Arquivo do mês: novembro 2014

Haveremos de nos reunirmos muitas vezes mais

Por Isaias Costa

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Hoje, 28/11/2014, partiu deste mundo, um dos homens mais geniais do século XX e não poderia deixar de lhe prestar minha singela homenagem, o querido Roberto Bolaños, criador do seriado Chaves.

Este senhor marcou a minha infância e a de milhões de meninos e meninas no mundo inteiro. Além de alegrar o coração dos adultos também, que se encantam e bolam de rir com a magia dos seriados “Chaves” e “Chapolin”.

Já assisti a todos os episódios do Chaves pelo menos umas 10 vezes cada um e não consigo enjoar, porque se trata de um humor tão rico e contagiante, que é impossível não rir, mesmo já sabendo qual é a piada.

Apenas alguém genial pode construir um feito como esse. O senhor Roberto Bolãnos certamente se tornou uma estrela que brilhará para sempre na glória celeste. Seu nome será registrado na história da arte e do cinema mundial com muita alegria e saudade.

Aprendi muitas coisas bonitas com o seriado do Chaves e me interessei por muitos assuntos voltados para a História com o seriado do Chapolin, que fazia questão de mostrar um super herói latino americano sem superpoderes como o Super-man, que a meu ver, é o super-herói mais sem graça de todos os tempos…

Porém, o que mais me encanta no Chaves é a união e companheirismo que existe entre todos os moradores da vila.

Todos são igualmente importantes e tem uma graça peculiar. Não há semelhança de comportamento entre ninguém e cada um contribue com um humor diferente.

O que seria da vila sem a rabugice do seu Madruga, ou a burrice do Quico, a chatice da Chiquinha, o olhar assustador da bruxa do 71, a dona Florinda e seus tapas diários no seu Madruga, o prof. Girafales com suas flores e sua xícara de café diário na casa da dona Florinda, o Nhonho e seu jeitão desengonçado sendo feito de trouxa por todas as crianças e finalmente, o seu Barriga cobrando os 14 meses de aluguel do seu Madruga sem nunca chegar ao 15º mês?

A vizinhança do Chaves é completamente especial e eles têm um amor e carinho uns pelos outros que sempre sonhei em viver entre minha família e vizinhos.

Lembro que quando era bem pequenininho eu cheguei a perguntar a minha mãe: “Mãe! Por que a nossa vizinhança não é unida como a vizinhança da vila do Chaves?”.

E minha mãe carinhosamente respondia.

“O mundo está mudando meu filho! Hoje em dia as pessoas querem mais é saber de trabalhar o dia todo e chegam em casa no fim do dia exaustas, apenas querendo descansar e assistir televisão sem serem interrompidas…”.

Minha mãe dizia isso pra mim no início dos anos 90… O que mudou de lá pra cá em relação a isso, hein? Acho que nem preciso responder, não é mesmo?

Roberto Bolaños! Sentirei profundamente a sua falta, mas ao mesmo tempo fico feliz por saber que você se tornou imortal, porque continuará alegrando os corações de milhões de pessoas no mundo todo. E inclusive, sonho em fazer o meu filho se tornar fã do Chaves quando eu for pai. O seriado Chaves é o tipo de seriado que deve ser passado de pai para filho.

Para concluir essa minha homenagem, compartilho a linda música que já me fez chorar inúmeras vezes e até hoje me arrepia de tão linda que é, a emocionante “Boa noite vizinhança”

Pois haveremos de nos reunirmos muitas vezes mais…

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Os dois objetivos da nossa vida

Por Isaias Costa

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Fico impressionado com o número cada vez maior de pessoas insatisfeitas com suas vidas, com seus empregos, com seus salários, com seus relacionamentos e com a vida como um todo. Sinto dizer, mas o nome desse sentimento é INGRATIDÃO. Todos nós, independente da situação atual, temos muitos motivos para agradecer e não o fazemos.

Estamos diante de uma dívida e achamos que estamos em um beco sem saída, rompemos um relacionamento amoroso e achamos que nunca mais vamos amar outra pessoa, não ganhamos um salário tão bom e ficamos invejando o vizinho que tem um carrão e conforto financeiro. Por que se importar demasiadamente com isso? Por que se afligir e perder as esperanças? Por que se considerar um desafortunado? Nós temos tanto que agradecer e hoje quero lhe levar a refletir sobre isso.

