No fim da linha

Por Isaias Costa

Não espere chegar ao fim da linha para ser feliz...

Não espere chegar ao fim da linha para ser feliz…

Li um comentário de um artigo excelente (original aqui) que me fez refletir bastante. A autoria dele é do Raphael Moura.

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Vivemos nossas vidas, vivendo os sonhos dos outros. Somos programados, desde crianças, a acreditar que seremos felizes, se estivermos em um cubículo de escritório, ganhando nosso dinheiro, para comprarmos uma imagem que não precisamos. Como em uma repressão, nossos medos de não sermos o ideal, ganham força, e os nossos sonhos, são substituídos pela estabilidade.

Tratam a vida como algo seguro, não sabem o tanto que ela é instável, e chegará uma hora que ela vai cobrar. Quando a vida estiver no fim, pode ter certeza que passará na cabeça de cada um “Fui feliz?”, se você seguiu seus sonhos, sua alma e sua liberdade, pode ter certeza que sim, você foi.

Se em algum momento você optou por uma vida que não queria, mas que parecia a mais normal, mais estável, mais comum , ‘o que todo mundo faz’, você vai ter chegado ao fim da linha, com uma vida em vão, nas mãos um diploma e uma carteira. Não importa o quanto você vai possuir de bens ou reputação. De nada vai valer. Feliz é quem segue sua liberdade. Um “não” quebra o sistema, vira a sua cara e te faz olhar para os seus próprios sonhos.

Raphael Moura

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Nossa vida passa muito depressa e à medida que os anos vão passando, nossos sonhos mais profundos vão dando lugar ao medo do desconhecido, de se arriscar, de fracassar.

As obrigações começam a crescer e buscamos avidamente a ESTABILIDADE, como forma de conseguir mais SEGURANÇA e evitar os sofrimentos.

O que nos faz pensar assim é a nossa cultura que prega a necessidade de segurança, porém, se pensarmos de maneira mais aprofundada sobre isso, logo perceberemos a relação intrínseca entre segurança e liberdade. Quanto maior a segurança, menor a nossa liberdade e vice-versa.

Se diminuimos a nossa liberdade, é natural sentirmos medo, receio, ficarmos “pé atrás”. Porém, isso pode ser muito perigoso, porque o tempo não pára por causa dos nossos medos, muito pelo contrário, ele passa é mais rápido ainda, porque com medo não enxergamos mais longe e acima de tudo, não vivemos o momento presente em toda a sua plenitude, pois estaremos o tempo todo nos projetando no futuro.

O Raphael coloca em seu comentário uma pergunta simples e filosófica, cuja resposta é absolutamente única. Para cada pessoa ela tem um significado diferente: “Fui feliz?”.

No fim da linha, no fim da nossa vida, certamente nos perguntaremos: “Fui feliz?”. E são as nossas escolhas do dia a dia que serão determinantes para que a resposta seja positiva, seja um SIM com fervor.

Eu estou construindo a vida que quero bem aos poucos, estando sempre atento às pequenas demandas diárias. Não canso de repetir que tudo se torna melhor quando paramos de nos projetar no futuro e passamos a viver o momento presente em gratidão, felizes por termos dados pequenos passinhos em direção ao que queremos.

Há uma belíssima frase do místico oriental Osho que resume bem o que estou dizendo:

“Se você aceita todos os momentos com profunda gratidão, nada, de nenhuma forma, pode dar errado.”

Osho

Viver o hoje, em consciência e em gratidão por tudo, certamente colocará você cada dia mais perto de realizar seus maiores sonhos de vida. Acredite! Eu sou prova viva destas palavras.

Quero hoje lhe incentivar a ter mais coragem, mais vontade de simplesmente ser você mesmo, de ouvir o que o seu coração está querendo lhe dizer e seguir em frente nessa direção.

A sociedade em que vivemos quer o tempo todo que nos impulsionemos pelo medo, mas o que acontece justamente é que ele nos paraliza e veja só! Nos estabiliza, no sentido pior da palavra, que tem a ver com o não aperfeiçoamento pessoal, o não crescimento como ser humano.

Busque sim a estabilidade financeira, ela é muito importante, mas que seja parte do processo de realizar seus maiores sonhos.

Sendo aquilo que você nasceu para ser, crescendo naquilo que você faz de melhor, não tenha dúvidas, a estabilidade financeira será parte secundária deste processo maior.

Portanto, não espere chegar ao fim da linha para ser feliz e realizado. Faça isso HOJE, corra atrás dos seus sonhos e torne-os realidade. Eu acredito em você!

Para concluir, deixo um pensamento que já compartilhei diversas vezes aqui, mas não canso de repeti-lo, devido sua profundidade. Boas reflexões…

Quando sentir a morte se aproximando, sei que vou me perguntar: Quanto amor recebi na vida? Como reparti o meu amor? Quem me amou? A quem valorizei? Em que vidas eu causei impacto? A minha vida fez diferença para alguém? Que serviço prestei ao mundo? Tenho certeza de que minha única preocupação será: terei ou não preenchido minha vida com amor?”.

Richard Carlson

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