Arquivo do mês: março 2014

A última música

Por Isaias Costa

Eu sou apaixonado por música e hoje resolvi escrever um texto bem diferente. Quero deixar claro que isso não é um estudo, pesquisa, constatação, fato, nada disso, ok? É apenas a minha curiosidade por música…

Uma coisa que reparei em muitos dos albúns que eu gosto de ouvir é que a última música muitas vezes para mim é a mais bonita do CD, PARA MIM.

Vou compartilhar apenas as músicas de alguns discos que acho lindas e estão na última faixa dos respectivos álbuns. Levando esse pensamento para a nossa vida, vale refletir sobre a questão de levar aquilo que é importante até o fim, até “a última música”. Nunca deixe aquilo que é importante ir embora antes de tocar a última música.

Hoje os leitores estão tendo a oportunidade e entrar um pouco no meu universo musical, nas músicas que escuto com frequência. Espero que goste desta pequena lista…

* “Se fiquei esperando o meu amor passar” é a última música do áĺbum “As quatro estações” do Legião Urbana.

* “Ela e o castelo” é a última música do álbum “15º andar” da banda Catedral.

* “Te amo pra sempre” é a última música do álbum “Acústico Kid Abelha”.

* “Cruzada”, do grande Beto Guedes, é a última música do álbum “Tchau radar” dos Engenheiros do Hawaii.

* “Baby eu queria” é a última música do excelente álbum “Drês” do Nando Reis.

* “De onde vem a calma” é a última música do álbum “Ventura” dos Los Hermanos.

* “Rainha da beleza” é a última música do álbum “Asas” da banda Maskavo.

* “Um segundo” é a última música do álbum “Cosmotron” do Skank (detalhe: essa é uma das minhas músicas preferidas desta banda)…

* “Minha herança: uma flor” é a última música do álbum “Sim” da Vanessa da Mata.

* “Julia” é a última música do “Álbum Branco- disco 1”, dos Beatles.

* “Mais um palhaço no seu carnaval” é a última música do álbum “Aprendendo a mentir” dos Selvagens à procura de lei.

Se você quiser acrescentar mais “últimas músicas” a essa lista, fique à vontade…

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A palavra autoridade

Por Isaias Costa

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Hoje eu quero falar sobre o verdadeiro significado de uma palavra extremamente profunda e que a maior das pessoas desconhece. A palavra AUTORIDADE. Esta palavra é constantemente confundida com HIERARQUIA, ou CHEFIA ou simplesmente PODER. Ou seja, é aquela relação de que autoridade é uma pessoa que está acima de nós em todos os sentidos. Mas o que eu quero dizer pra você é que esse é um conceito extremamente superficial de autoridade.

Ao contrário do que muitos pensam, a palavra autoridade tem em sua estrutura a palavra AUTOR, ou seja, uma pessoa que tem autoridade sobre outra é alguém que tem o poder de fazê-la se tornar autora da sua própria história. As pessoas verdadeiramente autoritárias são aquelas que nos ajudam a crescer como seres humanos. Esse conceito é o mais amplo para autoridade, transformar alguém em um autor. Um autor é alguém que cria algo. É por isso que os escritores ou produtores de filmes, histórias de teatro, quadrinhos, revistas, etc, são chamados de autores, porque eles CRIAM histórias e transmitem para as pessoas. Há muitos anos eu venho desenvolvendo em mim a autoridade no mais profundo da palavra. É muito fácil confundir uma pessoa autoritária com uma arrogante. É muito diferente, eu procuro ser autoritário, mas não arrogante. Como eu sou autoritário? Eu o sou ao dizer às pessoas que amo coisas como: “Não faça isso, pois esse caminho pode lhe levar a se arrepender lá na frente…”, ou “Escuta o que eu estou dizendo, porque o que eu mais quero é o seu bem e que você seja feliz…”, “Eu posso lhe ajudar em tal coisa, mas você tem que prometer fazer bem a sua parte…”, etc.

Isso que estou comentando é algo que até o momento não falei nesse blog, se chama AUTORIDADE AFETIVA. A autoridade afetiva é a relação de amizade mais profunda que se pode existir entre duas pessoas. Quando uma pessoa tem autoridade afetiva sobre nós é porque nós a amamos tanto que tudo que parte dela nós ouvimos com atenção e procuramos compreender. Eu tenho autoridade afetiva sobre várias pessoas e também tenho várias pessoas com autoridade afetiva sobre mim, a minha mãe por exemplo. Ela sempre será uma autoridade na minha vida porque todos os seus ensinamentos são para o meu bem, tudo o que ela quer é me ver feliz e realizado como ser humano, então sempre presto muita atenção a tudo o que ela me diz.

a interrupção de padrões

Quero concluir minha abordagem falando sobre algo importantíssimo para se ter relacionamentos amorosos mais profundos. São as famosas “brigas de casal”. Elas acontecem e não há nada no mundo que possa impedir que elas aconteçam. É algo absolutamente normal. Mas todas as brigas são oportunidades maravilhosas de o relacionamento se tornar ainda melhor. Muitos relacionamentos ficam desgastados ou até mesmo chegam à ruptura por causa de uma coisinha chamada TEIMOSIA, ou seus sinônimos: “birra”, “renitência” e por aí vai, que na realidade são facetas do ORGULHO presente em todos os seres humanos.

