A principal engrenagem da nossa sociedade

Por Isaias Costa

Nota: Por se tratar de um artigo mais longo, disponibilizo a você a sua versão em pdf sem as figuras, para facilitar sua leitura na forma impressa. O link para download está logo abaixo.

A principal engrenagem da nossa sociedade

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engrenagemEste é o primeiro de alguns artigos que vou escrever para falar sobre obviedades, sobre coisas que são tão comuns, esquecidas ou escondidas que chega a espantar. Falarei sobre a principal engrenagem da nossa sociedade, engrenagem esta da qual faço parte e que literalmente move a nossa sociedade em todos os níveis possíveis, as pessoas mais pobres.

Quero esclarecer que, bem antes de ler muitas coisas, estou escrevendo esse artigo a partir do que brota do meu coração. Estou aprendendo a ouvir o que ele tem para me dizer e estou aos poucos me desvencilhando de tantas referências, livros, autores e prestando atenção ao que posso contribuir partindo apenas de meus pensamentos.

Continue lendo esse artigo até o fim, pois ele é resultado de um processo e caminho por mim vivido, além da minha intuição, que sinto estar me revelando coisas que as mídias escondem, para aprisionar e sabotar o nosso querido povo brasileiro. Vamos lá!…

  1. O nosso precário sistema educacional

Sabemos bem que a Educação Pública brasileira é péssima. Ela não forma os estudantes para serem grandes cidadãos e estarem em pé de igualdade com os estudantes das escolas particulares.

São muitas as razões para que a Educação esteja assim, e acredito que as principais têm relação direta com os governantes, com os homens de poder.

Todos os dias lembro uma das máximas do educador Paulo Freire: “A Educação liberta”. E liberta mesmo! Exatamente pelo fato de libertar que ela não tem qualidade.

Os professores não são bem remunerados para que fiquem desestimulados e não deem o melhor de si em sala de aula. Sem contar com o fato de que muitos não dão uma aula tão boa porque eles próprios são fruto de um sistema que não os educou para a criatividade e inovação.

A garotada das escolas públicas, em sua quase totalidade, vem de famílias extremamente pobres e sem recursos. Eles vão para lá buscando algo diferente e não encontram. Isso gera um sentimento de tristeza, de desanimo, de baixa estima etc.

Eles normalmente não são estimulados para o lado mais criativo, para o desenvolvimento da comunicação, da escrita, da música, das artes… e assim, passam anos e anos sem descobrir suas incríveis potencialidades.

Tenho certa experiência em sala de aula das escolas públicas da cidade onde moro (Fortaleza) e olhando nos olhos dos meus alunos vejo o enorme potencial deles que muitas vezes eles próprios não veem.

O sistema educacional precisa de uma reforma completa e em todos os pontos. Vale ressaltar que talvez os recursos financeiros para melhorias em estruturas físicas nas escolas seja um dos pontos menos importantes. Os pontos mais importantes estão em formar verdadeiramente os estudantes para serem cidadãos críticos e capazes de se tornarem grandes cidadãos transformadores da sociedade.

Se fala sobre falta de recursos financeiros, mas essa conversa encobre um problema muito maior, que está relacionado com o interesse dos grandes governantes. O interesse deles é que os alunos não recebam uma educação libertadora, porque isso mudaria toda a realidade.

Uma educação libertadora carrega as bases para se ter uma sociedade mais igualitária, e para os “grandes” essa palavra é assustadora, deve ser banida. Vou explicar isso um pouco melhor no tópico seguinte.

  1. Mão de obra barata

Se os alunos chegam ao final do ensino médio e não conseguem escrever uma boa redação, não conseguem interpretar um texto com eficiência, têm dificuldade de se comunicar de forma mais formal etc. Será fácil para eles conseguirem empregos com melhor remuneração? Com certeza não.

Em nossa sociedade, os que ganham mais são os que tem mais formação, quem tem o currículo mais cheio de cursos e especializações. E aqueles que se destacam na comunicação interpessoal.

Nossos jovens não são educados com qualidade, e desta forma resta a eles se contentarem com empregos que pagam menos e tem menos direitos trabalhistas.

