Arquivo do mês: dezembro 2014

Deus e o fazendeiro

Por Isaias Costa

trigoOutro dia eu li uma parábola muito profunda em um livro chamado “O homem que amava as gaivotas”, do místico oriental Osho, que me fez refletir sobre a importância das adversidades e dificuldades na nossa vida.

Era uma vez um fazendeiro que, após uma colheita ruim, reclamou: ‘Se Deus me desse o controle do clima do clima, tudo seria melhor, pois parece que ele não entende muito de agricultura.’”

Isso é verdade! Ninguém jamais ouviu dizer que Deus é um fazendeiro – como ele poderia saber?

O Senhor disse a ele: ‘Durante um ano eu lhe darei o controle do clima; peça o que você quiser, e seu desejo será concedido.”

Antigamente, Deus costumava fazer isso. Depois ele se cansou…

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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Um bom ambiente pode transformar a sua vida

Por Isaias Costa

7845212368_2258251189_bUm dos textos que escrevi logo no início do blog, quando ainda estava fazendo mestrado, falava sobre as pessoas e lugares kriptonitas.

Nele, fiz uma analogia com a atuação da kriptonita sobre o Super-man. Sabemos bem que ele perde todas as suas forças quando em contato com ela.

Da mesma forma acontece com relação a certas pessoas e ambientes. Para os que ainda não leram, segue o link abaixo:

Pessoas e lugares kriptonitas

Nós somos um corpo de energia. Somos seres espirituais e sentimos a energia presente em tudo ao nosso redor. Quanto mais sensível for uma pessoa, mais ela sentirá essa energia que está contida em tudo.

Quero compartilhar um texto muito sábio do iogue indiano Paramahansa Yogananda para nos fazer refletir sobre o poder de um bom ambiente sobre a nossa vida e nosso sentimento de paz, e farei um breve comentário a partir dele.

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Vida simples e pensamento elevado devem ser a meta. Aprenda a levar em você todas as condições da felicidade, meditando e sintonizando a consciência com as influências externas. Seja qual for o ambiente, não permita que sua paz interior seja afetada por ele. Analise-se, torne-se o que você deve e quer ser. Raramente as pessoas aprendem o verdadeiro autodomínio, fazem coisas que prejudicam seu bem-estar maior e pensam estar sendo felizes; mas não são. Ser capaz de fazer as coisas quando e porque devem ser feitas, e recusar-se a fazer o que sabe que é prejudicial – eis as chaves do sucesso e da felicidade verdadeira.

Não mantenha a mente ocupada com muitas atividades. Analise o que ganha com elas e veja se são realmente importantes. Não desperdice tempo. Ler um bom livro é muito mais útil do que ver filmes. Costumo dizer: “Se você lê durante uma hora, escreva em seu diário espiritual durante duas horas; se escreve durante duas horas, pense durante três horas; se pensa durante três horas, medite todo o tempo”. Onde quer que eu vá, mantenho a mente continuamente na paz da alma. Você também deve sempre apontar a agulha da atenção para o polo norte da alegria espiritual. Então, ninguém poderá jamais perturbar seu equilíbrio.

Lembre-se disto: se cada novo dia não encontrá-lo melhor do que no dia anterior, você está regredindo – em saúde, paz mental e alegria da alma. Por quê? Porque não exerce controle suficiente sobre suas ações. Você mesmo criou seus hábitos e você mesmo pode mudá-los. Se tem pensado de maneira errada, tome a decisão de andar em boas companhias, estudar e meditar. Uma mudança de companhia pode fazer grande diferença. A influência mais forte na vida, ainda mais forte que a força de vontade, é o ambiente. Modifique-o, se necessário. Enquanto não for mentalmente forte, nunca será o que deseja ser sem um bom ambiente para ajudá-lo. Quando encontrar dificuldade em modificar-se para melhor, companheiros espirituais e outras influências inspiradoras serão essenciais.

A auto-análise também é essencial para ajudá-lo a aprimorar-se. Se puder analisar-se corajosamente, será capaz de suportar, sem pestanejar, uma análise crítica feita pelos outros.