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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Compaixão, ganância, raiva e ignorância segundo Monja Coen

Por Isaias Costa

monja-intEu admiro profundamente a Monja Coen, uma das líderes brasileiras do Zen Budismo.

Nesse texto, compartilho uma série de 4 vídeos, no qual ela fala sobre os sentimentos de compaixão, ganância, raiva e ignorância, além de muitas outras coisas interessantíssimas sobre espiritualidade e sabedorias de vida.

Sempre que a ouço, fico encantado com suas palavras tão simples e profundas, e também com seu jeito tão amoroso e acolhedor de tratar a todos que estão a sua volta.

Gostaria que você reservasse alguns minutos do seu dia para ouvir suas preciosas lições de sabedoria, tão importantes para termos uma vida mais feliz, harmoniosa e equilibrada…

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

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Me apresente o seu cartão, por favor!

Por Isaias Costa

shutterstock_124567405O que vou falar neste texto é de total desconhecimento para muitas pessoas, não só no Brasil, mas em diversos outros países, uma característica comum da cultura japonesa.

Pode ser que alguns dos meus leitores sejam descendentes de japoneses, e certamente vão confirmar o que direi ao lerem esse texto até o fim.

Lá no Japão, é uma questão cultural o fato de quando alguém se apresenta a você no ambiente de trabalho, antes de ela apertar a sua mão, ela primeiro lhe apresenta o seu cartão com dados básicos referentes ao cargo desempenhado no trabalho.

Além disso, faz parte da cultura deles que você leia com bastante atenção, aperte a sua mão, e só depois coloque o cartão no bolso.

É considerado uma imensa falta de respeito simplesmente pegar o cartão e colocar no bolso imediatamente.

Vou explicar o que eu penso disso e o quanto essa cultura pode ser perigosa.

Em todos os textos que eu escrevo, a primeira coisa que sempre me vem em mente é que estou escrevendo para seres humanos, HUMANOS, gente igual a mim. Pessoas que possuem um coração, que possuem sonhos, almejam coisas maravilhosas para si e para as pessoas que amam etc. etc.

Meu objetivo em tudo que escrevo é atingir o coração dos leitores e me conectar a eles de alguma forma.

Essa cultura japonesa, no meu ponto de vista, é contra essa tendência para o lado mais humano das pessoas, e mais voltada apenas para o lado profissional, como se estivéssemos tratando de máquinas que só tem valor se tiver grandes recursos e sofisticações, que no caso dos humanos, são os títulos, as especializações, a experiência profissional, o currículo etc.

Em resumo. Quando alguém chega até você e já lhe mostra seu cartão de dados profissionais, ela está lhe mostrando o seu rótulo, apenas o seu rótulo. Aquilo que a sociedade insiste em dizer que é você.

“Eu sou o engenheiro elétrico, formado pela USP, com mestrado na área de máquinas hospitalares, com curso de especialização pelo instituto “não sei o quê”, falo inglês e espanhol com fluência, experiência em logística. Bla Bla Bla….”

Não! Você não é nada disso. No máximo isso pode ser o que você faz. Isso jamais pode ser você.

Eu gosto até de brincar com uma pergunta que certamente pode deixar a grande maioria das pessoas extremamente embaraçada. Sabe qual é essa pergunta? Muito simples!

Quem é você?

Quase todos respondem: “Sou João, Pedro, Tiago, Maria, Teresa, Antônia…… formado(a) nisso, com curso naquilo, experiência naquilo outro…”

Aí eu digo: “Certo! Tudo bem! Agora tirando tudo isso que você acabou de dizer! Quem é você?”

Não tenho dúvidas que nessa hora, a maior parte das pessoas respira fundo, e depois de um tempo pode ter duas reações. A mais insensata é falar sobre os sentimentos, a relação com a família, com o namorado(a).

Isso é legal! Mas não é o mais sensato. O mais sensato é dizer: “Não sei!”. Simplesmente.

A maior descoberta que qualquer um de nós pode fazer ao longo da vida é conhecer a nossa natureza primordial.

Digo com total sinceridade. Eu ainda estou muito longe de descobrir quem eu sou, mas tenho certeza que estou neste caminho, pois tenho um compromisso diário de crescer em espiritualidade e em amor. Este é o verdadeiro caminho para descobrirmos quem somos.

Falei tudo isso para mostrar a você o quanto classificar, identificar, julgar alguém pelo que faz não é humano. Isso é atitude de máquinas, de robôs sem sentimento.

