Arquivo do mês: outubro 2014

Deixar ser amado

Por Isaias Costa

Soberba

Existe uma belíssima passagem bíblica com um detalhe que muitos não se dão conta. Aquela em que Jesus se oferece para lavar os pés dos apóstolos. Nesta passagem, todos eles ficam impressionados com a imensa humildade daquele homem que havia curado, transformado água em vinho e feito enormes prodígios. Nela, o apóstolo Pedro se mostra reticente e diz: “Jamais me lavarás os pés!”. E Jesus responde: “Se eu não os lavar, não terás parte comigo”.

Há uma interpretação muito importante por trás destas palavras de Pedro. Alguns podem até pensar que essa foi uma atitude de humildade de sua parte, pois ele reverenciava o mestre Jesus, mas não. Sua atitude demonstrou um sentimento terrível e que destrói inúmeros relacionamentos afetivos, amorosos e até mesmo profissionais, a SOBERBA.

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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Se eu fosse mulher…

Por Isaias Costa

Dilma-e-AécioEstou escrevendo esse texto inspirado na minha mãe, e acima de tudo, a partir de um pedido sincero dela. Minha mãe é a pessoa mais importante da minha vida e qualquer pedido dela para mim é uma ordem.

No debate da BAND ocorrido ontem (14/10/2014) o senhor Aécio Neves foi muito infeliz ao chamar a nossa presidenta de LEVIANA, apontando o dedo na sua cara.

O que significa leviana? Vamos a definição do dicionário:

*****

Leviano significa imprudente, sem seriedade. É um adjetivo que qualifica o indivíduo que age precipitadamente, e que não tem consideração com o outro.

Leviano é aquele que expressa opinião sem ter certeza do que está informando, e também não domina o assunto.

Ser leviano é proceder sem bases verdadeiras, é ser hipócrita, maldoso e irresponsável, é aquele que tem comportamento volúvel, que age com insensatez.

O indivíduo leviano é uma pessoa fútil, medíocre, não tem noção do que é prudência, sabedoria e ponderação, transmitindo a imagem de pessoa irresponsável.

No contexto amoroso, leviano se refere à pessoa que não tem sentimentos, que muda de compromisso com frequência.

*****

Por mais que existam pessoas que não gostem da atual presidenta Dilma Rousseff, o que é um total direito. Uma pessoa verdadeiramente ética não tem o direito de denegrir tão indelicadamente a sua imagem em rede nacional e internacional.

Pessoas do mundo inteiro viram e ouviram o despautério deste homem.

Dilma Rousseff é uma mulher respeitadíssima no mundo inteiro, já foi eleita a mulher 3ª mulher mais importante e influente das nações, conseguiu governar por 4 anos um país cheio de desigualdades sociais, com mais de 200 milhões de habitantes e de dimensões continentais.

Sua firmeza e fortaleza são admiráveis. Ela foi a primeira presidenta do nosso país entrando para a história por esse fato e desenvolveu diversos projetos de auxílio aos mais pobres, além de muitos outros projetos que não colocarei neste artigo por não ser o cerne de seu conteúdo.

Estou aqui, em nome da minha mãe para falar sobre RESPEITO.

Se o senhor Aécio Neves tratou desta forma a maior autoridade do nosso país, com um orgulho e prepotência de assombrar, você mulher que me lê agora, que não tem o poder aquisitivo desses generais e honram suas famílias com o suor de seus trabalhos, reflitam sobre isso.

Como vocês imaginam que serão tratadas caso esse homem governe nosso país?

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A profissão mais importante da sociedade

Por Isaias Costa

dia do professor imagem turma da monicaHoje é o dia dos professores, que em minha opinião, são os profissionais que mais promovem mudanças duradouras, porque eles formam cidadãos, e o que eles ensinam, fica guardado no coração dos alunos muitas vezes o resto de suas vidas.

Sendo professor, não poderia deixar de parabenizar e homenagear esses incríveis profissionais que mudam o mundo. Vocês estão na profissão mais importante da sociedade, que leva os jovens a sonharem com um futuro melhor, em um país cada vez mais consciente e justo.

Para ampliar a reflexão, compartilho um texto de autoria do cartunista, jornalista e escritor Luciano Pires. Feliz dia dos professores!