A quem isso interessa? Aos grandes empresários e donos de corporações. Eles são “homens poderosos” e se acham no direito de contratar mão de obra barata para que o façam lucrar de forma exponencial

É neste ponto que as desigualdades sociais começam a crescer e se consolidar. Cada um dos “peões” gera uma riqueza infinitamente superior para as empresas do que eles recebem como pagamento por sua força de trabalho.

Não existe outra forma, qualquer pessoa só se torna absurdamente rica financeiramente se tiver muitas pessoas trabalhando para ela sendo remuneradas com baixos salários. É assim desde que surgiu o CAPITALISMO e a tendência deste sistema de governo é gerar mais e mais desigualdades sociais.

Nesta sociedade capitalista, quanto mais dinheiro os homens poderosos têm mais eles querem. E para conseguir mais têm que aumentar a mão de obra barata, e para aumentar a mão de obra barata, esses empregados não podem ter a mesma esperteza que eles, nem o mesmo conhecimento que eles.

A educação liberta. Se os peões soubessem que não precisa ser assim, e que pode ser diferente, os grandes empresários sofreriam muito, porque eles não lucrariam da mesma forma.

Me responda! Como eles lucrariam exorbitantemente sem pessoas trabalhando para eles? Não tem como não é mesmo?

Esse é o ponto em que mais baterei na tecla neste artigo. Estou propondo aqui um caminho rumo a mais LIBERDADE.

  1. O poder da TV e das propagandas e sua psicologia do inconsciente

marionete4Não falarei aqui tudo que gostaria, porque este artigo ficaria extenso demais, mas parte do que quero transmitir será colocado em artigos futuros. Neste vou me focar no poder das mídias sobre nossas decisões e perspectivas de vida.

Vivemos em uma sociedade capitalista e nossa jornada de trabalho é de 40h semanais, normalmente divididas em 8h por dia de segunda a sexta-feira.

Para que o sistema funcione desta forma existe toda uma explicação, que já coloquei em outro texto do blog “Para além do agora” e pode ser reforçado pelo incrível documentário “A história das coisas”, que compartilho os links abaixo.

Por que você trabalha 8 horas por dia?

Enfim! Trabalhamos 8h por dia por causa de nossa sociedade de consumo. Ela coloca no mais profundo das nossas mentes que precisamos consumir para ser felizes, que tudo o que temos não é bom o suficiente, que precisamos da roupa igual a do ator ou atriz tal, que precisamos comprar o carro importado da propaganda, que precisamos viajar aproveitando as promoções de voo para pagar em 12 prestações etc. etc.

A grande verdade é que não paramos para refletir e fazer uma perguntinha básica: “Eu realmente tenho NECESSIDADE disso?”.

Necessidade tem a ver com aquilo que é essencial, indispensável. E parando para pensar com sinceridade sobre isso rapidamente perceberemos que o verdadeiramente necessário é bem menos do que nos dizem.

O que é o necessário? Alimentação, água, um teto, algumas roupas e dinheiro para coisas básicas como transporte e algum lazer com a família e pessoas queridas.

Com isso podemos sim viver muito bem, o problema é que colocam nas nossas cabeças que viver assim é indigno. Será? Se fosse não constataria milhares de pessoas que tem pouco ou quase nada e são imensamente felizes, pessoas pobres que sempre vêm até mim com um enorme sorriso no rosto e satisfação com a vida, pessoas que têm um enorme sentimento de gratidão por suas vidas.

Porém, quando vamos observar mais de perto as pessoas muito ricas, a grande maioria vive em mansões e palácios, com muros e grades enormes, com cercas elétricas, com guardas na portaria e cães valentes no quintal.

Para essa realidade existem duas perspectivas. Na perspectiva dos ricos eles estão seguros, na perspectiva dos pobres eles estão aprisionados e engaiolados. Não é interessante?

Sei disso por ter contato direto com pessoas mais pobres. Elas dizem assim: “Não troco a minha vida pela desse povo que vive com medo de perder o que tem e que talvez tome até remédio pra dormir de tanta ansiedade. Posso morar numa casinha simples, mas eu deito minha cabeça no travesseiro tranquilamente, sem medo de que levem minhas coisas…”.

