Arquivo do mês: janeiro 2014

A palavra crise segundo Albert Einstein

Por Isaias Costa

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Depois de tudo o que eu já passei, sofri, superei e mudei em mim, se existe uma palavra que passei a enxergar com olhos muito mais profundos se chama CRISE. Já escrevi um pouco sobre isso aqui, mas hoje quero trazer a genial visão de ninguém menos que Albert Einstein. Veja…

“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.

A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.

Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.

A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis.

Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.

Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.”

Albert Einstein

Essas são palavras de uma profundidade impressionante. Além de ele estar falando da palavra crise em si, também está falando sobre a mediocridade. Um dos motivos para que a mediocridade se instale tão fortemente em nossa sociedade é que boa parte das pessoas têm medo de superar os seus limites, medo de avançar, estão enclausuradas e aprisionadas a coisas pequenas, estão conformadas com a realidade em que vivem, se sentem anestesiadas diante desta sociedade corrupta que tenta sugar até a nossa alma. Não meus amigos! Não pode ser assim! Não podemos deixar que isso aconteça!

Um dos principais motivos para que eu escreva quase diariamente é que eu quero contribuir para que esse mundo seja um pouquinho melhor a partir das minhas palavras, ajudando os leitores a pensarem e tomarem decisões melhores e mais conscientes. Para muitas pessoas, que são as mais realistas, isso que estou dizendo soa como fantasia ou utopia. Mas nessa hora eu me lembro de um dos meus mentores, o empresário Flávio Augusto, que diferencia as pessoas visionárias das realistas. As visionárias procuram encontrar soluções para os grandes problemas da vida, levando outras tantas junto com elas, enquanto as realistas pensam que não existem soluções para os problemas, se deixam abater por eles, e depois que veem os resultados das visionárias, correm atrás delas dando tapinhas nas costas.

O Flávio Augusto me inspira muito com suas palavras tão profundas e sem rodeios. Quer se tornar um visionário? É possível! Mas para isso você deve se libertar da mediocridade! É fácil? Nem um pouco! É um caminho árduo! Que deve ser perseguido diariamente e com convicção! Se quiser ler um pouco mais sobre a mediocridade e sobre ser um visionário, deixo dois textos falando sobre esses temas. Confira…

A mediocridade das pessoas

Os líderes inspiram ação

E isso tem a ver com crise? Só tem! Leia essa frase:

“A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.”

A criatividade nasce na angústia, ou seja, dos momentos de crise. Na crise nascem as invenções e surgem as grandes ideias. E quem cria as maiores coisas? Aquelas que revolucionam? Que beneficiam o maior número de pessoas? As visionárias! Eu quero ser um visionário e também lhe levar a ser um!

Sabe de outra coisa interessante sobre ser um visionário que muitos confundem ou não compreendem? Você não precisa ganhar rios de dinheiro para ser um visionário. Você só precisa ter grandes ideias e fazê-las acontecerem. O dinheiro está longe de ser o ponto primordial, o ponto primordial se chama MENTE. Só para reforçar essa ideia, cito o próprio Flávio Augusto. Quem já leu sobre sua trajetória, sabe que ele já trabalhou pegando metrô e ficando mais de duas horas por dia no trânsito, mas desde essa época ele já pensava como uma águia e sabia que iria voar longe. Você pensa que ele não era um visionário nesta época? Claro que era! Mas ele estava solidificando e aprimorando os seus conhecimentos para lá na frente fazer uma revolução e mudar a vida de milhares de pessoas. Queira ser uma águia! Você pode ir muito mais longe do que pensa! Para refletir um pouco mais sobre isso, compartilho o vídeo do “Geração de Valor” que fala sobre “A águia e a galinha”, vale muito a pena conferir! É um vídeo para abrir a mente…

Espero que você reflita bastante sobre essa visão da palavra crise totalmente diferente do que costumamos ouvir por aí, tão cheia de clichês e palavras prontas! Para continuar refletindo sobre essa palavra tão rica, deixo um texto que escrevi falando sobre alguns tipos de crise: financeira, dos relacionamentos e a existencial. Vale a pena conferir…

A palavra crise

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Energia transbordante

Por Isaias Costa

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Eu adoro ler os textos e reflexões do místico oriental Osho. Ele sempre me surpreende com sua imensa sabedoria e simplicidade. Hoje quero compartilhar um texto de sua autoria que fala sobre a energia do ser humano, que pode transbordar, trazendo alegria, felicidade, amor, saúde, criatividade etc. Vamos buscar essa energia e transbordá-la em todas as direções, em todo lugar que adentrarmos e com quem estivermos…

****

Somos ensinados a pensar que, a menos que haja reconhecimento, não somos ninguém, não valemos nada. O trabalho não é importante, o reconhecimento, sim. E isso deixa tudo de cabeça para baixo. O trabalho deveria ser importante, um prazer por si só. Você não deveria trabalhar para ser reconhecido, mas porque gosta de ser criativo. Você gosta do seu trabalho pelo que ele é. Faça um trabalho porque o aprecia. Não espere por reconhecimento. Se ele vier, encare-o com naturalidade. Se não vier, não pense nisso. Sua satisfação tem que vir do trabalho em si. E se todo mundo aprender essa arte simples de amar o trabalho, seja ele qual for, gostando dele sem esperar qualquer reconhecimento, teremos um mundo mais bonito e festivo.

