Arquivo do mês: fevereiro 2015

Ninguém vem ao Pai senão por mim

Por Isaias Costa

807331Eu gosto muito quando algum leitor discorda do que eu digo de maneira respeitosa e honesta. Isso me leva a refletir ainda mais profundamente no que quis dizer, para procurar transmitir ainda com mais clareza o meu pensamento.

Uma amiga muito querida que sempre me lê discordou do que disse a respeito de não existir uma religião melhor do que outra. O texto está logo abaixo, caso você não o tenha lido ainda:

Não existe uma religião melhor do que outra

Ela disse mais ou menos assim:

Jesus é o único caminho que leva a Deus, como está escrito na bíblia sagrada: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim.”

Quero ampliar a reflexão a partir destas sábias palavras. Esta minha amiga está certa no que diz, concordo também, porém está não é uma verdade absoluta. Esta é uma verdade de acordo com a bíblia sagrada dos cristãos.

Não é difícil compreender isso. Para os cristãos, Jesus Cristo é o filho de Deus, que veio como missão de salvar a humanidade e nos dar a vida eterna. Ótimo! Perfeito! Esse é o pensamento cristão.

Porém, esse não é o único pensamento, não sendo o único pensamento, também acredito com sinceridade e humildade que Jesus não seja o único caminho que leva a Deus, ao pai, à salvação, à eternidade. Deixo claro que você tem todo o direito de discordar de mim, esse é o meu ponto de vista e você é absolutamente livre para ter o seu.

Respondi a mensagem desta minha amiga levando essa reflexão para um âmbito maior, mais universal, mais global para a humanidade. Respondi seu questionamento desta forma:

O mundo tem 7 bilhões de pessoas. Destas, pelo menos 1 bilhão, principalmente as mais miseráveis da África, nem ao menos sabem quem foi Jesus Cristo. Elas não sabem nem se estarão vivas no dia seguinte, quanto mais quem foi Jesus.


Então? Elas não serão salvas? Não terão a vida eterna? São menos importantes que as pessoas que conhecem Jesus?


Estou falando isso apenas para levantar um questionamento. Jesus foi, provavelmente, o ser humano mais iluminado que habitou o planeta Terra, concordo plenamente, mas ele na sua glória celeste certamente acolherá de coração aberto todos aqueles que fazem o bem, que amam, que acolhem, que servem, que constroem a paz. E isso basta. Não precisa mais do que isso. Isso já é muito, muito mesmo…


Gostaria que pensasse um pouquinho sobre isso! E perceba que em nenhum momento deixei de falar da natureza divina de Jesus, mas lhe levei a pensar neste ponto que é pura espiritualidade.

****

É assim que eu penso! Acredito que Jesus tenha sido o ser mais iluminado que já habitou o planeta Terra. E quero levar você a refletir a partir dos seus próprios ensinamentos.

Ele dizia: “Quem quer me seguir, tome a sua cruz e me siga”. O que isso quer dizer? Que para seguir os passos do mestre Jesus é preciso desprendimento de si mesmo e de tudo aquilo que é passageiro.

Conheço muitas pessoas que se dizem cristãs e são incapazes de ao menos ceder o espaço do ônibus para uma senhora idosa, ou dar um prato de comida a uma pessoa que pede na porta sem ficar com um pensamento julgador de que aquela pessoa é uma “desocupada”, que “tem que trabalhar”. Da mesma forma que tenho excelentes amigos que se dizem ateus e são desprendidos materialmente, doam suas roupas, ajudam quem precisa, não se acham melhores que ninguém, tem um coração acolhedor…

Então? O que Jesus diria? “Tome sua cruz e me siga”. Você está realmente disposto a isso? Se estiver, não se diga cristão agindo de outra forma que não seja como ele ensinou!

As pessoas que vivem na África, rezando para sobreviverem até o dia seguinte sem morrer de fome. Elas, na profunda inanição, a única coisa que podem pensar é em sobreviver.

Uma mãe africana que está morrendo de fome e vê seus filhos desesperados de fome e sede, ela deixa de se alimentar para dar o pouco que tem para eles, pois seu amor é maior que sua própria vida.

Essa mãe, pode nunca ter nem sequer ouvido falar sobre Jesus, mas não será por isso que ela não participará da sua glória.

Um fator que percebo demais entre as religiões é a necessidade de expressar a devoção a ela através das palavras. É comum entre os evangélicos, por exemplo, ouvi-los dizer: “Aceite Jesus como seu único e suficiente salvador! Repita isso em alto e bom som!”. Por quê? Pra quê?

Meus amigos! Muito mais eloquentes do que as palavras, é a nossa própria vida, nossas experiências, nossas escolhas, nossos sentimentos. Isso fala muito mais do que palavras.

Alguém que diga em palavras que se prostra diante de Jesus é menos importante do que a que não diz? E se a que não diz promove a paz por onde for? For alguém que serve, que ama, que se preocupa com os outros? Ela vai para o inferno porque não disse em palavras que Jesus era o caminho, a verdade e a vida?