Georgias – Por Luciano Pires

Os e-mails que recebo de leitores são uma riquíssima fonte de inspiração. Retratam fatos, sentimentos, visões de mundo e me honram quando descubro que existe gente informada, interessada e inteligente estabelecendo um diálogo internético comigo. Mas certos e-mail são mais especiais que outros. São aqueles que tratam de sonhos, de ideais, de paixões e de esperanças. Aqueles que desnudam a alma de quem escreve. Como este, remetido por Georgia, lá do Rio Grande do Sul:

Luciano, eu estudei praticamente minha vida inteira em escola pública. E você deve ter ciência da anêmica produtividade que esse ensino nos proporciona. Professores de péssima qualidade que devolvem aos estudantes a pobreza do contra-cheque numa aula débil e limitada. Não vou culpar a todos, mas a maioria confirma minhas palavras.

Concluí meu segundo grau, pasme: não sabendo o que eram capitanias hereditárias. Passei a vida escolar ouvindo isso, mas não fazia idéia do que se tratava. Decidi então fazer vestibular para qualquer curso superior que me parecesse divertido (afinal, estudo não tinha exatamente um sabor adocicado na minha língua). Optei por Relações Públicas na federal do Rio Grande do Sul. Média alta. Precisava estudar e para isso era necessário saber o que eram as tais capitanias hereditárias.

Abri temerosa um livro de história e comecei a ler… e ler… e ler… Não me satisfiz com história, passei para português, geografia, biologia… continuei a ler, ler… Tive a grata surpresa de perceber em mim a paixão pelo estudo, pelo saber… Ou seja, uma tremenda CDF.

Em meio a essa descoberta, tomei a decisão de virar professora. Mas não uma professora qualquer, minha idéia era ser uma representante da educação estilo Kevin Kline em o Clube do Imperador. Melhorar essa porcaria de ensino do qual eu sou fruto. Bom, a história é que graças ao Prouni vou cursar este ano a faculdade de geografia. Eu, sendo carente, consegui bolsa integral.

Estou conseguindo a realização de um sonho. Prestes a virar a partir de março uma universitária, eu sei que farei parte dos 13% da população brasileira que têm ensino superior. E, claro, sendo eu um projeto malogrado de um ensino deficiente, tenho consciência do quanto essa vitória sinaliza minha força de vontade. Sei que meu plano megalomaníaco de ascender a educação brasileira a um nível de país desenvolvido é um projeto que não poderei arcar sozinha. Enfrentarei a desvalorização de uma profissão, um salário irrisório e um cansaço diário pré e pós aula.

Porém, se de trinta alunos, um sair da sala de aula com vontade de continuar em meio aos livros, com consciência política, econômica e ambiental, com discernimento mais amplo da realidade; eu já terei sobre o meu travesseiro uma mente tranqüila de quem não está deixando a vida passar em branco. Cansei de culpar o governo. Se é a minha parcela que posso dar, ela será entregue de forma integral.”

Não conheço a Georgia. Não sei quantos anos ela tem, qual a cor de sua pele, se é gorda ou magra, loira ou morena. Só consigo imaginá-la a partir do texto que me emocionou.

Qual é a fórmula para produzir mais Geórgias? Não parece que é sua origem. Não é a educação. Não é a posição social. Não são as oportunidades. Parece que é um fogo interior, a vontade de aprender.
Mas antes de tudo vem algo mais importante. Geórgia não se conformou. Tomou uma decisão, enfrentou os riscos, sentou para ler e descobriu uma paixão. Georgia se deu uma chance. Mais que isso: mostrou-se generosa. Colocou como objetivo estimular outras Geórgias.

Os urubus vão achá-la sonhadora, iludida, inocente.

Para mim, Georgia é necessária.

Link: http://www.portalcafebrasil.com.br/artigos/georgias

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Quem é você?

Por Isaias Costa

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Esta é a primeira vez que estou falando sobre isso.

Estou escrevendo na internet há pouco mais de 2 anos e recordando ou relendo coisas que já escrevi tempos atrás, digo com sinceridade que tem coisas que me envergonho de ter escrito, pois mudei muito durante esse tempo.

Em alguns textos antigos meus afirmava algumas coisas que hoje já não consigo mais. Citava nomes que hoje já não consigo mais e sonhava com coisas que hoje já não sonho mais. Quanto mais o tempo passa, só cresce em mim a certeza de que sou apenas um eterno aprendiz nesta vida.

Acho interessante saber que os textos do blog são datados. Pode ter certeza que o Isaias de setembro de 2012 não é o mesmo Isaias de outubro de 2014 e certamente muito diferente do Isaias de daqui a alguns anos.

