Arquivo do mês: agosto 2014

É preciso transcender ao nosso tempo

Por Isaias Costa

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Estamos vivendo uma época em que a cultura está sendo distorcida por milhares de produtos descartáveis. Nossa sociedade consumista incentiva a busca por culturas de entretenimento e não de reflexão, que são as que podem ficar para a posteridade.

É triste constatar esta realidade. Eu busco seguir um caminho diferente, busco culturas engrandecedoras, que muitas vezes estão lá no passado, entre os escritores da antiguidade ou do séculos XVIII, XIX e XX.

Hoje em dia, quase tudo está se transformando em indústria, e a do entretenimento é uma das mais lucrativas. Estava lendo um livro delicioso chamado “A civilização do espetáculo”, de Mario Vargas Llosa, que traz essa reflexão…

=> Você poder ler o texto completo clicando aqui.

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Um possível quadro do mundo em um futuro próximo

Por Isaias Costa

Nota: Este é o primeiro artigo de uma nova tendência neste blog. A partir deste, em determinados momentos escreverei artigos mais densos e aprofundados. Para facilitar a leitura, vou disponibilizá-lo na versão pdf sem as figuras, para que você possa ler calmamente e grifando o que considerar mais importante. É só clicar no link abaixo.

Fico feliz por esse novo momento e que você desfrute destes conhecimentos, que poderão fazer diferença na sua vida e na de seus amigos. Agradeço desde já a sua leitura!

Um possível quadro do mundo em um futuro próximo
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Há muito tempo venho refletindo profundamente sobre as drásticas mudanças que vem ocorrendo na nossa sociedade e no planeta. Sei que não sou o primeiro a falar sobre isso, porém, quero dar minha singela contribuição e levar alguns leitores a pensarem sobre isso a partir do meu ponto de vista.

1) O novo mundo

Recentemente assisti a uma palestra que não me recordo bem quem a ministrava, pois ela não está disponível gratuitamente na internet. Nela, o palestrante falava sobre uma nova tecnologia que, em um primeiro momento, pode ser pensada como maravilhosa e revolucionária, porém, para os olhos e as mentes mais atentas, pode ser algo muito perigoso para o futuro da humanidade.

É um sistema que já está sendo adotado em pouquíssimos lugares no mundo e, provavelmente, dentro de pouco tempo estará também no Brasil, trata-se do uso de chips que substituirá os atuais códigos de barra dos produtos de supermercado. O ponto positivo é que haverá um sensor para os chips colocados nas embalagens dos produtos, de modo que se passará o carrinho de compras de uma só vez com todos os produtos, estes serão lidos e somados pelo sensor. Ou seja, não será mais preciso passar produto por produto pelo código de barras e o tempo com filas e no atendimento ao caixa será quase instantâneo.

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Tudo bem, você pode até me perguntar: O que há de tão ruim nisso? Vou explicar e desejo que você preste muita atenção na leitura para entender.

Esse sistema de chips é algo revolucionário que está se iniciando pelo produtos do mercado, mas pode e provavelmente será levado também para os seres humanos.
Muitos falam sobre a “Nova Era” em que as pessoas terão chips dentro da própria pele. Pois é, isso não é um absurdo, é real. E é nesse ponto que reside a minha preocupação.

2) O preço do amanhã

Não sei se você já assistiu ao filme “O preço do amanhã”. Se ainda não, recomendo-o fortemente. Nesse filme as pessoas literalmente vivem em uma sociedade onde o dinheiro é a própria vida, ou seja, você trabalha para ter mais tempo de vida e paga tudo que consumir com sua vida, em minutos, horas, dias, meses ou anos. As pessoas mais ricas são as que têm mais anos de vida e as miseráveis são as que têm um tempo de vida minúsculo. Nesta sociedade, quem for rico pode viver eternamente.

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É uma sociedade doente, onde a vaidade prevalece e as pessoas têm a eterna fisionomia de 25 anos. Elas vivem normalmente até esta idade e a partir daí o relógio começa a contar regressivamente o tempo de vida de apenas um ano, e só vive mais quem trabalha em troca de vida e não de dinheiro.

Na época que esse filme foi lançado, houve inúmeras discussões. Muitos acharam o filme genial, outros acharam uma loucura, outros acharam uma droga, perda de tempo etc. O que eu penso é que ele tem sim, muito fundamento, e nossa sociedade vem pouco a pouco caminhando para algo bem parecido.

E o que me preocupa de verdade são esses chips que poderão ser imprantados na pele. Eles funcionam como computadores, ou seja, com esses chips seremos monitorados 24 horas por dia.

Lembra do filme “O show de Truman”, no qual o personagem principal era filmado e apresentado em um programa de TV? Poderá haver algo bem parecido conosco. Isso é perigosíssimo e vou explicar a seguir apenas alguns pensamentos e argumentos que tenho a respeito.

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3) Só vive quem produzir

Imagine que esse chip foi implantado na sua pele e o governo sabe tudo a seu respeito, em termos de participação ativa na sociedade.

Esses chips poderão muito facilmente substituir os nossos cartões de débito e crédito, de forma que todas as transações financeiras poderão ser feitas pela própria pele, passando por algum tipo de sensor.

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Pode ter certeza meu amigo! O que estou colocando aqui não é nada surreal, já foi, mas hoje em dia não é mais. A tecnologia já avançou ao ponto de tornar isso possível. Inclusive, já estão sendo feitos diversos testes de implantação de microchips nos EUA. Se quiser ler um pouco mais sobre isso, deixo um link abaixo da página BBC Brasil.

EUA liberam implante de chip em humanos

Agora imagine que você não é alguém que está produzindo, ou seja, ganhando dinheiro e contribuindo diretamente com o sistema? Já parou para pensar nisso? Os governantes poderão olhar para essas pessoas e considerá-las uma escória! Um lixo! Algo absolutamente dispensável. Sim! Esta é a palavra.

Você sabe que a população mundial está crescendo cada vez mais, não é? Os homens gananciosos que governam as grandes corporações e empresas só pensam em lucros e mais lucros para si. Não pensam nos menos favorecidos. Se pudessem, os exterminaria!

O que você acha que um sistema como esse de chips pode fazer? Pode sim matar pessoas! Deixando vivas apenas aquelas que estão produzindo algo, trabalhando, enriquecendo ainda mais os que já são ricos.

4) Surgimento de novas doenças

Um ponto bem delicado que faz parte desta abordagem é o equilíbrio mente-corpo. Existem muitos estudos, principalmente orientais, que comprovam a relação direta entre a nossa mente e a saúde do nosso corpo.

A grande maioria das doenças que acometem nosso corpo provém de desequilíbrios na nossa mente, que levam o sistema imunológico a ficar debilitado e, consequentemente, mais susceptível a instalação de doenças.

Esse sistema capitalista nos pressiona de forma muito acima do que deveria, gerando estresse, preocupação, impaciência, angústia etc. Tudo isso leva o nosso organismo a ficar debilitado e, assim, adoecemos com maior frequência.

Há uma doença em especial que quero dar ênfase, a DEPRESSÃO. Renato Russo já disse em uma de suas músicas: “Digam o que disserem, o mal do śeculo é a solidão…”. A solidão é o principal fator para levar as pessoas a desenvolverem depressão, uma doença terrível e de diagnóstico extremamente complexo. O tratamento é agressivo com o corpo, pois interfere no sistema imunológico e endócrino, alterando muitas vezes até mesmo as taxas sanguíneas, causando dependência quase perpétua a antidepressivos.

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O que fazer? Eu não sei responder a essa pergunta com exatidão, na realidade, ninguém sabe. O que podemos fazer é dar pistas de possíveis caminhos a seguir. Eu sempre defenderei a bandeira do AUTOCONHECIMENTO. Ele deve ser algo constante em nossa vida, tem que ser buscado como uma necessidade, semelhante a que temos por nos alimentar.

A sociedade capitalista foi toda projetada para que não reflitamos sobre nós mesmos, para que não mergulhemos dentro de nosso próprio oceano, tão cheio de dúvidas, de incertezas, de medos, de angústias. Esse sistema visa apenas o lucro, o crescimento financeiro acima de tudo, mas nossa alma continua sedenta por um sentido mais profundo, sentido esse que só pode ser dado através da ESPIRITUALIDADE.

