A sabedoria da tolerância

Por Isaias Costa

A tolerância é um dos maiores ingredientes das pessoas sábias e hoje vou falar brevemente sobre ela, a partir de algumas palavras do psiquiatra e escritor Augusto Cury.

“O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes, a reação impulsiva é a embriaguez dos fracos. O silêncio e a tolerância são as armas de quem pensa, e a reação instintiva é a arma de quem não pensa. É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar.

É preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante, do que com um ser humano de ilibada cultura saturada de radicalismo, egocentrismo, estrelismo. Sabedoria e autocrítica não se aprende nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência.”

Augusto Cury

Estas são palavras muito verdadeiras. Concordo plenamente com elas e tenho colocado em prática na vida o que ele sugere com elas. Quando ele fala: “É preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante, do que com um ser humano de ilibada cultura saturada de radicalismo, egocentrismo, estrelismo. Sabedoria e autocrítica não se aprende nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência”, lembro imediatamente de pessoas que convivi com os dois tipos de natureza, a tolerante e a egocêntrica radical. Como um processo natural, eu me afastei das egocêntricas e me aproximei cada vez mais das tolerantes. E digo também com muita alegria que muitas pessoas sábias que tenho o prazer de conviver, não têm cultura acadêmica, mas tem o principal, os valores humanos, a ética, o respeito, a honestidade, a generosidade, o desprendimento. Eu agradeço todos os dias por ter tantas pessoas sábias na minha vida, pessoas que me ajudam a ser um homem melhor e a crescer em amor e consciência.

Ele também fala sobre o silêncio, que anda de mãos dadas com a tolerância. Quanto mais tolerante for uma pessoa, mais ela aperfeiçoa a graça do silêncio. E um detalhe importante é que as pessoas tolerantes têm uma energia pessoal e semblante bem mais agradável do que as intolerantes, e o motivo é bem simples de entender. Nós, seres humanos, somos seres falantes, queremos falar e ser ouvidos, mas quase ninguém tem desenvolvida a arte de ouvir. Poucas são as pessoas que escutam as outras com atenção e carinho, se alguém consegue ser assim, ela naturalmente será agradável, pois ela faz parte de um grupo seletíssimo de pessoas que escuta mais do que fala.

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Estas palavras me fizeram lembrar um filme excelente que mostra o valor que tem uma pessoa tolerante. O filme “Uma lição de amor”, com o ator Sean Penn. Neste filme, o ator principal (Sam Dawson) tem um retardo mental que o faz ter a poder cognitivo de uma criança de 7 anos. Como diz o Augusto Cury: “É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar…”. O Sam era lento no pensar, mas era amoroso, carinhoso, educado, simpático, humilde e, logicamente, tolerante. Por ele ser assim, tinha vários amigos que lhe queriam muito bem. Eu sempre me emociono com esse filme, pois nele eu vejo a beleza de ser uma pessoa simples, quem é simples é querido pelos outros e mesmo que tenha limitações, como o caso do Sam, isso não tem relevância, pois os valores humanos são muito mais importantes do que as limitações.

Que você reflita sobre essas poucas palavras e busque crescer em tolerância. Não só você, mas o mundo inteiro vai ganhar com essa mudança…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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