Esse é meu desejo! Sempre mudar para melhor.

Como diria Heráclito de Éfeso: “Não se entra duas vezes no mesmo rio”.

Quero me tornar um rio cada vez mais pacífico, generoso, compassivo, amoroso e sincero.

Precisamos aprender a fazer melhores escolhas. Escolhas que sejam fruto de amor e consciência. E estas só acontecem quando estamos em paz.

Busque essa paz. Silencie o seu coração. Se aquiete e perceberá o que tem que ser feito, que caminho seguir. E mudar o que precisa ser mudado.

O seu EU de alguns anos atrás não é o mesmo EU de hoje. Portanto! Não tenha medo de ser diferente! De fazer escolhas diferentes!

Como diria meu amigo Raul Seixas: “Nunca é tarde demais para começar tudo de novo”.

Somos uma construção. Cada dia mudamos um pouco. E meu desejo é que você busque mudar para melhor.

Quanto mais pessoas decidirem por isso, mais veremos maravilhas acontecendo no nosso país e no mundo afora.

Se você encontrar uma pessoa lhe dizendo que sabe muito bem quem é e que será sempre assim, será sempre ela mesma e que nada a fará mudar, tenha muito cuidado! Pode ser que essa pessoa esteja sendo engolida pela sua própria arrogância e ignorância.

Inclusive até existe uma síndrome para essas pessoas e certamente você já ouviu falar, a Síndrome de Gabriela: “Nasci assim, cresci assim, vou morrer assim…”. Evite fazer parte do grupo das “Gabrielas” de plantão. Mude sempre! E mude para melhor!

Se quiser ler um pouco mais sobre essa síndrome, compartilho um texto que fala um pouco sobre ela:

Síndrome de Gabriela

E para continuar refletindo sobre essa pergunta tão complexa e filósofica, compartilho um texto incrível e reflexivo do místico oriental Osho. Leia-o com bastante atenção…

A mente é passado, é memória, todas as experiências acumuladas num certo sentido.

Tudo o que você já fez, tudo o que já pensou, tudo o que já desejou, tudo o que já sonhou – tudo, seu passado inteiro, sua memória – mente é memória. E a menos que se livre da memória você não conseguirá dominar a mente. Como se livrar da memória?

Ela está sempre ali, seguindo você. Na verdade, você é a memória, então como se livrar dela? Quem é você sem as suas lembranças?

Quando eu pergunto “Quem é você?” você me diz seu nome – isso é uma lembrança. Seus pais lhe deram um nome um tempo atrás.

Eu pergunto “Quem é você?” e você me fala de sua família, do seu pai, da sua mãe – isso é uma lembrança.

Eu pergunto “Quem é você?” e você me conta o que estudou, seu nível de instrução, que fez mestrado em Artes ou que tem doutorado ou que é engenheiro ou arquiteto. Isso é uma lembrança.

Quando eu pergunto “Quem é você?” se você de fato olhar para dentro, só terá uma resposta: “Não sei”.

Tudo o que disser será apenas uma lembrança, não você de verdade.

A única resposta verdadeira, autêntica, só pode ser “Não sei” pois conhecer a si próprio é a última coisa que você faz.

Eu posso dizer quem sou, mas não digo.

Você não pode dizer quem é, mas se apressa em dar a resposta.

Aqueles que sabem quem são, guardam silêncio sobre isso.

Pois, se toda a memória for descartada e toda a linguagem for descartada, então quem eu sou não pode ser dito.

Eu posso olhar dentro de você, posso dar a você um gesto, posso ficar com você, com todo o meu ser – essa é a minha resposta. Mas a resposta não pode ser expressa em palavras, pois tudo que é expresso em palavras faz parte da memória, da mente, não da consciência.

Como se livrar das lembranças? Observe-as, testemunhe-as.

E lembre-se sempre: “Isso aconteceu comigo, mas isso não sou eu.”

É claro que você nasceu numa determinada família, mas isso não é você, aconteceu com você, é um acontecimento externo a você. Alguém lhe deu um nome, você o tem usado, mas ele não é você. É claro que você tem uma forma, mas a forma não é você, ela é só a casa em que por acaso você está. A forma é só o corpo em que por acaso você está. E o corpo lhe foi dado por seus pais – é uma dádiva, mas não é você.

Observe e tenha discernimento.