O homem entra na sua caverna esperando que a mulher tome o primeiro passo para conversar e a mulher inventa mil e uma atividades para tentar disfarçar que quer conversar. Os dois ficam nessa “disputa” para saber quem consegue resistir por mais tempo sem falar o que sente e está incomodando, e quando o primeiro toma a iniciativa o outro fica se achando o “rei da cocada preta”. O seu EGO dispara em carga total dizendo assim: “Eu não fiquei por baixo. Eu sabia que ele(a) não ia resistir ficar muito tempo sem falar…”. Sabe o que eu digo pra você? Você agiu como um completo IDIOTA IMATURO e ORGULHOSO ao fazer isso.

A maior honra que existe é justamente dar o primeiro passo com muita sinceridade e dizer: “Querido(a), a gente precisa entender as nossas diferenças e respeitá-las, o que acontece é que quando você age de tal maneira me sinto fragilizado(a), ou me magoa etc. Eu admito que errei ao fazer isso e você sabe que aquilo outro não deveria ter sido feito…”. E dessa forma, resolver os problemas, sem acusações, sem esfregar o dedo na cara do outro. Eu já falei diversas vezes aqui, mas vou repetir. A sinceridade é a base para os bons relacionamentos. Pode vir qualquer tempestade, quando se é sincero sempre vem a bonança e os problemas se resolvem. Nós amadurecemos e passamos a amar ainda mais o nosso parceiro(a).

um encontro mais profundo

Portanto fica a reflexão. A verdadeira autoridade é essa que leva a outra pessoa a ser autora da sua própria história pessoal…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Sem medo de dar um salto no escuro

Por Isaias Costa

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O medo está presente na vida de absolutamente todas as pessoas e logicamente eu também tenho muito medo de diversas coisas, e é sobre isso que quero refletir um pouco hoje.

Eu acabei de tomar uma decisão bem importante na minha vida, mas que pelo menos por enquanto, não entrarei em detalhes. A decisão que tomei foi totalmente um “salto no escuro” e digo sem medo que tomei essa decisão na fé e na certeza de que ela foi feita para o meu bem e o meu crescimento humano e profissional.

Eu nunca canso de repetir que a maior, e sempre será, a maior referência na minha vida é o mestre Jesus Cristo. O homem mais sábio que já habitou o planeta Terra. Li uma frase que resume um pouco o sentimento que tive ao tomar minha decisão.

“Quando o caminho que você escolheu seguir na vida não te levar até aonde pretendia chegar, não hesite em procurar outro.
Nunca é tarde para recomeçar.
Mais importante do que simplesmente viver é viver realizado, caminhando pelos caminhos que sempre sonhamos.
Faça como os pássaros: não tenham medo de voar para céus desconhecidos!”

Daniel Hertel

Estas palavras me remeteram imediatamente a Jesus quando disse: “Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?

Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?”

******************

Os pássaros representam a perfeição e harmonia da natureza, esta que pode ser estendida também para nossa vida, mas insistimos em ficar dispersos, ansiosos, inquietos, estressados, angustiados, temerosos. Não precisamos de nada disso! Só precisamos de uma paz como as dos pássaros…

Eu estava seguindo um caminho que certamente não estava me levando onde gostaria de chegar e decidi seguir outro. Que, na fé, sei que me levará a crescer como eu quero. Eu estou recomeçando e procurando na serenidade seguir esse caminho por uma nova estrada, que será construída sobre a rocha chamada Jesus Cristo.

Lendo os artigos do escritor, jornalista e radialista Flávio Siqueira, algumas palavras me tocaram bastante, essas aqui:

“Abra os olhos, repense seu caminho, reconheça as possibilidades e não se desvie por seus próprios desejos.

Às vezes, é preciso andar no escuro, nem sempre o caminho será conhecido mas não viva jogado pelo vento; aprenda a perceber as coisas.

Para que a fé remova montanhas, antes precisa remover as vendas que nos impedem de olharmos para os lados e nos limitam a nossos próprios medos.

Acredite em você, se aquiete e sinta o mundo de possibilidades a sua volta.

Sendo assim, mesmo com tristezas, andará em paz, sabendo que fé não é encerrar sua existência em bens ou vontades, mas a certeza de que você não está aqui por acaso e, independente de como as coisas estão, caminha para dias melhores, mesmo que através de curvas, desvios, e tropeços.

Sei que é difícil, mas a gente chega lá.”

***********

Essas palavras mostram o medo que estava sentindo e nem percebia. Era como se os meus olhos estivessem vendados para a beleza da realidade à minha volta, e esse medo estava limitando as minhas possibilidades, não me fazendo enxergar com a profundidade que poderia enxergar.

É um caminho difícil. Sei que o caminho que trilharei daqui pra frente será desafiador. Certamente vou cair, mas a fé me ajudará a me reerguer sempre.

Quero concluir esta reflexão com um vídeo muito profundo também do Flávio Siqueira falando sobre “Como saber qual o caminho a seguir?”. Esse vídeo foi gravado por ele esses dias e me levou a pensar seriamente na minha decisão e efetivá-la sem medo, com a certeza de que ela me abrirá portas de sucesso.