Não é a toa que existam tantas pessoas no Japão que perderam o sentido da vida. E também não é à toa que tantos jovens se suicidam nesta sociedade tão consumista e voltada para o lado profissional.

No Japão, quem não tem um destaque profissional, é considerado uma escória. Eu jamais conseguirei concordar com isso, pois essa atitude vai totalmente contra os princípios universais de amor, de respeito, de caridade, de inclusão, de misericórdia.

Muito provavelmente, se eu fosse para o Japão e passasse pela situação que descrevi, seria tachado de arrogante, de desrespeitoso. Por uma razão muito simples. Para mim, não importa se o fulano é chefe de um departamento, um juiz, um médico, um engenheiro, o zelador que cuida do banheiro, o rapaz que vigia o estabelecimento, a moça que leva os papéis para a sala do chefe… Todos são igualmente importantes. São meus irmãos, tem os mesmos direitos que eu e merecem ser tratados da mesma forma, com respeito, com atenção, com zelo, com amor.

Isso é tão simples, mas extremamente difícil de ser entendido por muita gente.

Que essa breve reflexão tenha feito você pensar, e tenha aberto um pouco mais os seus olhos e sua consciência para essa pergunta: Quem é você?

Para continuar refletindo sobre isso, compartilho um texto muito interessante do místico oriental Osho, que tive a alegria de compartilhar no blog.

Lembre-se sempre! Você não é o que aparece no seu cartão. Você é mais! É infinitamente mais do que todos aqueles dados. Sua alma, seu coração, seu espírito é infinito.

Paz e luz!

Quem é você?

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Como deixar de ser um escravo?

Por Isaias Costa

Abolicao-da-EscravidaoVocê sabia que a escravidão foi abolida, porém a maior parte das pessoas ainda continua escrava? É duro dizer isso, mas é verdade. Farei uma breve reflexão sobre a escravidão, a partir das sábias palavras do grande filósofo Baruch Spinoza.

“Digo que um homem tem outro sob seu poder: (1) quando o tem preso, ou (2) quando lhe arrebatou as armas e os meios de defender-se ou de evadir-se, ou, ainda, (3) quando o domina pelo medo, ou, enfim, (4) quando o domina de tal modo pelos benefícios, que fá-lo obedecer aos caprichos do seu benfeitor, de preferência às suas próprias inclinações e viver à descrição deste, mais que pelas inclinações de sua própria vontade. No primeiro e segundo caso prende-se o corpo e não a alma. Nos dois outros, ao contrário, prende-se tanto o corpo como a alma, mas, somente, enquanto dura o temor ou a esperança, porque, desaparecidos estes sentimentos, o escravo torna-se livre”.

Baruch Spinoza

Não vou me ater muito às duas primeiras prisões, pois estas são as geradas através da força. Na primeira, você fica trancafiado num espaço pequeno, sem nenhuma liberdade. Na segunda, provavelmente você está sobre a mira de uma arma, de uma faca, qualquer coisa que lhe intimede e ponha em risco a sua vida.

É desleal falar sobre liberdade dessa forma, se você abrir a boca você morre. O poder pela força é o mais ridículo que o ser humano pode ter, apenas os seres mais idiotas buscam esse tipo de poder.

Em contrapartida, a terceira e quarta prisão descritas pelo Spinoza são mais sofisticadas e requerem uma atenção especial. Vamos lá!

  • A dominação pelo medo.

Somos dominados pelo medo de “n” formas diferentes e para sair dessa teia sempre digo que só há um meio, o autoconhecimento, você saber cada vez mais quem é você, para que você veio a esse mundo, o que você faz que lhe enche de alegria e sentido de vida, no que você acredita em termos espirituais etc.

Vou dar alguns exemplos. Nos prendem pelo medo quando dizem que precisamos ter seguro de tudo, de casa, de automóvel, de vida, de serviços bancários, de bens de consumo… Saiba de uma coisa, e que fique claro na sua mente. Todo e qualquer seguro sobrevive do medo. Sempre e absolutamente sempre.

Perceba! Você faz um seguro de carro por medo de ser assaltado, mas se você prestar atenção à sua volta, facilmente perceberá o bombardeio de mensagens de medo. Nas conversas o fulano diz: “Na rua tal houve assalto de carro…”. No outdoor da avenida diz: “Faça o seguro X e tenha o conforto de sair de casa sem preocupações…”. Na propaganda depois do jornal nacional diz: “Os assaltos de carro cresceram em tantos por cento. Faça o seguro tal e se previna desta possibilidade com você…”. Bla bla bla.