Isso é o que no Oriente chamam de viver discernimento – você usa o tempo todo a sua capacidade de discernir. Continue fazendo isso – chegará um momento em que você terá eliminado tudo o que não é você. De repente, nesse estado, você se olha pela primeira vez e encontra seu próprio ser.

Continue jogando fora todas as identidades que não são você – a família, o corpo, a mente. Nesse vazio, quando tiver jogado fora tudo o que não for você, de repente seu ser vem à tona. Pela primeira vez você encontra si mesmo, e esse encontro passa a ser o domínio.

Osho

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O autoconhecimento e os fracassos

Por Isaias Costa

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Eu gosto muito de tirar lições dos fracassos e estou me tornando um ser humano melhor porque estou aprendendo que os fracassos existem na nossa vida para nos trazerem lições e para chegarmos cada vez mais perto dos nossos sonhos e objetivos.

Também gosto de ver o posicionamento e saber o pensamento dos grandes homens e mulheres de sucesso da nossa sociedade. A grande maioria deles afirma que já falharam e fracassaram inúmeras vezes em suas vidas, mas esses erros os ajudaram a atingir seus objetivos.

Hoje eu quero compartilhar uma visão bem parecida, porém mais singela e sutil do que a falada anteriormente, dita pelo grande mestre Dalai Lama:

“Se você reconhece o valor imenso do autoconhecimento, mesmo que tente um certo tipo de trabalho ou de serviço novo e fracasse, a decepção será menor porque você pode considerar a experiência um meio de aumentar o autoconhecimento, um meio de saber melhor quais são ou não suas capacidades ou habilidades: você pode considerá-las quase como se estivesse pagando para fazer um daqueles exames de autoavaliação. E, é claro, o autoconhecimento vai reduzir antes de mais nada a probabilidade de fracasso, pois você não vai assumir certas coisas por ignorância e certos tipos de trabalho além de sua capacidade. Portanto, quanto mais próximo você estiver da realidade, menos decepção e frustração experimentará. Elas desaparecerão.”

Eu não canso de repetir que me impressiono com a simplicidade e a profundidade das palavras do mestre Dalai Lama. Em poucas palavras ele falou algo que levamos anos e anos “quebrando a cara” sem entender. As nossas capacidades e habilidades. O processo do autoconhecimento nos auxilia nisso. Quanto mais nos conhecemos, mais sabemos no que somos bons ou não, e isso nos leva naturalmente a crescermos naquilo que somos bons. Dessa forma, à medida que vamos melhorando cada vez mais no que já somos bons, nós minimizamos as falhas e os fracassos, consequentemente, a probabilidade de alcançarmos o sucesso, de sermos bem sucedidos, de fazermos um trabalho com excelência, se torna muito maior. E para completar esse raciocínio, se nós fazemos um trabalho cada vez melhor, a satisfação, o sentimento de alegria e realização se tornam maiores também, desembocando em uma palavrinha que todos nós amamos, mas muitas vezes não compreendemos, FELICIDADE.

Está tudo entrelaçado. O autoconhecimento é um caminho para a felicidade, inclusive no nosso trabalho. Só a título de informação, eu retirei esse trecho acima de um livro chamado “A arte da felicidade no trabalho”, do Dalai Lama em parceria com o psiquiatra e escritor Howard Cutler. Se nos tornamos mais felizes, é natural que essa felicidade se estenda para o trabalho.

O Dalai Lama também está falando sobre o poder das tentativas. Eu percebo o quanto os seus pensamentos são elevados e sua perspectiva é apurada. Ele fala que os fracassos servem para que você entenda melhor quais suas capacidades e habilidades, pois, sabendo em que você não é bom, não vai errar a mesma coisa várias vezes ou não vai aceitar trabalhar em algo que sabe que não poderá fazer com êxito. Vou dar um exemplo da minha própria vida.

Meu irmão é extremamente talentoso para a música, sabe tocar muito bem vários instrumentos, e lógico que eu já tentei aprender a tocar todos eles, mas nunca consegui avançar em nenhum, até consegui aprender algumas coisas básicas no violão, mas com muita dificuldade e totalmente desengonçado. Esse conhecimento me levou a concluir que meu talento para aprender instrumentos musicais não é algo nato como para o meu irmão.

Eu poderia até aprender a tocar bem algum instrumento, mas com certeza através de muito mais trabalho e força de vontade que as outras pessoas. Sabendo disso, seria um absurdo eu querer trabalhar com qualquer coisa que envolva tocar instrumentos musicais. A probabilidade de eu fracassar será quase 100%, entende? Agora eu sou bom para estudos mais matemáticos, ou para escrever, ou para algo que tenha leituras e interpretações. Sendo bom nisso, a probabilidade de que eu faça um trabalho de qualidade também é quase 100%, porque estarei utilizando meus talentos natos.