A existência é abundante, milhões e milhões de flores, milhões de pássaros, milhões de animais. Tudo em abundância. A natureza não é ascética, ela está dançando por aí, está no vento passando pelos pinheiros, nos pássaros. Para que milhões de galáxias, cada uma delas com milhões de estrelas? Parece não haver necessidade, exceto pelo fato de que a abundância é a própria natureza da existência, essa riqueza é seu próprio cerne. A existência não acredita em pobreza.

Se você sabe apreciar uma flor cor-de-rosa, uma árvore verdejante no seu quintal, as montanhas, os rios, as estrelas, a lua, se você sabe apreciar as pessoas, não ficará obcecado por dinheiro. A obsessão aparece porque nós esquecemos a linguagem da celebração.

Não estou dizendo para você renunciar ao dinheiro. Isso é o que estão lhe dizendo há eras e não mudou você em nada. Estou lhe dizendo outra coisa: celebre a vida e a obsessão por dinheiro desaparecerá automaticamente. E, quando isso acontece naturalmente, não deixa marcas, não deixa feridas, não deixa traços.

Os búfalos não se organizam para revolucionar o mundo, para transformar os búfalos em superbúfalos, para tornar os búfalos religiosos, virtuosos. Nenhum animal está absolutamente preocupado com as ideias humanas. E eles devem estar todos rindo: “O que aconteceu com vocês? Por que não podem ser simplesmente o que são? Por que precisam ser diferentes?”

Ninguém é superior e ninguém é inferior, mas ninguém é igual a ninguém. As pessoas são simplesmente únicas, incomparáveis.

Você é você, eu sou eu. Eu tenho que contribuir para a vida com o meu potencial, você tem que contribuir com o seu.
Eu tenho que descobrir o meu próprio ser, você tem que descobrir o seu.

A vida em si é uma tela em branco: ela se torna aquilo que você pintar nela. Você pode pintar sofrimento, pode pintar bem-aventurança. Essa liberdade é a nossa glória.

Quando você vir raiva nos outros, mergulhe dentro de si mesmo e encontrará raiva ali. Quando vir muito ego nos outros, simplesmente interiorize-se e descobrirá o ego instalado dentro de si próprio. O interior funciona como um projetor: os outros se tornam telas e você começa a ver filmes projetados nos outros que, na verdade, são seus.

Sempre que há alegria, você sente como se ela viesse de fora. Você encontra um amigo, é claro que parece que a alegria vem dele, do fato de vê-lo. Não é isso o que acontece na verdade. A alegria sempre vem de dentro de você, o amigo apenas a provocou. O amigo a ajudou a vir para fora, o ajudou a ver que existe alegria em seu interior.

E isso não vale só para a alegria, mas para tudo. Para a raiva, para a tristeza, para o sofrimento, para a felicidade, para tudo. Os outros estão só proporcionando situações em que as coisas escondidas em você possam ser expressas. Eles não são a causa, não estão causando nada em você. Seja o que for que aconteça, está acontecendo em você. Aquilo sempre esteve lá. Porém, o encontro com esse amigo tornou-se uma situação em que tudo o que estava escondido pôde vir à tona. Os sentimentos estavam em fontes ocultas, mas tornaram-se aparentes, manifestos.

Aconteça o que acontecer, fique centrado no sentimento interior e você terá uma atitude diferente em relação a tudo na vida.

Depois que a doença desaparece, todo mundo vira criador. Isso deve ficar bem claro: só as pessoas doentes são destrutivas. As pessoas saudáveis são criativas. A criatividade é um tipo de fragrância da verdadeira saúde. Quando uma pessoa é realmente saudável, a criatividade vem naturalmente, a urgência de criar aparece.

Quando você não compara, quando não compete, quando não é ambicioso, quando não quer ser alguém que não é, acumula muita energia, porque toda essa energia que estava sendo gasta na competição e no conflito não é mais desperdiçada. Você passa a ser um reservatório. Dessa energia vem a criatividade.

A criatividade não tem nada a ver com competição, ela tem a ver com energia transbordante. William Blake está certo ao dizer: “Energia é a eterna alegria.” Quando você transborda de energia, fica incandescente e chamejante de tanta energia, a própria energia vira criatividade. Você começa a crescer, mas agora esse crescimento tem uma conotação completamente diferente. Ela não tem objetivo algum, tem uma fonte, mas não um objetivo. Agora você não está pensando em quem vai ser, não está perseguindo um certo objetivo, um certo plano. Você é como um grande rio que, por meio de sua força impetuosa, chega ao oceano. Nenhum rio está em busca do oceano, mas os rios chegam ao oceano. E nenhum rio compete com os outros, mas todos chegam ao oceano. Os rios chegam ao oceano graças à água transbordante. Essa mesma energia é suficiente para levá-lo ao oceano.

Você pode se tornar um oceano de criatividade se estiver satisfeito. Assim, a criatividade brota em você, cresce em você, não por um ideal, mas só porque você tem mais do que o suficiente e precisa compartilhá-la. Precisa cantar uma canção, porque o coração está tão repleto e transbordante que você tem que vertê-lo em canções. Não pode conter a energia, por isso o transbordamento acontece. Esse transbordamento é a criatividade.