Aqueles que gostam de falar dos defeitos alheios são abutres humanos. Já existe maldade demais no mundo. Não fale mal, não pense mal e não faça mal. Seja como a rosa, exalando para todos o doce aroma da bondade da alma. Faça todos sentirem que você é um amigo, que está pronto a ajudar, não a destruir. Se quiser ser bom, analise-se e desenvolva as virtudes que existem em você. Expulse a ideia de que o mal faz parte de sua natureza e ele se irá. Faça os outros sentirem que você é uma imagem de Deus, não pelas palavras, mas pelo comportamento. Enfatize a luz e não existirá mais escuridão. Estude, medite e faça o bem aos outros.

Paramahansa Yogananda

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Posso falar sobre isso com conhecimento de causa, pois já vivi na pele o que ele está falando nesse lindo texto. Desejo que você preste muita atenção nestas palavras.

Já falei aqui inúmeras vezes que fiz Bacharelado em Física, mas não me sentia nem um pouco feliz no curso que fazia, por causa do ambiente e das pessoas.

Passei e continuo passando por um intenso processo de autoconhecimento, e esse caminho que estou trilhando há vários anos foi naturalmente me levando a ambientes cada vez melhores e favorecedores do meu crescimento humano.

A dica que o Yogananda nos dá é preciosíssima, e aproveito para esclarecê-la ainda mais.

Quando você está em um ambiente que não favoresse o seu crescimento, você tem o poder de ESCOLHA para mudar de ambiente, para um que se sinta melhor.

Ao fazer isso acontece algo incrível, você vai fortalecendo a sua interioridade, é como se fosse uma vacina fortalecedora do sistema imunológico. Pouco a pouco seu sistema imunológico chamado interioridade, vai se tornando mais e mais equilibrado e harmonizado.

É por isso que ele nos diz: “Enquanto não for mentalmente forte, nunca será o que deseja ser sem um bom ambiente para ajudá-lo. Quando encontrar dificuldade em modificar-se para melhor, companheiros espirituais e outras influências inspiradoras serão essenciais”.

Percebe a importância da espiritualidade? Ela é a chave para tomar atitudes mais acertadas, para adentrar em ambientes melhores e com pessoas melhores.

Busque companheiros espirituais! Eles são muito importantes na nossa vida, pois nos levam a encontrar o ouro presente em nossa interioridade.

Nos meus caminhos e mudanças, encontrei seres humanos profundamente espiritualizados, que ainda hoje fazem parte da minha vida e me ajudam a crescer como ser humano.

Hoje, posso dizer que tenho uma mente um pouco mais fortalecida. Se eu adentro em um ambiente com pessoas de difícil convívio, já não me abalo como antes. Estou aos poucos levando a luz da minha interioridade para esses ambientes também.

Mas lembre-se, a mudança nunca acontece no ambiente, acontece sempre na gente, mudando a nós, mudamos nossa perspectiva do mundo, das pessoas e dos ambientes, e tudo passa a se tornar mais luminoso, mais harmonioso, mesmo que o ambiente não favoreça isso.

Enfim! Reflita sobre essas palavras. Busque o autoconhecimento, busque elevar o seu pensamento, utilizar bem o seu tempo com atividades que elevem o seu espírito e busque companhias mais espirituais.

Fazendo isso, não tenho dúvidas que sua vida dará um maravilhoso salto de qualidade, e você provavelmente lembrará desse texto dizendo: “Não é que ele tinha razão!!”

Muita paz e luz na sua vida!

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O pescador de palavras

Por Isaias Costa

Quero compartilhar com os leitores um curtametragem que achei muito bonito e bem produzido. Ele se chama “A língua das coisas”, e foi inspirado em um dos livros do mestre Manoel de Barros, esse poeta incrível que nos deixou esse ano. Abaixo está o link e em seguida uma breve reflexão a partir dele.

O que mais me encantou nesse vídeo foi a sabedoria do avô do menino Lucas. Um pescador com pouquíssimo conhecimento, mas um coração repleto de amor e poesia.

Ele se dizia um “pescador de palavras” e as dava para seu querido neto com muito amor. Em suas vidas simples não lhes faltava nada e o Lucas ia crescendo em sabedoria juntamente com seu avô.

Até que a filha do senhor o leva para a cidade, para estudar formalmente na escola, onde tem muita dificuldade.

Quando a professora lhe pede para escrever, ele escreve pela linguagem das coisas. Por desenhos, sua mente inventava grandes estórias que cabiam numa pequena folha de papel. Somente uma alma sábia para compreender tamanha beleza em rabiscos infantis cheios de significado.