Enfim, o autoconhecimento é um caminho para a felicidade e para minimizar os nossos fracassos. Tudo isso leva ao nosso crescimento humano e consequentemente ao crescimento da sociedade e do mundo todo. Já imaginou como o mundo seria se todas as pessoas soubessem bem no que são boas e nos que não são? E trabalhassem ardentemente para melhorar ainda mais naquilo que já são boas? O mundo seria completamente diferente, não é mesmo? Pense sobre isso e busque o autoconhecimento. Essa é uma busca que vale a pena e nos leva para onde todos nós queremos, a felicidade…

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O lado místico de Raul Seixas

Por Isaias Costa

1622031_803404519688801_4727761248690012644_nQuem já leu sobre o Raul Seixas sabe que ele tinha um lado místico, que foi alimentado e desenvolvido por influencia do seu parceiro de composições Paulo Coelho. Esse tema do misticismo do Raul é cheio de controvérsias e más interpretações. Muitas pessoas dizem erroneamente que o Raul fazia “pacto do o diabo” tomando por base o seu misticismo. Mas digo que isso é um grande engano, pois não acredito nisso.

O que é o pacto com o diabo? É você se tornar alguém diabólico. E o que é ser diabólico? É ser aquele que separa, que desune. Esse é o significado da palavra diabólico. E, na realidade, o Raul não separava nem dividia, ele questionava, e a partir dos seus questionamentos, levava as pessoas a pensarem e expandirem seu lado crítico, seu lado das dúvidas, o lado criativo.

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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Precisamos desenvolver uma cultura de paz

Por Isaias Costa

Paz na terraEsses dias assisti a um vídeo maravilhoso do Lama Padma Samten, um dos líderes brasileiros do budismo tibetano.

Nesse vídeo ele fala sobre pontos que devem ser revistos na Educação Brasileira para que haja crescimento humano e mais interesse por parte dos alunos em estarem na escola.

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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A sombra coletiva

Por Isaias Costa

Sombra da mãe e da criançaVou falar nesse artigo sobre um tema bastante complexo, porém, vou me expressar da forma mais simples possível.

Os estudos da Psicanálise, que tem o Sigmund Freud e Carl Jung como uns de seus principais teóricos, nos levam ao entendimento das sombras, que são as energias negativas que todos nós carregamos em nossa interioridade.

Estas sombras são nossos medos, carências, fobias, traumas, angústias etc.

Elas têm um poder intenso sobre nossas emoções e comportamentos. Todos nós precisamos de um intenso processo de busca pelo autoconhecimento para dissipar estas sombras e jogar luz sobre elas.

Um conceito que poucos entendem é o de sombra coletiva, que é quando há uma intensificação da sombra pela sociedade.

Para entender melhor, compartilho algumas palavras do terapeuta André Lima:

A sombra tem uma força, um poder de atuação dentro de nós. Esse poder que a sombra tem é amplificado de uma forma muito maior quando há a formação de uma sombra coletiva. O poder das sombras individuais não é somado; ele é, na verdade, multiplicado, levando um grupo ou até mesmo uma sociedade inteira a agir de uma maneira insana. Isso já aconteceu no passado na história do mundo, nos extermínios em massa, e ainda acontece hoje nas guerras e conflitos que existem no planeta.

Um exemplo mais comum de ampliação da força da sombra é o que acontece quando há brigas em estádios de futebol. Muitas daquelas pessoas que se envolvem no conflito e cometem crimes violentos são normalmente pacíficas no dia a dia. Não seriam capazes de agredir um ser humano e chutar alguém que estivesse caído no chão na sua vida cotidiana. Mas, quando estão em grupo, a força da sombra individual é multiplicada e essas pessoas se deixam possuir por uma violência que jamais seriam capazes de praticar se estivessem sozinhas.

A mesma coisa ocorre em protestos e manifestações. As pessoas que já têm uma sombra individual mais intensa ficam muito mais suscetíveis a cometer atos de violência e vandalismo que elas talvez jamais praticariam individualmente.