Osho

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A base das amizades

Por Isaias Costa

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Hoje eu vou falar sobre o que acredito ser uma das principais bases para se construir uma amizade verdadeiramente sólida e sincera. Vou explicar a partir de um pequeno texto que li recentemente.

“Se eu posso te dar um conselho, eis aqui: Não mendigue a atenção de quem quer que seja. Não se esforce para compartilhar minutos com quem está mais interessado com coisas que não te incluem. Não prolongue a conversa apenas para ter o outro por perto, quando você perceber que precisa se esforçar bastante para que o monólogo vire um diálogo. Esqueça. Prefira a sua solidão genuína a pseudo presença de qualquer pessoa. Ainda digo mais: Perceba que existem pessoas que curtem dividir a atenção contigo sem que você precise desprender esforço algum. Aproveite o que te dão de livre e espontânea vontade. Dispense o que te dão por forca do hábito ou por conveniência. Esqueça o que não querem te dar. Cada um dá o que pode.”

Mario Calfat Neto

Eu sou prova viva do que essas palavras estão dizendo e aprendi essa preciosa lição através da busca incessante pelo autoconhecimento. Eu já mendiguei a atenção de diversas pessoas, principalmente na época em que eu me deixava ser dominado completamente pela timidez. Quando era mais novo cheguei até a querer mais proximidade com aquele povo mais “popular” da escola, para tentar me tornar um pouco mais desinibido. Acho que você consegue ter alguma noção de como eu me sentia não é? Eu me sentia péssimo, era tratado como um lixo, ou no máximo como um nerdzinho que só queria saber de estudar.

Hoje sei muito bem que o problema não estava em absolutamente ninguém, não estava fora. O problema estava dentro de mim, na minha falta de autoestima e timidez excessiva. Mesmo depois de trabalhar bastante a timidez e a autoestima, esse tipo de situação continuou acontecendo, e de forma ainda pior. Sabe por quê? Porque eu estava diante de pessoas aparentemente maduras, espiritualizadas e bem resolvidas.

Hoje eu não mendigo mais a atenção de ninguém, aprendi a me valorizar e, acima de tudo, valorizar os amigos que também me valorizam. Nossa! Eu tenho pouquíssimos amigos, mas são amigos que eu posso contar sempre, em toda e qualquer situação que eu venha a passar. Eles se preocupam comigo, me tratam com carinho, me fazem despertar aquilo que existe de melhor e mais sagrado dentro de mim. Enfim! Os meus amigos me ajudam a ser a melhor pessoa que posso ser. Enquanto esses muitos falsos amigos que já mendiguei atenção continuam vivendo suas vidas com os seus verdadeiros amigos.

Agora eu vou falar pra você uma maneira simplesmente infalível que eu descobri para saber se as pessoas que estão com você são verdadeiramente seus amigos ou não. Como você se sente depois de ter saído da presença deles? Se você sente um desejo genuíno (perceba a força dessa palavra, genuíno significa natural, puro, próprio, verdadeiro) de voltar a estar perto deles, é porque muito provavelmente são amizades verdadeiras. Mas se você sai de suas presenças e volta até elas com um sentimento voltado para alguma obrigação ou compromisso estabelecido com elas, isso não é amizade verdadeira e provavelmente vai lhe fazer mal, mais cedo ou mais tarde. Isso que estou dizendo a você agora é de uma sutileza impressionante. Estou mostrando através de palavras tudo aquilo que já vivenciei e constatei na minha própria vida.

Os meus amigos são maravilhosos e agradeço por tê-los em minha vida todos os dias. Espero que esta rápida reflexão tenha feito você pensar e que você passe a ter um olhar mais profundo para o campo das amizades. Valorize os seus verdadeiros amigos e estes também lhe valorizarão na mesma medida…

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O elevador lotado

Por Isaias Costa

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Hoje vou ensinar uma técnica de comunicação não verbal muito eficiente, porém, pouquíssimas pessoas conhecem. Eu começo com um questionamento quase que unânime entre as pessoas. Elas se perguntam: “Por que ficamos tão desconfortáveis dentro de um elevador lotado?”. Acredito que você já se fez essa pergunta e a resposta para ela está na comunicação não verbal. É a chamada LINGUAGEM PROXÊMICA. Vou explicar o que é essa linguagem.

A linguagem proxêmica é também chamada de DISTÂNCIA DE SEGURANÇA. O que é essa distância de segurança? É a distância que o nosso corpo dá para as pessoas a partir do grau de intimidade que elas têm conosco, e ela é dividida em quatro casos:

– distância íntima: contato íntimo;
– distância pessoal: 45 a 120 cm;
– distância social: 120 a 360 cm;
– distância pública: mais de 360 cm.

