Arquivo do mês: junho 2014

A importância do riso e do choro

Por Isaias Costa

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Eu admiro muito as sábias palavras do místico oriental Osho e cada vez mais aprendo com ele. Hoje vou fazer uma breve reflexão sobre a importância do riso e do choro para o nosso equilíbrio, harmonia, saúde e felicidade.

“Sorrir é a primeira atividade social e deveria permanecer a atividade social básica. O indivíduo deveria continuar rindo a vida toda. Se você consegue rir em todos os tipos de situação, você se torna capaz de lidar com elas- e isso lhe trará maturidade. Não estou dizendo para não chorar. Na verdade, se você não consegue rir, também não consegue chorar. As duas coisas caminham juntas, fazem parte de um mesmo fenômeno: ser verdadeiro e autêntico.

Há milhões de pessoas cujas lágrimas já secaram; os olhos delas perderam o brilho, a profundidade; perderam a água- porque não podem chorar, não podem prantear; as lágrimas não fluem naturalmente. Se o riso é deficiente, as lágrimas também se tornam deficientes. Só uma pessoa que ri bem pode chorar bem, então você está vivo. Um homem morto não ri nem chora. Um homem morto pode ser sério. Observe: olhe para um cadáver – o homem morto pode ser sério de uma maneira mais habilidosa que você. Só um homem vivo pode rir, soluçar e chorar.

O riso traz força. Hoje, até a ciência médica sabe que o riso é um dos remédios mais profundos que a natureza fornece ao homem. Se você puder rir quando está doente, recuperará sua saúde muito mais rapidamente. Se não puder rir, ainda que esteja saudável, cedo ou tarde perderá a saúde e ficará doente.”

Osho

Logo no início ele fala sobre algo que poucas pessoas se dão conta, o riso e a maturidade. As pessoas mais sérias da sociedade tem uma falsa impressão de que aqueles que riem demais são imaturos. Grande engano! Na verdade é o contrário, aqueles que conseguem enxergar a vida e o mundo com o olhar de uma criança, com pureza e vendo sentido nas pequenas coisas, estas sim são mais maduras. É muito fácil confundir maturidade com responsabilidade, com seriedade, com compromisso etc. Mas isso tudo não é a maturidade, é apenas parte dela, entende? As pessoas estão cada vez mais infelizes porque não conseguem relaxar, se aquietar, parar e apreciar o simples, o essencial. Estão presas nos seus trabalhos, nas suas obrigações, nos seus horários, nas suas agendas, e esquecem o essencial. Rir da vida, dos acontecimentos e, principalmente, rir de si mesmo, é um verdadeiro remédio, e traz harmonia, saúde, paz e logicamente, maturidade.

Eu já falei aqui sobre a importância das lágrimas, elas existem para purificar, para limpar, para renovar nossa alma e nosso espírito. Quando choramos, eliminamos energias negativas e abrimos espaço dentro dos nossos corações para novas experiências e vivências. Gosto de associar o choro com um copo cheio de água, ele representa o transbordamento de sua água, o copo cheio demais não suporta tanta água e é obrigado e expulsar a parte em excesso. As lágrimas eliminam o excesso das nossas dores, para que nos purifiquemos. É por isso que quando rompemos algum relacionamento amoroso choramos tanto, porque é muita dor para ser administrada, e a forma que o nosso corpo tem de administrá-la é através das lágrimas. O Osho também tem algumas palavras simplesmente perfeitas para explicar porque choramos e a importância das lágrimas. Leia com atenção.

“As pessoas perderam quase que completamente a dimensão das lágrimas. Elas só as deixam sair quando estão em profundo estado de dor ou sofrimento. Esqueceram-se de que as lágrimas também podem ser de felicidade, de enorme prazer, de celebração.

As lágrimas não têm nada a ver com o sofrimento ou a felicidade. Elas têm a ver com qualquer coisa que seja muito profunda e precise transbordar. Pode ser felicidade, pode ser tristeza.

Qualquer coisa que seja intensa demais, impossível de conter, algo que transborde: a xícara ficou cheia demais. As lágrimas saem desse excesso. Então, dê a elas o seu devido valor.”