Contei no meu e-book gratuito (link aqui) que quase tive depressão e só eu sei o quanto sofri na época que descobri que estava seguindo um caminho de autodestruição. Estava mergulhando num precipício que eu mesmo havia criado, mas busquei ajuda, da família, dos amigos e de muitos livros, artigos e vídeos.

Foi a partir do enorme sofrimento que vivi no curso de Física que comecei a despertar o meu lado mais humano que ficou adormecido por tanto tempo. Hoje tenho certeza que a mais importante busca que precisamos nesta vida é conhecermos a nós mesmos. Todos nós conhecemos a célebre frase atribuída a Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo”, mas poucos são o que buscam incessantemente por se conhecerem e adquirirem o equilíbrio das emoções.

Muitas pessoas não fazem essa busca porque ela é dolorosa, nos faz mergulhar nas nossas maiores mazelas e transtornos mentais, muitas vezes carregadas lá da infância, ou mesmo da vida intra-uterina. Eu sei quais são as minha mazelas e estou no firme propósito de trabalhar em cima delas para que me torne um ser humano cada vez melhor e mais equilibrado.

Por que um texto como esse não cai nas grandes mídias? Por que se as pessoas tomassem verdadeira consciência de que todas as doenças são criadas a partir do desequilíbrio das nossas emoções e não por nada que seja externo, as indústrias farmacêuticas perderiam quase todos os seus lucros exorbitantes. Aliás, a indústria farmacêutica é uma das que mais arrecada dinheiro das pessoas, mas ela faz isso através de motivações muitas vezes diabólicas.

Ela tenta de “n” formas e utilizando os mais avançados meios de persuasão para convencer as pessoas de que o problema está fora, que é causado pelo vírus tal, ou pela presença do fungo tal, ou pelo contato com determinado animal etc. etc. etc. Tudo bem que a ciência comprove muitas das formas de contágio de doenças, isso é ótimo. Não estou criticando isso de forma alguma, o que estou criticando é que, quando se está emocionalmente equilibrado, nenhuma doença é capaz de se instalar no nosso corpo, porque o sistema imunológico se torna tão poderoso que não permite que nenhum tipo de doença se instale. Isso é muito real, e cada vez mais comprovo isso na minha própria vida e na de outras pessoas que convivem comigo.

Suicídios

Com a depressão, aumentou drasticamente também o número de suicídios pelo mundo. Não vou me estender muito nesse ponto por ser de uma complexidade absurda, o que foge totalmente a proposta deste artigo.

As pessoas que mais cometem suicídios são as que estão com depressão, e existe uma série de explicações científicas para isso. O nosso cérebro comanda os processos de ativação dos hormônios no corpo e já foi comprovado que quando uma pessoa atenta contra sua própria vida, o nível de serotonina, que é o hormônio que nos dá a sensação de felicidade, está esgotado, ou seja, está zerado absolutamente.

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Há toda uma química por trás desse processo. Uma pessoa que não tenha serotonina no sangue perdeu totalmente o seu sentido da vida, pelo menos durante o período que está tentando se matar. Isso é muito triste até mesmo de se pensar, quanto mais de executar o ato.

Como dar alegria? Como trazer mais esperança?

Em minha opinião, não é tão difícil como parece. O que precisamos é aprender cada vez mais a amar, um amor sincero, maduro e simples.

O caminho para curar nossas feridas é o amor. Já escutou aquela conhecida frase: “O amor cura tudo?”. É verdade! O amor cura tudo sim, mas não é um amor qualquer. É aquele ensinado por Jesus Cristo e outros grandes seres iluminados que habitaram o planeta Terra.

O verdadeiro amor tem a dimensão espiritual, que relaciona o ato de amar com a COMPAIXÃO e a EMPATIA.

A compaixão é o desejo por sanar as dores alheias e as próprias também. A empatia é a mudança de perspectiva para enxergar as circunstâncias sob o ponto de vista dos outros e não de si mesmo.

Quanto mais nos dispomos a ajudar os outros de coração sincero, apenas no desejo de fazer o bem, uma enorme energia positiva emana do nosso interior, e se espalha por todas as direções. Essa energia tem um poder curador das emoções e nos dá um sentido muito maior para a vida.

Quem compreende isso, jamais tentará nada que possibilite a morte física, muito pelo contrário, zelará pelo bem estar próprio e dos outros.

Quero deixar para esse tópico uma excelente sugestão de leitura, um livro magnífico que me ensinou muito, principalmente os pricípios universais da COMPAIXÃO. Trata-se do livro “A arte da felicidade”, do Dalai Lama. Um livro de leitura simples, agradável e extremamente profunda…

Doenças Autoimunes

Há as doenças chamadas autoimunes, que surgem como resultado de grandes estresses e muitas delas nem possuem boas formas de remediar. Existem doenças autoimunes que nunca são curadas se a pessoa doente não buscar harmonizar suas emoções.

Já conheci diversas pessoas que tiveram doenças autoimunes e ficaram completamente curadas buscando o equilíbrio das emoções através de terapias e do autoconhecimento. Falar sobre isso deixa as pessoas da indústria farmacêutica com muita raiva, pois quem entende isso passa a buscar formas de cura fora dos medicamentos.

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Quero deixar claro que não sou contra tomar remédios, não é isso! Eu quero dizer a você, com conhecimento de causa, que nosso corpo tem um poder imenso, repito, imenso, de autocura, através do autoconhecimento e equilíbrio das emoções.

Essa é uma discussão muito ampla e não posso neste artigo me aprofundar nela, pois precisaria explicar muitos detalhes. Porém, deixo pra você um livro que considero simplesmente um tesouro muito mais rico do que o ouro ou a prata. Um livro repleto de sabedorias milenares chamado “A linguagem do corpo”, de Cristina Cairo. Deixarei nos materiais de aprofundamento o acesso para download gratuito deste livro. Digo a você com convicção que se você retirar das sugestões deste artigo apenas esse livro, sua vida vai mudar completamente. Não estou exagerando! Confira e me mande um e-mail depois dizendo o que aprendeu com ele? Pode ser?

5) Uma sociedade idiotizada

Uma das consequências mais nefastas desse sistema capitalista é que ele está contribuindo para o “Emburrecimento geral da nação”. Vou explicar.

Para refletir sobre as grandes questões da vida e propor novas ideias, propor revoluções, mudanças de pensamento, de estrutura, de quadros políticos etc. etc. é preciso ter um fator fundamental, o TEMPO. É impossível trabalhar por horas e horas e conseguir grandes avanços intelectuais.

Inclusive a mega indústria de entretenimento tem como objetivo principal nos deixar cada vez mais cegos para a realidade. Algo como a “cegueira branca”, que o José Saramago explica maravilhosamente em seu célebre “Ensaio sobre a cegueira”.

Há uma terrível indústria de entretenimento que nos mantém entorpecidos e retira de nós a capacidade crítica e reflexiva.

É por essas e outros que sempre enfatizo meu desprezo pela TV aberta. Em minha opinião ela não passa de lixo, pois não transmite culturas engrandecedoras, pelo contrário, ela nos incentiva a fazer compras e nos tornarmos cada vez mais vaidosos.

Ela vem com aquele discurso de que tudo o que temos não é bom o suficiente ou que não somos bons o suficiente e que, para sermos melhores e mais felizes precisamos comprar o produto x, o carro y, o produto de beleza w e o remédio para emagrecer z.

Chega! Não podemos mais viver nesse mundo! Precisamos desenvolver nosso senso crítico e decidirmos o que melhor de verdade.

Compartilho abaixo um artigo excelente do empresário Marcos Rezende que aprofunda a reflexão sobre a televisão e seus efeitos deletérios sobre as pessoas. Vale a pena ler e compartilhar com os amigos…

Televisão: a domesticadora dos pobres

Filme Idiocracia

Já falei em alguns textos sobre um filme bem interessante chamado “Idiocracia”, que trata de um mundo no futuro dominado pelos idiotas. É um filme de comédia, mas sua trama traz grandes reflexões, a meu ver, bastante pertinentes e que merecem uma atenção especial.