A explicação para você ficar desconfortável no elevador lotado é que as pessoas que estão neles são DESCONHECIDAS e o seu inconsciente determina a distância de segurança para essas pessoas, porém, elas quebram essa determinação do cérebro, entrando na distância íntima, que é reservada apenas para as pessoas que temos confiança, respeito e amor. O nosso cérebro manda sinais de como se você estivesse AMEAÇADO. Isso acontece porque se trata de pessoas completamente desconhecidas e que você não confia. É por isso que você fica contando os segundos para que chegue logo no andar de destino. Resumindo, a distância íntima é dada para as pessoas que você mais confia, a distância pessoal para amigos ou quem você está começando a confiar, a distância social para os desconhecidos e a distância pública para as pessoas na rua ou para palestras, comícios, etc. Agora você já sabe a explicação para o elevador lotado e já conhece a linguagem proxêmica. Agora eu vou falar o mais interessante de tudo. Você pode utilizá-la a seu favor. Vamos ver como?

Quando você está se comunicando com alguém o seu corpo está mandando sinais o tempo todo e a outra pessoa da mesma forma. Se você começar a se aproximar dela e ela não titubear, não dar um passo para trás ou não ficar inquieta, ponto positivo, ela confia em você. Essa dica é preciosíssima, principalmente para os homens. Muitos vão se aproximando de garotas que não sentiram a menor atração ou confiança e levam tocos, tapas, recebem gritos, xingamentos e por aí vai, porque não se deram conta de que o seu processo de sedução foi fracassado. Portanto, eu dou esse conselho para os homens. Quando estiverem tentando conquistar uma garota observem a linguagem corporal delas. Dessa forma os “foras” com certeza se reduzirão, porque você só vai se aproximar para a distância íntima se a garota der permissão para isso. Entendem o que estou querendo dizer? Vou aproveitar para dar a dica para as garotas também. Vocês conhecendo a linguagem proxêmica devem permitir que apenas os rapazes que lhes interessem de verdade entrem na distância íntima. Isso é muito importante, porque muitos homens são metidos a “Don Juan” sem serem. Muitos se aproximam de garotas que são simpáticas e receptivas e ficam com o pensamento: “Essa garota tá no papo! Ela já é minha…”. Calma meu amigo! Não é bem por aí não! Se você ficar pensando assim provavelmente vai levar um “fora” bonito. Os sinais de que uma garota está interessada não são definidos pela simpatia e receptividade, mas pelo olhar, por possíveis toques, ou algum possível rebolado, uma voz mais adocicada, olhos mais brilhantes, etc.

Você não é o Don Juan! Aceite isso!

Você não é o Don Juan! Aceite isso!

Enfim. Está é a linguagem proxêmica e espero ter ajudado você de alguma forma, assim como ela me ajuda. E fique tranquilo no elevador! São só alguns segundos de agonia! Depois passa…

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Brilho eterno de uma mente sem lembranças

Por Isaias Costa

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Um dos melhores filmes que já assisti se chama “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”, com os atores Jim Carrey e Kate Winslet. Já tive muita vontade de escrever sobre ele, mas não tive a devida inspiração. Contudo, a poucos dias eu li um texto que exprime tudo o que eu gostaria de ter escrito, então decidi compartilhá-lo. É um texto da Palestrante, Jornalista e Consultora de relacionamentos Rosana Braga!

Já fica a dica de filme também, ele é maravilhoso e possui uma trama extremamente inteligente, em minha opinião, foi o melhor filme que o Jim Carrey já atuou. Vamos viver a vida com intensidade e amor, lembrando com carinho as boas experiências e utilizando as lembranças ruins como experiências para lapidar a nossa personalidade e para amadurecermos…

E SE VOCÊ PUDESSE APAGAR UMA LEMBRANÇA?

Nesta semana, assisti com a família ao filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”. Um clássico do cinema que conta a história de um casal que, como todos, vive uma fase difícil de um relacionamento que também já passou pela fase de intensa paixão, sonhos e muita vontade de fazer dar certo.

O sucesso da trama se deve a muitos detalhes de como ela foi criada. A história é entremeada por uma ficção científica, isto é, a possibilidade de realizar um desejo que, certamente, muitos de nós já tivemos: poder apagar uma lembrança ruim. Pelo menos ruim num determinado momento.

E quem já não teve de lidar com lembranças difíceis de digerir? Quem já não sofreu e chorou ao reviver internamente um amor que acabou, ou um relacionamento que, como no filme, entrou em crise e a paixão cedeu lugar à impaciência, intolerância, desentendimentos e desencontros?

Sim, em alguns momentos, é mesmo bastante dolorido relembrar. É muito angustiante não saber como parar de lembrar e lembrar e lembrar… daquela pessoa, daquele beijo, daquele tempo em que tudo era felicidade. Para lembrar que agora já não é bem assim. Que virou tensão, confusão, chatice.

E a polêmica estava armada. Na sala, ainda com o filme inacabado, cada um dava a sua opinião. Um dizia que seria ótimo poder apagar algumas lembranças. O outro dizia que não, que as lembranças são todas importantes e ainda bem que não podem ser apagadas. E o outro ficou em dúvida. Será? Será mesmo que até as lembranças ruins têm alguma função?

Eu, em particular, imediatamente me lembrei (e que bom poder lembrar!) do querido Evandro Mesquita, vocalista da ótima banda de rock Blitz, que fez muito sucesso nos anos 80, quando cantava a música “O romance da Universitária Otária” e num dos versos, repetia “Todo mundo quer ir pro céu, mas ninguém quer morrer”.