E nessas horas não adianta apelar para o racional. Quando a sombra se apossa, o melhor a fazer é sair de perto para se proteger. Isso serve tanto para quando você está diante de uma multidão enlouquecida como também quando está diante de uma pessoa tomada pela emoção. Não espere que essas pessoas acordem e tenham compreensão naquele momento. Elas estão tomadas por uma intensa energia que está em plena atividade.

Também não adianta se revoltar contra. Aliás, a energia da revolta já é contaminação da sua energia. A sombra de outras pessoas está ativando em você sentimentos de raiva que podem levá-lo a pensar e agir de forma violenta, justamente tudo que você era contra. Você queria a paz e, de repente, você perdeu essa paz e acaba contribuindo ainda mais para o conflito, e isso só alimenta mais a sombra.”

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Eu sou um rapaz bastante intuitivo e venho percebendo a ascensão desta sombra coletiva neste período eleitoral tão acirrado.

Os ânimos estão exautados e acusações de todo tipo estão sendo lançadas em todas as direções.

Essa sombra só gera desequilíbrios, incita a raiva e prejudica os relacionamentos interpessoais.

O que venho percebendo é que muitas pessoas estão se deixando levar pela maior fonte de energias negativas do nosso país, a TV aberta. Ela conta as notícias de forma sensacionalista, como se nosso país estivesse à beira de um caos sem volta, o que é absolutamente falso.

A TV tem essa energia negativa e transfere para nós, tirando a esperança e o brilho dos nossos olhos.

Não canso de repetir e vou repetir inúmeras vezes ainda. Eu NÃO ASSISTO TV.

Se você deixar de assistir TV, logo perceberá uma melhora na sua energia interior. Aos poucos ela vai se tornar mais positiva e você enxergará tudo com bem mais lucidez e pensar mais racionalmente.

A TV usa uma artimanha incrível para enganar as pessoas. Os telejonais contam as notícias de uma forma que atinge o nosso lado emocional, e fazendo desta forma, conseguem, literalmente, nos cegar para a realidade dos fatos.

O que desejo de coração a você que me lê agora é o conselho dado pelo André Lima. Veja!

A melhor forma de ajudarmos a curar a sombra coletiva é curando a nossa sombra individual. Quanto mais você cura suas emoções e pensamentos, menos será um agente contribuidor da negatividade da humanidade. Você passa a ser um ponto de lucidez dentro da loucura coletiva. E quanto mais pontos de lucidez tivermos, ou seja, quanto mais pessoas lúcidas, mais a sombra coletiva se enfraquecerá.

Da mesma forma que acontece o fenômeno da contaminação da negatividade, quando houver um número suficiente de pessoas lúcidas, essa lucidez vai se espalhar com rapidez e intensidade pelo planeta. Mas o número de pessoas conectadas com a negatividade ainda é grande, por isso ainda temos muito trabalho pela frente.”

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Comece com esse simples passo! Deixe de assistir a TV aberta. Em poucos dias você perceberá uma mudança impressionante na sua energia pessoal.

Em seguida busque avidamente o autoconhecimento. Ele que nos transforma de forma integral.

Estou com a minha consciência tranquila, porque diferente do que a maior parte dos políticos fazem, que é brigar por poder, esse poder terreno que só gera divisões. Eu estou buscando crescer espiritualmente, dissipar as sombras que existem em minha interioridade.

Se mais e mais pessoas decidirem por isso, não só o nosso país vai se tornar um lugar mais harmonioso, como o planeta inteiro.

Sei que esse tema não é tão simples, mas desejo que você o acolha com carinho, pois esse conhecimento é transformador. Tenho constatado no meu dia a dia os efeitos positivos desta busca pelo autoconhecimento e desejo o mesmo para você.

Para conhecer um pouco mais essa teoria, compartilho abaixo o artigo completo do André Lima e um vídeo que ele gravou explicando de forma simples essa teoria. Vale a pena conferir…

Não se deixe arrastar pela sombra coletiva

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Diga-me com quem andas e te direi quem és

Por Isaias Costa

10678660_832585293429250_3948871543301362926_nEu falei em um artigo anterior que meu desejo para as eleições 2014 era que a Luciana Genro ganhasse. Posso estar errado, mas em minha opinião, ela era a candidata mais coerente entre o que dizia e mostrava como propostas de governo. Como ela não teria a mínima possibilidade de ganhar, disse que votaria na Dilma e falei meus motivos pessoais.

Eu sou professor e me formei pela UFC, passei quase 7 anos lá e vi muita coisa acontecendo nesse tempo, muitos projetos sendo desenvolvidos e um crescimento vertiginoso da estrutura física da universidade.