Recomendo que você escute esse vídeo com toda a atenção e sem dispersões, para captar sua mensagem. Eu transcrevi a parte que mais me impactou e levou a refletir, caso queira escrever ou imprimir.

Desejo a você muita luz, amor, consciência, coragem e fé…

“A gente corre, corre, cai, cai, busca, busca, levanta, levanta, quebra a cabeça, até perceber que, de fato, pouca coisa é necessária. E essa pouca coisa, vem como reflexo de um ser pacificado, que escolheu em amor, atitudes de consciência, de crescimento, do bem.

E uma coisa leva a outra. Quanto mais eu mergulho nessa percepção, mais claro fica o caminho que eu devo seguir. Mais distante eu vou me tornando dessa cultura alienante de massa, de homogeneização de pensamento, de falta de reflexão, de distanciamento de si mesmo, de inchamento do ego, de projeção no passado, de medo do futuro, de fuga da morte.

Quanto mais distante eu me torno desse pensamento. Quanto mais eu percebo o reino de Deus dentro de mim, mais claro fica o caminho a seguir. Porque, sobretudo, o caminho mora em mim. O mapa está dentro de mim. Tudo que eu preciso está em mim.

Busca em primeiro lugar o reino de Deus e todas as coisas que importam serão acrescentadas.

Você só perceberá isso, no dia em que entender que o caminho da simplicidade, o caminho do amor, o caminho da consciência, muitas vezes, ainda que pareça um salto no escuro, é o caminho que lhe iluminará os passos, e lhe mostrará a direção a seguir. Há muitas estradas para a gente seguir, mas o caminho é um só e ele mora dentro da gente.

Enxergue-se! Revise suas motivações! Olhe para si mesmo e acredite! Você vai saber qual o caminho a seguir!…”

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Televisão: A domesticadora dos pobres

Por Isaias Costa

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É com grande alegria que compartilho um excelente artigo do empresário Marcos Rezende falando sobre a televisão e o quanto ela nos torna pobres no mais profundo da palavra. Eu concordo em absolutamente todos os pontos que ele tocou neste texto e espero que ele lhe leve a uma boa reflexão e a trocar a bendita TV por atividades mais prazerosas, como ler um bom livro, assistir a um bom filme, estar com os amigos, fazer uma atividade física, caminhar, namorar, passear com o cachorro etc. etc. A meu ver, há uma infinidade de coisas melhores do que ficar diante da TV e quem sabe hoje você se certifique disso e mude de postura…

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Televisão: por que sua família está cada vez mais pobre com ela- Por Marcos Rezende

Sabia que 67% dos ricos assistem a uma hora ou menos de televisão por dia contra 23% dos pobres?

Que apenas 6% dos ricos assistem a reality shows contra 78% dos pobres?

E que 70% dos ricos consomem menos de 300 calorias de fast-food e bobagens por dia enquanto 97% dos pobres consomem mais de 300 calorias por dia deste tipo de alimentação?

Saber desses fatos é alarmante.

Principalmente quando vivemos em uma sociedade onde a busca pela riqueza é algo “prioritário” para a maioria, mas conquistado por poucos (muito poucos).

Provavelmente você está lendo este artigo porque tem interesse em ficar rico ou mais rico, mas principalmente tem o interesse de saber como a televisão contribui com a tomada da maioria das suas decisões de compra.

Se você parar um instante para analisar o que um ser humano realmente precisa, perceberá em poucos minutos que nós precisamos apenas de saneamento básico, água potável, comida, roupas e abrigo. Só.

O problema é que esse “Só” é ruim para a economia e para o progresso tecnológico da humanidade.

A maioria das nossas decisões de compra não está baseada na satisfação das nossas necessidades mais básicas, mas no desejo de satisfazer nossas vontades, geralmente fundamentadas no senso comum do meio onde vivemos.

“Há apenas um tipo de comunidade que pensa mais em dinheiro do que os ricos: os pobres.” ~ Oscar Wilde

O que é pobreza?

Não existe melhor conceito de pobreza que o seguinte:

“Pobre é quem compra o que não precisa, com o dinheiro que não tem, para impressionar pessoas que não conhece, a fim de tentar ser uma pessoa que não é.”

Pobre é aquele que se perde do seu próprio caminho porque tenta parecer aquilo que não é. Sua autoestima é definida pela avaliação que os outros fazem dele e por isso suas decisões de compra e de investimento são, na maioria das vezes, baseadas na satisfação dos seus desejos mais imediatos, mesmo que isto comprometa o seu futuro.

Você deve conhecer alguém que apesar de morar em uma casa mal acabada possui roupas, eletrônicos e eletrodomésticos caros. Assim como também deve conhecer alguém que mora em uma casa linda, mas que vive pendurado no cartão de crédito ou devendo uma conta de água, luz ou condomínio.

Riqueza está mais para um conceito de harmonia em se comprometer com aquilo que pode pagar do que com o acúmulo de riqueza em si.