É isso que penso. A gente quer só a parte boa da vida. Só o que nos convém. Só o que não dói. Só o prazer. Em princípio, essa ideia pode mesmo parecer bem interessante. Mas sabemos que não é assim que o ser humano funciona. Aliás, não é assim que a natureza funciona. O que é vivo precisa, essencialmente, da adversidade, da superação. O crescimento é filho da aprendizagem. E não há lição sem nenhuma dor.

Sim, claro, muito melhor que nossa intenção seja viver com prazer. Mas não pode ser, de modo algum, viver em função de evitar a dor. Não faz sentido apagar o que, em algum momento, parece-nos ruim. São as percepções de cada instante vivido que nos fazem enxergar a beleza de toda a história.

E isso também me faz lembrar da brilhante sensibilidade do poeta Rainer Maria Rilke ao dizer “Se você leva embora meus demônios, estará levando também meus anjos”. Pois bem, quem continua desejando eliminar o que lhe parece chato, ruim, dolorido e angustiante neste momento, deve estar preparado para a inevitável perda do que poderia se transformar no maior tesouro de uma vida inteira.

Numa das últimas cenas do filme, as falas dos personagens centrais, vividos por Jim Carrey e Kate Winslet, fica claro que mais do que as lembranças, que podem mesmo por quaisquer razões se esvaírem de nossa memória, o que importa são os sentimentos – inapagáveis, posto que são vivos, mutantes e em constante reciclagem.

Hoje amor, amanhã dúvida, depois mágoa, depois saudade. E num outro dia qualquer, acorda amor, mais uma vez… e mais forte do que nunca! Amor por si, pelo outro, pelo mesmo, pelo novo. E se tiver coragem, desejo que você se lembre de tudo o que conseguir! E que haja lágrimas e sorrisos. Que haja história pra contar. Que haja vida pra brotar e amor pra recomeçar!

Site: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=13476

Convivência-excessiva

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A rosa e seus espinhos

Por Isaias Costa

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Hoje vou fazer uma pequena reflexão a partir de uma parábola bastante conhecida, a parábola da rosa.

“Um homem plantou uma roseira e passou a regá-la todos os dias. A roseira cresceu e já se podia perceber o primeiro botão de rosa quando, analisando o caule cheio de espinhos, o homem pensou: ‘Como pode uma flor tão bela vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?’

Entristecido com sua descoberta, ele recusou-se a regar a roseira e, antes mesmo de desabrochar a primeira rosa, ela morreu. Assim acontece com muitas pessoas. Dentro de cada alma há uma rosa- as qualidades dadas por Deus, e também os espinhos- as nossas faltas.

Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos. Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir do nosso interior. Nós nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e como consequência, ele morre. Nem sempre percebemos o nosso potencial.

Algumas pessoas não veem a rosa dentro delas mesmas. Portanto, um outro alguém deve mostrar a elas.

Um dos maiores dons que se pode existir é a capacidade de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas. Olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras qualidades. Aceitar aquela pessoa em sua vida, enquanto reconhece a beleza de sua alma e ajudá-la a perceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições. Esta é a característica do amor. Se mostrarmos a essas pessoas a rosa, elas superam seus próprios espinhos.

Só assim elas podem desabrochar muitas e muitas vezes. Portanto, sorria, e descubra a rosa que existe dentro de você e também dentro das pessoas que você ama…”

**************

Esta bela parábola fala sobre algo muito importante e que é tema de grandes estudos, a AUTOSSABOTAGEM. A autossabotagem é você olhar para os seus espinhos e achar que não há beleza no seu interior. Resumidamente, é você enterrar os seus talentos. Sabe em quantas pessoas a autossabotagem está presente? Em 100% das pessoas. Não existe um único ser humano na face da terra que nunca tenha se sabotado, faz parte da natureza humana. Vou falar de um exemplo meu para que você perceba o quanto isso é real. Você vai gostar desse exemplo…

Antes de eu começar a escrever no blog “Para além do agora” (09/12), passavam milhares de pensamentos sabotadores na minha cabeça. Eu pensei muitas vezes na possibilidade de escrever sobre assuntos da vida e filosofias, porém, um pensamento terrível passava na minha mente: “Quem é que vai dar algum crédito para um Físico que escreve sobre assuntos voltados a Filosofia, Psicologia, Teologia, Sucesso, Relacionamentos?…”. Pois é, amigos. Esse era um pensamento sabotador constante e que fez adiar o surgimento deste blog por um tempo considerável. Mas o que fiz foi substituir esses pensamentos por outros positivos. Antes de criar o blog escrevi alguns textos e compartilhei com os meus melhores amigos. Todos receberam muito bem e me apoiaram, esse apoio me fez ter a determinação suficiente para cria-lo, e tenho certeza que está ajudando muita gente. Já pensou? Se eu ainda estivesse com aqueles pensamentos de antigamente? Eu não estaria dando o meu melhor e provavelmente estaria com alguma frustração, porque eu amo escrever e isso me realiza de verdade. É algo que faço com enorme prazer e paixão.