As pessoas podem tentar esconder, mas a realidade mostra que o Governo PT investiu muito no ensino superior e não consigo ficar calado diante disso.

Li esses dias um artigo excelente falando sobre o que pretende um dos acessores do candidato Aécio Neves, ele pretende privatizar as universidade públicas. O artigo segue abaixo:

Colaborador de Aécio Neves defende privatização das universidades

O que ele fala nesse artigo é muito amplo e complexo. Se fosse falar nos mínimos detalhes esse artigo ficaria imenso.

O candidato Aécio Neves e seus acessores são declaradamente neoliberais, que é a forma de governo adotada nos EUA. Essa forma de Governo só gera mais e mais desigualdade social, incentiva a competição, que favorece os mais ricos em detrimento dos mais pobres.

Essa forma de governo premia e privilegia os ricos e trata os pobres como inferiores e marginalizados.

Privatizar as universidade públicas só significa uma coisa, RETROCESSO.

Eu venho de uma família muito pobre e tive que ralar muito, muito mesmo para chegar onde cheguei. Fiz Graduação em Física e mestrado em Engenharia Mecânica pela UFC. Se a universidade fosse paga, não poderia cursar a Graduação e hoje, provavelmente estaria trabalhando em um emprego medíocre e você não estaria lendo esse texto, pois boa parte dos conhecimentos que adquiri, não apenas em Física, Matemática e Engenharia, mas em diversas outras áreas como Psicologia, Pedagogia, Teologia, Filosofia, Literatura, Finanças, Comunicação Interpessoal etc. foram adquiridos através das centenas de livros que li gratuitamente durante esse período universitário.

Ainda tem mais. O Aécio já declarou em algumas oportunidades que não se importava com o voto dos professores. Aí eu imagino o quanto ele se importa com a qualidade da Educação.

O título deste artigo é “Diga-me com quem andas e te direi quem és”. Ele anda com pessoas que não pensam em Educação como sendo primordial, por isso ele não se importa tanto com o voto dos professores.

Porém, os professores são os profissionais mais importantes da sociedade, eles são os formadores de novos cidadãos, ensinando conteúdos e valores humanos diariamente. Levando-os a descoberta do sentido da vida, com suas vocações humanas e profissionais.

Prezo por ensinar valores humanos aos meus alunos. O mesmo que digo por aqui, digo para eles, e já vejo os frutos bonitos do que venho semeando em sala de aula.

É preciso fazer essa semente frutificar. Tenho consciência que o PT errou feio em várias coisas. Não sou ingênuo para não saber disso. Porém, ele foi o único governo que se voltou para os pobres do nosso querido país.

O que precisamos fazer é participar mais ativamente da política e nos informarmos muito mais a respeito dos projetos em andamento pelo Governo Federal. Precisamos expandir nossa participação política para além das eleições, o que pouquíssimos fazem.

Portanto, esse é meu pensamento, vou votar na Dilma pensando que precisamos continuar o que tem sido feito de bom, mas precisamos ficar “na cola” dos governantes e exigir que eles cumpram suas propostas. É assim que se faz política, é assim que podemos crescer…

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Cada pessoa tem um tempo na nossa vida

Por Isaias Costa

1482811971_b7f11dc37cDurante muito tempo tive grande dificuldade de entender porque tantas pessoas entram e saem das nossas vidas o tempo todo. Hoje, já mais amadurecido, consigo compreender melhor porque isso acontece.

À princípio, essa reflexão pode parecer banal, mas não é. Ela tem a ver com as mudanças próprias que cada pessoa vivencia.

Quero levar você a refletir junto comigo, levando em consideração um ingrediente fundamental que poucos falam, a PAZ.

Todos nós, na infância, vamos para a escola, e a medida que vamos crescendo, nossos amigos vão mudando, vamos experimentando novas coisas. Porém, existe algo impressionante que, uma vez compreendida, nos faz entender como acontece a dinâmica das amizades durante nosso processo evolutivo.

Sempre, sempre nossos amigos são escolhidos por nós através de processos semiconscientes ou inconscientes. Escolhemos nossos semelhantes, quanto mais semelhantes, mais íntima é a amizade.

Aqui está a principal mensagem que quero lhe transmitir hoje. Nada na vida acontece por acaso, quem entra e quem sai do nosso convívio sempre tem algo a nos ensinar, resta a nós compreender o que é e evoluir durante esse processo.