Conheci e conheço muitas pessoas que não ganham rios de dinheiro todos os meses, mas que vivem bem e felizes consumindo menos do que ganham, enquanto também conheço pessoas que vivem mal e amarguradas porque consomem mais do que ganham todos os meses. São as famosas pagadoras de contas.

Se de um lado temos pessoas que sabem até onde suas mãos alcançam, de outro vemos pessoas com a necessidade de demonstrar mesmo que temporariamente que podem alcançar mais do que a realidade lhes permite.

“Nada agrava mais a pobreza, que a mania de querer parecer rico.” ~ Marquês de Maricá

A importância dos pobres para a economia

Segundo dados de agosto de 2013 da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), o Brasil pode ser divido nos seguintes grupos de renda:

* Extremamente pobres, com renda familiar de até R$ 324
* Pobres, mas não extremamente pobres, com renda familiar de até R$ 648
* Vulnerável, com renda familiar até R$ 1.164
* Baixa classe média, com renda familiar até R$ 1.764
* Média classe média, com renda familiar até R$ 2.564
* Alta classe média, com renda familiar até R$ 4.076
* Baixa classe alta, com renda familiar até Até R$ 9.920
* Alta classe alta, com renda acima de R$ 9.920

O extremamente pobre, o pobre e o vulnerável não têm grande importância para a economia porque suas atenções estão totalmente voltadas para a satisfação das suas necessidades mais básicas.

Eles precisam de água, comida, roupa e abrigo e não tem tempo e tampouco dinheiro para consumir algo que desejem fora deste escopo principal, apesar de sentirem inclinação para isto na medida que cultivam o desejo pelos bens daqueles que estão nos grupos sociais logo acima deles.

Quem sustenta mesmo a sociedade é a classe média.

Não querendo regredir na escala social para os grupos de onde conseguiu sair, a classe média busca se manter na posição que conquistou, escalando, mesmo que virtualmente, seu padrão de vida para o dos grupos sociais acima através de um artifício econômico chamado empréstimo.

É através do empréstimo que o pobre da classe média consegue obter no presente aquilo que só seria possível obter no futuro, mesmo que isso venha a corroer com juros seus rendimentos. Afinal, é melhor parecer que tem do que mostrar aquilo que pode ter. É aí que a mágica da televisão acontece.

“A televisão matou a janela.” ~ Nelson Rodrigues

Entendendo o modelo de negócios da televisão

A televisão vive do dinheiro pago pelos anunciantes para divulgarem seus produtos para o maior número de pessoas. Baseado no grau de sucesso de um anúncio em determinada programação, o anunciante volta a comprar espaço para anunciar e a televisão mantém sua grade de programação no ar.

Logo, a televisão trabalha principalmente para entregar resultados para seus anunciantes. Assim, o canal de televisão que tenha a grade de programação que leve mais resultado para seus anunciantes, vence a concorrência com os outros canais.

Como a melhor propaganda não deve ser reconhecida como propaganda, os canais de televisão criam uma programação que entretém o telespectador para deixá-lo mais suscetível a absorver o anúncio de uma determinada marca. Dando, dessa forma, melhores resultados para seus anunciantes.

A televisão não está preocupada com o telespectador. Seu foco é na audiência e no resultado que gera para seus anunciantes.

Tanto, que no último dia 23 foram anunciadas mudanças na programação do Caldeirão (Rede Globo) pelo apresentador Luciano Huck porque o programa teve queda de audiência. Luciano, que também é garoto propaganda das marcas Coca-Cola, Pfizer, P&G, Itaú e Tim, se viu obrigado a realizar mudanças porque justamente não estava levando os melhores resultados para seus anunciantes.

Nada de errado nisso. Faz parte do business dos caras.

O importante dessa história, é você notar que a mudança na programação não ocorreu por causa de uma pesquisa de opinião com o público, mas por causa de uma perda na performance do programa para com seus anunciantes.

“As pessoas ligam a televisão quando querem desligar o cérebro.” ~ Steve Jobs

Televisão: domesticadora de pobres

A situação só piora quando ligamos o tema da televisão com a educação dos nossos filhos.

O cérebro da criança precisa do sono para assimilar o aprendizado e se durante o dia, houve o estímulo da televisão com suas cores, informações, sons, imagens e mensagens muito fortes, o cérebro da criança vai usar a noite para assimilar isto, não o aprendizado da escola.

Assimilando o que passa na televisão, nossos filhos estarão sendo domesticados a compreender o mundo através dos valores divulgados para a massa, pois como já falamos, o modelo de negócios da televisão consiste em divulgar uma mensagem para o maior número de pessoas da mesma forma.

Se os nossos filhos estão recebendo a mesma mensagem que várias outras crianças criadas de formas diferentes da qual criamos nossos filhos, que mensagem você acredita que eles estão recebendo? Provavelmente uma mensagem que os deixem mais inclinados a consumir já que este é o ofício da televisão.

Até mesmo dentro dos filmes são enviadas mensagens subliminares de consumo. Basta você parar por um instante para observar um filme ou qualquer outra programação “infantil” que o seu filho esteja assistindo, para verificar que nas entrelinhas ou nos comerciais alguma coisa o está treinando para o consumo.

Como se libertar?

