Medo da chuva

Por Isaias Costa

Chuva

Hoje eu vou falar de um assunto muito sério e você precisa ter sangue no olho para ler o que vou colocar aqui. Os CASAMENTOS DE FACHADA. Vou falar sobre esses casamentos a partir de uma das músicas mais bonitas do Raul Seixas, chamada “medo da chuva”, aqui está o link com ela (sugiro que escute a música antes de continuar a ler o post).

Tem uma palavra que o Raul coloca logo no início da música que explica um dos principais motivos para a ruína dos casamentos, a palavra “escravo”. Raul está falando dos JOGOS DE DOMINAÇÃO. Muitos casais não entendem uma coisinha muito simples chamada INDIVIDUALIDADE. Não entendem a dimensão do outro, pensam que, só porque são casadas tem o direito de interferir nas opções e escolhas individuais do parceiro. Não! Isso não existe. Para se ter um casamento equilibrado é preciso respeitar a dimensão da individualidade e ter respeito por isso, não invadir os territórios que não são seus. É por isso que Raul fala: “é pena que você pense que eu sou seu escravo, dizendo que eu sou seu marido e não posso partir…”.

O campo magnético dos apegados

Outra coisa que ele fala na música tem a ver com a DÚVIDA. Em um trecho ele fala: “como as pedras imóveis na praia eu fico ao seu lado sem saber, dos amores que a vida me trouxe eu não pude viver…”. Nesse trecho ele está confrontando algo muito grande chamado MONOGAMIA (ter apenas um parceiro sexual) e aqui você deve me entender muito bem. Eu não sou nem contra e nem a favor da MONOGAMIA, sou neutro, falo como o Raul, “faze o que tu queres, há de ser tudo da lei…”. Porém, o casamento é um caminho que deve ser muito bem pensado, porque se trata de um caminho monogâmico. Se você não consegue ser monogâmico, como era o caso do Raul Seixas, é preferível não se casar. É por isso que ele fala: “porque quando eu jurei meu amor eu trai a mim mesmo. Hoje eu sei, que ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez, uma vez…”. Se você sente dúvidas se vai querer ficar pra sempre com uma única pessoa é melhor adiar a ideia do casamento até que isso esteja muito bem esclarecido na sua mente. Portanto, evitemos a DÚVIDA.

No refrão ele fala sobre a sua própria natureza humana: “eu perdi o meu medo, meu medo, meu medo da chuva. Pois a chuva voltando pra terra trás coisas do ar. Aprendi o segredo, o segredo, o segredo da vida, vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar”. Aqui ele está falando de si como uma metamorfose ambulante. A chuva que volta para a terra trazendo coisas do ar são as transformações da sua vida e esse medo da chuva que ele fala é esse medo de estar casado com alguém que não lhe faz feliz e que só atrasa a sua vida, e eu acho fantástica a colocação do final do refrão, que é algo que pouquíssimas pessoas conseguem compreender. Ele está falando dos muitos homens e mulheres que vão seguindo suas vidas infelizes com casamentos de fachada. A frase “vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar” são exatamente essas pessoas que estão sofrendo nesses casamentos, mas são incapazes de tomar uma atitude para se separarem, ficam chorando sozinhas no mesmo lugar, morrendo de medo. Ele fala que observa esses casais e aprendeu a NÃO SER COMO ELES. A não ser ACOMODADOS como eles. Essa é a questão crucial e mais polêmica da música. Esse medo da chuva foi uma forma bem poética que o Raul conseguiu expressar os casamentos de fachada. Aos que tem sensibilidade para compreender a sua mensagem ele está encorajando a se libertar deste enorme grilhão que é um casamento sem fundamentos sólidos.

Tem mais uma coisa que não é colocada explicitamente na música, mas quero comentar também. Outro fator muito relevante na destruição dos casamentos é a INDIFERENÇA, que é um dos sentimentos mais devastadores que pode existir, inclusive eu já escrevi um post falando sobre o quão deletério é esse sentimento e que ele supera até mesmo o ódio. A indiferença tem uma relação profunda com a acomodação. É aquela velha história de que o ser humano se habitua a tudo. Pois é! Habitua-se até às desgraças, faz com que uma vida infeliz e infrutífera tome conta de si. Chega! Vamos ter amor próprio! Esse amor próprio que estou falando é o que pode levar você a escolher a melhor pessoa possível para dividir a vida em um casamento feliz e harmonioso. Vou deixar o link com o post falando sobre a indiferença.

A relação entre amor, ódio e indiferença

Quero salientar que acredito muito no valor do casamento. Porém é algo que exige muita maturidade e principalmente uma DECISÃO de viver ao lado da mesma pessoa pelo resto da vida. Todos nós temos a capacidade de viver ao lado de uma pessoa especial pelo resto da vida, mas isso está na ampla questão das escolhas da vida. Eu tenho consciência da importância das escolhas da vida e essa música vem falar sobre isso também. Enfim! Essa música do Raul é riquíssima de ensinamentos e eu aprendi muito com ela. Espero que você também aprenda. Vou concluir deixando um post bem interessante sobre as escolhas da vida e sua importância…

As escolhas da vida- Parte 1

As escolhas da vida- Parte 2

As escolhas da vida- Parte 3

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