Medo. Medo. É tudo medo.

Como não fazer um seguro com todo esse bomberdeio todos os dias? Esse é o treinamento massivo para ser um escravo e enriquecer um dos setores mais lucrativos do mercado, os seguros.

Outro exemplos são determinadas igrejas que lhe impõem o medo do castigo, do fogo eterno, do inferno, da eternidade na escuridão.

Poxa vida! Será que Deus é tão castigador assim ao ponto de querer que seus filhos amados passem a eternidade em sofrimento? E acho engraçado que para consquistar o céu, muito dizem que precisa pagar X reais ao fulaninho ou cicraninho. E por acaso o céu é um lugar que precisa pagar pela sua hospedagem?

Estou sendo um pouco irônico para mostrar como somos influenciados por coisas absolutamente sem sentido! Eu abordei essa questão religiosa de uma forma bem mais interessante e espinhenta em outro texto mais antigo, um texto que gostei muito de ter escrito. Vou deixar o link abaixo para que você possa ler.

O que é egoísmo?

Vou ficar só nesses exemplos. Vamos agora ao quarto ponto.

  • A dominação pelos benefícios e caprichos

De todos, esse é o ponto mais delicado. Isso é feito demais no campo do trabalho e dos estudos, infelizmente.

No trabalho, há aquelas ascensões salariais de acordo com a produtividade do empregado. Se ele faz a empresa produzir mais, vender mais, faturar mais, ele recebe um aumento, mas a custo de quê? Do seu TEMPO, o seu maior e mais precioso bem!

Sacrificamos toda a nossa vida e nossos melhores anos para enriquecer os bolsos de um punhadinho de sanguessugas que exploram até a última gota de sangue dos seus empregados.

O grande problema é que a maior parte das pessoas ACEITA essa escravidão, primeiro pelo medo, que é o terceiro ponto, ou por uma esperança de que algo melhore por uma promoção, um aumento salarial, mudança de cargo.

ILUSÃO. É tudo ilusão.

A coisa só muda quando nós decidimos mudar. Quando tomamos a devida coragem de não fazer o que o patrão está mandando fazer, mas o que eu quero fazer. E ter essa coragem de seguir o próprio caminho.

Isso é ser livre. Isso é deixar de ser um escravo. Isso é deixar de enriquecer os que já são estupidamente ricos.

Coragem. Essa é a palavra que falta no vocabulário de boa parte das pessoas.

Você teria coragem de largar ainda esta semana o seu emprego atual se ele está lhe sugando todas as energias? Teria coragem de ainda essa semana dar um salto no escuro e seguir único e exclusivamente o seu coração?

Estas perguntas são muito interessnantes. Eu fiz isso, sabia? No começo do ano de 2014, estava em um trabalho que sugava todas as minhas energias e tive coragem suficiente de “jogar tudo pro ar” ou “chutar o pal da barraca” como diriam alguns. Eu queria liberdade e a conquistei com louvor.

Contei essa história com bem mais detalhes no texto que compartilho com você logo abaixo.

Sem medo de dar um salto no escuro

Enfim! Eu escrevi esse texto para os corajosos. Espero que ele tenha lhe levado a uma boa reflexão. Pare um pouquinho depois desta leitura. Faça um balanço dos caminhos que você tem seguido, dos sonhos que você tem almejado realizar. Eles estão muito distantes? Você está na direção certa para realizá-los? Ou está com medo e empurrando tudo com a barriga até aonde dá?

Cuidado! A vida não para. A vida voa. Daqui a pouco estaremos todos velhos. Viva sua vida intensamente. Hoje. Agora.

E só há uma forma de viver plenamente. Sendo livre! Deixando de ser um escravo.

Não queira ser um escravo! Corra atrás dos seus sonhos. Como diria o meu grande amigo Raul Seixas: “Siga seu próprio caminho! Para ser feliz de verdade…”.

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Onde está a sensibilidade?

Por Isaias Costa

1355424269933-artes-plasticasEu li um pequeno trecho de uma entrevista com o grande poeta Ferreira Gullar que me fez refletir sobre algo que está em falta a muito tempo neste nosso país ainda tão medíocre, a sensibilidade artística.

