Arquivo do mês: agosto 2014

De que forma você ajuda os outros?

Por Isaias Costa

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Recentemente escrevi um texto falando sobre a ética na nossa vida e que ela é construída no dia a dia, a partir das pequenas atitudes. Se você ainda não o leu, deixo o link logo abaixo.

A ética se constrói nas pequenas atitudes

Nesse texto, eu dou o exemplo de uma mulher que perdeu o envelope com o dinheiro para pagar todas as contas do mês e um rapaz a devolveu intacto. O rapaz teve um ato bastante ético e ela o agradeceu com sinceridade.

Agora eu quero lhe fazer uma pergunta bem simples. Imagine que essa situação tenha acontecido com você e que tenha tomado a mesma atitude do rapaz de devolver o dinheiro com as contas. Agora imagine que ao devolver, a mulher apenas tenha recebido, virado as costas e ido embora, sem dizer uma única palavra!

O que você pensaria nesse momento?

Sabe o que a maior parte das pessoas pensa? “Que ingrata! Devolvo seu dinheiro e ela nem para dizer um simples obrigado! Onde estão seus modos, sua educação? Da próxima vez não vou dar uma de besta, vou ficar com o dinheiro para mim…”

Sabe o que eu digo para todos aqueles que têm esse pensamento? Ainda não sabem o que é ter uma atitude GENUINAMENTE ÉTICA. Uma coisa é ser ético, outra coisa bem diferente é quando a ética faz parte dos seus valores mais intrínsecos.

Eu gosto de me questionar sempre e gosto também de levar meus leitores a se questionarem junto comigo.

Em minha opinião, o que nos engrandece como seres humanos é fazer o bem, independente da forma como somos tratados, como as situações transcorrem, independente de elogios, críticas, congratulações ou qualquer outra coisa que infle o nosso ego.

O grande desafio na nossa vida é se desvencilhar dos comportamentos mesquinhos alimentados pelo nosso ego. Nós temos uma espécie de necessidade de ser elogiados quando fazemos algo de bom, quando isso não acontece, frequentemente nos sentimos frustrados. É preciso bastante exercício e aprofundamento no autoconhecimento para mudar essa realidade tão comum.

O que quero sugerir a você através desse exemplo é que faça o bem sempre, mesmo que a outra pessoa seja estúpida. Agir assim fará de você um ser humano cada vez melhor dia após dia.

Não espere que as pessoas venham elogiar algo que tenha feito, simplesmente faça e pronto, porque você quer crescer como ser humano, quer fazer o bem, quer ajudar as pessoas, quer minimizar as dores do mundo ao seu redor.

Muitas vezes o elogio que esperamos nunca vem ou demora anos para vir. Faça como se nunca fosse receber elogio algum. Sabe um grande mestre que nos ensinou isso de “n” formas diferentes? Seu nome é Jesus Cristo. Uma frase sua extremamente conhecida, mas pouco vivida é essa aqui: “Que a sua mão esquerda não veja o que a direita faz…”. Ou seja, não faça nada esperando recompensas. Quem faz isso é mesquinho não só nas atitudes, mas no coração. É alguém que falsamente se mostra como generoso, mas na realidade é um egoísta disfarçado.

Reflita sobre essas poucas palavras e viva a verdadeira ética, essa que toma conta de nossa interioridade ao ponto de cada vez mais nos desvencilharmos do nosso ego. Não é fácil, eu sei disso, mas é possível e é um caminho que todos aqueles que querem crescer em consciência e amor devem seguir…

 

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Tenha coragem de mudar!

Por Isaias Costa

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Uma das coisas que mais me faz ser apaixonado pelas palavras do mestre Rubem Alves é saber que eu estou seguindo um caminho cheio de curvas e desvios, parecido com o que ocorreu com ele.