É interessante notar que precisamos ACEITAR tudo que nos acontece em paz e consciência. O processo para nos tornarmos pessoas mais sábias e espiritualizadas tem uma relação intrínseca com quem nos relacionamos.

Quando buscamos verdadeiramente essa espiritualidade, passamos a compreender com mais lucidez quando é hora de ir, de voltar, de seguir, de ficar…

Isso é bem sutil e um pouco dificil de explicar com palavras, vou citar meu próprio exemplo.

Já frequentei grupos religiosos por um tempo e na minha busca espiritual concluí que o melhor a fazer seria me distanciar. Perdi vários amigos! Foi um processo doloroso no começo, mas depois me trouxe uma paz de espírito impressionante.

Não nego o tempo que fiquei por lá, ele foi necessário para mim. Era lá que deveria estar, mas por um tempo limitado.

Muitas pessoas têm dificuldade de entender quando é o tempo de ir, de ficar, de voltar e de partir. Esse discernimento só nos vem com o tempo e o amadurecimento.

O mesmo aconteceu na minha busca profissional. Quando descobri que minha maior vocação não era com pesquisas em Física, também foi um processo doloroso me distanciar de quase todos que conviviam comigo. Mas foi necessário. E hoje sinto uma paz incrível por saber que lá não é o meu lugar.

A maior lei que existe é a lei da atração. Somos seres espirituais em corpos físicos. Nossa energia pessoal, essa energia que brota do nosso interior sempre nos leva para onde devemos estar e com as pessoas que devemos estar por determinado tempo.

A busca pelo autoconhecimento é fundamental, pois nos enche de paz ao passar pelos processos de transição.

Isso pode ser extremamente útil quando se trata de relacionamentos amorosos. Eu mesmo, terminei relacionamentos que eram necessários para meu processo evolutivo. Há pessoas que já conviveram comigo que tenho uma profunda admiração ou até mesmo amor, porém, elas não podem mais estar no meu convívio pessoal, pelo fato de eu estar seguindo um caminho completamente diferente delas.

Eu desejo que você grave essas palavras: Muitas vezes, a maior prova de amor que podemos dar a uma pessoa é não conviver mais com ela.

Espero que você esteja conseguindo entender. Existem pessoas que passam pelas nossas vidas por um tempo determinado, todavia, depois de um tempo não faz mais nenhum sentido ela continuar em nosso convívio. E isso, ao contrário do que pregam, não é um ato egoísta, é um ato de amor. Um amor nutrido pelo sentimento de liberdade.

Por isso que gosto de dizer que o amor só dura em liberdade, pode durar mesmo uma vida inteira.

Precisamos introjetar no mais profundo da nossa mente que o amor, para ser verdadeiro, muitas vezes não precisa do contato físico da outra. Nós somos espíritos, e é dele que brota o amor, não dos nossos corpos.

Há pessoas que amo profundamente e que nunca mais terão contato direto comigo no dia a dia, mas isso não reduz o amor, na realidade o frutifica. Na presença física, muito provavelmente aconteceria o contrário, a perda desse amor genuíno.

Estou escrevendo esse texto com a certeza que nem todos entenderão. É bastante sutil tudo o que estou descrevendo aqui.

Para terminar. Preciso falar sobre os relacionamentos que duram uma vida inteira, como alguns casamentos e amizades.

Em todos eles, isso só é possível quando há uma decisão por aceitar o outro em sua integridade, com todas as qualidades e defeitos, e estar contente com o resultado, contente não no sentido de felicidade, mas no sentido de contentamento, que significa estar alegre e satisfeito.

Só é possível permanecer ao lado de pessoas por toda uma vida quando há comunhão de valores, um respeito pelas diferenças, quando não há nenhum tipo de julgamento nem imposições de verdades individuais.

Por isso que é tão difícil permanecer a vida inteira ao lado de alguém, mas é possível. É preciso um investimento intenso em si mesmo, para superar os limites próprios e buscar cada vez mais a empatia, que é ver os outros sob a perspectiva deles, sentir o que eles sentem.

Esse é um possível caminho para se conviver a vida inteira. Também não posso dizer que é o único. Certamente existem outros caminhos, que deixo como reflexão pessoal.

Lembre-se sempre. Cada pessoa tem um tempo determinado em nossa vida, e a busca pelo autoconhecimento nos dá essa paz para compreender que se trata de um processo natural e absolutamente necessário para uma vida em harmonia…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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