Quem é você?

Por Isaias Costa

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Esta é a primeira vez que estou falando sobre isso.

Estou escrevendo na internet há pouco mais de 2 anos e recordando ou relendo coisas que já escrevi tempos atrás, digo com sinceridade que tem coisas que me envergonho de ter escrito, pois mudei muito durante esse tempo.

Em alguns textos antigos meus afirmava algumas coisas que hoje já não consigo mais. Citava nomes que hoje já não consigo mais e sonhava com coisas que hoje já não sonho mais. Quanto mais o tempo passa, só cresce em mim a certeza de que sou apenas um eterno aprendiz nesta vida.

Acho interessante saber que os textos do blog são datados. Pode ter certeza que o Isaias de setembro de 2012 não é o mesmo Isaias de outubro de 2014 e certamente muito diferente do Isaias de daqui a alguns anos.

Esse é meu desejo! Sempre mudar para melhor.

Como diria Heráclito de Éfeso: “Não se entra duas vezes no mesmo rio”.

Quero me tornar um rio cada vez mais pacífico, generoso, compassivo, amoroso e sincero.

Precisamos aprender a fazer melhores escolhas. Escolhas que sejam fruto de amor e consciência. E estas só acontecem quando estamos em paz.

Busque essa paz. Silencie o seu coração. Se aquiete e perceberá o que tem que ser feito, que caminho seguir. E mudar o que precisa ser mudado.

O seu EU de alguns anos atrás não é o mesmo EU de hoje. Portanto! Não tenha medo de ser diferente! De fazer escolhas diferentes!

Como diria meu amigo Raul Seixas: “Nunca é tarde demais para começar tudo de novo”.

Somos uma construção. Cada dia mudamos um pouco. E meu desejo é que você busque mudar para melhor.

Quanto mais pessoas decidirem por isso, mais veremos maravilhas acontecendo no nosso país e no mundo afora.

Se você encontrar uma pessoa lhe dizendo que sabe muito bem quem é e que será sempre assim, será sempre ela mesma e que nada a fará mudar, tenha muito cuidado! Pode ser que essa pessoa esteja sendo engolida pela sua própria arrogância e ignorância.

Inclusive até existe uma síndrome para essas pessoas e certamente você já ouviu falar, a Síndrome de Gabriela: “Nasci assim, cresci assim, vou morrer assim…”. Evite fazer parte do grupo das “Gabrielas” de plantão. Mude sempre! E mude para melhor!

Se quiser ler um pouco mais sobre essa síndrome, compartilho um texto que fala um pouco sobre ela:

Síndrome de Gabriela

E para continuar refletindo sobre essa pergunta tão complexa e filósofica, compartilho um texto incrível e reflexivo do místico oriental Osho. Leia-o com bastante atenção…

A mente é passado, é memória, todas as experiências acumuladas num certo sentido.

Tudo o que você já fez, tudo o que já pensou, tudo o que já desejou, tudo o que já sonhou – tudo, seu passado inteiro, sua memória – mente é memória. E a menos que se livre da memória você não conseguirá dominar a mente. Como se livrar da memória?

Ela está sempre ali, seguindo você. Na verdade, você é a memória, então como se livrar dela? Quem é você sem as suas lembranças?

Quando eu pergunto “Quem é você?” você me diz seu nome – isso é uma lembrança. Seus pais lhe deram um nome um tempo atrás.

Eu pergunto “Quem é você?” e você me fala de sua família, do seu pai, da sua mãe – isso é uma lembrança.

Eu pergunto “Quem é você?” e você me conta o que estudou, seu nível de instrução, que fez mestrado em Artes ou que tem doutorado ou que é engenheiro ou arquiteto. Isso é uma lembrança.

Quando eu pergunto “Quem é você?” se você de fato olhar para dentro, só terá uma resposta: “Não sei”.

Tudo o que disser será apenas uma lembrança, não você de verdade.

A única resposta verdadeira, autêntica, só pode ser “Não sei” pois conhecer a si próprio é a última coisa que você faz.

Eu posso dizer quem sou, mas não digo.

Você não pode dizer quem é, mas se apressa em dar a resposta.

Aqueles que sabem quem são, guardam silêncio sobre isso.

Pois, se toda a memória for descartada e toda a linguagem for descartada, então quem eu sou não pode ser dito.

Eu posso olhar dentro de você, posso dar a você um gesto, posso ficar com você, com todo o meu ser – essa é a minha resposta. Mas a resposta não pode ser expressa em palavras, pois tudo que é expresso em palavras faz parte da memória, da mente, não da consciência.

Como se livrar das lembranças? Observe-as, testemunhe-as.

E lembre-se sempre: “Isso aconteceu comigo, mas isso não sou eu.”

É claro que você nasceu numa determinada família, mas isso não é você, aconteceu com você, é um acontecimento externo a você. Alguém lhe deu um nome, você o tem usado, mas ele não é você. É claro que você tem uma forma, mas a forma não é você, ela é só a casa em que por acaso você está. A forma é só o corpo em que por acaso você está. E o corpo lhe foi dado por seus pais – é uma dádiva, mas não é você.

Observe e tenha discernimento.

Isso é o que no Oriente chamam de viver discernimento – você usa o tempo todo a sua capacidade de discernir. Continue fazendo isso – chegará um momento em que você terá eliminado tudo o que não é você. De repente, nesse estado, você se olha pela primeira vez e encontra seu próprio ser.

Continue jogando fora todas as identidades que não são você – a família, o corpo, a mente. Nesse vazio, quando tiver jogado fora tudo o que não for você, de repente seu ser vem à tona. Pela primeira vez você encontra si mesmo, e esse encontro passa a ser o domínio.

Osho

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