Cada um entende como quer

Por Isaias Costa

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Uma das coisas que estou aprendendo bastante agora que entrei para esse mundo da escrita é com relação ao ENTENDIMENTO. Uma coisa é a mensagem que estou passando, outra coisa é o que a pessoa do outro lado entende ao me ler. É impressionante isso! Eu procuro ao máximo transmitir as minhas ideias de forma simples e direta, mas tenho certeza que existem alguns leitores que não compreendem a mensagem passada. Isso é absolutamente normal e estou convivendo bem com essa realidade.

Outro dia li uma passagem do cartunista e escritor Luciano Pires em que ele falava exatamente sobre isso. Confira…

Os marqueteiros políticos preferem manter as pessoas onde estão, falar sempre a partir de um degrau abaixo, jamais estimular a reflexão. Usam as técnicas maravilhosas do marketing e da comunicação para manter a mediocridade, caso contrário a turma não entende… Essa infantilização não faz bem para a sociedade. Não ajuda a amadurecer os debates. Não estimula ninguém a crescer. E com nosso sistema educacional falido e os meios de comunicação ricos em fórmulas prontas, essa infantilização colabora para que a mediocridade seja não só mantida, mas incentivada.

Seja raso. Não sofistique. Ninguém vai entender. Daí o linguajar infantil, idiota. A apologia da ignorância. E as consequências desdobram-se por todos os segmentos da sociedade.

Afundados na ignorância, incapazes de sair atrás dos estímulos intelectuais, preferimos acreditar nas verdades simplificadas, naquelas soluções milagrosas simples de entender, sabe como é? É quando passamos a interpretar os fatos com base em nosso reduzido repertório. Tiramos nossas conclusões superficiais ou apressadas. Atribuímos essas conclusões que tiramos, a um terceiro e depois atacamos o terceiro por causa da conclusão à qual chegamos…

Repare como é isso, especialmente nas mídias sociais. Esta semana perdi um tempo precioso dialogando com um sujeito que entendeu o que eu não escrevi. E quanto mais eu explicava, mais ele interpretava e queria discussão. Quando finalmente desisti e comentei que eu podia explicar, mas não podia entender por ele, o que para mim quer dizer que ele entende de forma diferente, o cara respondeu:

– Obrigado pela forma carinhosa de me chamar de ignorante.

Percebeu? O que para mim era “você pensa diferente”, para ele era “você é um ignorante”…

Cada um entende como quer. Ou como pode.

Ele foi muito fundo em sua reflexão. A nossa sociedade adora NIVELAR POR BAIXO. Só com essa ideia do nivelar por baixo poderia me estender bastante, porque isso leva a vários pontos relevantes. Mas quero ficar apenas no quesito do entendimento e da cultura. A nossa sociedade é medíocre primeiramente porque não busca o AUTOCONHECIMENTO e o APERFEIÇOAMENTO em todos os sentidos, depois por outros motivos muito relevantes, mas menos que o primeiro.

Sempre que leio sobre a mediocridade das pessoas me vem em mente o filme “Idiocracia”. Eu acho esse filme muito bem bolado e mostra bem a evolução-involução que estamos passando. Recomendo fortemente que você assista. Esse filme é fantástico…

Essa dificuldade no entendimento por muitas pessoas tem uma forte ligação com a falta da busca pelo aperfeiçoamento e não é difícil entender o porquê. Para você se aperfeiçoar em qualquer coisa é preciso DISPÊNDIO DE TEMPO e FORÇA DE VONTADE. É muito mais fácil seguir o caminho da mediocridade e permanecer sempre na mesma.

Não é querendo me gabar ou coisa parecida, mas eu já escutei algumas pessoas me dizerem que poderiam escrever em um blog como eu faço e atualizar quase todos os dias. Eu fico sempre com aquela perguntinha: “Será mesmo?”. Uma coisa é DIZER, e outra coisa é FAZER. Entre dizer e fazer existe um abismo distanciando. Pode parecer fácil, mas não é tão fácil assim estar sempre escrevendo coisas novas. Eu só consigo isso porque leio muito, porque estou sempre buscando novos conhecimentos e lendo coisas diferentes. Isso me inspira a escrever e compartilhar com você agora.

Além disso, tem a questão das conclusões superficiais e apressadas que o Luciano fala. Eu procuro ler bastante para evitar isso, e mesmo lendo bastante, tenho consciência que várias vezes já fiz conclusões superficiais e apressadas. Mas nessas horas eu gosto de ser humilde e reconhecer minha superficialidade. Uma pessoa que me ajuda muito nisso é a minha mãe. Acho que ainda não falei isso aqui, mas em vários dos textos que publico a minha mãe é a revisora, mostrando que aqui ou ali não falei algo claramente, ou fui muito genérico, ou superficial, e faço os devidos aperfeiçoamentos no texto. Percebe como não é algo tão elementar ou trivial?

Enfim! Não vou me estender para deixá-lo com as muitas reflexões que podem ser tiradas desse texto do Luciano Pires. E saiba que a ideia que transmiti com certeza já aconteceu ou vai acontecer com você. Você vai dizer uma coisa e a outra pessoa vai entender algo bem diferente do que você quis transmitir. Aprenda a conviver com isso em paz, assim com eu estou aprendendo…

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