Olha, publicar um poema é como ter na mão o original de um pintor. A crítica sobre um quadro é uma coisa, mas você já imaginou ter nas mãos o próprio quadro? A diferença é que o quadro reproduzido no suplemento se resume a uma cópia fotográfica, enquanto um poema é uma obra de arte original.

Se você publica em seu suplemento um poema, você está publicando o original de uma obra. Então é preciso valorizar culturalmente os suplementos. Chega de entrevistas, de resenhas que às vezes não dizem nada. Eu gostaria de reafirmar tudo isso aqui porque estamos vivendo uma época em que os valores culturais vêm sendo substituídos pelo entretenimento. A mídia transforma tudo em entretenimento. O único valor que existe é a notícia, a novidade sob a forma de notícia.

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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A simplicidade como caminho

Por Isaias Costa

Eu assisti a um vídeo muito bonito do TEDx com o monge do Zen Budismo chamado Jorge Mello e gostei demais de todas as suas colocações, principalmente porque praticamente tudo o que ele disse no vídeo, já estou colocando em prática na minha própria vida.

O título da palestra é “A simplicidade como caminho”, e o vídeo está logo abaixo, do qual farei uma breve reflexão.

Ele fala em um trecho sobre algo muito importante e colocado de lado, principalmente pelas grandes mídias, o sentido da vida. No mundo, cerca de 1 bilhão de pessoas tem fome de pão, porém, mais de 2 bilhões tem fome de sentido de vida, e destes 2 bilhões, grande parte é da classe média ou das classes mais altas.

Por que isso acontece? Já se perguntou? Isso acontece por causa do estilo de vida que o sistema capitalista desumano nos impôs. É implantado no mais profundo das nossas mentes que precisamos correr, produzir, fazer mais e mais coisas, ter mais e mais coisas, coisas, sempre coisas.

Nunca se fala sobre o nosso espírito, sobre nossos relacionamentos interpessoais, sobre o cuidado com a natureza, sobre o cuidado com a nossa saúde.

Não é à toa que a negligência de todos esses pontos importantíssimos tem levado as pessoas a adoecerem, a ficarem depressivas, a terem infartos, problemas de pressão alta, a romperem com seus casamentos etc.

É muito desequilíbrio! Porém, o caminho para reduzir esse desequilíbrio é tão simples quanto esse texto, mas é preciso uma verdadeira determinação para isso. O caminho é a mudança do nosso estilo de vida.

Não tenho dúvidas que para ter uma vida mais serena, a simplicidade é o caminho.

Achei muito interessante o que ele fala sobre a saúde. Quando buscamos a simplicidade, naturalmente a nossa saúde melhora em todos os sentidos, inclusive até mesmo na ingestão de alimentos.

Muitas pessas se tornam obesas por causa da enorme ansiedade do dia a dia. São pessoas que trabalham tão estressadas que buscam comer mais e com mais frequência como forma de aliviar os estresses ou ter um pouco de prazer, pois comer realmente é algo prazeroso.

Na simplicidade, temos mais tempo para nos dedicarmos ao cuidado do corpo, fazermos uma academia, ou uma caminhada, e os benefícios para a vida são impressionantes.

E logicamente, o planeta inteiro se beneficiará com essa mudança, pois sabemos bem que os recursos planetários estão pouco a pouco escassando e se continuarmos no ritmo de consumo atual, teremos um colapso absolutamente irreversível, ao ponto de dizimar boa parte da raça humana. E pode ter certeza que não estou exagerando. Se você se aprofundar um pouquinho nos estudos climáticos e ambientais, saberá através de fatos o quanto isso é verdade.

Enfim, o vídeo do monge Jorge Mello é um convite suave para viver uma nova vida muito mais feliz e realizada. Falo isso por minha própria experiência.

Para concluir, vou me dar a liberdade de parafrasear o grande Mahatma Gandhi.

“Não existe caminho para a simplicidade. A simplicidade é o caminho…”

menina

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O que é o TAO?

Por Isaias Costa

1328349700739_fPraticamente todos nós em algum momento da vida já se deparou com esse termo: TAO. O que é o TAO? É uma mística bastante profunda que baseia a religião taoísta. Com certeza não sou a pessoa mais indicada para falar profundamente sobre essa riqueza tão bonita.

Admiro demais o taoísmo e acredito que todos nós podemos aprender muito com seus conceitos, independente de qual religião siga.