Todas as curvas de seu caminho tiveram como objetivo a busca por uma vida cada vez mais plena e feliz. Estou fazendo o mesmo! Já fiz diversas mudanças e sinto que estou cada vez mais crescendo como ser humano e vivendo de maneira mais plena, mais atenta, menos dependente, mais vinculado ao simples, ao belo, à natureza.

Para mim, não há beleza maior que a simplicidade e repetirei isso inúmeras vezes.

Quero compartilhar um texto belíssimo e profundamente instigante! Você tem coragem de mudar e correr atrás dos seus sonhos? Você largaria uma carreira que já está estruturada para seguir os seus sonhos mais profundos? Você abriria mão de uma reputação, de um currículo, de seus títulos, para fazer aquilo que mais ama e não teve a devida coragem de ir atrás?
Esse texto fala sobre isso e muito mais. Leia com atenção!

“Sobre a coragem de mudar”- Por Rubem Alves

Em tempos passados o normal era que um jovem escolhesse uma carreira e permanecesse nela até morrer, ainda que ela não lhe desse felicidade, tal como acontecia também com os casamentos. Para sempre, até que a morte os separe. Uma coisa boa dos tempos em que vivemos, a despeito de todas as suas confusões, é que as pessoas descobriram que é possível mudar a direção do vôo. Nada as obriga a voar sempre na mesma direção até o fim. Eu mudei minhas direções várias vezes e não me arrependo.

Meu amigo Jether era um próspero dentista na cidade do Rio de Janeiro. Estava ficando rico. Riqueza dá segurança. Segurança dá tranqüilidade à família. Mas enquanto ele olhava para o mundo delimitado pelos dentes dos seus clientes, a sua alma voava por outros mundos! E foi assim que, num belo dia, ele resolveu voar. Chegou em casa e comunicou à esposa Lucília: “Meu bem, vou vender o consultório”. E assim, com mais de quarenta anos, voltou para a estaca zero e foi se preparar para o vestibular… E ele seguiu um caminho feliz! Está com 82 anos, tem cara de 60, disposição de 40 e leveza de criança! Cada profissão delimita um mundo: há o mundo dos advogados, dos dentistas, dos engenheiros, dos professores, dos médicos, dos músicos, dos artistas, dos palhaços, do teatro.

O jovem estudante do filme Sociedade dos poetas mortos sonhava em ser artista de teatro. Mas seu pai havia mirado seu arco para a medicina… Dezoito ou dezenove anos é muito cedo para definir o que se vai fazer pelo resto da vida. Esse é um tempo de procuras, indefinições, sonhos confusos. É normal que, ao meio do curso universitário, o jovem descubra que tomou o trem errado e se disponha a saltar na próxima estação. É angústia para os pais. Claro, porque o que eles mais desejam é ver o filho formado, empregado, ganhando dinheiro. Isso lhes daria liberdade para viver e permissão para morrer… Mas não seria terrível para ele – ou ela – se, só para não “perder tempo”, “só para não voltar ao início”, continuasse até o fim? Se não quero ir para as montanhas, se quero ir para a praia, por que continuar a dirigir o carro pela estrada que vai para as montanhas?

Pais, não fiquem angustiados. Sua angústia é inútil. E nem fiquem com a ilusão de que o diploma dará emprego ao filho. Não dará. Assim é melhor ir devagar seguindo a direção que o coração manda. O difícil, para os pais, será se o filho, no último ano de direito, lhes comunique:

“Descobri que não gosto de Direito. Vou estudar para ser palhaço!” Aí posso imaginar o embaraço do pai e da mãe quando, em meio a uma reunião social, quando se fala sobre os filhos, alguém lhes dirija a palavra e diga: “Meu filho está no Itamarati. Vai ser diplomata. E o seu?” Resposta: “O nosso está no circo. Vai ser palhaço…” Cá entre nós: não sei qual profissão dá mais felicidade, se a de diplomata ou se a de palhaço…