Assim como eu trouxe dados estatísticas no início do artigo para comprovar a minha tese de que a televisão contribui para a manutenção da pobreza de um modo geral, quero lhe alertar que mais de 85% dos milionários chegaram lá por conta própria.

A maioria dos milionários não nasceu em berço de ouro e tampouco teve pais que tivessem uma mentalidade rica.

Um exemplo bem atual disso é o do Flávio Augusto, fundador da escola de idiomas WiseUp vendida ano passado para o grupo Abril e recém-proprietário de um time de futebol nos Estados Unidos, o Orlando City Soccer.

Flávio viveu sua infância e juventude em um bairro classe média baixa da periferia do Rio de Janeiro, onde enfrentou toda a sorte de dificuldades para conseguir construir seu atual império.

Tenho certeza que Flávio utilizou a maior parte do seu tempo para empreender e ter experiências à frente dos seus negócio, dedicando muito pouco do seu tempo em frente à televisão.

Já fazem alguns anos que a televisão daqui de casa vive desligada e que a operadora de telefonia se surpreende sempre que negamos sua oferta de um pacote combo de televisão, internet e telefone. O horário que antes seria investido em frente à telinha, passou a ser dedicado as coisas comuns da vida como fazer as refeições em família, conversar, ler livro ou simplesmente não fazer nada.

O tempo é o ativo mais precioso que temos em nossas vidas. Pereba que apesar de podermos vendê-lo, nunca podemos comprá-lo de volta.

Se existe algo que torna todos os seres humanos iguais, este algo é o tempo. O que define o tipo de vida que nós teremos no futuro é o que fazemos com o nosso tempo no presente.

Saber investir esse tempo em coisas realmente úteis para o nosso crescimento é tarefa primordial para o melhor desenvolvimento humano. Pois ocupando-nos com bobagens que só nos distraem, tiramos a atenção daquilo que deveria estar sendo percebido por nós: nosso desenvolvimento.

Imagino que você não queira ser mais um escravo do sistema, preso aos valores impostos por ele. Assim como imagino que você também não queira que seus filhos tenham uma vida pobre, cheia de sacrifícios. Está na hora de você se libertar, desligar a televisão e dar mais atenção aos acontecimentos da sua vida que não tem replay.

Site: http://www.insistimento.com.br/televisao-causa-pobreza/

* Textos complementares

A propaganda é a arma do negócio
O cérebro preguiçoso

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Não vejo o tempo passar

Por Isaias Costa

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Um tema que sempre há algo para ser dito e nunca se torna batido é o tempo. Escrevo constantemente sobre isso e vez ou outra me vem outra inspiração para falar sobre ele. Cada vez mais temos aquela impressão de que o tempo está voando, sensação essa fruto da correria e, principalemnte da nossa rotina, que nos faz se acostumar a fazer sempre a mesma coisa todos os dias.

cuidado com a rotina

Não sei se você já parou para pensar nisso, mas você já teve a maravilhosa experiência de não saber se o tempo está passando rápido ou devagar? Eu já! Isso acontece quando estamos completamente absorvidos no dia chamado hoje, Essa sublime sensação surge nessa vivência do hoje.

aqui e agora

Li outro dia uma belíssima frase do escritor russo Turgueniev que dizia assim: “O tempo, que frequentemente voa como um pássaro, arrasta-se outras vezes que nem uma tartaruga; mas nunca parece tão agradável como quando não sabemos se ele anda rápido ou devagar”. Fiquei encantado com essas palavras. Isso que ele descreveu é sentido por pouquíssimas pessoas, principalmente na sociedade atual, tão voltada para o consumo e a produtividade.

Quero hoje lhe levar a pensar um pouco sobre isso e se alguma vez já teve essa experiência. Se você ainda não teve, busque cada vez mais viver no aqui e agora. O hoje é a única coisa que realmente importa. Viver intensamente o hoje é sentir o tempo como ele realmente é, sem pressa e sem tédio.

Não pude deixar de lembrar a belíssima canção do cantor e compositor Roberto Carlos que tem uma frase com uma mensagem bem semelhante a do escritor Turgueniev. Estou falando da música “Por isso eu corro demais” na frase: “Se você está ao meu lado eu só ando devagar. Esqueço até de tudo, não vejo o tempo passar…”. Já sentiu isso? Estar com alguém especial que faz o tempo não passar? Parecer eterno e fugaz ao mesmo tempo? Só o amor para nos fazer sentir isso! Experimente! Garanto que vale a pena…

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O caos criativo

Por Isaias Costa

"Algo tão pequeno como o bater das asas de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo "- Teoria do Caos

“Algo tão pequeno como o bater das asas de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo “- Teoria do Caos

Todos os seres humanos passam por momentos de confusões mentais e comigo não é diferente. Minha cabeça é um turbilhão de pensamentos e muitas vezes fico confuso, como que em um caos. Porém, é interessante destacar que determinadas confusões mentais que nos surgem têm por objetivo nos fazer crescer e amadurecer.

Ter essa mudança de olhar, de perspectiva, para a confusão mental, pode nos fazer muito bem e pode nos ajudar a harmonizar nossos pensamentos, e consequentemente, nosso comportamento, nossas ações e nossas escolhas. Além de tudo isso, ainda pode nos ajudar a ser mais criativos.

