o dia que passou está dando o prefixo e saindo do ar, eu penso: o que valeu a pena hoje? Sempre tem alguma coisa.

Uma proposta de trabalho. Um telefonema. Um filme. Um corte de cabelo que deu certo. Até uma briga pode ter sido útil, caso tenha iluminado o que andava escuro dentro da gente.

Já para algumas pessoas, ganhar o dia é ganhar mesmo: ganhar um aumento, ganhar na loteria, ganhar um pedido de casamento, ganhar uma licitação, ganhar uma partida. Mas para quem valoriza apenas as megavitórias, sobram centenas de outros dias em que, aparentemente, nada acontece, e geralmente são essas pessoas que vivem dizendo que a vida não é boa, e seguem cultivando sua angústia existencial com carinho e uísque, mesmo já tendo seu superapartamento, sua bela esposa, seu carro do ano e um salário aditivado.

Nas últimas semanas, meus dias foram salvos por detalhes. Uma segunda-feira valeu por um programa de rádio que fez um tributo aos Beatles e que me arrepiou, me transportou para uma época legal da vida, me fez querer dividir aquele momento com pessoas que são importantes pra mim. Na terça, meu dia não foi em vão porque uma pessoa que amo muito recebeu um diagnóstico positivo de uma doença que poderia ser mais séria. Na quarta, o dia foi ganho porque o aluno de uma escola me pediu para tirar uma foto com ele. Na quinta, uma amiga que eu não via há meses ligou me convidando para almoçar. Na sexta, o dia não partiu inutilmente, só por causa de um cachorro-quente. E assim correm os dias, presenteando a gente com uma música, um crepúsculo, um instante especial que acaba compensando 24 horas banais.

Claro que tem dias que não servem pra nada, dias em que ninguém nos surpreende, o trabalho não rende e as horas se arrastam melancólicas, sem falar naqueles dias em que tudo dá errado: batemos o carro, perdemos um cliente e o encontro da noite é desmarcado. Pois estou pra dizer que até a tristeza pode tornar um dia especial, só que não ficaremos sabendo disso na hora, e sim lá adiante, naquele lugar chamado futuro, onde tudo se justifica.

É muita condescendência com o cotidiano, eu sei, mas não deixar o dia de hoje partir inutilmente é o único meio de a gente aguardar com entusiasmo o dia de amanhã…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Honestidade e autoconfiança

Por Isaias Costa

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Eu admiro muito o Dalai Lama e a sua sabedoria. Admiro a sua forma simples e profunda de atingir as pessoas. Hoje eu vou fazer uma pequena reflexão falando sobre a honestidade e a autoconfiança a partir de algumas palavras do seu livro “A arte da felicidade”.

“Quanto mais honestos, mais francos nós formos, menos medo vamos ter, porque não haverá nenhuma ansiedade quanto à possibilidade de sermos desmascarados ou expostos aos outros. Por isso, creio que, quanto mais honestos nós formos, mais autoconfiança teremos…

Em geral, creio que ser honesto consigo mesmo e com os outros a respeito do que se é ou do que não se é capaz de fazer pode neutralizar essa sensação de falta de autoconfiança”.

Estas são palavras muito verdadeiras e muitas pessoas não param pra pensar a respeito, acredito que seja justamente porque ele fala sobre honestidade, algo que nos dias de hoje pode ser considerado artigo de luxo entre as pessoas. Viver a honestidade é honroso e necessita-se desenvolver algo também importantíssimo, e que anda de mãos dadas com a honestidade, o CARÁTER. Eu acredito que quando uma pessoa desenvolve bem uma destas características, automaticamente desenvolve a outra. Uma pessoa que tem um bom caráter é honesta e uma pessoa que é absolutamente honesta tem um bom caráter. Para entender melhor esta questão, recomendo este post, que fala de forma bastante clara e objetiva a respeito.

A palavra caráter

É importante diferenciar HONESTIDADE de INGENUIDADE, são duas palavras completamente diferentes, mas que muitos confundem. Honestidade é você saber de todos os seus valores e defeitos e não escondê-los de ninguém, mostrar aos outros aquilo que você é, sem máscaras. Já a ingenuidade é aquele olhar típico das pessoas que querem dar uma de “boazinhas”, “santinhas”, e por aí vai. A maior parte das pessoas ingênuas está no grupo daquelas que querem agradar a todos. Este é um dos maiores males que alguém pode se autoimpor. Se você for muito ingênuo, seu destino é passar a vida inteira sendo massacrado por aproveitadores da sua boa vontade. Se quiser entender um pouco melhor isso vou deixar dois posts…

O risco de querer agradar a todos

Banquete do amor

Agora vou falar da minha própria experiência. Durante a minha infância e adolescência era muito tímido, e isso atrapalhava demais a minha autoconfiança. Essa palavra não existia no meu dicionário e tive que buscar incessantemente o autoconhecimento para me harmonizar e ganhar essa tão sonhada autoconfiança. Posso confirmar as palavras do mestre Dalai Lama, sempre fui muito sincero com as pessoas, mas nem sempre fui honesto. Vou explicar! Eu não era honesto comigo mesmo. Eu tinha um grande potencial adormecido dentro de mim que não conseguia enxergar, ou seja, eu me depreciava, me achava inferior aos outros, mais feio, incapaz etc. Como eu não era honesto comigo, não poderia ser autoconfiante. Hoje vejo isso claramente, mas na época da minha adolescência isso era pura fantasia. Passei a me valorizar e a desenvolver os meus talentos pouco a pouco, e isso me tornou autoconfiante. Não tenho um pingo de vergonha de falar das minhas falhas! Foi com elas que mais eu aprendi e a maior parte das pessoas também aprende bem mais com suas falhas do que com seus acertos.

Portanto! Aprenda com o grande Dalai Lama que a honestidade anda de mãos dadas com a autoconfiança! Quer ser autoconfiante? Seja honesto com você mesmo e com os outros…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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