Osho

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Agora aqui vem uma das mensagem mais importantes destes textos do Osho. Só ri e chora quem está vivo. Ele se utiliza desta linguagem de morte de uma maneira muito sábia. Ele não está falando da morte biológica, mas da morte do espírito. Quando nosso espírito morre, nós morremos também, mas mesmo assim, podemos continuar habitando a terra, como se fôssemos zumbis. Respiramos, nos alimentamos, trabalhamos, mas não vemos um sentido maior para as nossas vidas. E, infelizmente, existem mais pessoas nestas condições do que se imagina. É por isso que tantas doenças vêm se alastrando, em especial a depressão, que já é considerada o mal do século.

Uma vez eu li em um artigo que encontraram na bíblia do Frei Tito (que foi duramente torturado na época da ditadura militar) os seguintes dizeres: “É melhor morrer do que perder a vida”. Essa frase é de uma profundidade absolutamente fora do comum. O que ela quer dizer? Exatamente o que foi exposto acima. Quando você “perde a vida”, você perde o seu sentido, nada mais faz sentido, então você já está morto, mesmo que respirando. Então o que o Frei Tito fez foi se suicidar antes que isso acontecesse, ou seja, antes que ele não conseguisse mais ver sentido algum na sua vida a ponto de passar o resto de seus dias como um zumbi. Eu admiro muito este homem, ele tinha um coração muito humano e solidário. Certamente foi uma das maiores perdas do final do século XX…

Para concluir. A mensagem final do Osho é sobre a saúde. O riso nos dá saúde e harmonia. Não há como uma doença se instalar em um corpo equilibrado, isso é quase impossível. A doença é fruto do nosso desequilíbrio, primeiramente na mente, em seguida no corpo. Também escrevi um pouco mais detalhadamente sobre isso, se quiser ler, deixo o link abaixo.

Rir é o melhor remédio

Portanto! Lembre-se sempre que o riso e o choro são terapêuticos. Eles nos ajudam a nos equilibrar e harmonizar nossas emoções…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Uma vida plena é uma vida autêntica

Por Isaias Costa

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Uma das virtudes do Raul Seixas que mais me faz admirá-lo e tê-lo como referência na minha vida é a sua AUTENTICIDADE. Ele foi um dos homens mais autênticos que esse nosso país já teve a honra de receber. Ele buscava viver em plenitude, e buscou tanto isso que acabou não se dando limites aos seus inúmeros desejos. Farei uma breve reflexão sobre essa sua grande virtude, a partir de algumas palavras do filósofo e escritor Lou Marinoff.

“Pode ser que você precise de uma coragem considerável para cultivar o seu talento, especialmente quando isso o levar a explorar caminhos desconhecidos ou o conduzir por outros que sejam diferentes dos percorridos por sua família, por sua comunidade ou por seus amigos. Porque coragem significa mais do que mostrar bravura em tempos de combates mortais, desastres naturais, risco financeiro ou outros perigos iminentes; também significa ser corajoso o bastante para ser você mesmo diante da pressão da família, da comunidade ou dos amigos que desejam que você entre nos moldes que eles vislumbravam para você. É necessário coragem para levar sua própria vida de maneira autêntica, em vez de uma vida que os outros traçaram para você. Uma vida plena é uma vida autêntica.”

Lou Marinoff

=> Você pode ler o texto completo clicando neste link.

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A saúde do corpo começa na mente

Por Isaias Costa

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Li no livro “O futuro da humanidade”, do psiquiatra e escritor Augusto Cury, uma exposição incrível a respeito da relação entre a saúde física e a psíquica, no quanto as duas andam de mãos dadas, e também uma crítica ao mundo da farmacologia, que ganha bilhões e bilhões de dólares anualmente com remédios para aliviar apenas parcialmente as doenças que afligem os seres humanos. Abaixo está o trecho do livro.

As indústrias farmacêuticas investem bilhões de dólares em pesquisas de novas drogas que atuam no cérebro humano para tratar de doenças psíquicas, mas não investem nada em medidas preventivas, em melhorar a educação, desenvolver a arte de pensar das crianças, educar a autoestima, diminuir o estresse social e combater a miséria física e psíquica. A sociedade precisa saber que na esteira do adoecimento psíquico da humanidade, a indústria farmacêutica prepara-se silenciosamente para se tornar a mais poderosa do mundo, mais robusta do que a indústria das armas e do petróleo. Essa indústria precisa de uma sociedade doente para continuar vendendo seus produtos. Aliás, nunca se venderam tantos tranquilizantes e antidepressivos. Precisamos repensar o futuro da ciência e refletir para onde caminha a humanidade.