Compartilho abaixo um pequeno texto bastante reflexivo do místico oriental Osho. Leia com bastante atenção…

*******

O Tao diz: não há necessidade de estar com pressa porque a eternidade está disponível para você. Plante as sementes no tempo certo e espere; a primavera virá, ela sempre vem. E quando a primavera vier, as flores aparecerão. Mas espere, não tenha pressa.

Existe grande paciência na natureza e o Tao acredita no caminho da natureza.

Tao significa exatamente natureza. Assim o Tao nunca está com pressa; isto tem que ser entendido.

O ensinamento fundamental do Tao é: aprenda a ser paciente. Se você puder esperar infinitamente, a iluminação pode mesmo acontecer instantaneamente. Mas você não deve pedir para que ela aconteça instantaneamente: se você pedir, pode ser que nunca aconteça.

O seu próprio pedido se tornará um obstáculo. O seu próprio desejo criará uma distância entre você e a natureza. Permaneça em sintonia com a natureza, deixe que a natureza tenha o seu próprio curso… Mesmo que ela demore séculos para chegar, ainda assim ela não está atrasada; ela nunca está atrasada. Ela sempre chega no momento certo.

O Tao acredita que tudo acontece quando é necessário; quando o discípulo está pronto, o Mestre aparece. Quando o discípulo está finalmente pronto, Deus aparece.

O seu valor, o seu vazio, a sua receptividade, a sua passividade tornam isto possível; não a sua pressa, não a sua correria, não a sua atitude agressiva. Lembre-se: a verdade não pode ser conquistada. É preciso entregar-se à verdade, é preciso ser conquistado pela verdade.

Mas toda a nossa educação, em todos os países, ao longo dos séculos tem sido de agressividade e de ambição. Nós tornamos as pessoas muito rápidas. Nós as tornamos muito medrosas. Nós lhe dizemos: ‘tempo é dinheiro e é muito precioso. Se o tempo for perdido uma vez, ele ficará perdido para sempre, por isso corra; tenha pressa’. Isto tem levado as pessoas à loucura. Elas correm de um ponto a outro; elas nunca curtem lugar algum…. E elas pensam que estão indo a algum outro lugar…

O Tao é o caminho da natureza, do jeito que as árvores crescem e os rios correm e os pássaros e as crianças… exatamente do mesmo jeito crescemos para Deus.

Não tenha pressa e não se desespere. Se você fracassar hoje, não perca as esperanças. Se você fracassar hoje, isto é natural. Se você continuar fracassando por alguns dias, isto é natural.

As pessoas têm tanto medo de fracassar que, devido a este medo, nunca arriscam fazer tentativas. Existem muitas pessoas que nunca se apaixonaram porque elas têm medo. Quem sabe? Elas podem ser rejeitadas, por isso elas decidiram permanecer sem amar, assim ninguém jamais as rejeitará.

As pessoas têm tanto medo de fracassar que elas nunca tentam qualquer coisa nova.

Quem sabe? Se elas fracassarem, o que poderá ocorrer? E naturalmente, para se movimentar no mundo interior, você terá que fracassar muitas vezes, porque você nunca se movimentou ali antes.

Toda a sua habilidade e eficiência têm sido nos movimentos externos, na extroversão. Você não sabe como se movimentar internamente. As pessoas escutam as palavras ‘movimente-se internamente, vá para dentro’, mas isso não faz muito sentido para elas.

Tudo o que elas sabem é como ir para fora, é como ir para o outro. Elas não conhecem qualquer caminho de volta para si mesmas. Por causa dos seus velhos hábitos, é muito provável que você fracasse muitas vezes. Não perca as esperanças.

A maturidade chega vagarosamente. É certo que ela chega, mas isto leva um tempo. E lembre-se: para cada pessoa ela chegará num ritmo diferente, por isso não compare, não comece a pensar: ‘alguém está se tornando tão silencioso, e tão feliz, e eu ainda não alcancei isto. O que está acontecendo comigo’?

Não se compare com quem quer que seja, porque cada um viveu de uma maneira diferente em suas vidas passadas. Mesmo nesta vida, as pessoas têm vivido diferentemente.

Assim, tudo depende de suas habilidades, de sua mente, de seu condicionamento, de sua educação, da religião na qual você foi criado, dos livros que tem lido, das pessoas com as quais tem vivido, da vibração que criou dentro de si mesmo.

Tudo dependerá de mil e uma coisas, mas é certo que ela chegará. Tudo que se precisa é paciência, trabalho silencioso, trabalho paciente e o centramento acontece e a maturidade chega.