O amor de Jesus pelas pessoas é infinito, e durante toda a sua vida era apenas isso que queria nos ensinar, a amarmos a nós mesmos e ao próximo.

Palavras são só palavras, o importante é o significado que damos a elas. Esse texto pode ser puramente um monte de palavras escritas em português, mas pode ser bem mais do que isso se você se permitir refletir sobre o que estou abordando aqui.

Todas as religiões sérias nos ensinam a mesma coisa: o amor, a concórdia, a compaixão, a empatia, a benevolência etc. Alguém que seja budista, taoísta, umbandista, xintoísta, confucionista ou qualquer outro “ista” que quiser imaginar… Se cultivar esses valores no dia a dia, também estará cultivando os mesmos ensinamentos de Jesus, entende? E isso é maravilhoso! E isso basta! Precisa mais do que isso?

Gostaria que você pensasse com carinho nestas palavras…

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Uma análise da depressão de Raul Seixas

Por Isaias Costa

raul-seixas-Esse texto é uma espécie de ensaio sobre um tema profundo relacionado ao Raul Seixas e deixo aberto para quem quiser contribuir com alguma ideia, com algo que não falei etc. Fique à vontade para comentar.

Farei uma análise mais profunda sobre a depressão do Raul Seixas. Todos nós sabemos que ele morreu por conta de uma pancreatite aguda, agravada pela diabetes e sem dúvida alguma, também acelerada pelo seu intenso sofrimento existencial e tristeza.

Por que o Raul se deprimiu? São muitas as causas e vou analisar apenas algumas.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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A parábola do escorpião

Por Isaias Costa

escorpiao-amarelo

Uma parábola bastante conhecida e que pode nos ensinar muito a viver de maneira mais plena e consciente é a parábola do escorpião.

 Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio.
O escorpião vinha fazer um pedido:

“Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?”
O sapo respondeu: “Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralizado e vou afundar.”
Disse o escorpião: “Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos.”
Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio.
No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo.
Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: “Por quê? Por quê?”
E o escorpião respondeu: “Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza.”

=> Clique aqui para ler o texto completo.

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Deixar de ser vítima

Por Isaias Costa

o-reforco-da-midia-a-vitimizacao-da-mulher-179576-1Outro dia um li um pequeno texto extremamente direto e profundo que fala sobre o vitimismo, que é o ato de se colocar como vítima nas situações da vida e do cotidiano. Trata-se de um texto do estudante de psicologia Caio Ceratt chamado “Sobre vitimismo”. Quero aproveitar para reforçar o que já falei algumas vezes nesse blog, a mudança de postura, de comportamento, de visão de mundo etc. é algo que vem de dentro para fora.

Enquanto alguém procurar fora a solução daquilo que se resolve por dentro vai sempre quebrar a cara, porque vai estar remando contra a maré da vida. Você quer ser melhor? Não se permita ser uma vítima! As pessoas que se fazem de vítimas são as que demoram mais a amadurecerem e vivem se lamentando por tudo. Vamos fazer parte de outro time, o time das pessoas maduras e conscientes. Espero que a leitura desse excelente texto lhe leve a refletir um pouco sobre essas questões…

Se somos o que cremos, cabe a nós a responsabilidade pela nossa situação atual. Certo? Não sei, mas vamos pensar…

Quando eu busco em algo exterior e intangível (Deus, destino etc.) a causa dos meus males, coloco-me, inevitavelmente, como um fantoche, alguém preso a fios invisíveis que não possui vontade própria.

Mas isso entra em choque com outra crença também intangível: o tal do livre-arbítrio.
Se deus (minúsculo mesmo, pois me refiro genericamente) nós dá o livre arbítrio, a liberdade de ação, por que nos limitaria com tantas determinações do tal destino, karma? Alguns diriam que é para nos testar. Mas se ele é onisciente (sabe de tudo) por que precisaria nos testar? E com qual finalidade? Sadismo?

Creio que não é por aí.

Se eu pensar em deus como uma potência, uma espécie de força universal ao invés do homem de barba branca cristão, o horizonte se amplia.

Uma vez que deus agora é uma força, ela não tem atributos humanos (não julga moralmente, não é sádica, perversa, nem boa, nem má). Uma força que existe, assim como muitas outras forças (conhecidas ou ainda não) para fazer dar certo a existência num todo: biológica, mental e espiritual.

Colocando dessa forma, deus não faz “por nós”, mas “através de nós”. A força sozinha não escolhe nada; mas eu, enquanto agente causador posso ativar ou não essa força em mim, em minha vida. E ela flui sempre de modo a promover a existência em mim, de forma funcional.

Então não posso dizer que sou vítima do destino, ou dos deuses. Sou vítima das minhas escolhas, da minha atitude, daquilo que escolhi como verdade. Opa, coisa boa por aí… Se eu não sou vítima, sou agente. Se eu faço, posso desfazer e até mesmo refazer.

Que bonito, não? Não mesmo (responderia os mais acomodados). Passamos tantos anos aliviados por saber que “Deus escreve certo por linhas tortas” e nos colocamos como meros leitores da vida. Leitores cegos, diga-se de passagem. Pois se realmente observarmos a nossa vida, veríamos como somos negligentes.