Nos falta abrir nosso coração para enxergar a eloquência presente na arte infantil. As escolas têm transformado verdadeiros artistas em máquinas voltadas para o mercado de trabalho.

Um curtametragem como esse pode resgatar esse encanto e nos fazer refletir que isso precisa ser mudado e logo, se não quisermos ter uma juventude cada vez com menos sentido para a vida e sem entusiasmo.

Outro ponto que achei muito bonito é a ligação que havia entre o Lucas e seu avô. Eles eram profundamente conectados, tanto que se comunicavam através do mar, das aves no céu, da beleza das plantas… E quando ele faleceu, o menino sentiu na hora.

O nome disso é INTUIÇÃO. Ela liga almas que se amam através do coração, e esse sentimento que o Lucas teve, todos nós podemos ter. Não sentimos porque nos intoxicamos pelos nossos pensamentos. Deixamos que o intelecto domine todos os aspectos da nossa vida. Dessa forma não existe poesia, pois poesia se liga ao coração, não ao intelecto.

É por isso que nossos poetas normalmente não são admirados e os livros de poesia são os menos vendidos, pois vivemos em uma sociedade do consumo, do trabalho escravizantes, do intelecto e da tecnologia.

Sonho em viver numa sociedade que resgate nossa essência. Um dia ela já foi parecida com a do menino Lucas e seu avô, mas no meio do caminho, se deixou seduzir pelas luzes ofuscantes do consumismo e do intelecto.

Que essa breve reflexão faça você se voltar um pouquinho mais para o seu coração. Jogue mais luz sobre ele, e essa luz vem através do que é simples: a luz da lua, de um curtametragem como esse, um abraço e beijo de quem se ame, uma senhora simples que passa por você desejando bom dia com um enorme sorriso no rosto, uma árvore florida com sua bela sombra para se abrigar etc. etc.

Ilumine o seu coração com a beleza da simplicidade. Assim você se tornará também um pescador de palavras…

womanfishingheart

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A alegria de abrir mão

Por Isaias Costa

abrir mão“A nossa vida passa muito depressa”! Ouvimos ou lemos essa frase quase todos os dias. Mas por que será que é tão difícil compreendê-la?

Você já pensou com carinho e atenção nesta frase? O que ela têm para nos dizer? Muito! Muito mesmo.

Já escrevi em outro texto que nos tornamos pessoas cada vez mais ricas quanto mais coisas deixamos para trás. Ou seja, quanto mais nos desapegamos e quanto mais nos tornamos servidores, mais nossa vida se enriquece. Se você ainda não o leu, deixo o link abaixo:

Como se mede a riqueza de um homem?

Há um certo tempo estava pensando em escrever sobre a alegria de abrir mão, mas ainda não tinha a devida inspiração. Ela me veio hoje, neste texto que você está lendo agora.

Tomei como inspiração as sábias palavras do mestre Eckhart Tolle, do seu livro “O poder do agora”. Leia com bastante atenção:

Um outro aspecto do sofrimento emocional é uma profunda sensação de falta, de incompletude, de não se sentir inteiro. Em algumas pessoas isso é consciente, em outras, não. Quando está consciente, a pessoa tem uma sensação inquietante de que não é respeitada ou boa o bastante. Na forma inconsciente, essa sensação se manifesta indiretamente como um anseio, uma necessidade ou uma carência intensa.

Em ambos os casos, as pessoas podem acabar buscando compulsivamente uma forma de gratificar o ego e preencher o buraco que sentem por dentro. Assim, empenham-se em possuir propriedades, dinheiro, sucesso, poder, reconhecimento ou um relacionamento especial, para se sentirem melhor e mais completas. Porém, mesmo quando conseguem todas essas coisas, percebem que o buraco ainda está ali e não tem fundo. As pessoas vêem, então, que estão realmente em apuros, porque não podem mais se enganar. Na verdade, elas continuam tentando agir como antes, mas isso se torna cada vez mais difícil.

Enquanto o ego dirige a nossa vida, não conseguimos nos sentir à vontade, em paz ou completos, exceto por breves períodos, quando acabamos de ter um desejo satisfeito. O ego precisa de alimento e proteção o tempo todo. Tem necessidade de se identificar com coisas externas, como propriedades, status social, trabalho, educação, aparência física, habilidades especiais, relacionamentos, história pessoal e familiar, ideais políticos e crenças religiosas. Só que nada disso é você.