=> Sugestões de leitura

* E-book gratuito: Descobrindo um novo sentido no viver
* A palavra coragem
* A voz do coração e a voz dos outros
* Fazer a vida valer a pena
* A vida é muito curta para ser pequena

 

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Eu sou a luz das estrelas

Por Isaias Costa

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A música “Gita”, do Raul Seixas, provavelmente é a sua música mais famosa e possui uma letra bem forte e embasada. Ele disse em determinada ocasião as seguintes palavras:

“A verdade é prenúncio de um momento, o caos é prenúncio de um momento. Quando eu digo que sou a luz das estrelas, não estou falando de mim. O pedreiro lá da frente de casa, que está construindo um edifício, canta essa música como se fosse ele. Isso porque nós somos o verbo ser. Sendo o que você tem a vontade de ser, não existe mais nada. Nós somos, e está acabado. Tudo é, então, o eu é fortíssimo. Você tem de ter primeiro a consciência do eu para poder respeitar a terceiros e então fazer o que quer, que é tudo da lei, da sua lei”

Raul Seixas

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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Os verdadeiros líderes são humanistas

Por Isaias Costa

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Outro dia li algumas palavras do grande educador Eugenio Mussak e me fez refletir sobre algo que cada vez mais quero desenvolver, a LIDERANÇA. Liderar é uma verdadeira arte e está relacionada muito mais ao nosso comportamento e caráter do que com qualquer outra coisa. Todos nós podemos nos tornar líderes, até mesmo os que se dizem tímidos. Para ser um líder você não precisa aparecer nas mídias e discursar bonito como os jornalistas, você precisa ter um sólido caráter para ensinar pelo exemplo bem mais que com as palavras.

Quem foi o maior líder da história da humanidade? Sem dúvida foi Jesus Cristo e ele era econômico com as palavras. Falava o mínimo possível e quando falava, tocava o âmago dos corações das pessoas. Jesus é e sempre será minha maior referência, é nele que me miro todos os dias.

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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Nossas válvulas de escape

Por Isaias Costa

Tenho pensado bastante e observado o estilo de vida da maior parte das pessoas. No meio dos meus pensamentos tive um insight que pode doer em algumas pessoas, mas tenho que expressá-lo. Todos nós, absolutamente todos nós, buscamos algum de tipo de válvula de escape para aliviarmos nossas tensões tão frequentes, nossas angústias, nossos medos, nossas incompletudes, nossa solidão etc. Cada um busca sua própria válvula, algo que possa dar um prazer momentâneo ou um sentimento de propósito. Vou citar alguns exemplos.

O acúmulo de tensões

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Empresários bem sucedidos. Muitos deles têm angústias terríveis e diversas tais como: perderem o patrimônio, não terem o amor dos filhos, morrerem de repente e ter que deixar seu dinheiro com alguém que ache que não merece etc. etc. Uma das válvula de escape mais comuns é trabalhar mais para ganhar mais dinheiro e serem ainda mais reconhecidos na sociedade como grandes. Isso vale a pena? Será que vale? Já percebeu o quanto a nossa sociedade valoriza as pessoas que produzem mais e por isso ganham mais? Pense um pouco sobre isso…

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Negociantes de imóveis. Conheço um caso real de uma pessoa que investe muito tempo e dinheiro com imóveis, ganha um ótimo dinheiro com isso, mas usa esses investimentos como válvula de escape para as frustrações de não ter o carinho que gostaria de ter dos seus filhos. Tudo o que ele queria era ter mais tempo em suas presenças e a alegria do carinho, dos abraços, beijos, diálogos… Como não tem passa muito tempo investindo mais e mais em imóveis. Será que isso pode dar um sentido mais profundo para a vida e a existência? Dei esse exemplo com a certeza de que não é um caso isolado. Sei que muita gente vive o mesmo drama, muitas vezes em silêncio…

