Areia da ampulheta

Por Isaias Costa

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O Raul tinha uma lucidez impressionante e cada vez mais eu tenho essa certeza. Farei uma breve reflexão a partir de um carta inacabada de sua autoria e uma canção belíssima chamada “Areia da ampulheta”.

“Cada vez que eu passo por um dia aqui, ali, catando, olhando, pensando, eu vou adquirindo um novo conceito das coisas que me cercam. Acho que parei num lugar; parece que meus conceitos próprios chegaram. Dúvidas de mim já não tenho. Sei dos caminhos e de como eles são. O dia a dia fez de mim um homem mais calmo, mais sereno, menos desvairado. Nós (você, eu, Sérgio, Walter) somos velhos e estamos caminhando para nascer, e enquanto não nascemos “levamos nosso cão raivoso” para passear. Amizades mais calmas, mais escolhidas (achei boa companhia), bom papo, cervejas em botecos longe da fumaça e da poluição, pois esta cidade não pára!! Eu preciso dar um descanso à máquina…”

=> Você pode ler o texto completo clicando neste link.

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