Levou um susto? Ou sentiu um enorme alívio? Mais cedo ou mais tarde, você vai ter que abrir mão de todas essas coisas. Pode ser difícil de acreditar, e eu não estou aqui pedindo a você que acredite que a sua identidade não está em nenhuma dessas coisas. Você vai conhecer por si mesmo a verdade, lá no fim, quando sentir a morte se aproximar. Morte significa um despojar-se de tudo o que não é você. O segredo da vida é “morrer antes que você morra” – e descobrir que não existe morte. ”

Eckhart Tolle

Essas palavras são muito profundas. Ele está nos falando que quanto mais abrimos mão, menos o EGO tem influência sobre nós. E quanto menos influência o ego tem sobre nós, mais presentes estamos, e consequentemente mais felizes e serenos.

Abrir mão é algo que pouquíssimas pessoas fazem, porque o nosso ego quer estar no comando o tempo todo. Queremos ter sempre um bela imagem para mostrar aos outros. E infelizmente, quanto mais rica financeiramente for uma pessoa, mais difícil conseguir entender o que eu e o querido mestre Eckhart estamos querendo transmitir, por causa da dimensão do apego ao material.

Sabe por que muitas pessoas não querem saber nada sobre esses assuntos? Por causa do MEDO. Esse tema é pesado. Ele envolve nossos medos, nossas escolhas, e obviamente, a MORTE.

Todos nós sabemos muito bem que ao partirmos deste mundo não levamos coisas, não levamos um carrão importado nem nosso dinheiro conquistado com anos de trabalho duro. Não levamos nada disso. Só levamos um corpo que desfaleceu para o caixão.

De tudo isso! O que fica? Só fica aquilo que construímos através do amor, do carinho, da amizade, do afeto.

Isso é o que fica!

É por essas e outras que tantas pessoas sentem uma angústia terrível quando a morte vai se aproximando, porque sabem que deixaram grandes lacunas no meio da estrada. Sabem que deveriam ter amado mais, chorado mais, complicado menos e trabalhado menos, como diriam os Titãs. Inclusive foi feita uma pesquisa com várias pessoas e publicaram um artigo que dizia os 5 maiores arrependimentos das pessoas em seus leitos de morte, e todos eles estavam ligados ao amor, a amizade, a utilização do tempo livre e de lazer etc. Você pode ler esse belo texto clicando [aqui].

Mas aí já é muito tarde, exatamente porque o tempo não volta e a vida passa depressa demais. Está vendo só? Voltei a frase inicial do texto

A vida meus amigos! Devemos cuidar dela com carinho. O maior de todos os objetivos da nossa vida é aprender a amar. Escrevo isso quase diariamente para lhe fazer refletir sobre o essencial, sobre aquilo que é invisível aos olhos e preenche o nosso coração.

Preencha o seu coração com amor! Preencha a sua vida com amor!…

Quando sentir a morte se aproximando, sei que vou me perguntar: Quanto amor recebi na vida? Como reparti o meu amor? Quem me amou? A quem valorizei? Em que vidas eu causei impacto? A minha vida fez diferença para alguém? Que serviço prestei ao mundo? Tenho certeza de que minha única preocupação será: terei ou não preenchido minha vida com amor?

Richard Carlson

Você não precisa correr atrás do sucesso absoluto, dos 10 passos para ser um vencedor, da receita mágica para ser um milionário. Você não precisa se tornar o homem mais rico da Babilônia. Não precisa imitar o “Pai rico, Pai pobre” para ter sua empresa e faturar milhões. Calma!

Você só precisa ser você! Ser você. Só isso. Nós só aprendemos a ser nós mesmos mergulhando na nossa interioridade, e não lendo os 10 passos disso ou daquilo. Isso é bobeira! É distração! São meios de lhe afastar da sua essência.

Portanto! Busque abrir mão. Aprenda que abrir mão é uma verdadeira dádiva divina. Não se cobre demais. Não queira “abarcar o mundo com as pernas”. Lembra o que Jesus nos disse? “Para cada dia as suas dores…”.

Não se sufoque pensando demais no amanhã. Talvez ele não chegue da forma que você gostaria, e na pior das hipóteses, pode nem mesmo chegar. Então pra quê tanta PRÉ-OCUPAÇÃO?