Nele, o personagem principal (Joe Bauers) é congelado em um experimento do exército e desperta no ano 2505, 500 anos após o ano que estava vivendo. Ao despertar e conversar com as pessoas, ele é visto como um “boiola pedante”, pois seu vocabulário simples não era mais reconhecido pelos habitantes que o reduziram a um mínimo tendendo ao absurdo.

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Nesta sociedade todos têm uma identificação no braço, uma espécie de chip que reconhece a identificação em qualquer parte do país. Percebe a semelhança com o que foi dito anteriomente sobre o filme “O preço do amanhã”?

Mesmo em tom de comédia, é possível perceber nesse filme que as pessoas mais inteligentes foram desaparecendo aos poucos para tomar lugar às mais burras, que só se interessavam por futilidades, por entretenimento, por sexo e por aí vai.

Esse filme traz a reflexão sobre os recursos da natureza, que estavam completamente comprometidos e o presidente dos Estados Unidos já não sabia mais o que fazer para reverter a situação. E veja só! Tudo começou com a água.

A água. Um dos nossos bens mais valiosos e que está se tornando cada vez mais escasso. Estamos no Brasil, um dos países mais ricos em água. Aqui ainda temos água de qualidade, todavia mal distribuída e extremamente mal utilizada.

É preciso urgentemente se desenvolver pesquisas sobre esse tema, estudos sobre dessalinização, sobre reuso, aproveitamento etc. É nosso futuro, nossa saúde e o planeta inteiro que estão em jogo. Não vou entrar no mérito desta questão, pois esta discussão é bastante longa e só ela já daria um outro artigo tão extenso quanto esse.

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Deixo para aprofundamento um texto que publiquei no blog “Para além do agora” no dia mundial da água (22 de março), trazendo uma reflexão sobre o futuro do planeta sem esse recurso vital em abundância. Um texto instigante do brilhante filósofo espanhol Ortega y Gasset.

Dia mundial da água

6) A perda do sentido da vida

Muitas pessoas estão perdendo o sentido da vida, pois estão focadas apenas em conquistas materias. Elas não se dão conta de que o que preenche nossa vida de sentido é o amor. Sempre escrevo sobre isso e não canso de repetir, porque sei que esse é o único caminho.

“Quando sentir a morte se aproximando, sei que vou me perguntar: Quanto amor recebi na vida? Como reparti o meu amor? Quem me amou? A quem valorizei? Em que vidas eu causei impacto? A minha vida fez diferença para alguém? Que serviço prestei ao mundo? Tenho certeza de que minha única preocupação será: terei ou não preenchido minha vida com amor?”

Richard Carlson

Uma sociedade nos moldes colocados acima só pode ter um caminho, o da autodestruição, porque ninguém poderá mais ter tempo livre para meditar, para curtir com quem se ama, para ouvir música, para se encantar com a natureza, para contemplar a arte ou mesmo para não fazer nada.

Seremos forçados a trabalhar cada vez mais, sem sentido e sem propósito. O único propósito é o de enriquecer os mais ricos e empobrecer ainda mais os pobres.

Esse é o sistema capitalista, que se continuar, vai destruir todo o planeta. Dias atrás, publiquei um texto no blog falando sobre o capitalismo, ele está nos materiais de aprofundamento, juntamente com o brilhante artigo que me inspirou a escrevê-lo, um artigo do teólogo brasileiro Leonardo Boff.

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Gosto muito de ler os textos de um dos escritores do site “Papo de homem” chamado Victor Lisboa. Sua maneira de ver o mundo e seus argumentos tem bastante consonância com os meus. Recentemente ele escreveu 3 artigos relacionados entre si com o objetivo de nos fazer refletir sobre o sentido da vida. O segundo, traz a belíssima reflexão de que a vida tem um sentido coletivo, o que serviu de base para um novo artigo do portal “Ano Zero”, no qual é um dos editores.

Estamos vivendo em uma sociedade cada vez mais INDIVIDUALISTA e EGOÍSTA. Essa mudança tem levado muitos a perderem o sentido da vida. Já reparou que vem crescendo cada vez mais o número de suicídios? As pessoas conquistam praticamente tudo que o mundo pode oferecer em termos materiais e continuam infelizes, porque só há beleza e alegria em ter mais recursos fincanceiros, um maior patrimônio e melhores condições de vida se houver amigos e gente querida para dividi-los.

A vida é feita de momentos. Como diria o querido Odair José: “A felicidade não existe, o que existe na vida são momentos felizes…”.

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Quero compartilhar os três artigos aqui e recomendo que você os imprima, pois são um pouco extensos, mas de leitura deliciosa.

A vida tem sentido?
A vida tem um sentido coletivo
Ano Zero e novo Aeon 2

7) A destruição da natureza

A natureza vem, há muito tempo, dando seus sinais de esgotamento e escassez de recursos. A maior parte dos recursos do planeta são não renováveis, e se não cuidados devidamente, poderão se tornar irrecuperáveis. Escrevi um pequeno texto no facebook e vou transcrevê-lo para cá para ampliar esta discussão.

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Você sabia que no Brasil, 85% da população reside nas áreas urbanas? Você acha esse percentual pequeno? Eu não acho!

Eu moro na cidade de Fortaleza e tenho reparado em algo sutil que quase ninguém fala, escreve ou sequer menciona em conversas coloquiais.

O clima está mudando pouco a pouco e quase ninguém está percebendo. Falo isso abertamente, pois sei que pode ser levado para a realidade de outras cidades litorâneas e urbanizadas.
Os dias estão ficando mais quentes e as noites mais frias. O que isso quer dizer? Não sou um estudioso dos climas, mas não preciso ser um gênio para saber que essa mudança climática tem uma relação direta com o aumento da urbanização, do asfaltamento das ruas, da construção de prédios e mais prédios e logicamente, da devastação cada vez maior das áreas verdes. As poucas áreas verdes de Fortaleza estão sendo destruídas pelo capitalismo selvagem de uns poucos que só pensam nos seus lucros pessoais e que o resto do mundo “se dane”…

Dias mais quentes e noites mais frias em uma região de clima tropical representa uma tendência a DESERTIFICAÇÃO, e o que é a desertificação senão a destruição das poucas áreas verdes?

O nosso planeta está agonizando e se continuarmos com esse sistema capitalista destruidor, sinto dizer, mas a situação poderá se tornar irreversível e insustentável.

Talvez você pense que eu esteja exagerando! NÃO! Tenho certeza que não estou!

Muitos não querem admitir que precisamos mudar o sistema de vida porque isso vai mexer diretamente no bolso das pessoas, no patrimônio financeiro dos homens que vivem em função do dinheiro.

Se o mundo continuar no ritmo que vem, teremos um futuro próximo com muito dinheiro e sem água para beber, muito dinheiro e tendo que respirar com filtros de ar poderosíssimos, muito dinheiro e o corpo cheio de doenças…

Pois é! Será que isso vale a pena? Que tal pensarmos um pouquinho sobre isso…

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Essa destruição do planeta é fruto da ganância humana, que consiste em querer cada vez mais para si e a qualquer custo. Esse “querer só para si” é o individualismo e egoísmo sem fim dos mais poderosos e esse “a qualquer custo” é utilizando todos os recursos do planeta, até se esgotarem.

Ainda é possível dar um basta nisso tudo, e só será possível acabando com esse sistema capitalista.

Eu não sou ingênuo de achar que o mundo vai ser melhorado com a instalação do socialismo. Ele é pior do que o capitalismo, pois leva a uma reflexão muito infantil sobre a realidade da vida. Eu penso no socialismo como o pensamento de uma criança que acredita na bondade humana. Sempre que leio sobre o socialismo lembro da base das ideias do educador Rousseau: “Todo homem nasce bom, é a sociedade que o corrompe”.

Essa ideia é bem bonita, mas um pouco ingênua. Com o socialismo é a mesma coisa.