Eu posso culpar Deus, meus pais, as pessoas, por eu não conseguir namorar ninguém. Posso culpar a sociedade, reclamar, esbravejar, praguejar todos. Mas também posso parar e pensar o que eu quero para minha vida afetiva, e sabendo qual meu objetivo posso avaliar o que preciso modificar para alcançar essa realização. Isso inclui: tornar-me uma pessoa interessante física, mental e espiritualmente (ou seja, ter um “bom astral”, uma energia bacana).

Obviamente que a segunda alternativa, ser o responsável pela minha mudança dá um pouco mais de trabalho. Mas acredite: vale muito à pena quando os resultados iniciais vão afetando e renovando uma série de outros setores da vida quase sem você perceber.

Deixe de ser vítima. Tome posse da sua vida e realize-se.
Começar só depende de você.

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Nossas pequenas corrupções

Por Isaias Costa

Imagem-Pessoal-e1400616332108O Brasil está passando por um profundo período de crises. Tenho consciência delas, porém evito escrever a respeito por um motivo muito simples. Antes de ver os erros dos outros, eu sempre me olho no espelho e acabo enxergando os muitos erros e defeitos que tenho.

Sabendo deles, não consigo colocar meus dedos no teclado do computador e sair julgando os políticos por corrupção, ou o congresso ou a Dilma Rousseff.

Neste texto quero fazer você refletir a respeito das pequenas corrupções que você pratica no dia a dia. Para embasar esse texto, usarei um exemplo da minha própria vida. Já cometi muitos atos de corrupção e não tenho nenhuma vergonha de admiti-lo, pelo contrário, estou utilizando-os para lapidar o meu caráter, no intuito de que se torne cada vez mais honesto e sincero.

Quem lê meus textos, provavelmente já sabe que sou professor, e uma das minhas fontes de renda é com aulas particulares. Ensino garotos e garotas desde o ensino fundamental até alunos do ensino superior.

Certa vez, no fim do ano de 2013, tive uma experiência que me fez muito mal, fiquei com um enorme peso na minha consciência. Vou explicar como se deu.

Uma jovem me contactou pedindo aulas particulares de Física para sua disciplina da faculdade. Ela fazia Engenharia e levava o curso totalmente na brincadeira. Dei uma aula para ela e no primeiro dia já percebi sua falta de vontade em estudar. Ela queria tudo pronto, tudo caindo do céu. Mas por acaso existe algum conhecimento que cai dos céus na nossa cabeça? Com certeza não, mas era o que ela queria.

Quando chegou o dia da segunda aula ela não quis mais e desconversou. Pensei à princípio que ela não havia gostado da minha aula, então não me importei, porém ela disse que ligaria para mim dentro de uma semana. Concordei e fiquei esperando sua ligação.

Quando ela me ligou pedindo a aula particular, cheguei em sua casa e ela não estava. Apenas seu namorado estava. Então perguntei por ela.

Seu namorado falou que ela estava na prova apenas esperando que eu escrevesse a solução das questões em um papel, batesse foto com o celular e mandasse via internet para ela.

Em outras palavras, ela “colou” a prova inteira e eu fui o seu comparsa.

Voltei para casa me sentindo muito mal mesmo. Sabia que tinha feito uma coisa errada. Um cidadão ético não faz esse tipo de coisa. Conversei com a minha mãe, expliquei a ela o que aconteceu e ela me encorajou a dispensar essa aluna.

E foi o que eu fiz! Quando ela me ligou novamente querendo que fizesse a mesma coisa, disse que não poderia, porque esse tipo de atitude não condiz com meus valores humanos.

Digo sem nenhum medo ou receio. Esse foi, provavelmente, o pior dinheiro que já recebi na vida. Cada centavo gasto me veio com um sentimento ruim de que não deveria tê-lo recebido de uma forma desonesta.

Contei essa história com o objetivo de lhe fazer refletir sobre nossa pequenas corrupções do dia a dia. Essa foi uma corrupção com todas as letras. Para algumas pessoas essa pode ser considerada uma atitude simples, ou no dito popular “bestinha”. Não! Não é mesmo! E se você que me lê agora acha que é bestinha, sinto lhe dizer, a semente da corrupção está bastante implantada no seu coração só esperando uma oportunidade para germinar.

Corrupção é algo que está presente dentro da natureza de todos nós. E o que nos distancia dela? Uma palavra mágica chamada CARÁTER.

Aproveito para compartilhar um dos textos mais lidos deste blog, da educadora Eliana Sousa Sicsú falando sobre a palavra caráter. Se você ainda não o leu, recomendo fortemente. O link segue abaixo.

A palavra caráter

E você? Quantas pequenas corrupções você já cometeu ou quem sabe ainda comete e acha que é algo “bestinha”? Você teria coragem de compartilhá-las nos comentários?

Não precisa comentar! Quero apenas que você reflita sobre isso e antes de culpar o governo, a Dilma ou quem quer que seja, olhe para sua imagem refletida no espelho…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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