Precisamos nutrir o amor genuíno

Por Isaias Costa

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Esses dias assisti a um vídeo maravilhoso da monja Jetsunma Tenzin Palmo falando sobre o amor genuíno que, infelizmente, é vivido por pouquíssimas pessoas. Suas palavras são muito simples e já foram ditas por milhares de pessoas desde que o mundo é mundo, mas parece que poucos souberam assimilar.

Compartilho abaixo esse vídeo, que fiz questão de transcrever as falas, caso você queira anotar ou imprimir. Também deixei alguns textos que escrevi relacionados ao tema do amor e do apego.

“O problema é que nós sempre confundimos a ideia de amor com apego. Sabe, nós imaginamos que o apego e o agarramento que temos em nossas relações demonstram que amamos, quando na verdade, é só apego, que nos causa dor.

Porque quanto mais nos agaramos, mais temos medo de perder.

E então, se nós, de fato, perdermos, vamos sofrer.

O que quero dizer é que o amor genuíno é…

Bem, o apego diz: “Eu te amo, por isso eu quero que você me faça feliz.”

E o amor genuíno diz: “Eu te amo, por isso quero que você seja feliz. Se isso me incluir, ótimo! Se não me incluir, eu quero a sua felicidade.”

É, portanto, um sentimento bem diferente.

Sabe, o apego é como segurar com bastante força. Mas o amor genuíno é como segurar com muita gentileza, nutrindo, mas deixando que as coisas fluam. Não é ficar preso com força.

Quanto mais agarrarmos os outros com força, mais nós sofremos.

Porém, é muito difícil para as pessoas entenderem isso, porque elas pensam que quanto mais elas se agarram a alguém, mais isso demonstra que elas se importam com o outro. Mas não é isso. Eles realmente estão apenas tentando prender algo, porque eles têm medo de que se não for assim, elas é que acabarão se ferindo.

Qualquer tipo de relacionamento no qual imaginamos que poderemos ser preenchidos pelo outro, será certamente muito complicado.

Quero dizer que, idealmente, as pessoas deveriam se unir já se sentindo preenchidas por si mesmas e ficarem juntas apenas para apreciar isso no outro, em vez de esperar que o outro supra sua sensação de bem estar que elas não têm sozinhas.

E isso gera muitos problemas. E isso junto com toda a projeção que vem do romance, em que projetamos nossas ideias, ideais, desejos e fantasias românticas sobre o outro, algo que ele nunca será capaz de corresponder.

Assim que começamos a conhecê-lo, reconhecemos que o outro não é o príncipe encantado ou a Cinderela. É apenas uma pessoa comum, também lutando.

E a menos que sejamos capazes de enxergá-las, de gostar delas, e de sentir desejo por elas e também ter bondade e compaixão, será um relacionamento muito difícil.”

Jetsunma Tenzin Palmo

Sugestões de leitura

* A importância do desapego
* O campo magnético dos apegados
* O amor maduro

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