Pense sobre isso! Tudo bem? Essa reflexão é muito profunda e importante.

Para concluir, compartilho um vídeo que me ajudou na inspiração para escrever esse texto. Ouça com atenção e procure acolher o que o Flávio Siqueira está buscando transmitir nele…

Cabe a nós aprendermos a morrer. A abrirmos mão daquilo que a gente considera nosso maior bem, nosso maior patrimônio, nossa maior virtude. Um dia, tudo isso passa, nossa intelectualidade, nossa sabedoria, nossa inteligência, nosso dinheiro, nossa reputação. Tudo isso termina! O que sobra é aquilo que nós construimos dentro da gente. Aquilo que se tranformou em consciência, em pacificação, em olhar, em perspectiva de vida, em simplicidade, em capacidade de amar”.

Flávio Siqueira

 

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O seu pedaço de carvão

Por Isaias Costa

FC37EHoje vou fazer uma pequena reflexão a respeito da amizade, da liderança e dos talentos individuais, a partir de uma belíssima história que li outro dia, de autoria desconhecida.

Um membro de determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, deixou de participar de suas atividades, sem nenhum aviso.

Após algumas semanas, o líder do grupo decidiu visitá-lo.Era uma noite muito fria.

O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.

O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam.

Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formavam e cuidadosamente selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, e empurrou-a para o lado.

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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O que é ter uma vida simples?

Por Isaias Costa

Esses dias assisti a um vídeo incrível do filósofo brasileiro Mario Sergio Cortella, no qual ele falava sobre os fundamentos de uma vida simples. O vídeo segue abaixo:

Primeiro ele fala que uma vida simples não é uma vida simplória, uma vida com carências. Eu tenho uma vida simples quando retiro tudo aquilo que é inútil e busco o essencial. Isso é libertador meus amigos! Tenho buscado essa vida simples. Buscando a abundância dentro daquilo que pode encher o coração de alegria e felicidade.

Eu amo a palavra ABUNDÂNCIA. Quero ter na vida abundância de amor, de afeto, de amizades sinceras, de saúde… Essas são as bases para se ter uma vida verdadeiramente rica e é disso que o Cortella está falando nesse vídeo. Hoje em dia, existem famílias com duas casas na cidade, uma casa na praia e outra na serra, cada uma com um ou dois carros na garagem. Com recursos de toda natureza e extremamente infelizes. O que explica esse fenômeno cada vez mais frequente? É o distanciamento do simples.

Já falei algumas vezes por aqui! Existem pessoas muito ricas financeiramente e são simples, porque elas partilham o que tem, elas repartem o que tem, e outras pessoas com menos recursos passam a ter uma vida com mais alegria, conforto e saúde. Já reparou que as pessoas que se doam têm tudo e nunca lhes falta nada? Porque isso é uma lei. Não esqueça! É uma lei, do dar e receber. O que dou, eu recebo, de uma forma ou de outra. Tomo por mim. Esse trabalho voluntário com o blog só me fez enriquecer mais e mais a minha vida. Não financeiramente, mas em uma dimensão que fica difícil de dizer em palavras.

Fiz amizades incríveis e me aproximei de pessoas que cada vez mais me ajudam no meu processo de autoconhecimento. Não há dinheiro no mundo que pague isso!

O que é ter uma vida simples? A definição que ele dá é excelente: “É aquela que tem suficiência de recursos para a gente viver, para prover o futuro e para repartir o que tem”. Ele leva esse conceito para a sociedade. Ela é dividida e não repartida. Não tenho a mínima dúvida que se nossa cultura e ideais de vida fossem voltados para este repartir, toda a fome do mundo seria absolutamente irradicada, teríamos uma vida mais feliz e realizada e o número de pessoas doentes reduziria drasticamente.

Estamos nos aproximando do natal. Quero lhe levar a refletir sobre isso. Tenho certeza que você tem muito o que partilhar. Não precisa ser dinheiro em si. Pode ser as roupas que você não usa há um tempão, os brinquedos dos seus filhos que estão pegando poeira, os calçados que você está achando um pouco velho e quer trocar, os livros que já leu há séculos e está lá na estante clamando para serem lidos por outra pessoa etc. etc.

Busque esta mesa de natal farta que o Cortella nos fala. O que é uma mesa de natal farta? É aquela que você tem com quem repartir. É aquela na qual você está bem pertinho das pessoas que você mais ama na vida, feliz por mais um ano que chega ao fim.