Viciados em bebibas, fumos, drogas e sexo. Quase todos os viciados nesses itens citados estão cheios de lacunas interiores, a grande maioria ainda da infância e que nunca foram bem trabalhadas, até que se chegou a vida adulta e se percebe que a vida é muito mais dura que os sonhos de criança nutriam. Normalmente as pessoas que se viciam têm um coração extremamente bondoso, mas não têm alguém que escute seus mais profundos sentimentos, medos, anseios. Alguém que incentive a seguir o caminho do coração. Esse tema é delicadíssimo e não vou me estender, pois precisaria aprofundar diversas coisas. Deixo abaixo um texto que escrevi recentemente falando sobre as drogas, e traz um pouco dessa reflexão.

Luzes em pó

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Pessoas que rezam muitos terços, fazem penitências religiosas, vão a grupos e seitas. Muitas delas vão porque sentem um profundo vazio interior por não serem felizes em seus trabalhos, ou na família, ou mesmo no campo espiritual. Rezam muito pedindo que Deus opere um milagre, que ganhe mais dinheiro, que Deus mande um amor pra vida toda, que mande um emprego dos sonhos, que ajude a melhorar o relacionamento com os pais ou irmãos… será que é por aí mesmo? Deus é comércio por acaso? Para ficar barganhando nossas vontades, desejos e sonhos? Eu conheço tanta gente que afoga suas mágoas e incompletudes na igreja, mas no fundo elas mesmas sabem que estão seguindo um caminho sem um sentido mais profundo. Onde estará esse sentido? Onde?…

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Políticos e afins. Todos sabemos que o universo dos políticos é repleto de falcatruas, roubos e mentiras. Infelizmente, roubar e desviar verbas públicas é a válvula de escape de muitos políticos. Eles fazem isso para se tornarem mais ricos financeiramente, porém, o que acontece é exatamente o contrário, eles vão se tornando cada vez mais pobres. Talvez você já tenha lido aquela frase que diz: “Ele era uma pessoa tão pobre, tão pobre, mas tão pobre, que a única coisa que ele tinha era dinheiro”.

Não é simples analisar o comportamento dos políticos, mas se você prestar atenção na genealogia deles, perceberá que quase todos são de famílias envolvidas com política. O que acontece é que os pais simplesmente ensinam aos filhos o que são, ensinam seus valores distorcidos e sua ética desumana. O que acontece é que esse mal vai se alastrando de geração em geração, sendo que a raiz do problema está na educação dos valores lá na antiguidade das famílias, na falta de amor substituída pelo dinheiro…

Um mundo governado pelo dinheiro

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Viciados em títulos acadêmicos, em cursos, em aperfeiçoamentos. Esse ponto é bem delicado e vou explicar com calma para que entenda. Não estou dizendo que é ruim se aperfeiçoar, pelo contrário, é ótimo, eu mesmo busco sempre estar me aperfeiçoando, aprendendo mais coisas. O que é ruim é usar a busca por conhecimento como um válvula de escape para sentimentos principalmente de inferioridade. Não sei você, mas já reparou que existem muitas pessoas que adoram dizer: “Eu sou doutor pela Universidade X, tenho especialização nisso e naquilo, fiz curso tal, falo tais e tais idiomas…”. E daí? Você é só isso? Sabe aquela perguntinha que todos fazem: “Quem é você?”, e todos respondem: “Eu sou fulano. Trabalho com isso, sou formado naquilo…”. Isso não é o “Quem é você?”, isso é “O que você faz?”, é muito diferente. A primeira pergunta é tão difícil de responder e penetra tão fortemente em nossa interioridade que buscamos nossa válvula de escape através do que fazemos e não do que somos.