Sabedoria popular! Eu amo a sabedoria popular. Sem estudo, elas acabam dizendo o que muitos cientistas levaram anos, décadas para comprovarem por pesquisas que o excesso de trabalho e preocupações interfere no nosso sono, no sentimento de bem estar, na alegria e no contentamento.

*****

Como funcionam os comerciais, propagandas e a psicologia do inconsciente? Leia com bastante atenção.

O que elas fazem é cruel. Elas implantam em nosso inconsciente a necessidade de comprar o que não é necessário, aquilo que é supérfluo. Para isso ela se utiliza de diversos mecanismos de persuasão que, para os olhos mais atentos e preparados, não são capazes de persuadir. Meu desejo é que você consiga aprender como são esses mecanismos. O bom é que eles são tão banais que chega a ser engraçado, e melhor ainda é que já escrevi sobre isso e você pode acessar neste link abaixo.

A propaganda é a arma do negócio

Não esqueça! Tudo que estou escrevendo aqui é para lhe proporcionar LIBERDADE, isso se você acolher a mensagem é claro!

  1. Saindo da teia do consumo

A partir desse ponto tudo começa a ficar mais interessante. O que acontece e é a realidade que tentam nos esconder, é que você é muito, muito mais feliz do que imagina.

Quando você abre sua mente para perceber que não precisa ter uma Ferrari para ser feliz, nem trocar de carro todos os anos, nem comprar as roupas mais caras só porque a “fulaninha” tem uma igual, naturalmente começa a crescer dentro de nós um sentimento de gratidão e paz. Uma sensação de que não precisamos ser iguais a todo mundo.

Quando isso começa a surgir, é sinal concreto de que você já está saindo da manada, está saindo do mundo ilusório da “matrix”.

Se o mundo pede que você consuma e fique endividado e você diz NÃO, você está começando a remar contra a maré da maioria e a pensar de forma mais original, mais voltada para a nossa natureza humana primordial, que tem uma relação profunda com o amor, com o desapego, com a fraternidade.

As mudanças na sociedade foram acontecendo aos poucos. E se você prestar bastante atenção, perceberá que os grandes desequilíbrios, o aumento de doenças, de pessoas estressadas, de gente endividada, de aumento do desemprego etc. Passou a ocorrer de forma mais intensa após a Revolução Industrial, o que faz todo sentido.

Antes disso não havia toda essa tecnologia que existe hoje e para produzir qualquer coisa precisava de muito mais TEMPO e esforço humano. Hoje, boa parte desse esforço passou para as máquinas.

Quero deixar claro que não sou contra os avanços tecnológicos. Eles foram maravilhosos, o que discordo é que esses avanços contribuíram para gerar um ser humano mais fechado em si, mais egoísta e mais insatisfeito.

Aos poucos estamos nos transformando em ANDROIDES, máquinas de trabalhar em pele humana. Esse sistema capitalista deseja que sejamos androides e não tenhamos senso crítico, reflexões pessoais, relacionamentos humanos mais próximos e fraternos.

hqdefaultInclusive todas as mudanças da sociedade estão contribuindo para agravar a nossa SOLIDÃO. Passamos muito tempo trabalhando, mas quase sempre em ambientes hostis, que não proporcionam um contato humano mais frutuoso. Isso aumenta nosso sentimento de solidão e isolamento.

A cada ano cresce o número de pessoas deprimidas e não tenho dúvidas que um dos principais motivos é essa cultura de consumo, que nos afasta da nossa essência. Ainda vou escrever mais sobre isso, mas fica esse ponto como questionamento para você buscar um aprofundamento…

     5. O ciclo vicioso do consumo

Nós vivemos em uma sociedade que tenta nos condicionar por milhares de formas e a TV com suas propagandas é uma destas.

Vivendo minha vida de forma mais atenta, tive um insight bem interessante. Há um ciclo vicioso do consumo. Vou explicar.

Os comerciais implantam em nossas mentes a necessidade de consumir. Atrelado a isso, a maior parte das pessoas trabalha pelo menos 8h por dia ganhando pouco.

Elas têm diversos sonhos de consumo, mas seu orçamento não consegue suprir a todos eles e constantemente recorrem ao cartão de crédito, se endividando, pedindo empréstimos etc.