Por fim ele fala sobre a diferença entre fundamental e essencial. O fundamental leva ao essencial. Adorei suas palavras e aproveito para aprofundar ainda mais com minha perpectiva. O fundamental carrega em si o equilíbrio.

fundamental = equilíbrio = essencial

O fundamental é ter um bom emprego, sem ser um escravo dele. É ter dinheiro, mas não fazer dele o senhor da sua vida. É ter um bom relacionamento sem se tornar dependente dele. É ter uma boa saúde e um corpo saudável sem se tornar extremamente vaidoso e escravo da estética. É ter bons amigos sem ser um aproveitador ou carente…

Percebe a dimensão do equilíbrio nisso tudo? Isso é o fundamental, que quando buscado de forma correta leva naturalmente ao essencial. Pense sobre isso e leve essa perspectiva mais apurada para o seu ano de 2015. Desejo de coração a você uma vida verdadeiramente simples e rica!… vida-simples-e-feliz-630x418

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Bem-aventurados os mansos porque herdarão a Terra

Por Isaias Costa

voce-e-manso-de-coracaoHá uma passagem da bíblia sagrada que só ela em si tem conteúdo suficiente para se escrever livros e livros. Trata-se da passagem do sermão da montanha, na qual Jesus fala sobre as bem-aventuranças.

Farei uma breve reflexão a partir da bem-aventurança que é título desse texto, e tomando por base as sábias palavras do escritor e mestre espiritual Eckhart Tolle.

Através da entrega, a energia espiritual penetra nesse mundo. Ela não gera sofrimento para você, para outros seres humanos ou para qualquer outra forma de vida no planeta. Ao contrário da energia da mente, ela não polui a terra e não está sujeita à lei das polaridades, que diz que nada pode existir sem o seu oposto e que não pode haver o bem sem o mal. Aqueles que continuam dominados pela mente – a grande maioria da população – não percebem a existência da energia espiritual. Ela pertence a uma outra ordem e vai criar um mundo diferente quando um número suficiente de seres humanos entrar no estado de entrega e se tornar totalmente livre da negatividade. Se a Terra sobreviver, essa será a energia daqueles que a habitarem.

Jesus se referiu a essa energia quando proferiu seu famoso e profético Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os mansos porque herdarão a Terra”. É uma presença silenciosa mas intensa, que dissolve os padrões inconscientes da mente. Eles podem até permanecer ativos por um tempo, mas não vão mais governar a sua vida. As condições externas, que apresentavam uma resistência, também tendem a mudar ou a se dissolver através da entrega. Essa energia é um poderoso agente transformador de situações e de pessoas. Caso as condições não mudem imediatamente, a sua aceitação do Agora permite que você se coloque acima delas. De qualquer forma, você está livre.”

Eckhart Tolle

Nestas palavras, ele vem falar sobre as pessoas que buscam incessantemente a espiritualidade e a paz. O destino daqueles que buscam essa paz interior é uma alegria, uma satisfação, uma presença, um sentido para a vida muito mais pleno.

Ele está nos levando a refletir sobre a vivência do hoje, do agora, do momento presente.

Tem se tornado até mesmo um cliquê as pessoas dizerem: “Viva o hoje. Viva o agora…”. Mas afinal de contas? O que isso significa? Não é algo tão simples como muito dizem por aí, mas também não é tão complicado.

Viver o hoje é buscar essa mansidão ensinada pelo mestre Jesus, buscar a pacificação através do aquietamento e da busca espiritual.

É exatamente por isso que digo não ser tão simples, porque a maior parte das pessoas está vivendo de maneira tão alucinada, tão distraída, tão mesquinha, tão ensimesmada, tão materialista, que esse ensinamento pode mesmo parecer utópico.

Quero convidar você a, neste exato momento, parar, respirar fundo. Faça isso! Respire! Se aquiete!

Isso fez bem? Esse é o ensinamento de Jesus. Que para os mansos é tão simples como o cantar dos passarinhos, a chuva que cai pela manhã, a natureza e sua beleza etc.

Há uma beleza e uma profundidade infinita nas palavras: “Bem-aventurados os mansos porque herdarão a Terra…”.

