Autoimagem inflada

Por Isaias Costa

Arrogancia-1

Li no livro chamado “A arte da felicidade no trabalho”, do mestre Dalai Lama e do escritor Howard Cutler uma abordagem muito interessante sobre as pessoas que possuem uma autoimagem inflada, em contrapartida àquelas pessoas com baixa autoestima. Abaixo está um pequeno trecho do livro no qual se fala sobre isso:

“É mais fácil de superar a baixa autoestima do que a autoimagem inflada. As pessoas com baixa autoestima tendem a se culpar por tudo, daí pelo menos reconhecem com frequência que têm um problema que precisa ser tratado. São muito mais propensas a buscar ajuda profissional para superar a baixa autoestima ou os distúrbios a ela associados, como a depressão. Já as pessoas no extremo oposto do espectro, com uma noção exagerada dos seus dotes e talentos, tendem a culpar o mundo pelos seus problemas. Afinal de contas, eles são perfeitos; portanto os outros devem estar errados. Com frequência são incapazes de reconhecer o quanto sua arrogância e seu sentido de autoridade afastam os outros, e podem se indagar por que têm poucos amigos próximos. Embora suas realizações efetivas sejam modestas, quando não conseguem o reconhecimento imediato que consideram justo receber, logo abandonam um projeto e não conseguem perseguir suas metas.”

Essas palavras são muito verdadeiras. O Howard está falando nessas poucas palavras sobre o maior de todos os pecados humanos, a VAIDADE. Ela pode ser extremamente destruidora na nossa vida. Esse é o sentimento que pode nos fazer perder nossa própria essência e aquilo de mais puro que possa desabrochar do nosso coração. Tempos atrás falei com mais detalhes sobre isso citando o incrível filme “O retrato de Dorian Gray”. Se você não tiver lido, segue o link.

O retrato de Dorian Gray e da sociedade

As pessoas que tem a autoimagem inflada normalmente são arrogantes e não são mais inteligentes, ou mais capacitadas do que as outras. Ou seja, trata-se apenas de uma imagem distorcida da realidade, que leva a inúmeros desgastes, principalmente nos relacionamentos afetivos e amorosos. É muito difícil conviver com uma pessoa que se sente perfeita e que não erra. Reconhecer que erramos e que somos imperfeitos é uma das maiores virtudes e sabedorias que se pode nutrir. Até mesmo pode nos ajudar na criatividade. Falo até mesmo por mim como um rapaz que se propõe a escrever. Se eu achasse que sou perfeito e que não erro eu não passaria nem do primeiro mês nesse blog. Ninguém iria ler os meus escritos, todos iriam me achar um chato e provavelmente seria metralhado nos comentários com mensagens de crítica. Essas coisas não acontecem porque procuro me manter na humildade e sendo um eterno aprendiz. Isso inclusive me ajuda a manter a criatividade! Ela nasce do desejo de ser um eterno aprendiz, e só pode ser um eterno aprendiz a pessoa que se mostra humilde.

Eu erro: logo existo
O olhar desatento

Acho incrível quando ele fala sobre a busca por ajuda pelas pessoas com baixa autoestima. Por constantemente se depreciarem, elas têm um desejo maior de pedir ajuda, e desta forma acabam melhorando, mais cedo ou mais tarde. Já as com autoimagem inflada não melhoram e ainda colocam a culpa por seus erros, seus comportamentos e suas atitudes nos outros. É aquela velha estória de que é sempre mais fácil achar que a culpa é do outro.

A culpa é do outro

A arrogância é um comportamento que só destrói a própria pessoa e causa danos a todos aqueles que convivem com o arrogante. Trabalhar esse comportamento é algo bastante difícil, porque o primeiro passo é se reconhecer arrogante, e por causa do enorme orgulho e vaidade dessas pessoas, elas dificilmente melhoram ou só melhoram depois de “quebrar a cara” muitas vezes e “cair do cavalo”. Quando falo sobre isso sempre me lembro do grande apóstolo Paulo. Eu considero o maior milagre da história da humanidade a sua conversão. A sua transição de um homem arrogante a humilde. Paulo era dono de uma inteligência e argúcia como nunca se viu igual em sua época, tanto é que os livros bíblicos mais aprofundados em termos de linguagem e de mensagens são as suas cartas. O milagre da conversão de Paulo é um aprendizado para sermos pessoas cada vez melhores e mais humildes. Se quiser ler um pouco mais sobre isso deixo um link abaixo.

De arrogante à humilde

Portanto! Busque sempre o equilíbrio. O principal objetivo tanto das palavras do Howard como deste texto é fazer você refletir que tanto ter uma baixa autoestima como ter uma autoimagem inflada são deletérios. O ideal e que deve ser buscado é a humildade, a transparência, a honestidade, para através dessas imensas virtudes se tornar autoconfiante. Lembre-se sempre que a verdadeira autoconfiança surge da honestidade e da humildade…

Honestidade e autoconfiança

Prof. Renato Dias Martino - psicanálise São José do Rio Preto - prpotencia

  • Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]
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