Essas confusões mentais são oportunidades de mudanças na nossa vida. Para refletir sobre isso, compartilho algumas palavras do místico oriental Osho.

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Disseram a Osho: Osho, eu acho que penso claramente, mas no fundo eu apenas vejo confusão. Às vezes eu penso que sei, mas descubro que nada sei. Eu apenas achava que sabia.

Aprenda a viver com a confusão.
Não tenha pressa para concluir.

A confusão não é necessariamente algo errado.
Não a rotule como sendo confusão.
Rotular é errado.

Algumas vezes um rótulo errado pode criar muitos problemas.

Isso não é realmente confusão: é um estado de transição, de mudança. Você se desenraizou do velho solo e está procurando pelo novo, e entre os dois, isso acontece. Isso não é confusão, isso é apenas um hesitante estado de crescimento.

Isso é crescimento e sempre que existe crescimento costuma-se rotular como confusão. Mas ao rotular como confusão, você está interpretando errado e começará a tentar resolver de algum jeito.

Se você chamar isso de crescimento, então não haverá pressa em resolver. Na verdade, você terá que dar suporte a isso, pois é crescimento. Se chamar de confusão, você estará condenando e terá que encontrar uma maneira de sair disso.

Não há necessidade de sair disso; aprenda a viver com isso.
Aprenda a viver com todos os tipos de estados que estarão surgindo.
E se algumas vezes for confusão, o que há de errado na confusão?

Nos ensinaram erradamente que devemos ser absolutamente claros.
Somente os tolos conseguem ser absolutamente claros, somente os tolos estão certos.

A confusão é natural: ela é o caos criativo dentro de você.
É somente a partir desse caos que a criatividade começa.

Chame isso de caos criativo, não chame de confusão.

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Como crescer exponencialmente no emprego?

Por Isaias Costa

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A nossa mente tem um poder infinito e através dos nossos pensamentos podemos conseguir muito mais do que supomos ser possível. Muitas pessoas pensam que não podem crescer na vida porque estão fadadas a viver uma vida de miséria para sempre, outros culpam os pais, pensam que, se eles não foram bem sucedidos financeiramente, também não podem ser. Tem quem associe até a um karma ou ordem divina para a pobreza etc. Mas a grande realidade da vida é que são os nossos pensamentos que nos levam até onde podemos chegar.

Hoje eu quero falar sobre uma das melhores formas de se crescer no seu emprego, de crescer exponencialmente. Vou associar as minhas palavras ao mestre Jesus Cristo. Muitas pessoas pensam que ele não ensinou ao ser humano o valor da riqueza material, mas é um engano, porque ele ensinou isso divinamente bem e vou explicar o porquê.

Na parábola dos talentos ele fala que os servos que tinham 2 e 5 talentos os multiplicaram e por isso eram bons e fiéis, e como recompensa o patrão confiou a eles mais prosperidade. Já o que tinha apenas um talento e o enterrou foi chamado de servo mau e infiel, e o seu talento foi dado ao que tinha 5 e o multiplicou. Essa parábola é riquíssima de ensinamentos e na vida acontece exatamente assim. Os que têm prosperidade e são ricos ficam ainda mais ricos e os que são pobres ficam mais pobres. Durante muito tempo na minha vida, principalmente na infância, eu achei que isso fosse injusto, mas sempre ficava pensando: “Acho que tem alguma coisa errada nessa história, e um dia eu vou descobrir…”. Esse é um pensamento que desde criança tinha e sempre quis achar uma resposta. Hoje eu tenho essa reposta e vou dá-la a você. O que Jesus fala já é a própria resposta. Ele fala que os servos que multiplicam os talentos merecem cada vez mais crescer, porque eles têm pensamentos de ABUNDÂNCIA, enquanto o servo que enterrou os talentos tem pensamentos de MISÉRIA.

o poder do não

Sabe outra coisa interessante? Eu nunca gostei da historia do Robin Wood. Ele não tem nada de herói, ele é um ladrão, isso sim. Muitas pessoas acham até poético ele roubar dos ricos para dar aos pobres. Desde que era criança também me perguntava: “O que foi de tão mal que os ricos fizeram que o Robin Wood fica só roubando o dinheiro deles?…”. Pois é amigos, eu também sempre tive essa pulga atrás da orelha e afirmo que o Robin Wood está completamente errado. Não se deve roubar dos ricos para dar aos pobres. O que precisa ser feito é arrancar da mente dos pobres os pensamentos de pobreza e miséria. Esse é o caminho para que cada vez mais pessoas sejam bem sucedidas financeiramente e essa é a principal mensagem que quero transmitir hoje.