Aqui surge uma prisão, você é obrigado a trabalhar mais ou no mínimo, ter muito cuidado para não perder o emprego atual, pois não pode ficar sem dinheiro para pagar as contas.

Perceba! Você se torna refém de várias coisas, como do seu trabalho, daquilo que comprou sem dinheiro e do cartão de crédito. Isso gera desequilíbrio e um sentimento de alegria imenso por parte dos bancos, das lojas e comércios, pois eles cobram juros altíssimos em seus empréstimos, em anuidades de cartão e nas parcelas das compras.

Ficando preso a isso, o que acontece? Você aumenta o poder que seu chefe ou patrão tem sobre você. Ele é uma autoridade e você precisa servi-lo, se você fizer qualquer coisa que o desagrade, corre um risco enorme de perder o emprego, então você vai aceitando e aceitando condições de trabalho que não são as ideais para ninguém, muitas vezes são situações escravizantes.

Pois é! Mas elas foram escolhidas. Pode ser duro ler isso, mas elas foram escolhidas por você, e sabe por quê? Por causa do MEDO.

Pense comigo! Se você precisa pagar um monte de contas e não tem muita liberdade para trabalhar com algo que queira de verdade, você sente medo. E é exatamente esse medo que alimenta o ciclo vicioso do consumo.

O que fazer? Vou falar sobre isso colocando minha própria vida como exemplo.

  1. Saindo do ciclo vicioso do consumo

Quero de antemão dizer que esse artigo são apenas palavras. Vou falar sobre minha vida, minhas escolhas e caminhos.

Você tem a sua própria vida e suas escolhas. Se isso não faz sentido para você. Perfeito! Você tem toda razão. Siga a sua consciência! Sempre! E eu sigo a minha.

Eu trabalho como professor. Você sabe que professor não ganha muito. Então, o que eu fiz e faço para não ser engolido pelo consumismo?

Simples! Sempre compro apenas o que é necessário, e procuro ter sempre uma reserva de emergência para eventualidades e surpresas quaisquer, que precisem usar dinheiro além do meu orçamento básico.

Desta forma, não tenho nenhuma dívida e em decorrência disso, sinto uma paz e uma tranquilidade sem medidas.

Essa paz me ajuda a dedicar muito mais tempo para esse serviço voluntário com o blog. Eu amo escrever e tenho que dizer pra você que só consigo escrever com frequência por isso, porque tenho paz em meu coração. Se estivesse atolado em dívidas e tivesse que dar conta de mil e uma obrigações em termos materiais, não tenho dúvidas que ou escreveria pouco ou sequer escreveria, porque minha mente estaria atolada de preocupações, como a mente da maior parte das pessoas.

Nós saimos do ciclo vicioso do consumo desta forma, deixando de alimentá-lo. Simples assim! Mas eu sei que para muitas pessoas não é tão simples, por isso deixo você absolutamente livre para acolher essas palavras apenas se quiser.

Escrevi um texto no blog contando maiores detalhes sobre minhas escolhas que levaram a viver com mais liberdade e felicidade. Deixo abaixo o link caso queira ler.

Como estou mudando de vida radicalmente?

  1. A relação entre o sofrimento e a compaixão

Eu tenho uma série de motivos para ter uma profunda admiração pelas pessoas mais pobres, porém, um dos principais tem a ver com os sofrimentos.

Normalmente as pessoas que possuem um olhar mais empático e compassivo são aquelas que mais sofreram na vida. E é exatamente daí que surge a compaixão genuína e ilimitada.

Compaixão é você ter o desejo profundo de etenuar ou sanar a dor e o sofrimento das pessoas. É você olhar para o que ela sente e imaginar o que ela está sentindo, tomando uma atitude imediatamente.

Compaixão e empatia são praticamente a mesma coisa, porém a compaixão leva você a agir, a empatia é mais um sentimento. Você pode ser empático, mas ficar parado. Porém, quando você é verdadeiramente compassivo passa a sair do seu próprio mundo, a não olhar só para seu umbigo e fazer algo em prol das pessoas.