Não vou me aprofundar nesse tema, mas deixo dois podcasts muito bons que o aprofundam. Um falando sobre o capitalismo e outro sobre o socialismo. Nele você pode também ler o texto lido nos programas. São dois podcasts do “Portal Café Brasil”.

Esse tal capitalismo
Esse tal socialismo

8) Um novo mundo possível e sustentável

Você pode me perguntar: Que tipo de sistema de governo pode dar certo para conservar o planeta e tratar as pessoas de forma mais justa e igualitária? Essa é uma pergunta extremamente complexa e para respondê-la nos mínimos detalhes teria que escrever um livro a respeito.

Existe um termo que provavelmente você já leu ou ouviu alguém falar chamado “Aldeia Global”. Ele é bastante falado entre os ambientalistas e alguns teóricos. Eu simpatizo muito com ele, por causa da própria origem. Ele é utilizado para designar os povos indígenas. Eles viviam em aldeias, onde todos se interconectavam. Não havia isolamentos em ilhas.

O termo aldeia remete a isso, que estamos todos juntos no mesmo espaço e somos todos um. Todos tem a mesma importância. É possível viver em um mundo assim, e o caminho para isso é elevando nosso nível de consciência.

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O que eu penso é que somos repletos de condicionamentos dos mais diversos possíveis e para vivermos em um mundo cada vez mais harmonizado e feliz, precisamos nos desvencilhar deles. Quero deixar claro que não sou um anarquista, que é ser a favor de um sistema sem governos, não é isso. O anarquismo é outro sistema que, se adotado, destruirá o planeta também.

Precisamos ter um governo para pensar e executar as atividades, os programas, os incentivos de grande magnitude. É impossível executá-los sem a existência de um governo. Inclusive não se teria um sistema educacional eficiente sem um governo, tanto no âmbito da Educação Básica como na Superior. Portanto, espero ter deixado claro que não sou um anarquista.

Esses condicionamentos que estou falando são algumas leis, religiões, dogmas, culturas ultrapassadas etc.

Para que você compreenda melhor vou citar exemplos.

Se as pessoas fossem verdadeiramente honestas e éticas em seus comportamentos e atitudes, ninguém furtaria ninguém, porque haveria igualdade. Uma sociedade igualitária não exclui os mais pobres e marginalizados, mas lhes dá mais oportunidades e direitos, o que não se verifica no capitalismo.

Se os mais pobres recebem mais oportunidades, não vão roubar as pessoas. Aliás, eu sei que um pensamento recorrente entre os marginalizados é que eles comparam suas atitudes com as corrupções dos grandes. Muitos dizem assim: “Os governantes roubam milhões e ninguém faz nada com eles! Por que eu, que roubei só pra ter o que comer tenho que ser preso?”.

Não estou justificando esse argumento, mas existe certo fundamento nestas palavras. Sempre digo que a melhor forma de ensinar e educar alguém é através do EXEMPLO. Seja um exemplo de ética, de bondade, de retidão e de amor por onde estiver, e verá a maravilha que essa mudança de atitude promoverá nas demais pessoas que conviverem com você!
Se os governantes fossem exemplo de ética, o Brasil inteiro também o seria.

Todos nós sabemos que dirigir em alta velocidade é perigoso e pode gerar acidentes até mesmo fatais. Sabemos também que dirigir alcoolizado interfere na nossa concentração e equilíbrio. Se fossemos verdadeiramente conscientes disso não precisaria haver leis para excesso de velocidade nem para dirigir alcoolizado, porque com consciência plena ninguém faria isso, entende?

Sabemos que jogar lixo no chão pode entupir bueiros e esgotos, e ainda assim, muitos de nós o faz. É pura inconsciência agir dessa maneira, pois a própria pessoa e toda a cidade se prejudica com tal atitude.

São pequenas atitudes que fazem toda a diferença para harmonizar nossa vida, a sociedade e o mundo. Não precisamos de coisas extraordinárias, precisamos apenas sermos humanos e vivermos de modo atento às pequenas demandas do dia a dia.

Recentemente li diversas vezes e refleti profundamente sobre um texto revelador do místico oriental Osho, um texto que traz ideias que, se bem compreendidas e introjetadas na mente, farão você evoluir muito como ser humano. Transcrevo-o logo abaixo e aconselho que você o leia pelo menos umas 10 vezes (eu li mais de 20!!).

“Eu sou um anarquista de uma categoria totalmente diferente daquela de todos os anarquistas que já existiram sobre a face da terra.

Sou uma categoria composta de mim mesmo, pois o meu enfoque é completamente diferente.

Não sou contra o governo, sou contra a necessidade de governo.

Não sou contra os tribunais, sou contra a necessidade de tribunais.

Algum dia, em alguma época, vejo a necessidade de o homem ser capaz de viver sem nenhum controle — religioso ou político — pois ele será uma disciplina em si mesmo.

Existem muitos tipos de liberdade – a social, a política, a econômica -, mas elas são apenas superficiais.

A verdadeira liberdade tem uma dimensão totalmente diferente. Ela não diz respeito ao mundo exterior, nada disso; ela emerge da nossa interioridade.

Trata-se da liberdade com relação ao condicionamento, a todos os tipos de condicionamento, às ideologias religiosas, às filosofias políticas.

Todos eles têm sido impostos por outras pessoas sobre você, têm agrilhoado você, acorrentado você, aprisionado você, têm feito de você espiritualmente um escravo.

A meditação nada mais é do que destruir todos esses grilhões, condicionamentos, a destruição de todas as prisões, de modo que você possa ficar novamente sob o céu, sob as estrelas, ao ar livre, disponível para a existência.”

Osho

Se quiser aprofundar um pouco mais nesse tema, recomendo a leitura de dois textos que escrevi no blog.
Experiências religiosas

Cortar o mal pela raiz

9) Voltar para nossa natureza contemplativa

O ser humano é, por natureza, um ser contemplativo. Foram as inúmeras mudanças ao longo do tempo que o fizeram lutar contra sua natureza primordial.

Em um tópico anterior falei sobre as doenças do corpo, mas não falei sobre os primórdios da humanidade. Ninguém precisa ser um gênio para saber que as doenças cresceram a partir do momento em que a sociedade passou a se transformar em sociedade de mercado, de lucro, muito antes da passagem de Jesus Cristo pela Terra.

Os primeiros seres humanos trabalhavam apenas para o sustento da família e tinham muito tempo livre para conviverem e contemplarem a natureza. Nesta vida simples e harmônica raramente surgia pessoas doentes, o que é bem compreensível. As doenças surgem do nosso desequilíbrio, sempre!

Quero que entenda que não sou contra o progresso da humanidade, da tecnologia, da ciência. Até porque se não fosse por seus avanços, você nem estaria lendo este artigo agora.

O que quero dizer é que precisamos nos aquietar. Respirar, não ter tanta pressa, pois ela retira nossa natureza contemplativa. Para refletir mais profundamente sobre isso, compartilho algumas palavras do grande filósofo alemão Friedrich Nietzsche:

“A ausência de sossego traz à civilização uma nova barbárie. Nunca antes as atividades – isto é, as ininterruptas – foram tão valorizadas como hoje. Portanto,são necessários correções no caráter da humanidade, de modo a reforçar um alto grau o lado contemplativo do ser humano.”

Nietzsche

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É isso que precisamos para que a sociedade se torne mais equilibrada. Podemos desenvolver a ciência e a tecnologia, obviamente! Mas podemos também nos aquietar e viver de forma mais atenta e contemplativa.

Este sistema capitalista não nos leva a esta contemplação. Por esse motivo também que ele precisa ser mudado. Podemos iniciar uma nova sociedade, na qual haverá igualdade, contemplação e autonomia. Esta sociedade é possível, e neste breve ensaio, poderemos nutrir e semear esta mudança…

10) Tudo que se quer no final é só o amor

Passamos por inúmeras dificuldades ao longo da vida. Há dias que ela parece mais pesada, outros mais leve. Há dias tristes, dias alegres, dias que parecem não passar e outros que vão embora num piscar de olhos. Porém, sempre, sempre as nossas experiências na vida têm como objetivo nos fazer aprender a amar. Esse é o maior objetivo na vida de todos nós.

