A base fundamental da liberdade

Por Isaias Costa

Todos nós temos um desejo profundo de sermos livres, mas é comum perceber que muitas vezes somos nós mesmos que criamos as nossas prisões, através das escolhas erradas que fizemos. Para refletir sobre isso, compartilho algumas frases do psiquiatra e escritor Augusto Cury:

“A base fundamental da liberdade é a capacidade de escolha, e a capacidade de escolha só é plena quando temos a liberdade de escolher o que amamos. Todavia, estamos vivendo numa sociedade em que não conseguimos sequer amar a nós mesmos. Estamos nos tornando mais um número de cartão de crédito, mais um consumidor em potencial.”

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Nestas poucas frases ele está tratando de diversos pontos e citarei apenas alguns. Primeiro a capacidade das escolhas. As melhores escolhas só podem ser feitas se tiverem como base o AMOR. Sem essa palavra mágica corremos um risco muito grande de não fazermos as melhores escolhas ou até a nos tornarmos infelizes pelo resto da vida. E como eu já disse algumas vezes neste blog, uma das escolhas mais delicadas está no campo dos relacionamentos amorosos, pois uma escolha errada nesta dimensão da vida pode nos levar como em um efeito dominó a comprometermos praticamente todas as dimensões da nossa vida como família, trabalho, lazer, amizades e até a saúde do corpo. Falei sobre isso com mais detalhes nos textos abaixo. Confira…

As escolhas da vida- Parte 1
As escolhas da vida- Parte 2
As escolhas da vida- Parte 3

O mestre dos mestres Jesus Cristo foi o homem mais sábio que já habitou esse planeta e, pelo menos para mim, o seu maior ensinamento está baseado no amor: “Amai a Deus em primeiro lugar e ao próximo como a ti mesmo…”. Esta simples frase carrega um dos maiores desafios que pode existir, principalmente no mundo atual, o AMOR A SI MESMO. As pessoas estão perdendo o amor a si mesmas, e por perder esse amor, não conseguem amar ao próximo, e por não conseguirem amar ao próximo, não conseguem fazer as escolhas mais acertadas que tem como base o amor? Você percebe como tudo está interligado? E o que liga tudo? O AMOR. Amar-se para amar! Essa é a grande questão! É com muita alegria que compartilho com você uma das pregações do padre Fábio de Melo que mais mexeu comigo, que mais me fez refletir e que mais me trouxe ensinamentos que pus em prática na vida. Eu lembro que assisti a essa pregação em um tempo que estava cheio de dúvidas, com raiva de algumas pessoas, me sentindo triste por não conseguir ser mais do que gostaria de ser, na época em que estava vivendo a maior crise existencial de toda minha vida, a conclusão do curso de Física. E ela veio me mostrar o poder das escolhas feitas no amor, que me ajudaram a romper padrões antigos, medos encrostados e prisões que eu mesmo tinha criado. São 50 minutos libertadores e que digo com toda sinceridade que valem a pena serem gastos. Foi assim comigo, quem sabe pode ser com você, não é?

Também é necessário refletir acerca do consumismo. Ele tem nos superficializado e está nos fazendo deixar de apreciar as pequenas coisas da vida, aquelas que dinheiro nenhum no mundo conseguem pagar, como uma amizade verdadeira, um amor de pai e de mãe, a contemplação das belezas da natureza como o canto dos pássaros, um belo por-do-sol, o nascer da lua cheia na volta de um dia intenso de trabalho, momentos com os amigos apenas para “jogar conversa fora”, um almoço em família, uma viagem de final de semana com a pessoa amada, um banho de mar num final de tarde, um banho de chuva no fundo do quintal ou andar abraçado com a pessoa amada dividindo o guarda chuva, uma piada naqueles momentos de descontração, rir dos amigos, rir de si mesmo, um consolo para aquele amigo que acabou de perder um ente querido etc. Nós insistimos em dizer que não temos tempo, e nesta conversa de dizer que não temos tempo a vida escorre por entre nossos dedos e deixamos de amar, pois o amor não se nutre com a pressa, o amor se nutre com carinho e com tempo de qualidade, entende? Você lembra a última vez que esteve com alguém sem ficar olhando para o relógio o tempo todo? Ouvindo atentamente e o que ela tinha para lhe dizer? É disso que estou falando! Tempo de qualidade oferecidos aos nossos amigos. Fuja desse consumismo doentio que tem feito o coração dos seres humanos se transformar em pedras brutas. Transforme esse consumismo em amor!

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Quero concluir com uma belíssima frase que li recentemente, do palestrante motivacional Carlos Hilsdorf: “Quando damos um minuto de nosso tempo em atenção a alguém, estamos dando um minuto de nossas vidas a estas pessoas. Valorize o tempo. Dedique tempo de qualidade às pessoas que você ama”. Pense sobre isso…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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