Quem ama não sabe calcular

Por Isaias Costa

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Eu acredito que Jesus Cristo foi e sempre será o maior homem que já pisou neste planeta Terra. A sua grandeza, seu amor, seu desprendimento, seu coração, sua sabedoria, tudo, tudo o faz ser grandioso.

Nesta sexta-feira da paixão resolvi homenagear o homem que merece todas as homenagens. Como diria a irmã Kelly Patrícia “Tudo és digno de todo nosso amor. Tu és digno Jesus, de toda homenagem, pois és rei, és senhor. A te toda a glória e majestade…”.

Jesus Cristo era puro amor. Amou tanto a humanidade que deu a sua própria vida por ela, podendo de inúmeras maneiras ter se livrado desse sofrimento, por ser poderoso. Mas isso fazia parte de sua missão de vida, estava escrito nas profecias que ele deveria morrer pela humanidade, e o fez, deixando sua marca registrada para sempre no coração das pessoas e na humanidade. Jesus foi tão importante que literalmente dividiu a história, existe o antes de Cristo e o depois de Cristo.

Não estou escrevendo este texto apenas para os cristãos. Não. Estou escrevendo para todas as pessoas e não entrarei em nada que seja na esfera da fé, vou me ater apenas a seus aspectos humanos, que são humanos e divinos. E para isso vou fazer uma breve reflexão a partir de uma das músicas da irmã Kelly Patrícia mais profundas, a música “Viver de amor”, que foi inspirada nos escritos da Santa Teresa de Ávila. Abaixo está o link com a música e a letra completa.

Viver de amor é dar sem medida sem na terra salário reclamar.
Ah! sem contar eu dou, pois
convencida de que quem ama
não sabe calcular. (bis)

Ao divino Coração transbordante de
fineza. Eu dei tudo e leve corro com ardor.
Não tenho mais que minha única riqueza: viver de amor! (bis)

Viver de amor é banir todo temor
toda lembrança das faltas do passado,
de meus pecados, vestígio algum eu vejo, eu vejo,
Ao fogo divino um a um foi apagado.

Chama sagrada, ó dulcíssima fornalha.
Minha morada eu fixo em teu ardor
Jesus, é aí, que eu canto com alegria: eu vivo de amor! (bis)

Viver de amor, que estranha loucura,
diz-me o mundo, ah! cessa de cantar,
não percas teu perfume, tua vida
utilmente procura empregar. (bis)

Amar-te, Jesus, que perda fecunda!
Todos os meus perfumes são teus, pra sempre
Eu vou cantar ao sair deste
mundo: eu morro de amor! (bis)

Nesta música a Kelly Patrícia está falando sobre o amor de Jesus por nós. Era um amor impossível de calcular. Quem ama não sabe calcular. Essa frase é de uma sabedoria incrível. Vivemos em um mundo que se mede tudo através do dinheiro, mas para viver de amor, o dinheiro JAMAIS está em primeiro plano. Aqui é preciso esclarecer um ponto de suma importância. Muitos pensam que viver de amor é não trabalhar, viver como que “de brisa”. Esse é um grande engano. Viver de amor não é isso, eu posso ser um milionário, ou até mesmo um bilionário, e viver de amor, pois como diz a música: “Viver de amor é dar sem medida. Sem na Terra salário reclamar”. O amor acontece como uma doação, como uma decisão de fazer os outros felizes. Eu amo verdadeiramente uma pessoa quando eu saio do meu mundo egoísta e mesquinho e vou ao encontro dos irmãos. Era isso o que o mestre Jesus fazia. Ele peregrinava por Jerusalém e cidades vizinhas pregando e levando sabedoria para as pessoas.

Sabe de uma coisa? Inclusive muitos não entendem isso? Jesus poderia ter sido o homem mais rico financeiramente na sua época. Mas por que ele não o foi? Porque isso não fazia parte da sua missão de vida. Sua missão era ser carpinteiro. E outra ideia incrível que muitos não se perguntam era: Por que Jesus foi carpinteiro? Não era apenas por ele ser filho do carpinteiro José, mas o principal motivo era ele preparar o seu coração dia após dia para o seu destino final pregado numa cruz. Ele trabalhava diariamente com pregos e madeiras, algumas vezes pregos idênticos aos que pregaram suas mãos e pés na cruz. E esse pregos foram a antecipação do seu destino. Cada prego fincado por Jesus nas madeiras que utilizada para criar móveis era uma prévia do que aconteceria com sua própria pele futuramente.

A música da Kelly Patrícia também nos remete a atitude malévola e mesquinha de Judas Iscariotes na passagem em que uma mulher derrama um perfume caríssimo sobre os pés de Jesus. Nesta passagem Judas questiona Jesus dizendo: “Senhor! Não seria melhor que vendêssemos esse perfume caro para dar aos pobres?”. Nesse desejo ele não estava querendo ser generoso, mas achava um verdadeiro desperdícil de dinheiro. Não duvido nada que o Judas estivesse dominado pela inveja, com desejo de o perfume ser derramado nos seu pés e não nos de Jesus.

Essa passagem é riquíssima. Ela pode ser interpretada de diferentes formas, mas a que mais prefiro é com relação a “dar aquilo que temos de melhor para Jesus”. É por isso que a Kelly fala “todos os meus perfumes são teus pra sempre”. Isso é o mesmo que dizer “Dou a você Jesus, tudo aquilo que existe de melhor em mim…”. Neste dia de sua paixão, gostaria de lhe levar a refletir sobre isso. A pensar um pouco na grandeza deste homem que fez a maior revolução já acontecida na Terra, a revolução do amor.

Que nós busquemos viver de amor. Busquemos a verdadeira riqueza, que é fazer o bem aos outros. Fazer os outros felizes. Isso é riqueza. Dar. Amar. Partilhar a vida, os afetos, as vivências, as amizades…

Desejo a todos uma Feliz Páscoa

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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