Jesus viveu entre nós há mais de 2 mil anos, mas ele já sabia que a humanidade estava caminhando a passos largos em direção ao precipício. Jesus era um verdadeiro profeta, um mestre extremamente iluminado e sábio.

Nos dias atuais, é possível vermos claramente que uma imensa maioria das pessoas está mais voltada para o materialismo, para o crescimento puramente material, financeiro, pensam em ostentação, em grandes coisas, em uma reputação inabalável, em ter um currículo exemplar e admirável, em ter uma poupança gorda para ter uma boa aposentadoria etc. etc.

Tudo isso é bom, mas está neste mundo, não faz parte do mundo espiritual. Pouquíssimas pessoas buscam o caminho do meio, não ser nem tanto espirituais, nem tanto materialistas.

Os que Jesus chama de mansos e humildes de coração são estas, que infelizmente, são uma minoria muito, mas muito reduzida mesmo. Inclusive digo a você sem medo nem receio. Não sou também um destes que Jesus chama de manso. Tenho consciência disso, ainda não atingi esse equilíbrio no caminho do meio que ele nos ensinou com uma perfeição tão incrível quanto o mestre Buda.

Porém, tendo consciência desta minha limitação, estou me trabalhando para também me tornar manso. Não é fácil, mas é possível.

A maior parte das pessoas trata essa passagem bíblica e tantas outras com uma superficialidade que beira o absurdo.

Tenha convicção de uma coisa! Nenhuma das palavras proferidas por Jesus pode ser analisada com superficialidade, pois se for feito assim, não causará nenhuma mudança efetiva na vida de ninguém. É por isso que não canso de repetir que existem pouquíssimos cristãos verdadeiros no nosso mundo.

Enfim! O planeta terra infelizmente tem caminhado em direção ao precipício e existe uma forma de reverter essa tendência. A única forma é se voltando para dentro, para o nosso coração. A mudança tem que acontecer no nível do mais profundo do nosso ser.

Mudando nossa mentalidade, pouco a pouco essa mudança se estenderá para a sociedade como um todo.

Portanto! Aquiete o seu coração! Busque a luz divina presente dentro de você e pouco a pouco perceberá, sentirá que essa mudança na realidade é simples. Com um coração pacificado, vivendo o aqui e agora, tudo se tornará mais simples.

Paz e luz…

  • Breve áudio com reflexão a partir desse texto 

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Uma visão espiritual do desapego

Por Isaias Costa

desapegoO apego é um dos sentimentos que mais nos afasta da nossa essência. Ele tem uma relação muito intensa com o medo e com o nosso ego. Já falei um pouco sobre o apego neste blog, porém, numa interpretação mais voltada para os relacionamentos, que você pode ler nestes links abaixo:

A importância do desapego

O campo magnético dos apegados

Quero compartilhar um texto muito interessante que trata o apego sob um ponto de vista mais espiritual, cuja autoria me é desconhecida, mas ao final está a fonte de onde foi lido.

Que você leia com bastante atenção e extraia bons ensinamentos das mensagens sábias do Zen Budismo…

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O desapego é um dos mais importantes ensinamentos budistas.

Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Ficamos com raiva, preocupados, tornamo-nos ávidos, fazemos queixas infundadas e temos todos os tipos de complexos. Todas estas causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se tem algum problema ou preocupação, examine-se a si mesmo e descobrirá que a causa é o apego.

Existe uma famosa história zen sobre um mestre e seu discípulo. Os dois estavam a caminho da aldeia vizinha quando chegaram a um rio agitado e viram na margem, uma bela moça tentando atravessá-lo. O mestre zen ofereceu-lhe ajuda e, erguendo-a nos braços, levou-a até a outra margem. E depois cada qual seguiu seu caminho. Mas o discípulo ficou bastante perturbado, pois o mestre sempre lhe ensinara que um monge nunca se deve  aproximar de uma mulher, nunca deve tocar uma mulher. O discípulo pensou e repensou o assunto; por fim, ao voltarem para o templo, não conseguiu mais conter-se e disse ao mestre:

— Mestre, o senhor ensina-me dia após dia a nunca tocar uma mulher e, apesar disso, o senhor pegou aquela bela moça nos braços e atravessou o rio com ela.

— Tolo – respondeu o mestre – Eu deixei a moça na outra margem do rio. Tu é que ainda a carregas.

Desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga. Não devemos tornar-nos indiferentes aos problemas da vida. Não devemos fugir da vida; não se pode fugir dela quando somos sinceros.