Augusto Cury

=> Você pode ler o texto completo clicando neste link.

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Luzes em pó

Por Isaias Costa

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Outro dia eu li uma frase bem pequena, mas que me levou a refletir bastante e escrever sobre um tema que até o momento ainda não tinha escrito, as DROGAS. A frase é a seguinte:

“As pessoas falam tanto em deixar um planeta melhor para as suas crianças, mas se esquecem de deixar melhores crianças para esse planeta.”

Thrangu Rinpoche

Mais uma vez eu volto àquela questão do viver o hoje, o momento presente. A maior parte das pessoas se projeta o tempo todo no futuro ou se prende a uma passado morto e cheio de mágoas e ressentimentos. Se as pessoas verdadeiramente vivessem o hoje em sua plenitude, com certeza elas deixariam melhores crianças para esse planeta. Elas cresceriam mais felizes e equilibradas, fariam este mundo se harmonizar e, como consequência, milhares de vícios seriam eliminados, entre eles, o vício das drogas.

O que leva uma pessoa a se tornar uma viciada em drogas? Essa é a questão crucial e que leva a reflexões complexas e profundas.

Um dos motivos e, acredito que seja o principal, é o desequilíbrio da família. Um jovem não procura o mundo das drogas por querer se aventurar, ou porque quer ser um rebelde, não! Um jovem procura as drogas por ter lacunas dentro de si e que não consegue preencher com mais nada, porque não tem como fazer isso. Ele está carente de amor, de afeto, de espiritualidade, de boas amizades, de boas referências, de alguém que acredite nos seus talentos, de alguém que lhe inspire a ser alguém melhor e ajude a enxergar o mundo com olhos mais profundos etc. Há uma sede por amor e sentido de vida, há um desejo de encontrar luz onde só reinam trevas. Perceba de onde vem a maior parte dos drogados não só do Brasil, mas do mundo inteiro. Eles vêm de periferias, dos lugares mais pobres, onde faltam recursos e orientação para os estudos, para o desenvolvimento profissional, orientação religiosa e espiritual, práticas esportivas etc. Esses lugares são cheio de pessoas que perderam quase que completamente a esperança na vida, o que leva os jovens a buscarem essa luz que tanto necessitam em prazeres doentios e deletérios como as drogas.

Intitulei este texto como “luzes em pó”, porque é exatamente isso que a droga faz com um usuário. Ela faz com que a pessoa enxergue uma luz naquele pó branco. Porém, essa luz é falsa. A pessoa sente euforia, força, relaxamento, êxtase, e uma série de outros efeitos, que duram minutos ou horas, em pouco tempo tudo volta a ser como antes da ingestão, mas deixando um rastro chamado DEPENDÊNCIA. As drogas interferem diretamente no cérebro, em suas zonas de recompensa, fazendo com que o usuário crie dependência. O que fazer? Essa é uma pergunta bem difícil. Depois que o vício está instalado, é preciso primeiro ter fé que o usuário um dia conseguirá se libertar do vício. Depois é tentar orientá-lo de alguma forma no caminho de libertação. Não é fácil! Mas acredito que o principal caminho é o que vem na frase que iniciou este texto: deixar filhos melhores para o mundo. Buscar primeiro ser alguém reto e virtuoso, para assim, saber educar bem os filhos e orientá-los da melhor forma possível, para que cresçam como cidadãos éticos e de bom caráter. A raiz de todos os problemas que envolvem drogas está na educação, primeiro, da família e segundo, da educação formal (escolas, cursos etc).

A educação em todos os níveis ainda é extremamente precária no nosso país, e isso gera desequilíbrios sem precedentes. Eu sonho em ver este país mais desenvolvido intelectualmente, espero que este dia chegue, mesmo que eu não esteja mais por aqui para ver.

Quero concluir deixando uma das músicas que expressa de forma muito inteligente a origem do vício das drogas. Esse vício se origina da falta de orientação e de pessoas que escutem os dramas pessoais dos que entram por esse caminho. Trata-se da música “Tem alguém aí?”, do Gabriel, o pensador. O refrão dessa música tem alguns questionamentos que passam na mente de todo e qualquer drogado:

Ninguém tá escutando o que eu quero dizer!
Ninguém tá me dizendo o que eu quero escutar!
Ninguém tá explicando o que eu quero entender!
Ninguém tá entendendo o que eu quero explicar!