Aos poucos estou me tornando uma pessoa mais compassiva. Admito que ainda preciso retirar de mim toneladas e toneladas de orgulho e vaidade, me desprender mais de mim mesmo e de muitos sonhos egóicos, porém estou no firme propósito de me tornar uma pessoa melhor, e sei que o caminho, pelo menos para mim, é por aí…

Estou falando tudo isso para fazer esse elo entre ricos e pobres.

Não precisei ler em livros, nem escrever teses, nem averiguar por pesquisas científicas, que as pessoas mais pobres sentem muito mais a dor alheia que as pessoas mais ricas.

Elas passam todos os dias por tantos sofrimentos que são incapazes de olhar o sofrimento dos outros com um olhar frio de quem olha mas não vê.

Eu percebo que muitos dos que são mais ricos tiveram a vida inteira tudo “do bom e do melhor” (segundo o que prega a nossa sociedade, obviamente!), e por isso tem uma enorme dificuldade de olhar de forma mais abrangente, observando as dores do mundo.

Talvez esse seja um dos principais motivos para que eu, conscientemente, não queira me tornar rico financeiramente.

O vídeo abaixo fala sobre a empatia de forma bem melhor do que eu. Recomendo fortemente que você o assista!

Quanto mais crescemos financeiramente, mais somos levados naturalmente a estar inseridos nos mesmos ambientes que as pessoas ricas. Falo isso a partir da minha própria vida. Por um curto período experimentei essa realidade e acontece assim. É um processo tão sutil que nem nos damos conta.

Não quero de forma alguma condenar as pessoas mais ricas, pois conheço várias que ajudam os mais pobres, participam de projetos sociais e são profundamente humildes, mas elas são exceção, infelizmente.

Esta é uma discussão bem mais ampla e complexa do que estou colocando nessas linhas. Existe muitos pontos a serem colocados e analisados. Alguns eu deixarei para outros textos.

Vou falar a seguir sobre o processo transformador do aquietamento na nossa vida.

8) O processo de se aquietar

CPIA_D~1A cada dia eu percebo que quanto mais nos aquietamos, mais nos equilibramos em nossas emoções. Muitas pessoas compram por impulso porque tem dificuldade de parar, respirar fundo, olhar a natureza, ouvir uma música relaxante, ou simplesmente não fazer nada. Estão tão inquietas que gastam suas energias de forma desequilibrada.

O processo de se aquietar nos traz paz e a convicção de que não precisamos de muitas coisas, na realidade precisamos de bem poucas coisas. Bem mais importante que ter coisas é ter o amor dos nossos pais, do namorado(a), marido, esposa, filhos, tios, avós, amigos. Ter gente querida por perto é uma das maiores riquezas que podemos ter na vida.

Tenho buscado cada vez mais estar perto das pessoas que eu amo, elas me ajudam a ser alguém melhor dia após dia. Nos aquietando podemos nutrir relacionamentos mais profundos, e isso nos ajuda a crescermos em amor e consciência.

9) Aumentando o amor próprio e a autoestima

Quando passamos a olhar mais para dentro de nós mesmos nesse processo de aquietamento, já estamos mais alinhados com o processo do autoconhecimento. Parabéns por ter lido até aqui.

O que vou falar agora é simples e ao mesmo tempo incrível. Quando passamos a buscar mais aquilo que é essencial, o simples, as pequenas coisas da vida, sentimos uma paz impressionante.

Essa paz é o cerne para ter mais amor próprio e autoestima. Vou explicar.

Seguindo esse caminho você passa a pensar: “Minha vida é maravilhosa. Tenho grandes riquezas em minha vida, amor de pessoas queridas, ótimos relacionamentos, boa saúde… Eu sou alguém bem melhor do que costumam me tratar no trabalho, na empresa etc”.

Essa é a autoestima que todos nós precisamos desenvolver. Você pensa que seu patrão no trabalho é melhor que você? De jeito nenhum, ele morre de medo de perder seus funcionários, e costuma implantar o medo no ambiente para que você se diminua e não reconheça seu valor.

Você é grande, você é importante, e precisa colocar isso no mais profundo da sua mente.

Diferente do que muitos pensam, quando você se valoriza você passa a se tornar mais humilde. Porque muitas pessoas confundem humildade com humilhação.