Na verdade, a pessoa madura e a pessoa centrada são apenas dois aspectos de um mesmo fenômeno… Com a maturidade, o centramento surge.

Maturidade e centramento são dois nomes para uma mesma coisa. Mas a primeira coisa a ser lembrada é que ela chega gradualmente.

Não compare e não tenha pressa.

Osho

Blog: http://universonatural.wordpress.com/2013/03/10/tao/

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Mãos que se estendem em silêncio

Por Isaias Costa
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No fim de semana passado tive uma experiência incrível que durou algo próximo de 15 segundos, mas me marcou profundamente.

Era um domingo à noite e estava passando de moto por uma rua bem próxima à minha casa. Esta rua já é bastante conhecida por ter muitos moradores de rua. Quando anoitece, ela fica meio escura e as pessoas evitam andam por ela, com medo de serem assaltadas.

Foi uma experiência singela e tocante. Um rapaz estava com a porta do bagageiro do seu carro aberta e estava distribuindo sanduíches para todos os homens e mulheres que estavam lá.

O que me deixou mais admirado nem foi tanto o fato de ele ter feito essa caridade, mas de tê-la feito aos olhos de Jesus Cristo, em silêncio, no total anonimato. Ele estava sozinho, com uma roupa simples, sem alardes, sem ninguém para bajulá-lo, sem esperar nada de absolutamente ninguém. Ele estava lá por amor, com o firme propósito de simplesmente fazer o bem a algumas pessoas necessitadas.

Você sabia que ações bonitas como essa acontecem todos os dias em todos os lugares do mundo? Só que isso nunca vira notícia, pois esse tipo de notícia não dá IBOPE, não interessa aos grandes empresários e donos de emissoras de TV.

Olhei para aquele homem e vi o quanto eu faço tão pouco, e o quanto a maior parte das pessoas também fazem pouco em prol dos mais necessitados.

Estou contando essa história apenas para fazer você refletir um pouco e mostrar esse mundo que é invisível. Nosso olhar se tornou fechado para as questões mais humanas e parece que cada vez mais o que interessa é quem consegue o posto mais alto da empresa, quem consegue mais títulos ao longo da carreira, quem ganha mais dinheiro no final do mês, quem tem aquele emprego mais valorizado no mercado de trabalho.

Sem querer, estamos nos transformando em máquinas cada vez mais programadas para simplesmente trabalhar sem um pingo de reflexão, de autoanálise, de pensamento coletivo, de pensamento ambiental etc.

Sempre toco nessa tecla, porque sei o quanto ela é importante. Somos humanos, e não podemos esquecer a nossa essência. O sistema no qual estamos inseridos nos força a abrir mão da nossa essência na busca por valores efêmeros e quase sempre vazios de profundidade.

Portanto, que ao saber dessa história tão simples e tocante, de um homem que você nunca viu, não sabe o nome e jamais estará estampado nas capas de jornais, você olhe para dentro do seu coração e busque resgatar e tornar cada vez mais vivo seu coração, sua essência, para enxergar o mundo das outras pessoas, para poder enxergar a realidade delas e na medida do possível ser alguém que ajuda, que ama, que lança sementes do bem. Desta forma simples vamos certamente construir um mundo novo mais humano e mais fraterno, onde o amor será a palavra que triunfará…

Para concluir, compartilho as belas palavras de Jesus, escritas no evangelho da bíblia sagrada.

“Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.

Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita. Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.” (Mt 6. 1-5).

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Um Messias indeciso

Por Isaias Costa

jesus_pregaUma das músicas do Raul Seixas menos conhecidas, mas riquíssimas de ensinamentos é a “Messias indeciso”. Farei uma breve reflexão sobre ela. Abaixo está a letra completa.

Um Messias indeciso- Raul Seixas

Certa vez houve um homem
Comum, como um homem qualquer
Jogou pelada descalço
Cresceu e formou-se em ter fé

Mas nele havia algo estranho
Lembrava ter vivido outra vez
Em outros mundos distantes e assim acreditando se fez

E acreditanto em si mesmo
Tornou-se o mais sábio entre os seus
E o povo pedindo milagres
Chamava esse homem de Deus

Há quantas ilusões
Nas luzes do arrebol
Quantos segredos terá

E enquanto ele trabalhava
Na sua tarefa escolhida
A multidão se aglomerava
Perguntando o segredo da vida

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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