Neste artigo tratei de diversos temas importantes e situações que, se não levadas a sério, poderão se tornar catastróficas em um futuro não muito distante.

Agora você pode me perguntar: O que fazer para mudar toda essa realidade e vivermos em um mundo melhor?

Eu digo para você, é simples! Basta aprendermos a amar de verdade, primeiramente a nós mesmos, depois ao próximo. Eu não consigo ver outro caminho que não seja esse.

Essa era a principal mensagem de Jesus, o homem mais iluminado que já habitou o planeta Terra. Crescendo em amor, naturalmente crescemos também em consciência, que como um efeito cascata nos leva a melhorar a saúde do nosso corpo, a equilibrar mais as nossas emoções, a melhorarmos os nossos relacionamentos, nossa relação com o trabalho, com os amigos, com a natureza e tudo o mais que se possa existir. O caminho é o amor, o caminho para revolucionar o nosso mundo.

Não precisamos correr atrás de soluções mirabolantes, mágicas, o retorno de um Messias, nada disso. Só precisamos amar. Tudo que se quer no final é só o amor.

Para concluir esse artigo com leveza, que é a forma como sempre gosto de me expressar.

Compartilho uma música que sempre que escuto, me transmite paz, alegria e a certeza de que podemos sim viver em um mundo muito melhor, com pessoas cada vez mais felizes e conscientes.

Trata-se da música “Minha sorte”, da banda Tianastácia. Ouça-a com atenção e reflita sobre esses diversos temas tradados nesse artigo.

Abaixo coloco boa parte das referências que serviram de base para a escrita deste artigo. Referências incríveis que poderão agregar muito valor à sua vida e à vida das pessoas que convivem com você.

Se você chegou até aqui, parabéns! Você é um ser humano diferenciado. A maior parte das pessoas pega um artigo longo e não passa da primeira página. Gostaria que você passasse em frente esse conteúdo para as pessoas que você gosta, seus amigos, parentes, amigos do facebook, para que mais e mais pessoas reflitam sobre esses temas tão importantes presentes na vida de todos nós.

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Agradeço a sua leitura! Nos encontramos nos próximos artigos!

Minha sorte- Tianastácia

Quantas vezes eu pensei
Que eu não teria
Tanta sorte eu encontrei
Minha alegria
Com histórias pra contar
Como se ama
E motivos pra sonhar
A vida inteira
Quero que me escute vem ver o sol
Vou brilhar com você
Sei que nada pode nos parar
Como está, deixa ser
Tudo que se quer no final é só o amor
Nada tão bonito não há
Afinal o que não tem pressa e só amor
E Pra sempre o amor será

=> Materiais de aprofundamento

* Filmes

– O preço do amanhã
– O show de Truman
– Idiocracia
– Poder além da vida

* Vídeos e Documentários

– Prosperar: O que será necessário

– A história das coisas

– Economia Sagrada

* Livros

– Ética da vida. (Leonardo Boff)
– Vida para além da morte. (Leonardo Boff)
– Linguagem do corpo (Cristina Cairo)
link para download gratuito
– Admirável mundo novo (Aldous Huxley)
– O caminho do meio (Lou Marinoff)
– Equilíbrio mente-corpo (Daniel Goleman)
– Ensaio sobre a cegueira (José Saramago)
– A arte da felicidade (Dalai Lama).

* Artigos

Capitalismo: O que mais se quer conquistar? (Blog Para além do agora)

Um mundo governado pelo dinheiro (Blog Para além do agora)

Ganância e Ambição (Blog Para além do agora)

Nossas válvulas de escape (Blog Para além do agora)

Dia mundial da água (Blog Para além do agora)

Experiências religiosas (Blog Para além do agora)

Cortar o mal pela raiz (Blog Para além do agora)

Dentro do sistema capitalista não há salvação para a terra e a humanidade (Leonardo Boff)

A revolução dos cretinos fundamentais (Victor Lisboa)

A vida tem sentido? (Victor Lisboa)

A vida tem um sentido coletivo (Victor Lisboa)

Ano Zero e novo Aeon 2 (Victor Lisboa)

Em breve, além de pobre, você será plebeu (Victor Lisboa)

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No fio da navalha

Por Isaias Costa

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Este blog se chama “Artesanato da mente” e ainda não falei como surgiu esse nome. Vou explicar. Eu tenho formação acadêmica na área das exatas (Física) e sou professor de Física e Matemática. Porém, sempre existiu em mim um lado questionador, poético, artístico, que durante muito tempo ficou adormecido. Eu despertei esse lado mais criativo a partir das dificuldades que tive na vida. Os meus sofrimentos me levaram a desenvolver o lado mais humano como nunca imaginei ser possível.

Amo Filosofia, Psicologia e Teologia. Todas elas são linhas de pensamento que nos levam a grandes reflexões, da mesma forma que amo as artes de todas as formas: música, poesia, pinturas, esculturas, artesanato, orquestras, óperas etc. etc.

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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Economia Sagrada

Por Isaias Costa

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Assisti a um vídeo maravilhoso do escritor Charles Eisenstein, que escreve livros voltados para a economia sustentável e a conservação do planeta, no qual ele falava sobre a economia sagrada, que é simplesmente a mudança do sistema em que vivemos, o capitalista, para outro que consuma bem menos e conserve bem mais.

Eu sei, tenho muita consciência de que não será nada fácil mudar essa realidade, pois são muitas as variáveis envolvidas. Este texto é uma prévia do artigo que logo lançarei aqui no blog falando sobre o mundo no futuro se este sistema capitalista não for mudado.

Abaixo está o vídeo e recomendo fortemente que assista. Transcrevi a parte que achei mais importante e farei uma breve reflexão a partir dela.

“O crescimento é outra das coisas geradas pelo nosso sistema monetário. Se formos um banco, emprestaremos às pessoas que criam novos bens e serviços, de forma a que possam ter lucro e pagar o empréstimo. Não emprstamos a quem não cria bens e serviços.

Assim sendo, o dinheiro vai sempre para aqueles que criam mais dinheiro. Mas, basicamente, crescimento econômico significa que temos que encontrar algo que era parte da natureza e transformar num bem, ou que era baseado numa relação de dádiva e transformar num serviço.

Procuramos as coisas que as pessoas tinham antes de graça, ou que elas próprias faziam por si mesmas ou para as outras, e retiramos isso de forma a que elas tenham que comprar. Ao transformar as coisas em produtos, separamo-nos da natureza da mesma forma que nos separamos da comunidade.

Olhamos para a natureza com um olhar de quem apenas vê um monte de coisas. E isso deixa-nos muito solitários e com muitas necessidades básicas para satisfazer.

E se tivermos dinheiro, podemos sempre tentar satisfazer essa carência adquirindo, comprando coisas, ou acumulando mais dinheiro. Mas, agora, estamos no fim do crescimento. O nosso planeta não pode mais suportar este crescimento. E essa é a razão pela qual a crise que temos hoje não irá desaparecer.”

****

Quando li isso, me lembrei imediatamente de um texto que escrevi recentemente na minha página do facebook e quero transcrevê-lo para cá, pois sua reflexão está completamente ligada a esse vídeo.

QUASE NINGUÉM FALA SOBRE ISSO… POR QUÊ?

Hoje passei o dia inteiro refletindo sobre essa ganância desmedida da maior parte das pessoas. Nunca vivemos em um mundo que valorizasse tanto o dinheiro, porém estamos valorizando o dinheiro acima do nosso amor, da nossa consciência, do nosso emprego, das nossas amizades, da nossa família e até mesmo do nosso planeta.

Tudo é visto como oportunidade de lucrar, de ganhar mais e mais dinheiro.

Uma pessoa está com problemas de relacionamento, vou ganhar dinheiro lhe dando dicas para encontrar um novo amor.

Uma pessoa está gorda, ganho seu dinheiro lhe ensinando uma incrível dieta milagrosa.

Tenho uma casa maior do que a dos meus vizinhos. Pego metade do terreno pra ganhar dinheiro alugando para terceiros.

Tenho um belo jardim na minha casa, arranco suas belas flores para ganhar dinheiro com elas.