Escute essa música com bastante atenção e assimile lá no fundo da sua alma e do seu coração a frase do início deste texto: “As pessoas falam tanto em deixar um planeta melhor para as suas crianças, mas se esquecem de deixar melhores crianças para esse planeta.”

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Autoimagem inflada

Por Isaias Costa

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Li no livro chamado “A arte da felicidade no trabalho”, do mestre Dalai Lama e do escritor Howard Cutler uma abordagem muito interessante sobre as pessoas que possuem uma autoimagem inflada, em contrapartida àquelas pessoas com baixa autoestima. Abaixo está um pequeno trecho do livro no qual se fala sobre isso:

“É mais fácil de superar a baixa autoestima do que a autoimagem inflada. As pessoas com baixa autoestima tendem a se culpar por tudo, daí pelo menos reconhecem com frequência que têm um problema que precisa ser tratado. São muito mais propensas a buscar ajuda profissional para superar a baixa autoestima ou os distúrbios a ela associados, como a depressão. Já as pessoas no extremo oposto do espectro, com uma noção exagerada dos seus dotes e talentos, tendem a culpar o mundo pelos seus problemas. Afinal de contas, eles são perfeitos; portanto os outros devem estar errados. Com frequência são incapazes de reconhecer o quanto sua arrogância e seu sentido de autoridade afastam os outros, e podem se indagar por que têm poucos amigos próximos. Embora suas realizações efetivas sejam modestas, quando não conseguem o reconhecimento imediato que consideram justo receber, logo abandonam um projeto e não conseguem perseguir suas metas.”

Essas palavras são muito verdadeiras. O Howard está falando nessas poucas palavras sobre o maior de todos os pecados humanos, a VAIDADE. Ela pode ser extremamente destruidora na nossa vida. Esse é o sentimento que pode nos fazer perder nossa própria essência e aquilo de mais puro que possa desabrochar do nosso coração. Tempos atrás falei com mais detalhes sobre isso citando o incrível filme “O retrato de Dorian Gray”. Se você não tiver lido, segue o link.

O retrato de Dorian Gray e da sociedade

As pessoas que tem a autoimagem inflada normalmente são arrogantes e não são mais inteligentes, ou mais capacitadas do que as outras. Ou seja, trata-se apenas de uma imagem distorcida da realidade, que leva a inúmeros desgastes, principalmente nos relacionamentos afetivos e amorosos. É muito difícil conviver com uma pessoa que se sente perfeita e que não erra. Reconhecer que erramos e que somos imperfeitos é uma das maiores virtudes e sabedorias que se pode nutrir. Até mesmo pode nos ajudar na criatividade. Falo até mesmo por mim como um rapaz que se propõe a escrever. Se eu achasse que sou perfeito e que não erro eu não passaria nem do primeiro mês nesse blog. Ninguém iria ler os meus escritos, todos iriam me achar um chato e provavelmente seria metralhado nos comentários com mensagens de crítica. Essas coisas não acontecem porque procuro me manter na humildade e sendo um eterno aprendiz. Isso inclusive me ajuda a manter a criatividade! Ela nasce do desejo de ser um eterno aprendiz, e só pode ser um eterno aprendiz a pessoa que se mostra humilde.

Eu erro: logo existo
O olhar desatento

Acho incrível quando ele fala sobre a busca por ajuda pelas pessoas com baixa autoestima. Por constantemente se depreciarem, elas têm um desejo maior de pedir ajuda, e desta forma acabam melhorando, mais cedo ou mais tarde. Já as com autoimagem inflada não melhoram e ainda colocam a culpa por seus erros, seus comportamentos e suas atitudes nos outros. É aquela velha estória de que é sempre mais fácil achar que a culpa é do outro.

