Sejamos vagalumes

Por Isaias Costa

ovagalume

Eu sempre reflito profundamente quando leio as palavras do místico oriental Osho. Suas palavras são de uma profundidade fora do comum.

Gosto muito de vagalumes, seres pequeninos que possuem uma luz própria. Eles acendem pequenas luzinhas nas noites escuras das zonas bem arborizadas e bucólicas.

Hoje compartilho com você um pequeno texto dele que traz essa reflexão, todos nós podemos ser vagalumezinhos, iluminando os nossos arredores com a luz que vem do nosso interior, e não de fora.

Quando nos abrimos ao amor e a sabedoria, essa luz vai pouco a pouco tomando conta do nosso ser.

Meu desejo é ser um vagalumezinho e levar você que me lê a também sê-lo. Leia esse texto com atenção e busque aplicar essas sabedorias na sua vida. Boa leitura…

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Assim, o primeiro a ser entendido é que o conhecimento e a sabedoria são diferentes.

Conhecimento é informação, sabedoria é entendimento;

O conhecimento é coletado de fora, a sabedoria é um crescimento interior; o conhecimento é tomado de empréstimo, a sabedoria é sua, autenticamente sua; o conhecimento é aprendido, a sabedoria não é aprendida de ninguém.

Você precisa ficar mais alerta, de tal modo que possa perceber mais, sentir mais, ser mais.

Sabedoria é ser, conhecimento é apenas um acúmulo periférico.

Um outro ponto: quando você é uma pessoa de conhecimento, quando armazenou muito conhecimento, seu ego fica fortalecido, e você pensa: “Sei muita coisa”. E o ego é uma das barreiras a percepção da realidade; ele não é uma ponte, pois fica desconectada, em vez de conectar.

Quando você é uma pessoa de sabedoria, o ego desaparece, pois uma pessoa de sabedoria descobre que não existe nada que você possa conhecer. Como você pode conhecer? A vida é tão misteriosa, tão imensamente misteriosa, não há como conhecê-la realmente.

Se você puder conhecer apenas a si mesmo, isso é mais do que suficiente, mais do que se pode esperar. Se uma pequena luz acende no seu coração e o seu ser interior se torna luminoso, isso é mais do que suficiente. E é isso que é necessário; nessa luz, você fica ciente de que a realidade é um mistério supremo e é isso que queremos dizer quando usamos a palavra Deus. Deus significa exatamente a mesma coisa que natureza, com apenas uma diferença. No conceito de natureza está implícito que, se ela não foi conhecida até agora, será conhecida mais tarde; mas ela pode ser conhecida, é passível de ser conhecida; esse é o significado da palavra natureza.

Teoricamente, a natureza é passível de ser conhecida.  Ao usar a palavra Deus, ou divindade, passamos para outra dimensão, dizemos que algo é conhecido e ainda existe mais para se conhecer, sempre permanecerá incognoscível, algo será para sempre indefinível.

O mistério é vasto, é infinito e somos parte dele. Então como a parte pode conhecer o todo? Isso é impossível, a parte não pode conhecer totalmente o todo, só pode conhecer até um determinado limite.

Uma pessoa de sabedoria entende o mistério da vida e é por isso que Buda permaneceu em silencio sobre a vida; ele não disse uma única palavra sobre ela.

A verdade nunca é conhecida totalmente. Você a sente, você a vive, você tem grandes experiências com ela, grandes visões, grandes mistérios abertos, mas cada mistério o leva a outros mistérios. À medida que cada parte se abre, você percebe que mil e uma portas ainda estão esperando para serem abertas. Cada porta o leva a novas portas, então como você pode expressá-la?

Uma pessoa de conhecimento fica declarando que sabe tudo, essa é a prova da sua ignorância. Só uma pessoa ignorante diz que sabe; o sábio sempre diz que não sabe, este é o sinal, a indicação da sua sabedoria.

Mais um ponto importante; quando você sabe algo divide a realidade em conhecedor, conhecido e conhecimento. Imediatamente a realidade fica dividida em três coisas.

O conhecimento divide, e o que divide não pode levá-lo a verdade suprema. A sabedoria unifica; na sabedoria a pessoa não sabe quem é o conhecedor, quem é o conhecido e o que é o conhecimento.

É por isso que na sabedoria você se torna um místico, torna-se uma coisa só com a realidade, perde todas as distinções, as diferenças, as fronteiras, as definições.

Na sabedoria você fica indefinido, tão indefinido quanto a própria realidade.”

Osho

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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