Moro perto de onde tem muitos pássaros, monto uma arapuca para ganhar dinheiro vendendo pássaros.

Tenho um cachorro bonito, tento colocá-lo para cruzar com diversas cadelas e vender seus filhotes a preços enormes.

Poderia ficar horas escrevendo e citando exemplos.

Por que ninguém percebe que essa ganância está destruindo o nosso planeta e o nosso coração, está nos tornando frios?

É uma maravilha olhar para o céu e se encantar com as estrelas, com a lua. Olhar as árvores e ver lindos pássaros cantando. É ótimo conversar com alguém com dificuldades de relacionamento e poder dizer palavras de aconchego, sem ter que “furar o seu bolso”. É deslumbrante ter um jardim cheio de flores vivas e brilhantes. Pra quê transformar nossas maiores belezas em mercadoria?

Está na hora de pensarmos sobre isso de coração aberto…

****

Esta é apenas a prévia do artigo maior que virá logo logo. Continue acompanhando e convide seus amigos para refletirem sobre esses temas tão importantes junto você. Quanto mais e mais pessoas decidirem refletir sobre isso de coração aberto e com o propósito real de por em prática na vida, pouco a pouco veremos o resultado por onde formos, porque levaremos essa sementinha da mudança.

Vamos juntos?

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P.S. No dia 25/08/2014 este artigo maior foi publicado e você pode acessá-lo clicando neste link.

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Não existe uma religião melhor do que outra

Por Isaias Costa

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Eu já falei diversas vezes neste blog que respeito profundamente todas as religiões e sei que todas elas nos ajudam a levar para um mesmo Deus, que é amor e misericórdia. Eu acredito que não existe uma religião melhor do que a outra, acredito que existe a religião certa para cada pessoa em particular. Para refletir sobre isso, compartilho algumas palavras do mestre Dalai Lama, extraídas de seu livro “Uma ética para o novo milênio”.

“Um fator preponderante que contribui para a desarmonia religiosa é o relacionamento pouco saudável das pessoas com suas crenças. Em vez de aplicar os preceitos religiosos na vida pessoal, muitos têm a tendência de utilizá-los como um apoio para atitudes autocentradas. A religião funciona como algo que se possui ou um rótulo que distingue a pessoa dos outros. Isto é seguramente uma distorção e um perigo. Neste caso, em vez de usar o néctar da religião para purificar os elementos que envenenam nossos corações e mentes, usamos estes elementos negativos para envenenar o néctar da religião.

Mas é preciso reconhecer que isso reflete outro problema, implícito em todas as religiões. Refiro-me ao fato de cada uma delas alegar ser a única religião “verdadeira”. Como resolver essa dificuldade? Admite-se que, do ponto de vista do praticante, seja imprescindível ter um compromisso específico com a sua própria fé. Também é admissível que isso esteja ligado à profunda convicção de que seu caminho é o único que leva à verdade. Mas é preciso encontrar meios de conciliar esta convicção com a das outras religiões. Em termos práticos, os praticantes devem ao menos aceitar a legitimidade dos ensinamentos de outras religiões, mantendo ao mesmo tempo um compromisso irrestrito com a sua própria. No que toca à legitimidade das alegações de verdade metafísica de uma determinada religião, isso é sem dúvida uma questão interna daquela religião.

No meu caso, estou convencido de que o budismo me oferece a estrutura mais eficiente para apoiar meus esforços de desenvolvimento espiritual através do cultivo do amor e da compaixão. Ao mesmo tempo, tenho de admitir que enquanto o budismo representa o melhor caminho para mim – ou seja, condiz com meu caráter, meu temperamento, minhas inclinações e meus antecedentes culturais -, assim, também deve ser o cristianismo para os cristãos. Para eles, o cristianismo é o melhor caminho. Não posso, portanto, basear-me em minha experiência pessoal para afirmar que o budismo é melhor para todos.”

***************

Eu penso exatamente como o Dalai Lama, acredito que existe uma religião que seja a melhor para cada indivíduo. Se as pessoas tivessem essa consciência e colocassem realmente em prática na vida esses ensinamentos, não haveria mais conflitos religiosos e o mundo seria um lugar muito mais harmonioso e feliz. É uma grande contradição, a religião deveria nos ajudar no crescimento espiritual e humano, mas para muitos ela é uma fonte de intrigas, ou de ostentações. Isso é extremamente perigoso, pois além de não trazer benefícios reais para a própria pessoa, ainda leva sofrimento para as demais. Eu até já falei em um texto anterior que existem pessoas que se envaidecem dentro de suas religiões e isso gera uma enorme energia negativa, segue o link.

A pior de todas as vaidades

Achei incrível o que ele falou sobre a religião como uma espécie de rótulo. Você já reparou que as pessoas dizem “Eu sou católico”, “Eu sou evangélico”, “Eu sou budista”, como se isso fizesse parte da própria natureza da pessoa. Eu acredito que é mais sábio e coerente dizer “Eu sigo a religião católica”, “Eu sigo a religião budista” etc. Essa é uma diferença sutil, mas com grandes repercussões na vida real, pois você não é a sua religião, você é simplesmente você, alguém que procura dar certo na vida, alguém que está em busca de um caminho espiritual. Que diferença real você vai gerar na vida de uma pessoa ao dizer para ela “Eu sou isso? Eu sou aquilo?”. Nenhuma! O que pode fazer diferença real na vida de alguém é a forma como você vive a sua vida, isso sim! Entende o que estou querendo dizer? Se você cresce em amor, em consciência, em humildade, em altruísmo, em benevolência, em caridade etc. Você pode ser católico, budista, maometano, hindu, xintoísta, taoísta, ateu, agnóstico, que estará sendo um grande ser humano, um grande cidadão, um ser humano ético e de belo caráter.

Portanto! Vamos eliminar definitivamente das nossas mentes que determinada religião é melhor do que outra. Isso é uma enorme falácia que só gera desconforto, desarmonia, desunião etc. Siga a religião que para você seja a melhor para crescer como ser humano e desta forma, você estará fazendo a sua parte como cidadão e ajudando este mundo a se tornar melhor pelo seu exemplo…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Teimosia e persistência

Por Isaias Costa

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As palavras teimosia e persistência muitas vezes são confundidas, mas elas são utilizadas em contextos completamente diferentes. Para refletir sobre isso, compartilho algumas palavras da conferencista Heloísa Capelas:

Teimosia ou persistência?

A sensação de frustração decorrente dos sonhos não realizados surge da não aceitação do esforço e tempo a serem conjugados naquela direção. E, ainda, da incapacidade de avaliar quais comportamentos devem ser modificados até que se esteja, de fato, pronto a alcançar tal realização.

Com frequência, a busca pela concretização de uma meta esbarra em obstáculos e, diante deles, cabe a cada um de nós avaliar o que deu certo e o que deu errado. Essa trajetória, por vezes, nos proporciona aprendizados únicos, ainda que não nos leve diretamente ao objetivo esperado. Sendo assim, a verdadeira questão é: o que você aprendeu com isso? Se esse caminho não deu certo, qual outro pode percorrer em direção ao seu real desejo?

Observe que essa é a diferença entre a teimosia e a persistência. A primeira fará com que repita as mesmas ações incessantemente em busca do seu objetivo; a segunda o levará a encontrar meios e possibilidades diferentes para alcançá-lo.

Lembre-se que, consciente ou inconscientemente, cada pessoa planeja a própria trajetória. O que você vive hoje é fruto das decisões que tomou no passado. Da mesma forma, as escolhas que fizer no momento presente determinarão como será seu futuro. Onde, como e com quem você deseja estar em alguns anos?

O autoconhecimento pode ajudá-lo a se livrar da sensação de frustração que o impede de seguir em frente e permitirá que encontre essas respostas. A partir dele, poderá identificar com clareza quais ações e pensamentos o ajudarão a caminhar com plenitude em direção às suas verdadeiras vontades.

