O camaleão e o pássaro encantado

Por Isaias Costa

camaleão

Você sabia que todos nós, seres humanos, temos uma característica em comum com os camaleões? Os camaleões tem uma característica conhecida chamada camuflagem, no qual eles mudam a cor da pele para se adequar ao meio em que estão inseridos. Esse mecanismo é utilizado muitas vezes como uma defesa contra animais que possam comê-los ou também como uma forma de sinalizar perigo.

Mas qual a semelhança entre os camaleões e nós? Nós somos fruto do meio em que estamos inseridos. Nós refletimos exteriormente aquilo que está cheio no nosso coração, e o ambiente é fundamental para saber se as energias que estamos emanando são positivas ou negativas.

Eu posso dizer isso sem medo. Eu vivi na pele o que estou dizendo agora. Na época em que cursava Física e percebi que não queria seguir carreira acadêmica por lá, aquele ambiente passou a se tornar tóxico para mim, e isso se refletia na minha baixa alegria, humor, satisfação, voz e claro, meu semblante. As pessoas olhavam pra mim e diziam com ar de preocupação: “Isaias. Tá tudo bem cara?”. Eu tentava disfarçar, mas minha sinceridade não deixava. Meu comportamento e minha linguagem corporal me acusavam de que eu não estava bem. Se fosse fazer uma comparação com a cor da pele de um camaleão, minha pele certamente estaria cinza, tendendo para o preto.

Hoje mudei completamente. Não segui a carreira de pesquisador em Física e posso afirmar que sou outra pessoa. Hoje minha cor é bem mais viva, talvez um azul, ou algo mais tendendo ao branco, pois estou também mais sereno e pacificado.

Qual a sua cor? Já fez essa pergunta de uma maneira filosófica? Como estou propondo agora? Se ela estiver acinzentada, o que você pode fazer hoje para que a sua cor mais natural comece a desabrochar? Quem são os amigos que você pode contar para dar mais cor a sua pele? Em que lugar você gostaria de estar e sabe que certamente lhe fará bem? Estas são perguntas importantes. Eu me faço tais perguntas independente de estar me sentindo bem ou não, de estar feliz ou triste, de estar em casa ou viajando, não importa, eu sempre me faço estas perguntas e sei que elas fazem toda a diferença na minha vida.

Claro que me lembrei do mestre Rubem Alves ao escrever esse texto. Ele tem uma célebre estória chamada “A menina e o pássaro encantado”, que fala de uma menina que tinha um pássaro encantado, que mudava de cor de acordo com o local onde ia passear, e sua beleza encantadora estava no fato de ele ser livre.

Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo.
Ele era um pássaro diferente de todos os demais: era encantado.
Os pássaros comuns, se a porta da gaiola ficar aberta, vão-se embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades… As suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava. Certa vez voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão…

Se quiser ler essa belíssima estória na íntegra, deixo o link abaixo. Lembre-se que todos nós somos como os camaleões quando se trata do meio em que estamos, nós nos adequamos de acordo com a energia que emana deste, e cada um reage a estas energias de maneira absolutamente individual…

https://paralemdoagora.wordpress.com/2013/06/12/dia-dos-namorados-encantado/

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