O desapego, como sabemos, não é uma rejeição, mas uma liberdade que prevalece quando deixamos de nos atar às causas do sofrimento. Num estado de paz interior, com conhecimento lúcido de como funciona a nossa mente. Matthieu Ricard

A vida e os seus problemas devem ser encarados e enfrentados de frente, mas não são coisas às quais devamos nos apegar. É verdade que o dinheiro tem a sua importância, mas a pessoa que se apega a ele torna-se avarenta e escrava do dinheiro. É muito fácil apegarmo-nos à nossa beleza, às nossas aptidões ou às nossas posses, e assim sentirmo-nos superiores aos outros. É igualmente fácil apegarmo-nos à nossa falta de beleza, à nossa falta de aptidões ou à nossa pobreza, e assim sentirmo-nos inferiores aos outros. O apego às condições favoráveis leva à avidez e ao falso optimismo, enquanto que o apego às condições desfavoráveis leva ao ressentimento e ao pessimismo. Sem dúvida, o nosso apego às coisas, condições, sentimentos e ideias é muito mais problemático do que imaginamos.

Quando adoecemos, chegamos até mesmo a apegarmo-nos à doença. É melhor não fazermos isso. Todas as doenças serão curadas, excepto uma, que é a morte. Quando estiver doente, aceite a doença e faça o possível para se recuperar. Aceite a doença e a transcenda… ou melhor, aceite-transcendendo. A vida é mutável; todas as coisas são mutáveis; todas as condições são mutáveis. Por isso, “deixe ir” as coisas. Todos os abusos, a raiva, a censura – deixe que venham e que se vão. Tudo o que fazemos, devemos fazer com sinceridade, com honestidade e com todas as nossas forças; e uma vez feito, feito está.

Não nos apeguemos a ele. Muitas pessoas apegam-se ao passado ou ao futuro, negligenciando o importante presente. Devemos viver o melhor “agora”, com plena responsabilidade. Quando o sol brilha, desfrute-o; quando a chuva cai, desfrute-a. Todas as coisas nesta vida – deixe que venham e deixe que se vão. Este é um segredo da vida que nos impede de ficar aborrecidos ou neuróticos.

Buda disse que todas as coisas na vida e no mundo estão em constante mutação; por isso, não se torne apegado a elas.

Desapego é envolvimento e intimidade com as coisas como são.

“Muitas pessoas ouvem essa ideia do desapego e pensam que é uma espécie  de dissociação, mas na verdade desapego é estar aberto a tudo,  uma intimidade e um envolvimento verdadeiros com todas as  coisas. Desapego, assim, seria apenas soltar aquilo que foi “pegado” de início e  mantido “fixo”, como se fosse permanente. Ou como achamos que deveriam  ser. Uma frase do filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, contida no  documentário “Mundos Interiores Mundos Exteriores“, diz que “Se me  dá um nome, me nega“. Neste sentido, até um nome pode significar  apego, negação do que é, e pode significar a tentativa de fixar uma ideia ou um conceito a alguma forma inerentemente impermanente. Deixar de fixar significaria um desapego, neste caso. O próprio “eu” deve ser uma ideia ou conceito a ser investigado – e solto.

Fonte: Desapego

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Escreva o seu próprio livro

Por Isaias Costa

dicas-para-escrever-um-livroEm minha opinião, a mensagem principal que o grande Raul Seixas sempre quis transmitir a todos nós na maior parte das suas músicas é o desejo por LIBERDADE, por “seguir o seu próprio caminho, pra ser feliz de verdade…”, como diria o próprio Raul.

Farei uma breve reflexão a partir de uma de suas músicas pouco conhecida chamada “Todo mundo explica”, cuja letra completa está logo abaixo:

Todo Mundo Explica – Raul Seixas

Não me pergunte: por que?
Quem? Como? Onde? Qual? Quando? O Que?
Deus, Buda, O tudo, O nada, O ocaso,
Como o cosmonauta busca o nado, o nada
Seja lá o que for, já é

Não me obrigue a comer
O seu escreveu não leu
Papai mordeu a cabeça
Do Dr. Sugismundo
Porque sem querer cantou de galo que
Cada cabeça é um mundo Gismundo
Antes de ler o livro que o guru lhe deu
Você tem que escrever o seu

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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