Quero, através do meu próprio exemplo, levar-lhe a refletir sobre seus sonhos, seus desejos, seus projetos de vida. Faça agora essa pergunta: “Será que eu estou me sabotando com relação a isso, isso, ou aquilo?”. Pense nos seus projetos e naquilo que você faz com amor, com emoção, com vibração, com brilho no olho. São essas as coisas que você jamais pode negligenciar. Agora vou falar uma coisa interessante. Muitos falam sobre pecado, que tal coisa é pecado, ou que você vai queimar no mármore do inferno, ou isso ou aquilo… Sabe o que eu penso que é pecado? É você saber que tem vários talentos e não explorá-los, acho um verdadeiro egoísmo você ter um dom só seu e não desenvolvê-lo. Isso é que é pecado, porque os dons são algo que carregamos conosco desde sempre e são dádivas divinas do nosso criador. Pode ter certeza que uma das coisas que mais o entristece é saber que deu diversos talentos a alguém e esse alguém não soube desenvolvê-los, não soube frutificá-los. Eu imagino que o coração de Deus fica despedaçado e cheio de tristeza com algo assim. É isso amigos. É assim que eu penso. Acho que esse é o maior pecado que pode existir. Você se esconder de você mesmo. Não se desenvolver e não ajudar no desenvolvimento e crescimento dos amigos.

Como não podia deixar de ser. Essa parábola é perfeita para falar sobre a questão dos talentos. Se você não os utiliza eles morrem. E essa morte é muito mais pesada do que a morte física, porque se trata de uma morte da alma. A nossa alma é como uma rosa que precisa desabrochar, e se não for regada com amor, morre. Preste atenção nessas palavras e desenvolva os seus talentos, você sabe mais do que ninguém no que é bom. Não se importe com que os outros pensem, mas apenas naquilo que te faz feliz e te realiza como ser humano. É isso que vai fazer de você a melhor pessoa possível para si mesmo e para o mundo. Já falei isso diversas vezes aqui, mas não me canso de repetir, corra atrás dos seus sonhos e trabalhe com o que ama. Se você faz o que ama tudo vai conspirar a seu favor e todos sairão beneficiados, porque você vai dar o melhor de si. E logicamente, o melhor sempre leva ao crescimento.

Vamos regar a nossa rosa. Ela precisa ser regada com carinho e amor. E depois de desabrochada fará maravilhas no mundo inteiro…

 

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O programa mais idiotizante da TV brasileira

Por Isaias Costa

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É com grande prazer que compartilho com os leitores um texto mais que genial do grande escritor Luís Fernando Veríssimo falando sobre o programa Big Brother Brasil 2013, que com certeza também pode ser levado para 2014, pois o programa idiota é o mesmo, só muda a data no calendário… Eu leio esse texto e tenho vontade de emoldurá-lo. É Uma verdadeira obra de arte!

Eu tenho nojo desse programa que, em minha opinião, é o mais idiotizante da TV brasileira!

Espero que você leia esse texto e faça como eu, ABOMINE essa programa que só atrasa a vida dos brasileiros e os torna mais burros e sem consciência!

Compartilho um dos textos que mais gostei de ler em 2013, chamado “A revolução dos cretinos fundamentais”, do escritor Victor Lisboa, no qual ele fala sobre o emburrecimento geral da população do Brasil e do mundo! Nesse texto ele cita um filme americano muito bom chamado Idiocracia, que considero praticamente uma profecia, porque parece que a nossa sociedade está se encaminhando para a realidade mostrada nele em tom de comédia, que é o nosso mundo sendo governado pelos idiotas.

Deixo para você essas leituras, reflexões e sugestão de filme! Aproveite para compartilhar esse texto com o máximo de pessoas possíveis. Pode ser que desta forma nós consigamos diminuir um pouco a audiência desse lixo cultural que já está na sua 14ª edição…

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BBB 13 (por Luis Fernando Veríssimo)

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo.
Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros… todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido”. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E aí vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de trá$$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores).

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana, Gonçalves Dias ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…., estudar…, ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… , visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças…, namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade!

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A revolução dos cretinos fundamentais
http://papodehomem.com.br/a-revolucao-dos-cretinos-fundamentais/

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A vivência do hoje segundo Dalai Lama

Por Isaias Costa

viver-o-presente

Eu já falei diversas vezes no blog que a minha filosofia de vida é a vivência do hoje. Quero compartilhar as belíssimas palavras do grande Dalai Lama falando sobre isso, extraída de seu livro “Uma ética para o novo milênio”.

“Uma outra maneira de compreender o conceito de origem dependente é considerar o fenômeno do tempo. Em geral, presumimos que há uma entidade com existência independente a que chamamos de tempo. Falamos de tempo passado, presente e futuro. Entretanto, quando examinamos melhor o assunto, vemos que esse conceito também é uma convenção. Verificamos que a pressão “momento presente” é apenas um rótulo que indica a interface entre os tempos “passado” e “futuro”. Não podemos na realidade localizar com precisão o presente. O passado está apenas uma fração de segundo antes do suposto momento presente; apenas uma fração de segundo depois está o futuro. No entanto, se dissermos que o momento presente é “agora”, assim que acabarmos de pronunciar esta palavra ele já estará no passado. Se sustentássemos que, mesmo assim, deve haver um único momento indivisível pelo passado e pelo futuro, não havendo nenhuma razão para separarmos presente, passado e futuro. Se houvesse um único momento indivisível, só teríamos o presente. Sem o conceito do presente, porém, fica difícil falar de passado e futuro já que ambos sem dúvida dependem do presente. Além do mais, se nossa análise nos fizesse concluir que então o presente não existe, teríamos de negar não só a convenção mundial, como também a nossa própria experiência. De fato, quando começamos a analisar nossa experiência com relação ao tempo, vemos que passado desaparece e o futuro ainda está pra chegar. Experimentamos apenas o presente. E o presente só toma forma como dependente do passado e do futuro.”