Afinal? Como crescer exponencialmente no emprego? Uma excelente forma é fazendo o seu patrão crescer cada vez mais. Ajudá-lo a ser cada vez melhor. Muitos sentem inveja dos patrões por eles serem bem sucedidos, mas o que eu digo é que todos os que pensam assim jamais crescerão exponencialmente em suas carreiras. Eu já falei algumas vezes nesse blog que um dos maiores poderes que o ser humano tem se chama GRATIDÃO, mas vou e devo repetir isso, para que você aprenda e perceba o seu poder. Quando você agradece pelo sucesso do seu patrão e dá o melhor de si para que ele cresça, uma enorme energia de crescimento e positividade é criada, de forma que todos se beneficiam. O que vai acontecer com 100% de certeza é que o seu bom trabalho será reconhecido. O seu patrão vai subir mais na sua carreira e você vai subir junto com ele, aquele cargo que era dele vai passar a ser seu e ele vai para outro melhor do que o que já estava, entende? Essa é a fórmula para o sucesso em qualquer trabalho. Você dá o melhor de si, fazendo com que todos ao seu redor cresçam junto com você, eliminando da mente qualquer pensamento de rivalidade, de inveja, de soberba, de aproveitamento. Dessa forma o resultado só será um, PROSPERIDADE.

um mundo governado pelo dinheiro

É possível fazer uma associação de outra parábola contada por Jesus para saber o quanto podemos crescer. Na parábola dos convidados para a festa, em que ele diz que o que se sentou na última fileira foi convidado para a primeira e o que foi direto para a primeira foi humilhadamente levado a se sentar na última, porque aquele lugar já estava reservado. Como eu posso associar essa parábola com meu emprego? Muito simples. Se você se mostrar HUMILDE e PRESTATIVO, todos vão reconhecer em você esse imensos valores e vão lhe promover a cargos mais altos, mas se você já chega na empresa querendo “pisar” em todo mundo, querendo saber mais que seu patrão, se achando melhor e mais competente que ele, o que vai acontecer? Rapidinho vai aparecer alguém para “baixar a sua bola” e dizer que você não é tão bom assim e tem que ir com calma. Ou pior, se o lugar for bem rígido você será demitido imediatamente, porque você mesmo se demitiu, não porque quiseram lhe demitir, mas porque seus pensamentos e atitudes lhe levaram a se demitir sozinho.

Jesus Cristo é um dos maiores professores quando se trata de crescimento e prosperidade financeira. Eu acho uma pena que tanta gente pensa que só porque ele era carpinteiro não veio ao mundo para ensinar o valor da prosperidade, grande engano. Espero que com essas palavras você tenha se convencido disso.

Vamos crescer no nosso emprego e vamos viver na prosperidade e abundância infinita…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Dia mundial da água

Por Isaias Costa

Agua da paz

Dia 22 de março é o dia mundial da água e compartilho com os leitores um dos melhores textos que já li falando sobre a água, sua importância e como será o mundo no futuro se não cuidarmos bem dessa fonte de vida tão preciosa e fundamental. Leia esse texto com bastante atenção e compartilhe com os amigos, é um texto de autoria do grande filósofo espanhol Ortega y Gasset.

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Carta Escrita no Ano 2070- Por Ortega y Gasset

Ano 2070 acabo de completar os 50, mas a minha aparência é de alguém de 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo.

Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade. Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora. Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele. Antes todas as mulheres mostravam as suas formosas cabeleiras. Agora devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água. Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma.

Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA ÁGUA, só que ninguém lhes ligava; pensávamos que a água jamais se podia terminar. Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados. Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo.

A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.

A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não tem a capa de ozônio que os filtrava na atmosfera, imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastrintestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte. A indústria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com água potável em vez de salário. Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Pela ressequidade da pele uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40. Os científicos investigam, mas não há solução possível. Não se pode fabricar água, o oxigênio também está degradado por falta de árvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.

Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações. O governo até nos cobra pelo ar que respiramos. 137 m3 por dia por habitante e adulto. A gente que não pode pagar é retirada das “zonas ventiladas”, que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar, não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos.

Em alguns países ficam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército, a água voltou a ser um tesouro muito cobiçado mais do que o ouro ou os diamantes.

Aqui em troca, não há arvores porque quase nunca chove, e quando chega a registrar-se uma precipitação, é de chuva ácida; as estações do ano têm sido severamente transformadas pelas provas atômicas e da indústria contaminante do século XX.

Advertiam-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o saudável que era a gente. Ela pergunta-me: Papai! Porque acabou a água?

Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não tomamos em conta tantos avisos. Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar ao nosso planeta terra!

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A pior de todas as vaidades

Por Isaias Costa

cordeios ou lobos

De todos os pecados capitais, o da vaidade é o mais deletério e o que mais pode destruir corações, relacionamentos, o caráter, a conduta etc. E com relação ao pecado da vaidade, existe uma específica que considero a pior de todas: a espiritual. O que é a vaidade espiritual? Vou explicar.

A vaidade espiritual é praticada quase sempre por pessoas que são extremamente engajadas na igreja ou em grupos de oração. Elas têm uma falsa impressão de serem melhores do que as outras pessoas, de ter um coração privilegiado aos olhos de Deus, pensam que seus esforços serão recompensados com um céu de pompas após a morte, pensam que determinadas atividades desempenhadas nos grupos de oração são exclusivas suas, ou seja, se forem feitas por outras pessoas ou deixadas de fazer por elas então deixarão de ser eficazes etc, etc.