A culpa é do outro

A arrogância é um comportamento que só destrói a própria pessoa e causa danos a todos aqueles que convivem com o arrogante. Trabalhar esse comportamento é algo bastante difícil, porque o primeiro passo é se reconhecer arrogante, e por causa do enorme orgulho e vaidade dessas pessoas, elas dificilmente melhoram ou só melhoram depois de “quebrar a cara” muitas vezes e “cair do cavalo”. Quando falo sobre isso sempre me lembro do grande apóstolo Paulo. Eu considero o maior milagre da história da humanidade a sua conversão. A sua transição de um homem arrogante a humilde. Paulo era dono de uma inteligência e argúcia como nunca se viu igual em sua época, tanto é que os livros bíblicos mais aprofundados em termos de linguagem e de mensagens são as suas cartas. O milagre da conversão de Paulo é um aprendizado para sermos pessoas cada vez melhores e mais humildes. Se quiser ler um pouco mais sobre isso deixo um link abaixo.

De arrogante à humilde

Portanto! Busque sempre o equilíbrio. O principal objetivo tanto das palavras do Howard como deste texto é fazer você refletir que tanto ter uma baixa autoestima como ter uma autoimagem inflada são deletérios. O ideal e que deve ser buscado é a humildade, a transparência, a honestidade, para através dessas imensas virtudes se tornar autoconfiante. Lembre-se sempre que a verdadeira autoconfiança surge da honestidade e da humildade…

Honestidade e autoconfiança

Prof. Renato Dias Martino - psicanálise São José do Rio Preto - prpotencia

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De volta para o começo

Por Isaias Costa

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Estava ouvindo com bastante atenção uma música que gosto muito e que me levou a refletir sobre um assunto de extrema importância, os relacionamentos amorosos. Estamos vivendo em um tempo que está tornando os relacionamentos amorosos algo descartável, e a frase clássica que ouvimos por aí é esta: “Não deu certo! Separa! Parte pra outra…”. Porém, existe algo muito sutil por trás destes pensamentos e que vou comentar.

Hoje em dia, devido a diversos fatores, a maior parte das pessoas está desconfiada em demasia. Iniciam um relacionamento amoroso com grandes desconfianças e achando que alguma coisa vai dar errado, levando a uma ruptura. Esse pensamento é muito perigoso, pois existe uma lei que não me canso de dizer e que leva o relacionamento a tomar um direcionamento doloroso, a lei da atração. Se você parte para um relacionamento com pessimismos, provavelmente aquilo que você estava pensando acabará acontecendo, pois você atraiu para si. Cada vez mais eu vejo a realidade desta lei que tanta gente pensa ser balela, mas é muito real. A qualidade dos nossos pensamentos é que nos leva a ter a vida que temos.

Com desconfianças, é praticamente impossível você se abrir de verdade com a pessoa amada, ter com ela o que eu chamo de “encontro mais profundo”, que é o nível de comunicação mais forte que pode existir entre os seres humanos, a comunicação visceral. Vou deixar o link de um dos textos que eu mais gostei de ter escrito e que fala sobre essa comunicação visceral. Segue o link com ele.

Um encontro mais profundo

Muitas vezes relacionamentos são rompidos devido às circunstâncias, medos, receios etc, quando ainda poderia haver muito crescimento humano de ambas as partes, se houvesse maturidade e desejo pelo crescimento pessoal. Neste dia eu quero lhe levar a refletir sobre o seu relacionamento amoroso, caso namore ou seja casado. Veja como você tem cuidado do seu relacionamento, questione se ele está fazendo você crescer e ser uma pessoa melhor. Se sim, não meça esforços para manter a chama do amor sempre acesa, se não, também não perca tempo em romper com esse relacionamento, pois ele pode lhe ferir e, principalmente, ferir a outra pessoa. Procure ver o relacionamento sobre a ótica da outra pessoa. Pense nos seus sentimentos, nos seus anseios, desejos, e veja se estão alinhados com os seus, pois isso é fundamental e necessário para que o relacionamento siga em frente e dê frutos.

Se seu relacionamento está passando por crises, seja franco e conte o que se passa no seu coração. Lembre-se sempre que as crises são oportunidades para tomar novos direcionamentos, enxergar com outros olhos etc.

A palavra crise

Afinal! Qual foi a música que eu ouvi! Ela se chama “The scientist”, da banda Coldplay. A tradução dela está logo abaixo. Leia com bastante atenção.