Humildade é quando você sabe o seu valor, não se sente superior a ninguém e busca contribuir com a alegria e o bem estar das outras pessoas.

Humilhação é se achar inferior e se deixar dominar pelo patrão, por alguém em uma hierarquia, por um marido ou esposa que desrespeita etc.

Quando você é humilde não se ofende com palavras torpes e que denigrem vindas de quem quer que seja. Você sabe seu valor e tem consciência que as palavras dos outros só refletem o que elas são.

Adquirir essa consciência é LIBERTADOR. Se todos a tivessem, não permitiriam ser massacradas nos seus empregos.

10) A pior de todas as obviedades

rico-pede-esmola-para-o-pobrePara encerrar esse artigo, vou falar sobre a pior de todas as obviedades implantadas na nossa mente. Costumam dizer que os pobres precisam dos ricos, porque são eles os homens que geram empregos, que abrem empresas e dão oportunidades, que sem os ricos a sociedade não iria para frente, a tecnologia não evoluiria como vemos.

Errado! Isso é o que querem que você acredite! A grande verdade é que quem sustenta toda a nossa sociedade são os mais pobres, eles são a força de trabalho e fazem os serviços que os ricos não querem fazer porque cansa e dispende grande energia vital.

Eles tomam água de coco enquanto mandam alguém aparar o jardim, limpar suas casas, preparar suas refeições, fazer a parte chata dos trabalhos, como resolver papeladas de clientes, entregar documentos etc. etc.

Se os mais pobres tivessem a OUSADIA de dizer: “Não vou! Não vou contribuir com isso! Vou atrás de ganhar meu dinheiro do meu jeito…”.

O que aconteceria? Os grandes empresários teriam que fazer eles mesmos os trabalhos pesados, e deixariam de lucrar milhões, talvez bilhões com suas empresas.

Essa mudança, que requer acima de tudo, CORAGEM, muita coragem, pode ajudar a nossa sociedade a ter mais igualdade.

Nessa hora é impossível não me lembrar de uma das frases que mudou a minha vida, uma frase do querido Mahatma Gandhi.

“Não é preciso derrubar o opressor, basta parar de colaborar com ele.”

Se você tiver a coragem de seguir o seu coração e deixar de enriquecer os inúmeros sanguessugas que vivem em nossa sociedade, viveremos em um país com mais igualdade social.

Tudo que estou falando aqui é muito simples e já dito de outras maneiras por muitas pessoas. Porém, poucos são os corajosos que DECIDEM romper com esse sistema cruel, que faz questão de nos alienar.

Este é o primeiro de alguns artigos que pretendo escrever para levar meus queridos leitores a sentirem mais liberdade.

Esta é a palavra número um entre o que desejo para mim, e desejo levar essa perspectiva para mais e mais pessoas.

Mais uma vez repito. Estou escrevendo a partir da minha vida, pensamentos e escolhas. Assim como sou livre para viver da forma como coloquei, você tem todo o direito de discordar e viver à sua forma…

Para refletir mais aprofundadamente sobre isso, compartilho dois vídeos que me ajudaram muito na escrita deste artigo…

Paz e luz…


3 Comentários

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3 Respostas para “A principal engrenagem da nossa sociedade

  1. Diego Garcia.

    Caro Isaias meu irmão, esse final de texto provoca tremor no sistema, que robotiza o ser humano para seus interesses e o sistema educacional é um dos motores dessa ”Matrix”.Meu caro não estou conseguindo entrar no meu facebook desde domingo retrasado, ainda não sei por que, mas vejo os posts pelo hotmail e vi o seu, por isso estou passando aqui pra avisar que por isso não havia respondido.Forte abraço e por enquanto lhe acompanho por aqui até resolver o problema.

    • Obrigado Diego! Que bom que você gostou do artigo. Eu fui muito sincero ao falar sobre minha vida sem reservas. Acredito que desta forma conseguirei atingir as pessoas mais abertas a acolherem a mensagem.
      Abraço e sucesso meu amigo!

  2. jhoana Calai

    ¨¨Não é preciso derrubar o agressor basta parar de colaborar com ele¨ muito bom texto.

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