Leitura Complementar:

Aqui e agora
O momento presente por Schopenhauer
A ousadia e o agora
Eu sou este momento

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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O grande mestre

Por Isaias Costa

Laboratório-de-Análise-Clínicas

Há poucos dias, escrevi um texto em que explicava um dos motivos de eu não ter tentado o doutorado, que era a linguagem científica fria e seca. Se você ainda não leu, segue o link:

O canto do sabiá

Hoje eu vou explicar outro motivo que me influenciou muito a não tentar o doutorado, e mais uma vez, com muito orgulho, recorro ao meu grande amigo Rubem Alves e suas crônicas intituladas como “O que é científico?”.

“Para se atingir o nível de “grande mestre” no xadrez ou na ciência é necessária uma dedicação total. Conselho ao cientista que pretende ser “grande mestre”: lembre-se de que, enquanto você gasta tempo com literatura, poesia, namoro, em conversas no bar DALI, há sempre um japonês trabalhando no laboratório noite adentro. É possível que ele esteja pesquisando o mesmo problema que você. Se ele publicar os resultados da pesquisa antes de você, ele, e não você, será o “grande mestre.” O pretendente ao título de “grande mestre” deve se dedicar de corpo e alma ao jogo da ciência. O cientista que assim procede ficará com conhecimentos cada vez mais refinados na sua área de especialização: ele conhecerá cada vez mais de cada vez menos. Mas, à medida que o seu “software” de linguagem científica se expande, os outros “softwares” vão se atrofiando. Por inatividade. O cientista se transforma num “homem unidimensional”: vista apurada para explorar a sua caverna, denominada “área de especialização”, mas cego em relação a tudo o que não seja aquilo previsto pelo jogo da ciência. Sua linguagem é extremamente eficaz para capturar objetos físicos. Totalmente incapaz de capturar relações afetivas. Se não houvesse homens no mundo, se o mundo fosse constituído apenas de objetos, então a linguagem da ciência seria completa.”

Eu fico impressionado com a clareza das ideias deste senhor tão sábio! Cada uma dessas palavras é exatamente o que eu quero dizer e ele consegue expor como uma poesia. É exatamente assim que eu penso. Fiz Graduação e Mestrado e entendo como é essa competição para se tornar o “grande mestre”. Eu não quero ser o “grande mestre” de jeito nenhum, quero ser um rapaz cheio de pensamentos malucos a levar muitas outras pessoas a refletirem sobre as suas vidas, é isso o que eu quero e estou buscando de verdade.

Principalmente na minha Graduação em Física, eu convivia com uma série de “homens unidimensionais”. Os meus colegas só chegavam para falar: “Cara! Tu resolveu aquela questão tal?…”; “Eu estou há vários dias tentando resolver um algoritmo tal que está me deixando louco…”; “Eu estava resolvendo uma integral muito difícil, procurei na internet um método de resolução e não encontrei…”; “Eu odeio aquele livro de Física Quântica, o autor não explica nada direito, só mostra uns cálculos e pede pra você terminar de fazer…” etc etc. O meu nível de comunicação com meus colegas era terrível, sempre que queria falar sobre algo diferente, eles eram quase que unânimes em utilizar o famoso mecanismo de fuga da distração. Como é esse mecanismo de fuga? Ele funciona assim: você fala sobre determinado assunto e a outra pessoa escuta, fala duas ou três palavrinhas e muda totalmente de assunto. Isso lhe soa familiar? Isso acontecia diariamente comigo na época em que cursava Física. Se quiser ler um pouco mais sobre esse mecanismo de fuga, escrevi sobre ele tempos atrás. Confira…

Medo de revelar os medos

Eu já conclui a uma bom tempo que não sou um “homem unidimensional”, talvez seja um “homem multidimensional”, viajo no mundo da Física, da Matemática, da Psicologia, da Filosofia, da Teologia, dos relacionamentos, da música, da poesia, da arte e por aí vai… E sabe de uma coisa? Eu adoro ser assim! Isso me realiza de verdade! Pode ser que as pessoas mais científicas que estejam me lendo agora estejam me chamando de louco. Eu não me importo! Pode desconsiderar esse texto e voltar ao seu mundo. Digo como o meu amigo Rubem, enquanto você está lendo esse texto e viajando no mundo das ideias, aquele seu concorrente está pesquisando o mesmo problema que você e louco para se tornar “o grande mestre”. Corra para o laboratório!