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A ideia central para diferenciar teimosia de persistência é essa: “Observe que essa é a diferença entre a teimosia e a persistência. A primeira fará com que repita as mesmas ações incessantemente em busca do seu objetivo; a segunda o levará a encontrar meios e possibilidades diferentes para alcançá-lo”, e o caminho para ser mais persistente e menos teimoso deve passar pelo autoconhecimento, quanto mais nos conhecemos, mais conscientes nos tornamos e, consequentemente, melhores escolhas vamos fazendo. Eu percebo que a teimosia é um comportamento típico de pessoas que não amadureceram emocionalmente, e quase sempre o resultado final dos que optam por ela é a FRUSTRAÇÃO, pois a frustração nada mais é do que a tristeza decorrente de uma enorme energia gasta com algo que foi em vão e não levou a crescimento e aperfeiçoamento pessoal. Eu já me frustrei diversas vezes por conta da minha teimosia (um dos meus maiores defeitos e admito isso!), mas hoje em dia bem menos, porque busquei e continuo buscando incessantemente o autoconhecimento. Desta forma, estou fazendo melhores escolhas e me sentindo muito mais realizado, estou me tornando persistente com aquilo que sei que contribuirá tanto para mim como para os outros.

Vou citar um exemplo simples de persistência, este blog. Já pensei em desistir dele algumas vezes, principalmente nos primeiros meses, quando eu via pouquíssimos acessos e comentários. Mas sempre houve uma grande força dentro de mim que me levou a continuar escrevendo e já vejo os vários frutos que este meu trabalho está despertando tanto em mim como nos meus leitores. Percebo a pessoa que estou me tornando pouco a pouco e, através dos comentários e compartilhamentos, o impacto das minhas palavras sobre os leitores. Gosto sempre de lembrar a história das estrelas do mar morrendo na beira da praia. Penso daquela forma, meu trabalho pode ser pequeno, mas sei que está fazendo diferença na vida de alguém, e isso é mais que suficiente para que eu me sinta realizado. Se quiser ler um pouco mais sobre isso, compartilho o texto que traz esse ensinamento, que é o que carrego comigo todos os dias…

Visão com ação pode mudar o mundo

Vamos ser mais persistentes e menos teimosos. Agora você já sabe! O caminho para conquistar essa mudança se chama AUTOCONHECIMENTO

 

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Essa espera é a transformação

Por Isaias Costa

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Todos nós temos preocupações na vida, sentimos medo de fracassar, medo de sofrer, medo disso, medo daquilo, e nos esquecemos que tudo nessa vida é transitório, nada dura para sempre, até mesmo os maiores sofrimentos.

Um dos maiores segredos para se ter equilíbrio na vida é desenvolver a PACIÊNCIA, que traz serenidade. A paciência nos leva a relaxar e aquietar nossas emoções, até que encontramos as soluções para os problemas que nos afligem.

Quero compartilhar um texto magnífico do místico oriental Osho, que nos leva a refletir profundamente sobre isso. Recomendo que o leia com bastante atenção e sem pressa, pois são ensinamentos valiosos que só poderão ser assimilados com uma leitura atenciosa…

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Essa espera é a transformação

Pergunta a Osho:

Eu não sou rica nem tenho tudo de que preciso. Mas, mesmo assim, eu me sinto sozinha, confusa e deprimida. Existe alguma coisa que eu possa fazer quando esse tipo de depressão acontece?

Se está deprimida, fique deprimida; não “faça” nada. O que você pode fazer? Qualquer coisa que faça, fará por causa da depressão e isso a deixará mais confusa. Você pode rezar a Deus, mas rezará de modo tão deprimente que deixará até Deus deprimido com as suas orações!

Não cometa essa violência contra o pobre Deus. A sua oração será uma oração deprimente. Como você está deprimida,qualquer coisa que fizer virá acompanhada de depressão. Causará mais confusão, mais frustração, porque você não vai ser bem-sucedida. E, quando não é bem-sucedida, você fica mais deprimida, e esse é um ciclo sem fim.

É melhor ficar com a depressão original do que criar um segundo ciclo e depois um terceiro. Fique com o primeiro; o original é belo. O segundo será falso e o terceiro será um eco longínquo. Não crie esses últimos dois. O primeiro é belo.

Você está deprimida, portanto, é assim que a existência está se manifestando para você neste momento. Você está deprimida, então continue assim. Espere e observe. Você não vai poder ficar deprimida por muito tempo, porque neste mundo nada é permanente.

Este mundo é um fluxo. Ele não pode mudar as suas leis básicas por você, de modo que possa continuar deprimida para sempre.Nada aqui é para sempre; tudo está em movimento e em mudança. A existência é um rio; ela não pode parar para você, para que você possa continuar deprimida para sempre. Ela está em movimento — já mudou. Se você observar a sua depressão, verá que nem ela é a mesma; é diferente, está em mutação.

Só observe, continue com ela e não faça nada. É assim que a transformação acontece: por meio do não-fazer.

Sinta a depressão, prove-a em profundidade, vivencie-a, esse é o seu destino — quando menos esperar você sentirá que ela desapareceu, porque a pessoa que aceita até mesmo a depressão não pode ficar deprimida.

A pessoa, a mente que consegue aceitar até a depressão não permanece deprimida! A depressão precisa de uma mente sem aceitação: “Isso não é bom, isso não é nada bom; isso não devia ter acontecido, não devia; as coisas não deveriam ser desse jeito”. Tudo é negado, é rejeitado — não aceito.

O “não” é a reação básica; até a felicidade será rejeitada por uma mente como essa. Essa mente descobrirá algo para rejeitar a felicidade também. Você ficará em dúvida quanto a ela. Sentirá que algo está errado. Estará feliz, por isso achará que existe alguma coisa errada: “Bastou meditar durante alguns dias para eu ficar feliz? Isso não é possível!”

A mente sem aceitação não aceita nada. Mas, se conseguir aceitar a sua solidão, a sua depressão, a sua confusão, a sua tristeza, você já estará transcendendo. Aceitação é transcendência. Você eliminou o próprio motivo da depressão, então ela não pode continuar.

Experimente isto:
Seja qual for o seu estado de espírito, aceite-o e aguarde até que esse estado mude por si só. Você não estará mudando nada, poderá sentir a beleza que se assoma quando o seu estado de espírito muda naturalmente. Você verá que é como o sol nascendo pela manhã e se pondo à noite. Então, mais uma vez ele se elevará no céu para depois se pôr à noite, e assim dia após dia.

Você não precisa fazer nada a respeito. Se conseguir sentir os seus estados de espírito mudando naturalmente, você vai ficar indiferente. Vai ficar a quilômetros de distância, como se a mente estivesse em outro lugar. O sol está nascendo e se pondo; a depressão está surgindo, a felicidade está surgindo, depois indo embora, mas você não está participando disso. Ela vem e vai embora por conta própria; os estados irrompem, mudam e desaparecem.

Com a mente confusa, é melhor esperar e não fazer nada, para que a confusão desapareça. Ela vai desaparecer; nada é permanente neste mundo. Você só precisa de muita paciência. Não tenha pressa.

Eu lhe contarei uma história que eu sempre repito. Buda estava atravessando uma floresta. O dia estava quente — o sol estava a pino — ele tinha sede, por isso pediu ao seu discípulo Ananda, “Volte. Nós cruzamos um córrego. Volte e pegue um pouco de água para mim”.

Ananda voltou, mas o córrego era estreito demais e algumas carroças estavam passando por ele. A água, agitada, tinha ficado barrenta. Toda a sujeira do fundo viera à superfície, tornando a água imprópria para consumo. Então Ananda pensou, “Terei de voltar de mãos vazias”. Ele voltou e disse ao Buda, “A água ficou barrenta, não dá para beber”. Deixe-me seguir na frente. Sei que há um rio a alguns quilômetros daqui, eu irei até lá e buscarei água”.

Buda disse, “Não! Volte ao córrego”. Ananda voltou para não desobedecer ao Buda, mas foi contrariado. Ele sabia que a água não ficaria límpida outra vez e que iria apenas desperdiçar seu tempo, além de estar com sede também. Mas ele não podia desobedecer ao Buda. Mais uma vez voltou ao riacho para em seguida refazer o trajeto e dizer a Buda, “Por que o senhor insiste? A água não é potável!”

