A base das amizades

Por Isaias Costa

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Hoje eu vou falar sobre o que acredito ser uma das principais bases para se construir uma amizade verdadeiramente sólida e sincera. Vou explicar a partir de um pequeno texto que li recentemente.

“Se eu posso te dar um conselho, eis aqui: Não mendigue a atenção de quem quer que seja. Não se esforce para compartilhar minutos com quem está mais interessado com coisas que não te incluem. Não prolongue a conversa apenas para ter o outro por perto, quando você perceber que precisa se esforçar bastante para que o monólogo vire um diálogo. Esqueça. Prefira a sua solidão genuína a pseudo presença de qualquer pessoa. Ainda digo mais: Perceba que existem pessoas que curtem dividir a atenção contigo sem que você precise desprender esforço algum. Aproveite o que te dão de livre e espontânea vontade. Dispense o que te dão por forca do hábito ou por conveniência. Esqueça o que não querem te dar. Cada um dá o que pode.”

Mario Calfat Neto

Eu sou prova viva do que essas palavras estão dizendo e aprendi essa preciosa lição através da busca incessante pelo autoconhecimento. Eu já mendiguei a atenção de diversas pessoas, principalmente na época em que eu me deixava ser dominado completamente pela timidez. Quando era mais novo cheguei até a querer mais proximidade com aquele povo mais “popular” da escola, para tentar me tornar um pouco mais desinibido. Acho que você consegue ter alguma noção de como eu me sentia não é? Eu me sentia péssimo, era tratado como um lixo, ou no máximo como um nerdzinho que só queria saber de estudar.

Hoje sei muito bem que o problema não estava em absolutamente ninguém, não estava fora. O problema estava dentro de mim, na minha falta de autoestima e timidez excessiva. Mesmo depois de trabalhar bastante a timidez e a autoestima, esse tipo de situação continuou acontecendo, e de forma ainda pior. Sabe por quê? Porque eu estava diante de pessoas aparentemente maduras, espiritualizadas e bem resolvidas.

Hoje eu não mendigo mais a atenção de ninguém, aprendi a me valorizar e, acima de tudo, valorizar os amigos que também me valorizam. Nossa! Eu tenho pouquíssimos amigos, mas são amigos que eu posso contar sempre, em toda e qualquer situação que eu venha a passar. Eles se preocupam comigo, me tratam com carinho, me fazem despertar aquilo que existe de melhor e mais sagrado dentro de mim. Enfim! Os meus amigos me ajudam a ser a melhor pessoa que posso ser. Enquanto esses muitos falsos amigos que já mendiguei atenção continuam vivendo suas vidas com os seus verdadeiros amigos.

Agora eu vou falar pra você uma maneira simplesmente infalível que eu descobri para saber se as pessoas que estão com você são verdadeiramente seus amigos ou não. Como você se sente depois de ter saído da presença deles? Se você sente um desejo genuíno (perceba a força dessa palavra, genuíno significa natural, puro, próprio, verdadeiro) de voltar a estar perto deles, é porque muito provavelmente são amizades verdadeiras. Mas se você sai de suas presenças e volta até elas com um sentimento voltado para alguma obrigação ou compromisso estabelecido com elas, isso não é amizade verdadeira e provavelmente vai lhe fazer mal, mais cedo ou mais tarde. Isso que estou dizendo a você agora é de uma sutileza impressionante. Estou mostrando através de palavras tudo aquilo que já vivenciei e constatei na minha própria vida.

Os meus amigos são maravilhosos e agradeço por tê-los em minha vida todos os dias. Espero que esta rápida reflexão tenha feito você pensar e que você passe a ter um olhar mais profundo para o campo das amizades. Valorize os seus verdadeiros amigos e estes também lhe valorizarão na mesma medida…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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2 Comentários

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2 Respostas para “A base das amizades

  1. Uma correção sobre a autoria do texto. Esse texto é meu e foi escrito em 2011, no meu blog. sugiro a devida correção. Grata, Kiki

    • Quando eu li esse pequeno texto logo no início, tinha dizendo que era do Mario Calfat Neto. Sabe Kiki! Eu posso até fazer essa alteração, mas quero que saiba que em nenhum momento quis dar créditos a um autor em especial em detrimento de outro, eu não faço essas coisas.
      Meu desejo é que você entenda que isso se trata de algo tão secundário, sabe? Se você soubesse o tanto de gente que pega frases minhas e dizem que são delas! Você pensa que eu me importo com isso? Eu fico é feliz, porque assim eu sei que as minhas palavras estão chegando mais longe, sejam elas do Isaias, do Mateus, do Gustavo, da Ana Maria ou quem quer que seja, entende?
      Você me passa o link do seu blog, que assim eu faço questão de colocar até o próprio link no texto para quem quiser acessar direto no teu blog!
      Abraço!

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