O que mais gostei nestas palavras do mestre Rubem Alves é quando ele fala que os cientistas sabem cada vez mais de cada vez menos, seguindo as suas áreas de especialização. Quero salientar que respeito muito isso e até concordo que seja assim, porque muitos homens e mulheres atingem a excelência em determinada área a partir de muita dedicação aos estudos nesta única área, e assim, conseguem produzir algo que seja memorável. Isso é incrível! Realmente fantástico! Exemplos não faltam. Na tecnologia e na área médica acontece muito. Existem pessoas que trabalham por anos em um único projeto, para no fim, depois de muita persistência, chegarem aos seus resultados. Para resumir! O que estou dizendo é que seguir por um único caminho é uma questão de escolha, que traz suas vantagens e desvantagens. Eu não sou um homem científico, já quis ser, admito isso! Mais a poesia falou mais alto, a minha paixão pela arte, pela Psicologia, pela Filosofia, pela Educação e o Ensino, falaram bem mais alto, e nesse processo estou me conhecendo e trilhando meus passos.

Pense sobre essas sábias palavras do mestre Rubem Alves e tente não ser um “homem unidimensional”. No mundo em que vivemos hoje é até perigoso ser unidimensional, eu acredito que é possível sim você ser muito bom em uma área, sem deixar de apreciar maravilhas como a arte, a música, a dança, o teatro. Isso só vai fazer de você uma pessoa mais completa e com mais recursos! Essa é a minha maneira de pensar, fique à vontade para discordar de mim! Espero que tenha gostado dessa minha viagem filosófica! Ainda virão muitas outras…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Pessoas Messias

Por Isaias Costa

Jeremias

Outro dia eu estava lendo e parei em uma parte muito interessante, trata-se de um livro do escritor John Powell chamado “Por que tenho medo de lhe dizer quem sou?”. Tem uma parte que ele define as pessoas Messias. Afinal? Quem são as pessoas Messias? São muitas! Mas eu acredito que os que mais sofrem desse mal são alguns psicólogos ou padres.

As pessoas Messias são aquelas que se sentem “Salvadoras da Pátria”, elas têm a impressão de que TODOS que se aproximam delas estão precisando de ajuda, ou estão sofrendo, ou estão amarguradas. A última coisa que pensam é que essa pessoa só quer conversar e se divertir um pouco com ela. Acho engraçado isso! Eu conheço várias pessoas Messias! E elas nem se dão conta de que são assim. No geral, são pessoas de ótima índole, mas que têm dificuldade de ter relacionamentos mais profundos com as pessoas, porque não existe um nivelamento, elas se sentem como se fossem terapeutas de todos. Muito cuidado com isso! Se você que está me lendo agora se identifica com essas palavras, está na hora de fazer um bom exame de consciência e começar a agir de outra forma, para poder acolher melhor os outros e se comunicar de uma forma muito mais eficaz. Agora vou transcrever a passagem do John Powell que fala sobre isso. Leia com bastante atenção. Leia umas duas ou três vezes, que você vai captar bem a mensagem passada.

“Esse jogo demanda um pouco de imaginação (e uma necessidade subconsciente de se sentir importante). O Messias se imagina como o salvador da raça humana, o que pode ser uma formação de reação ao medo da insignificância. Ele se vê como ‘ajudador’ em quase todos os seus relacionamentos. Ao invés de incentivar os outros a usarem sua própria força e sabedoria, oferece a sua, respeitosamente. Se olhar à sua volta, vai descobrir que se relaciona com poucas pessoas de igual para igual. Se as pessoas se sentem atraídas por suas qualidades- que não estão completamente escondidas atrás do papel de Messias- é melhor que apresentem um problema ou uma necessidade real. O ganho do jogo é um imenso sentimento de grandeza, e uma longa e bem guardada lista de pessoas que foram ajudadas por ele. Basicamente, o Messias tem sentimentos de inferioridade e procura libertar-se dominando as outras pessoas emocionalmente”.

Nossa! É muito real tudo que ele está falando! Eu achei impressionante a forma simples e clara que ele utiliza para descrever essas pessoas. Eu quero concluir esta reflexão falando sobre o maior psicólogo da Terra. Sabe quem foi o maior psicólogo da Terra? Seu nome é Jesus Cristo. Eu observo o seu comportamento em sua época e concluo isso. Ele era o único e verdadeiro Messias, porém, somente pessoas extremamente sábias como Pedro, conseguiam ver isso. Uma de suas frases mais brilhantes é essa aqui: “O reino dos céus está dentro de você”. Essa frase é de uma sabedoria absolutamente fora do comum. O que Jesus está querendo dizer com essa frase é que só você pode encontrar a resposta para todas as suas perguntas. As pessoas de fora só podem lhe AJUDAR a encontrá-las, mas você tem de encontrá-las sozinho. Ele sempre ensinava isso, mas a maior parte das pessoas não entendia e ainda hoje não entendem. Cada pessoa traz dentro de si um universo inteiro e por mais que você queira adentrar nesse universo, jamais vai saber os pormenores. O que quero deixar como mensagem é muito simples. Cultive a graça do SILÊNCIO e procure ser uma presença agradável. Não queira ser melhor do que ninguém e não pense que você é um remédio para os outros. Errado! Você não é! O maior remédio é Jesus Cristo. Esse sim é um remédio infalível. Todos aqueles que recorrem a esse remédio ficam curados. Ele é o Messias e você é só um ser humano que está procurando dar certo na vida. Enfim! Essa é a minha mensagem. Vou deixar um link bem antigo em que falei sobre isso, foi um dos primeiros posts desse blog. Confira…

O reino dos céus está dentro de vós

 

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