Buda disse, “Vá outra vez”. E como ordenou Buda, Ananda aquieceu.

Na terceira vez que ele voltou ao riacho, a água estava cristalina como de costume. A sujeira tinha baixado, as folhas mortas descido rio abaixo e a água estava límpida outra vez. Então Ananda riu. Ele encheu seu cântaro de água e voltou dançando. Ao chegar, caiu aos pés do Buda e disse, “Os seus métodos de ensino são miraculosos. Você me ensinou uma grande lição — que só é preciso ter paciência e que nada é permanente”.

E esse é o ensinamento básico do Buda: nada é permanente, tudo é transitório, então para que se preocupar? Volte ao mesmo riacho. Agora, tudo já deve ter mudado. Nada continua igual. Tenha simplesmente paciência e a sujeira vai se assentar, a água vai ficar cristalina outra vez.

Ananda também tinha perguntado ao Buda, depois de voltar do córrego pela segunda vez, “Você insiste para que eu vá, mas eu posso fazer alguma coisa para que a água fique mais limpa?”
Buda disse, “Por favor, não faça nada; do contrário, você a deixará mais enlameada ainda. E não entre no córrego. Fique apenas do lado de fora, esperando na margem. Se entrar, você só piorará as coisas. O córrego flui naturalmente, portanto, deixe-o fluir”.

Nada é permanente; a vida é um fluxo. Heráclito disse que você não pode entrar no mesmo rio duas vezes. É impossível entrar duas vezes no mesmo rio porque o rio nunca pára de fluir; tudo já terá mudado. E não só o rio flui, você também flui. Você também estará diferente; você também é um rio fluindo.

Veja essa impermanência de tudo. Não tenha pressa; não tente fazer coisa alguma. Apenas espere! Espere num total não-fazer.

E, se conseguir esperar, a transformação acontecerá. Essa espera é a transformação.

Osho

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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O poder dos introvertidos

Por Isaias Costa

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Eu sou um rapaz introvertido e um pouco tímido, mas venho me trabalhando a muito tempo para não permitir que a timidez e introversão me impeçam de realizar o que preciso e que é importante. Até já escrevi em outro texto o que faço para trabalhar a timidez, segue o link.

Trabalhando a timidez

Recentemente assisti a um vídeo do TED muito bom que falava sobre o poder dos introvertidos, da sua importância na sociedade, da competência, das suas capacidades e talentos pessoais etc. Nesse vídeo, a palestrante (Susan Cain) fala um pouco de um estudo realizado para falar sobre os introvertidos e suas relações com os extrovertidos. O link do vídeo é esse aqui em baixo, recomendo fortemente que assista!

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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Eu vou seguir!

Por Isaias Costa

15951893_RRlydA nossa vida é repleta de curvas, de desvios, de mudança de rotas, mudanças de pensamentos, de crenças, de perspectivas, de sonhos etc. etc.

O Raul Seixas tinha muita consciência de tudo isso e expressava divinamente bem em suas músicas.

Na ocasião da escrita deste texto, 14/08/2014, houve duas perdas de pessoas famosas de forma trágica, primeiro o grande ator americano Robin Williams na segunda-feira, dia 11/08/2014, que se suicidou, e o candidato à presidência da república Eduardo Campos, dia 13/08/2014, que morreu em um desatre aéreo.

Refletindo sobre as duas tragédias me lembrei da célebre música “Canto para minha morte”, do Raul Seixas. Que revela o quanto a morte caminha surda ao nosso lado e nunca saberemos exatemente em que esquina ela vai nos beijar.

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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A vida voa!

Por Isaias Costa

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Admito que fiquei bastante triste e reflexivo com a morte por suicídio do brilhante ator americano Robin Williams na segunda-feira, dia 11/08/2014. Sua morte por depressão pode ser uma grande oportunidade de nos fazer refletir sobre nossas importâncias e buscas. Sempre digo e repito que estamos neste mundo para aprender a amar, esse é o objetivo maior de todas as nossas experiências.

Escrevi um pequeno texto na minha página do facebook refletindo sobre ser famoso ou importante. Precisamos crescer em amor e consciência para que sejamos verdadeiramente importantes, para que, mesmo que venha a fama, não se esqueça que isso não preenche nossos vazios interiores. Compartilho abaixo esse texto:

ROBIN WILLIAMS (UMA BREVE REFLEXÃO…)

Já escrevi algumas vezes sobre a diferença entre ser famoso e ser importante, aprendi isso com o grande filósofo Mario Sergio Cortellla.

Ser famoso, ao contrário do que muitos pensam, não preenche nossas inúmeras lacunas e vazios existenciais. NÃO. Agora ser importante sim, quando somos importantes aprendemos a valorizar nossa existência, entendemos que algumas pessoas ou muitas precisam da nossa presença amiga.

Importar é isso, essa palavra significa “levar para dentro”. Quem é importante mora dentro do coração de todos aqueles que amam este alguém. Isso é muita responsabilidade!

Quando soube da morte do Robin Williams refleti muito sobre isso, ele era absurdamente famoso, mas sofria de depressão. Havia se separado duas vezes, não é nada fácil administrar as dores de dois casamentos rompidos.

O Robin Williams era um verdadeiro artista, ele tinha uma sensibilidade aguçadíssima, um homem com um coração bondoso, mas repleto de feridas de muitos anos.

O Robin estava cercado de pessoas e holofotes, mas certamente faltou pessoas nas quais pudesse abrir seu coração sem reservas, faltou pessoas que o vissem como simplesmente o ser humano “Robin”, menino aprendiz na vida, como todos nós.

Um grande perigo vivido por quem se torna famoso é o tratamento feito pelos outros. Vou explicar. O fato de ele ser ator de comédia fazia com que muitos ingenuamente pensassem que tudo em sua vida estava bem. Será?

Somos humanos e precisamos cada vez mais nos relacionar como aprendizes na vida. Estamos todos juntos, somos todos irmãos e estamos aqui com o mesmo objetivo, aprender a amar.

A morte do Robin deveria nos afetar sim, não para ficarmos tristes também, não é isso, mas para nos ensinar que precisamos amar mais e nos tornarmos pessoas importantes, o que é bem diferente de ser famoso.

Pense sobre isso…

****

Eu assisti ao filme “Jack” pela primeira vez ainda criança, um filme super engraçado. Lembro que chorei muito com a cena final (eu era um menino chorão!). Refletindo depois que ele morreu e já bem mais amadurecido, pensei que nesta época já existia em mim esse lado mais sensível, só não havia sido despertado.

Quero compartilhar a cena final, com o discurso de formatura do Jack, no qual ele fala com sabedoria e simplicidade sobre a importância de viver o momento presente, sem se preocupar demais com o futuro. Vivendo no presente podemos ser bem mais plenos e cada vez mais percebo isso através da minha própria vida.

Reflita sobre isso! Lembre-se que a vida passa muito depressa e precisamos dar um sentido mais profundo aos nossos dias para que no fim, quando virmos o filme dos nossos dias estejamos felizes com o que vermos. Esse é o meu desejo.

Que o espírito deste homem tão humano e sensível esteja em uma dimensão de amor e que sua linda obra deixada para todos ainda seja apreciada por milhões de pessoas…

“Eu não tenho muito tempo, então eu serei breve, como a minha vida.

Ao chegarmos ao fim desta fase da nossa vida, nós tentamos lembrar dos bons momentos e esquecer os momentos ruins. E pensamos no futuro. E nos preocupamos, pensando: “O que eu vou fazer? Onde eu estarei em 10 anos?”

Mas eu digo: “Olhem para mim! Por favor! Não se preocupem tanto! Porque no fim, nenhum de nós tem muito tempo nesta terra!”

E a vida voa! E se estiverem aflitos, levantem os olhos pro céu e verão, quando as estrelas se espalham pelo céu de veludo e quando uma estrela cadente riscar a escuridão, transformando a noite em dia, façam um pedido! E pensem!

Tornem suas vidas espetaculares! Eu sei que consegui! Eu consegui mãe! Já sou adulto! Obrigado!…

  • Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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