O Cientista 

Vim pra lhe encontrar, dizer que sinto muito,
Você não sabe o quão amável você é
Tenho que lhe achar, dizer que preciso de você,
E te dizer que eu escolhi você
Conte-me seus segredos, faça-me suas perguntas
Oh, vamos voltar pro começo
Correndo em círculos, perseguindo a cauda,
Cabeças num silêncio à parte

Ninguém disse que seria fácil,
É uma pena nós nos separarmos
Ninguém disse que seria fácil,
Ninguém jamais disse que seria tão difícil assim
Oh, me leve de volta ao começo…

Eu só estava pensando em números e figuras,
Rejeitando seus quebra-cabeças
Questões da ciência, ciência e progresso
Não falam tão alto quanto meu coração
Diga-me que me ama, volte e me assombre
Oh, quando eu corro pro começo
Correndo em círculos, perseguindo nossas caudas
Voltando a ser como éramos

Ninguém disse que era fácil,
É uma pena nós nos separarmos
Ninguém disse que era fácil,
Ninguém jamais disse que seria tão difícil assim
Eu estou indo de volta para o começo…

Essa música é linda e fala sobre esse caminho de volta para o começo. Lembre o começo do relacionamento com a sua pessoa amada. Deve ter sido muito bom não é mesmo? Pois é, ele pode ser sempre tão bom quanto foi no começo, mas tenho que lhe dizer, só será se você for sincero. Esse é o caminho para manter um relacionamento feliz e frutuoso por muito tempo, ou até mesmo, a vida inteira, como é o sonho da maior parte das pessoas.

Pense sobre isso! Para finalizar, deixo a belíssima música do Coldplay para você ouvir…

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O amor maduro

Por Isaias Costa

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O grande psicanalista, filósofo e sociólogo alemão Erick Fromm, escritor de um dos maiores best-sellers sobre o amor chamado “A arte de amar”, definiu em uma frase simples e direta, o que seria o amor maduro. Farei uma breve reflexão a partir desta frase:

“O amor imaturo diz: ‘Eu te amo porque preciso de você’. O amor maduro diz: ‘Eu preciso de você porque eu te amo’.”

=> Você pode ler o texto completo clicando neste link.

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O poder de um elogio

Por Isaias Costa

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Um dos maiores poderes que o ser humano possui e nem se dá conta, é o de elogiar os outros. Essa é uma das formas mais eficazes de influenciar as pessoas, ser bem recebido, melhorar os relaionamentos amorosos, conquistar boas amizades e até crescer profissionalmente. Todos nós gostamos de ser elogiados e aprender a fazer isso de maneira sincera e enérgica pode trazer uma verdadeira transformação não só na sua vida, mas na de todos que lhe cercam.

O psicólogo Jess Lair tem uma belíssima frase para elucidar o poder de um elogio.

“O elogio é como a luz do sol para o ardente espírito humano; sem ele, nãoflorescemos nem crescemos. Mas, enquanto muitos de nós estão preparados para soprar contra os outros o frio vento da crítica, de algum modo relutamos a dar ao próximo o aquecedor raio de sol do elogio.”

O elogio desperta aquilo que há de melhor em nós, enquanto as críticas quase sempre nos colocam na defensiva, nos bloqueia e fere profundamente o nosso ego. Não é inteligente criticar diretamente as pessoas. Na realidade, a única forma inteligente de criticar uma pessoa é antes elogiá-la e depois criticá-la, e isso sempre em particular, nunca no meio de várias pessoas, porque uma crítica nesta situação leva a pessoa a envergonhar-se, o que é ainda pior.

Lendo algumas teorias do psicólogo B. F. Skinner, uma frase me impactou bastante e gostaria que você a guardasse com carinho: “Quando se diminui a crítica e se enfatiza o elogio, as coisas boas que as pessoas fazem recebem reforço e as coisas más são atrofiadas por falta de atenção.”

É exatamente assim que acontece. Você já reparou o que ocorre quando alguém é duramente criticado? Ela fica o tempo todo só pensando nesta crítica e acaba se entristecendo, muitas vezes até mesmo desistindo de algo que era importante para ela. Perceba! Exatamente o contrário da teoria do Skinner. Em quase todos os lugares, ao invés de as pessoas elogiarem as outras para reforçar o que há de bom nelas, criticam para atrofiar aquilo que fazem de melhor e reforçar o que não fazem bem. Você tem ideia dos prejuízos que isso pode dar a sociedade como um todo? Um simples gesto e suas consequências podem ser gloriosos ou desastrosos. Hoje você está aprendendo o que deve fazer e como deve fazer.