Pergunte a mim: “Isaias, quem é você?”. Eu não sei dizer com certeza, mas sou um ser humano que está construindo sua vida dia após dia, que cai, levanta, sofre, ama, chora, se entristeçe, se alegra, tem um turbilhão de sentimentos muitas vezes inexplicáveis etc. Esse sou eu, alguém que está se construindo e descontruindo o tempo todo. Sou como uma escultura que está sendo lapidada pelas alegrias e tristezas…

A escultura chamada ser humano

Eu tenho minhas válvulas de escape sabia? Todos temos! Muitas vezes, escrever é uma válvula de escape. Quando minha mente está um turbilhão, é quase um alívio colocar em palavras escritas o que se passa na minha mente. Às vezes quando estou triste e magoado acabo escrevendo textos carregados de emoção e que, por incrível que pareça, toca mais as pessoas do que outros. Um exemplo é esse aqui embaixo, que escrevi com o coração despedaçado. Falei sobre o dia em que presenciei um quase linchamento em pleno dia. Uma expressão da violência urbana e do ódio das pessoas…

A primeira pedra

Falei apenas sobre essas válvulas de escape. Pois é, elas existem, são reais e você sabe muito bem disso. Pense um pouquinho nas suas…

Agora sabe o que muitos falam, mas falam só da boca pra fora ou só para vender, ou ganhar dinheiro, ou serem bem vistas. O AFETO. Se você prestar bem atenção nos exemplos que dei e nas pessoas, vai perceber que o que falta de verdade é afeto. Se as pessoas simplesmente amassem a si mesmas e aos outros, não precisaríamos de nada disso. Não precisaríamos de religiões, nem criar muitas empresas, com imensos networks, com franquias etc. Não precisaríamos trabalhar até ficar doentes e com o coração amargo. Não precisaríamos mostrar todos os nossos títulos para dizer que somos competentes…

Eu sonho em ver esse mundo que não tenha nenhum tipo de condicionamentos. Que as pessoas simplesmente amem, vivam felizes através do amor. No fim das contas, é só isso que importa. Pense nas experiências que mais marcaram sua vida! O cerne destas experiências está ligado a coisas ou a pessoas? Acho que nem preciso responder, não é mesmo!

Essa é uma discussão que poucos tem coragem de fazer, porque mexe com os nossos mais profundos sentimentos, mexe com nossas sombras, com aquilo que queremos esconder, mas a própria vida nos revela.

Para terminar. Deixo algumas palavras do místico oriental Osho. Palavras que tomo como uma profecia. Esse mundo que ele sonhava é o mesmo que eu sonho que um dia venha a existir. Se você que leu até aqui buscar introjetar pelo menos um pouquinho do que aqui foi dito já pode ser parte desse novo mundo que pode ser construído. Um mundo que mais uma vez repito, só será construído se estivermos movidos pelo amor, pelo verdadeiro amor, um amor puro, universal, transcendente…

****

“Eu sou um anarquista de uma categoria totalmente diferente daquela de todos os anarquistas que já existiram sobre a face da terra.

Sou uma categoria composta de mim mesmo, pois o meu enfoque é completamente diferente.

Não sou contra o governo, sou contra a necessidade de governo.

Não sou contra os tribunais, sou contra a necessidade de tribunais.

Algum dia, em alguma época, vejo a necessidade de o homem ser capaz de viver sem nenhum controle — religioso ou político — pois ele será uma disciplina em si mesmo.

Existem muitos tipos de liberdade – a social, a política, a econômica -, mas elas são apenas superficiais.

A verdadeira liberdade tem uma dimensão totalmente diferente. Ela não diz respeito ao mundo exterior, nada disso; ela emerge da nossa interioridade.

Trata-se da liberdade com relação ao condicionamento, a todos os tipos de condicionamento, às ideologias religiosas, às filosofias políticas.

Todos eles têm sido impostos por outras pessoas sobre você, têm agrilhoado você, acorrentado você, aprisionado você, têm feito de você espiritualmente um escravo.

A meditação nada mais é do que destruir todos esses grilhões, condicionamentos, a destruição de todas as prisões, de modo que você possa ficar novamente sob o céu, sob as estrelas, ao ar livre, disponível para a existência.”