As pessoas vaidosas espiritualmente normalmente gostam de adornos religiosos, tais como terços, cruzes, símbolos, bíblias o tempo todo na mão etc. Quero enfatizar que não sou contra nada disso, espero que você me entenda bem. O que estou querendo dizer é que estas pessoas sentem uma necessidade enorme de serem reconhecidas como religiosas e, por vezes, “santinhas”. Isso é algo terrível, porque faz a beleza da espiritualidade se tornar banal, fútil, superficial, pequena. Para mim, a grande beleza da espiritualidade está primeiramente no silêncio, em seguida na contemplação, na simplicidade e na humildade. Quem nutre essas virtudes pode ser considerada verdadeiramente uma pessoa espiritualizada.

É de extrema importância diferenciar religiosidade de espiritualidade. São absolutamente diferentes. Uma pessoa pode ser extremamente religiosa e não ser espiritualizada ou uma pessoa pode não ser religiosa e ser extremamente espiritualizada. As que são vaidosas espiritualmente se enquadram na primeira possibilidade, são extremamente religiosas, mas não espiritualizadas.

Muitas adoram exageros, tais como assistir três missas em um único dia, ou rezar dois rozários, ou participar de sete pastorais da igreja, ou estar em diversas reuniões da comunidade etc. Elas fazem isso muitas vezes por pura exibição, para inconscientemente dizer que “fazem mais” do que as outras pessoas, que tem uma “missão especial”. Muito cuidado amigos! Isso é perigosíssimo, eu já conheci diversas pessoas com esse perfil e a única coisa que pude fazer para não ser contaminado por esse desequilíbrio foi me afastar. Quero estar perto de pessoas que cada vez mais me façam crescer em humanidade, que me façam crescer em amor, e não alguém que me estimule a tentar ser um super homem.

A espiritualidade e as religiões servem para nos ajudar a sermos cada vez mais humanos, para crescermos em amor e em consciência. O que foge disso, com certeza não tem raízes espirituais e divinas.

religião traz esperança

Eu sou um profundo admirador das religiões e respeito igualmente a todas. Todas levam ao mesmo Deus, porém, as pessoas vaidosas espiritualmente pregam que sua religião é melhor que a do vizinho e frequentemente criam intrigas quanto às práticas e doutrinas das outras religiões. Isso cria um clima tenso e totalmente desgastante, onde nunca existe um vencedor, sempre terminam com perdedores dos dois lados, pois quem briga por causa de uma religião já é um perdedor antes mesmo de abrir a boca.

Por fim, quero falar da parte mais pesada de todas, a HIPOCRISIA. A maior parte dos vaidosos espirituais são hipócritas, pois na vida real não vivem o que falam e pregam. Ficam o dia inteiro dentro de igrejas e grupos, mas são incapazes de serem amorosos com a família, com o esposo, a esposa. Rezam diversos terços e vão a diversas reuniões e grupos, mas na menor discussão explodem de raiva e falam palavras agressivas. Cantam hinos e belíssimas canções, mas na hora de voltar pra casa não cedem seus lugares no banco do ônibus para a senhora idosa que está em pé. Pagam o dízimo e fazem várias ofertas, mas não ajudam os familiares, não dão presentes a alguém especial, não investem em coisas valiosas como cursos, livros, ou mesmo viagens com amigos ou a família. Em resumo, negligenciam a vida real para viver de forma fantasiosa dentro das igrejas, templos, grupos e comunidades. Isso é a vaidade espiritual.

Se este texto lhe incomodou, é sinal de que minhas palavras fizeram algum efeito em você, e isso já me deixa bem feliz. Mais uma vez repito que amo a espiritualidade, mas aquela que nos torna mais humanos, que nos faz sair do nosso casulo para irmos verdadeiramente ao encontro dos nossos irmãos, que nos torna mais serenos, mais amorosos, mais compassivos, mais altruístas, mais humildes, mais simples, mais atenciosos às pequenas coisas da vida. Isso é o que considero espiritualidade no mais profundo da palavra, o crescimento em consciência e amor. Pense sobre isso…

Se quiser se aprofundar um pouco mais nesse tema, deixo um vídeo do padre Fábio de Melo e padre Joãozinho em que eles abordam a vaidade espiritual. Vale a pena conferir…

Para concluir, deixo uma frase curta que resume tudo o que eu falei neste texto: “Quem julga ser bom por medo de castigo ou esperança de prêmio é um egoísta disfarçado…”Huberto Rohden

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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A gente se acostuma com tudo…

Por Isaias Costa

A gente se acostuma

Quero compartilhar um texto que achei maravilhoso e pode levar a grandes reflexões. Nele a autora fala sobre o ser humano e como ele se acostuma com tudo, mesmo com aquilo que é ruim. Na realidade acostumar-se e conformar-se são verbos quase sinônimos, as diferenças são sutis, acostumar-se tem a ver com criar um costume, um hábito, já conformar-se é achar que algo não pode mudar ou que não precisa ser mudado.

Este texto é de autoria da escritora e jornalista Marina Colassanti. Leia e reflita sobre ele. E como adoro música, deixo também uma bela música da banda Pato Fu que fala sobre os hábitos, chamada “Vida diet”

“EU SEI, MAS NÃO DEVIA”

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

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