Vou colocar um exemplo simples para fixar essa ideia.

Você é pai e seu filho acaba de chegar da escola trazendo o boletim. Estudou. Se esforçou. Tirou nota boa em quase todas as matérias, só ficou abaixo da média em inglês. O que a maioria dos pais fazem? É mais ou menos assim:

– Pai. Olha o meu boletim! (Ele olha demoradamente e diz)
– O que esse 3,0 em inglês está fazendo aqui. Posso saber?
– Desculpe pai. Eu estava com dificuldade. Mas veja! Eu tirei 9,0 em geografia, matéria que estava com nota baixa bimestre passado!

Nessa hora muitos pais cometem um verdadeiro crime com seus filhos. Acho que você já sabe qual é a palavra que esse pai vai dizer não é?

– Não fez nada mais do que sua obrigação

Isso é uma crítica que destrói os melhores esforços do garoto para ser dedicado. Em vez de ajudá-lo, seu pai destruiu sua autoestima e provavelmente ele não melhorará seu desempenho como poderia. Como proceder então? Veja o poder de um elogio sincero.

– Pai. Olha o meu boletim! (Ele olha demoradamente e diz. Dessa vez o pai inteligente)
– Olha só filhão! Você tirou 9,0 em Geografia, exatamente a matéria que tinha tirado nota baixa bimestre passado. Nossa! Estou orgulhoso de você meu filho. Deixa eu te dar um abraço! Agora vem cá. Essa sua nota de inglês. O que houve? Você teve dificuldade para acompanhar? Foi muita matéria pra ver em pouco tempo? Vamos combinar o seguinte! Vamos estudar juntos. Eu posso te ajudar a melhorar essa nota. Combinado? Você melhorando essa nota vamos fazer aquele passeio que há tempos estou prometendo. O que você me diz?

Então! Como você acha que esse filho vai reagir desta segunda forma? Pois é! Esse é o poder de um elogio. O que você acha de adotar essa mudança de postura daqui em diante? Não tenho a menor dúvida que sua vida e a das pessoas que convivem com você darão um enorme salto de qualidade…

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Aprende com o silêncio

Por Isaias Costa

Fotos de Renata Carneiro - Fotos do mural sossego

Eu sempre gosto de dizer que sou um amante do silêncio, ainda digo mais, ele é um dos meus maiores professores. Aprendendo a ouvir mais e falar menos, estou conquistando cada vez mais pessoas e amigos, também estou sendo melhor recebido pelos outros. Isso não é mágica, é simplesmente porque todos nós temos necessidade de falar e ter alguém que escute com atenção e alegria é uma virtude. Quero lhe levar a refletir um pouco sobre isso hoje, a partir de uma belíssima poesia do Paulo Roberto Gaefke

O SILÊNCIO

Aprende com o silêncio
a ouvir os sons interiores da sua alma,
a calar-se nas discussões
e assim evitar tragédias e desafetos.

Aprende com o silêncio
a respeitar a opinião dos outros,
por mais contrária que seja da sua.

Aprende com o silêncio
que a solidão não é o pior castigo,
existem companhias bem piores…

Aprende com o silêncio
que a vida é boa,
que nós só precisamos olhar para o lado certo,
ouvir a música certa, ler o livro certo,
que pode ser qualquer livro,
desde que você o leia até o fim.

Aprende com o silêncio
que tudo tem um ciclo,
como as marés que insistem em ir e voltar,
os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar,
como a Terra que faz a volta completa
sobre o seu próprio eixo…

Aprende com o silêncio
a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia,
enxergar em você as qualidades que possui,
equilibrar os defeitos que você tem
e sabe que precisa corrigir
e enxergar aqueles
que você ainda não descobriu.

Aprende com o silêncio a relaxar,
mesmo no pior trânsito,
na maior das cobranças,
na briga mais acalorada,
na discussão entre familiares.

Aprende com o silêncio a respeitar o seu “eu”,
a valorizar o ser humano que você é,
a respeitar o Templo que é o seu corpo
e o santuário que é a sua vida.