Osho

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Entrevista de Maria Eugênia (Mãe de Raul Seixas) 1999

Por Isaias Costa

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Compartilho uma entrevista muito interessante concedida pela mãe do Raul Seixas em 1999 contando um pouquinho da sua vida e carreira. Li esta entrevista na página do facebook “Discípulos de Raul Seixas“, cujo link deixo no final do texto.

Mesmo com medo de avião, ela se enche de coragem e de orgulho e embarca em algumas viagens para os vários eventos promovidos em homenagem ao filho. Com 78 anos, a baiana Maria Eugênia Pereira Santos Seixas esclarece: “Não sou tiete. Sou a mãe de Raul. Adoro as músicas dele, mas nem todas. Aquelas muito brabas não são comigo, não. O Rock do Diabo, não sei o que lá de aranha, eu não gosto, não. Gosto é do Trem das Sete, de Gita, da Maçã…”.

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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Uma vida feliz seguindo a intuição

Por Isaias Costa

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Algo de extrema relevância e que pouquíssimas pessoas tratam é o poder que a nossa intuição tem sobre nossas decisões, caminhos, sentimentos e comportamentos. Assisti outro dia a um vídeo maravilhoso do Eduardo Marinho falando sobre o caminho que ele seguiu desenvolvendo sua intuição. Não vou me alongar porque esse vídeo fala por si só, o Eduardo se expressa com uma clareza impressionante e de forma bastante reflexiva. Tenho certeza que serão 17 min do seu tempo muito bem investidos. Segue o link do vídeo…

O primeiro ponto é que a intuição é uma característica feminina, por isso é raro ver homens sensíveis e abertos ao autoconhecimento. Já reparou que as mulheres são as que mais buscam o autoconhecimento? Elas o fazem por serem mais sensíveis, intuitivas, se entregam mais aos seus sentimentos, e por isso, acabam sofrendo mais também, às vezes até adoecendo fisicamente. Outra curiosidade é que as mulheres buscam muito mais terapia do que os homens, por diversas razões, mas a principal é que os homens tem uma dificuldade imensa de se abrirem para compartilhar seus sentimentos mais íntimos e expor suas vulnerabilidades.

É interessante quando ele aborda a sensação de ser bem ou mal recebido e perceber a energia positiva ou negativa de uma pessoa pelo simples fato de estar perto dela. Eu me identifiquei muito com o Eduardo quando ele falou isso, pois tenho essa intuição aguçada e percebo de longe essa energia das pessoas por onde vou. Algumas, só de me aproximar já sinto uma energia pesada que me faz querer ficar a quilômetros de distância. Inclusive agradeço todos os dias por ter essa intuição, ela já me salvou de confiar em pessoas que certamente promoveriam minha ruína.

Sobre isso não é possível mostrar caminho nenhum, nem dicas, passos, pois não existem. O mais próximo que posso lhe dizer é que busque o autoconhecimento. Não tenha medo de acessar as suas sombras, seus medos, seus sentimentos do passado, lá da infância, seus traumas e tudo aquilo de mais negativo que já vivenciou. Encare tudo de frente como um guerreiro que está prestes a enfrentar um pelotão do exército. Dessa forma você vai desenvolver sua intuição, não tenho dúvidas disso. Não é um caminho fácil, leva anos e anos, mas vale a pena. Eu busco o autoconhecimento incessantemente e, ao contrário do que alguns pensam, quanto mais eu equilibro minhas emoções, mais eu o busco, porque vamos naturalmente sendo colocados em situações que nos provam se estamos evoluindo ou não.

