Michael Phelps- realizando o impossível

Por Isaias Costa

8 medalhas de ouro em apenas uma edição das Olimpíadas

8 medalhas de ouro em apenas uma edição das Olimpíadas

Um grande exemplo de superação de limites é o grande nadador americano Michael Phelps. Esse jovem de apenas 28 anos (nesta data), já possui recordes olímpicos históricos e completamente incomuns para alguém tão novo. Mas sua vida nem sempre foi a maravilha que vemos noticiada na TV e hoje você vai conhecer uma parte da sua história que nem todos falam.

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Michael Phelps tinha hiperatividade e transtorno de déficit de atenção. Era inquieto, agitado, não se adaptava ao sistema escolar, não conseguia ficar parado, não se concentrava em sala de aula. Tinha necessidade de se movimentar, falar, agir, reagir. Uma professora, observando seu comportamento, sentenciou que ele era um candidato a não virar nada na vida. Foi desprezado, desacreditado.

Mas descobriu um segredo para decifrar o Código da Resiliência, para superar adversidades e enfrentar crises. Uniu dois ingredientes indispensáveis em seu psiquismo: treino (disciplina) e sonhos. Entendeu que sonhos sem treino produzem pessoas frustradas e conformistas e, por sua vez, treino sem sonhos produz servos do sistema social, pessoas que apenas obedecem a ordens, que não têm alvo nem metas.

O jovem hiperativo sonhou em ser um grande esportista. Superou as armadilhas da sua mente e treinou muito. Ao treinar, focar em seus alvos, sonhar, enfrentar sua ansiedade, aprendeu a se concentrar em suas metas. O resultado? Sem ter conhecimento de psicologia, reeditou o filme do inconsciente, as zonas de conflitos, e produziu intuitivamente uma plataforma de janelas lights paralelas às janelas killer não reeditadas onde estavam arquivadas as experiências de desprezo e descrédito construídas em sua infância.

Desse modo entendeu que todas as escolhas têm perdas. Quem quer ganhar sempre está despreparado para viver, não sabe que os aplausos de hoje serão as vaias de amanhã. É necessário perder coisas importantes para conquistar as mais relevantes. O jovem Michael Phelps sabia onde queria chegar.

Seu “eu” aprendeu a ser resiliente, a superar o drama para sorrir no palco, a superar as crises para crescer. Seu “eu” aprendeu a ser autor da sua história e, assim, viveu a mais fundamental lição do jogo da vida: ninguém é digno do pódio se não usar seus fracassos para conquistá-lo. Tornou-se a maior estrela das olimpíadas de todos os tempos. Ganhou 8 medalhas de ouro em uma mesma edição. Um feito jamais realizado.

Augusto Cury

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O passado do Phelps é carregado de decepções e de descrédito dos outros. Ninguém acreditava no seu potencial. Ele, por muito tempo, amargou todo esse descrédito. Então, o que ele fez? Ele fez o que todos nós deveríamos fazer. Se aperfeiçoou naquilo que ele sabia fazer de melhor, nadar. Treinou exaustivamente por anos a fio, superando seus próprios limites dia após dia.

É importante ressaltar a questão do tempo. Ele não se tornou um mito do dia para a noite. NÃO. Foi um processo. Ele foi sendo lapidado através de muito treinamento disciplinado para alcançar seus maiores objetivos. O que diferencia pessoas como o Michael Phelps de nós não é ter um corpo forte, ter boa resistência, treinar nos EUA, nada disso. O que diferencia é o FOCO. Ele focou todas as suas energias em um único objetivo, um objetivo muito grande: ser o maior nadador da história das olimpíadas. Todos os dias ele levantava da cama já com esse pensamento: “Preciso treinar. Preciso me aperfeiçoar. Preciso dar o melhor de mim…”. E todo esse foco o levou a conquistar vitórias que para nós seriam consideradas impossíveis.

Você ainda lembra o significado da palavra impossível? Vou lhe relembrar: “Impossível é o nome que se dá a tudo aquilo que ainda não foi tentado o suficiente…”. O Phelps provavelmente deve ter pensado: “Quantas medalhas de ouro alguém já ganhou em uma única edição de Olimpíadas?”. Então ele colocou como uma META na sua mente conseguir mais medlahas do que esse máximo. O que parecia impossível, ele foi lá, tentou e venceu, marcando seu nome para sempre a história do esporte mundial.

Quantas vezes nós desistimos nas primeiras frustrações? Eu mesmo já desisti de muita coisa por causa dos fracassos. É importante ter em mente algo fundamental. Se algo que estamos fazendo faz parte dos nossos melhores talentos e mesmo assim fracassamos, não adianta ficar só nas reclamações e lamentações. O que precisamos fazer é nos tornar cada vez melhores e mudarmos as nossas estratégias, pois quase sempre, quando falhamos no que somos bons, não é por incompetência, mas porque escolhemos as estratégias erradas. Cada vez mais estou aprendendo isso e utilizando ao meu favor. Um exemplo simples. Eu tenho talento para a escrita, mas não me atrevo a escrever sobre política a fundo, pois sou mais que leigo nesse assunto. Agora para escrever sobre temas mais filosóficos, psicológicos e teológicos, eu o faço, pois mergulho fundo nesses assuntos e estudo por puro prazer. Assim, me aprofundo e aperfeiçou, podendo crescer cada vez mais, entende?

Descubra suas maiores potencialidades e invista nelas. Com energia. Com dedicação. Com foco. E sempre, sempre usando os seus fracassos como alavanca para chegar mais longe…

O fracasso como uma alavanca
O sucesso não cai do céu

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  • Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]
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