Aprende hoje com o silêncio,
que gritar não traz respeito,
que ouvir ainda é melhor que muito falar.
E em respeito a você, eu me calo, me silencio,
para que você possa ouvir
o seu interior que quer lhe falar,
desejar-lhe um dia vitorioso
e confirmar que VOCÊ É ESPECIAL.

Paulo Roberto Gaefke

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O parto cerebral

Por Isaias Costa

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Recentemente ouvi uma entrevista com o escritor, filósofo, designer gráfico, consultor, criador multimídia e professor Henrique Szklo a respeito dos nossos processos criativos e ele falou uma expressão um pouco esquisita, porém bastante reflexiva: PARTO CEREBRAL.

O que é parto cerebral? É toda vez que seu cérebro é desfiado e colocado em uma situação completamente nova, nunca antes vivenciada. Cada vez que temos experiências novas, nosso cérebro passa por um parto, um processo doloroso dos neurônios para processar a nova experiência e guardá-la nos espaços da memória.

O olhar desatento

É interessante notar que esse processo nos deixa cada vez mais inteligentes, ou seja, nossa inteligência não é restrita a um padrão, a um limite, nada disso. Com os devidos esforços, podemos nos tornar cada vez mais inteligentes dia após dia.

O que o Henrique quis sugerir ao estimular os partos cerebrais é, em outras palavras, buscar experiências novas, originais, sair da zona de conforto.

Na entrevista, ele comparava as crianças com as pessoas idosas. Ele falava que as crianças passam o tempo todo por partos mentais, porque tudo aquilo que para nós, adultos, parece repetido e batido, para elas é novidade, estão vendo e experimentando pela primeira vez. E o que é mais interessante, inclusive já foi feito estudos sobre isso, a nossa percepção de tempo muda completamente quando somos constantemente estimulados a experimentar coisas novas. Por que você acha que quando somos crianças o tempo parece que passa mais devagar? O que faz com que o tempo dos adultos passe mais rápido é uma palavrinha chamada ROTINA, e a rotina pode ser driblada pela busca constante por novidades. Compartilho abaixo um texto incrível que aprofunda essa questão. Vale muito a pena a sua leitura…

Cuidado com a rotina

Ele também fala que as pessoas mais velhas evitam muito passar por partos mentais, porque já passaram por tantos que gera certa desmotivação, sentimento de incompetência etc. Eu sou bem jovem, mas não quero de maneira alguma fazer parte deste grupo, quero me revonar até o último dia da minha vida. Nunca acreditei e nunca acreditarei que gente velha não muda, isso é uma falácia sem medida. Pessoas velhas podem mudar sim, desde que tenham esse propósito e abertura para mudanças. Vamos fazer parte do grupo de pessoas que está sempre se renovando, buscando coisas novas e ampliando o repertório pessoal? Esse desejo pode fazer de nós pessoas brilhantes. Eu quero isso para mim e quero ainda mais para você que me lê agora. Vamos?

Outra fator interessantíssimo dos partos cerebrais é que, quanto mais o estimulamos, mais podemos aguçar a nossa criatividade e modo de enxergar o mundo, a vida, as pessoas. Esse processo aumenta nossa sensibilidade, nos torna mais vivos e presentes no hoje, no agora. Adoro relembrar as incríveis palavras do grande escritor norueguês Jostein Gaarder para explicar isso:

“Quanto mais sabemos, melhor vemos as coisas que nos rodeiam. Por outro lado, quanto melhor vemos as coisas, melhor a compreendemos. Se mantivermos os olhos e os ouvidos bem abertos, descobriremos sempre alguma coisa pela primeira vez”.

Ou seja, quanto mais atentos estamos ao momento presente, ao agora, aos detalhes, às minúcias, às pequenas coisas da vida, mais conseguimos descobrir algo novo, aumentar a criatividade, a sensibilidade. Você quer desenvolvê-las? Então esse é um ótimo caminho. O que posso acrescentar e considero importantíssimo é a busca pela SERENIDADE, quanto mais serenos somos, mais conseguimos viver o agora intensamente, e consequentemente, aguçamos nossa criatividade. Também escrevi um texto me aprofundando nessa questão, o link está logo abaixo.

Aqui e agora

Enfim! Vamos estimular muitos partos cerebrais na nossa vida. Quanto mais partos tivermos, mais intensamente viveremos e inteligentes ficaremos. Pense sobre isso…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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