Vale ressaltar o que ele fala sobre o caminho do coração. Ele estava fazendo o curso de Direito, com uma vida repleta de coisas e recursos e ainda assim, estava profundamente infeliz. Ele não sabia como era experiência de ser pobre e estar inserido na realidade deles. Não quero acusar nem julgar ninguém, mas concordo plenamente com tudo o que ele fala. Quem veio de uma realidade pobre como eu sabe muito bem que a receptividade, a generosidade, a acolhida, a hospitalidade das pessoas pobres é muito superior a das ricas, exatamente porque elas entendem a crueza da vida como ninguém. O sofrimento vivido pelas famílias mais pobres faz com que nutram um sentimento de compaixão enorme uns pelos outros, o que não é favorecido na realidade das pessoas ricas.

Uma das coisas que agradeço todos os dias é por não ter “nascido em berço de ouro”, pois isso me ajudou a desenvolver mais as minhas emoções juntamente com a intuição. Tudo que conquistei na vida foi resultado de muito esforço e determinação. Ter nascido em uma família pobre me ajuda a ter sempre na mente e no coração a virtude da humildade. Quanto mais estudo e cresço na vida, mais eu sei que não sou nada diante da imensidão deste universo e também do universo chamado ser humano.

Esse é outro fator, a intuição não pode ser desenvolvida por pessoas arrogantes e vaidosas, porque ela segue um caminho absolutamente contrário, o da humildade e simplicidade. Veja o Eduardo Marinho! Nem preciso me alongar nisso não é mesmo?

Enfim! Aprenda um pouco com as belas palavras do Eduardo e, quem sabe, com algo dito neste texto. Não é tão difícil como parece desenvolver a intuição. Basta seguir o seu coração, sendo simples, humilde, aberto à vida e sempre buscando o autoconhecimento.

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A borboleta e o sábio chinês

Por Isaias Costa

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Hoje vou fazer uma reflexão mais filosófica tomando as palavras do grande filósofo brasileiro Mario Sergio Cortella, este é um trecho do seu artigo intitulado “Ilusionismos”, do livro “Não espere pelo epitáfio- Provocações Filosóficas”.

“Uma das mais antigas indagações humanas diz respeito à concretude e existência efetiva do real; há séculos que reflexões e escritos procuram, tanto no Ocidente quanto no Oriente estabelecer algum parâmetro que permita dizer com certeza que aquilo que vemos, experimentamos, pensamos ou sentimos existe de fato, não sendo apenas pura imaginação delirante ou ficção passageira. É clássica uma pequena história, de muitos e diferentes modos recontada, que diz ter um sábio chinês adormecido e sonhado que era uma borboleta; nesse sonho, a borboleta também dorme e sonha ser um sábio chinês. Quando acordam, quem acorda? Quem acorda o quê? Quem era quem ao despertar? Qual era a realidade e qual era o sonho?”

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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A verdadeira experiência da arte

Por Isaias Costa

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Eu sou um profundo admirador da arte, e tenho certeza que ela faz toda a diferença na vida daqueles que a tem como algo verdadeiramente importante na vida. Vou fazer uma pequena reflexão sobre isso a partir de um trecho de uma entrevista feita com o grande poeta brasileiro Ferreira Gullar.

Eu gostaria de reafirmar tudo isso aqui porque estamos vivendo uma época em que os valores culturais vêm sendo substituídos pelo entretenimento. A mídia transforma tudo em entretenimento. O único valor que existe é a notícia, a novidade sob forma de notícia. E isso é uma ameaça ao ser humano porque esse pessoal jovem que está sendo manipulado pela mídia não se preocupa, em sua formação literária, com a experiência do que seja a obra de arte, que não é uma realização gratuita, mas uma necessidade profunda do ser humano. E o que acontece? Acontece que, quando se esgota o mito da juventude e o sujeito já não tem mais como pular o rock na praia de Ipanema, quando acaba tudo isso e ele começa a “bater pino”, não tem para onde se voltar porque lhe falta a verdadeira experiência da arte.

Ferreira Gullar

=> Você pode ler o texto completo aqui.

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