DMT: A “Molécula Do Espírito” e a Filosofia. Uma Breve Introdução.

Por Diego Garcia e Isaias Costa

O-peso-da-alma

Olá meus amigos! É com grande alegria e entusiasmo que compartilho o primeiro texto em parceria com meu querido amigo Diego Garcia aqui no blog.

Ele se interessa por diversos assuntos que são similares aos que escrevo  e também escreve em um blog chamado “Recurso Verbal”. Nesse texto que compartilho com vocês ele faz uma viagem sobre um tema instigante relacionado à Neurociência, Filosofia, Física Quântica e Espiritualidade.

Amanhã estarei publicando a segunda parte desse texto com aprofundamentos feitos por ele, e ao final deste compartilho um vídeo super interessante de um médico brasileiro especialista no estudo da Glândula Pineal, o Dr. Sérgio Felipe! Vale muito a pena reservar um pouco mais de uma hora para assistir a esse vídeo repleto de ensinamentos interessantíssimos!

Enfim! Boa viagem a todos vocês!

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Quero lhe propor uma viagem, caso você já tenha sentido e/ou sente que há algo muito maior sobre nossa existência, que nos conecta e dá sentido, além de nascer e flertar intensamente com o INSS, mas nem sabe por onde começar a compreender tudo isso.

Estava eu tomando uma das minhas doses preferidas de qualquer coisa, no primeiro episódio de uma série, Sense 8, quando me deparo com o que chamo de ”epifania  verbal”. Ela ocorre quando uma personagem, Riley, relata que teria tido visões a Nyx, a quem acabara de conhecer e, segundo ele,  ela teria experimentado um momento de “ressonância límbica” ou o efeito de fazer parte de uma “rede eco-biológica sináptica”, que conectaria todos os seres vivos, sendo formada “a partir de uma molécula simples chamada DMT”. O DMT (dimetiltriptamina), em definição superficial, é um poderoso enteógeno ou psicodélico, produzido por plantas e animais assim como no organismo humano.

Se você acha que é muito pra absorver, ficaria impressionado com as conexões que estão por vir e aonde podem chegar, inicialmente pela filosofia. Tales de Mileto, que foi astrônomo e matemático entre outras coisas, definiu o cosmos como sendo um e entendia a alma como algo cinético (em movimento) misturado aos ilimitados universos.

Já Platão, na parte IV do seu livro “República”, concebe o homem como corpo e alma. Enquanto o corpo modifica-se e envelhece, a alma é imutável, eterna e divina. Platão divide a alma em três partes. O lado racional, localizado na cabeça, cujo objetivo é controlar/equilibrar os outros dois e pelo qual adquirimos sabedoria e prudência. O lado irascível, localizado no coração, responsável pelos sentimentos, pelo emocional e com o qual adquirimos coragem. E o terceiro, da concupiscência, que busca satisfazer desejos e o apetite sexual. Platão compara a alma a uma carruagem puxada por dois cavalos, um branco (irascível) e um negro (concupiscível). O corpo humano é a carruagem, e o cocheiro (razão) conduz os cavalos (sentimentos) por meio das rédeas (pensamentos). Assim, cabe ao homem  mediante seus pensamentos saber conduzir seus sentimentos, pois somente assim ele poderá se guiar no caminho do bem e da verdade, buscando sempre o equilíbrio.

O filósofo Descartes, um dos ícones da metafísica, se não o maior, já nos aduzia reflexões sobre a relação alma/corpo e a glândula pineal, que fica no centro do cérebro humano, no qual seria sintetizada a substância DMT pelo que hoje sabemos. De acordo com Descartes, a alma exerce suas funções, mais particularmente, por meio de uma glândula do cérebro: a glândula pineal, órgão intermediário que torna possível a interação entre a alma e o corpo.

Para o filósofo, existem os ‘’espíritos animais’’, que são elementos orgânicos responsáveis pela transmissão de movimentos e sensações, algo equivalente aos impulsos neuroelétricos nos dias de hoje. Isso demonstra o que já sabemos vastamente sobre a relação das substâncias com nossos sentidos, reações, estados de saúde, origem de doenças entre outros. Por exemplo, a serotonina é um neurotransmissor que atua no cérebro regulando o humor, o sono, o apetite, o ritmo cardíaco, a temperatura corporal e a sensibilidade à dor, portanto, seu excesso ou falta irá gerar algo físico. Porém, continuamos sem saber como a alma (imaterial) se comunica com o material, nossa parte física, projetada na glândula pineal.

Por fim, e mais interessante, destaco o conceito mais abrangente, o de ressonância (vibrações de frequências) cuja descoberta atribui-se a Galileu Galilei como resultado de seus estudos sobre pêndulos e cordas musicais, no início do séc. XVII. Então dentro do conceito geral de Galileu estaria o de ressonância límbica lá do início do texto, que tem a ver com nosso sistema límbico, responsável pelos comportamentos instintivos, pelas emoções e pelos impulsos básicos, como sexo, ira, prazer. Essa ressonância seria a capacidade, até onde se sabe específica dos mamíferos, de sentir e entender o que o outro sente, suas manifestações internas ou o que chamamos de alma, algo próximo a empatia (se colocar no lugar do outro, se solidarizar etc.), sendo a ideia central sobre a qual gira a série citada.

Aqui apenas introduzi no campo das teorias o que a ciência já investiga, seja na física quântica ou na neurociência. Em uma segunda parte, DMT, a Molécula do Espírito” Parte 2; ciência e evolução da consciência  apresento argumentos ligados à ciência como catalisador da evolução da consciência e da visão holística que comungo, envolvendo física, matemática, biologia, química e até mesmo astronomia, fazendo ligações entre: rede eco-biológica sináptica, ressonância límbica, a pineal e o principal, a substância DMT. E a viagem só fica melhor!

* Link do blog: DMT: A molécula do espírito e a Filosofia – Uma breve introdução

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Vídeo de aprofundamento sobre a Glândula Pineal com o Dr. Sérgio Felipe

 

13226899_1789598101326673_5315577435778870591_nDiego Garcia

Curioso e inquieto inveterado, incipiente escritor, apaixonado e pesquisador solitário de História e Economia. Entusiasta de fotografia, música e ciências.Amante de Astronomia e Arqueologia.Bacharel em Ciências Contábeis ou somente eleuteromania, hiato, expansão.

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3 Comentários

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3 Respostas para “DMT: A “Molécula Do Espírito” e a Filosofia. Uma Breve Introdução.

  1. marciano

    Convenhamos! Vocês estão apenas imaginando um monte de coisas que sequer conseguem entender. E ainda tentam parecer instruídos usando um monte de palavras que as pessoas mais comuns não sabem o significado. Aí chamam eles de mediocres. Mas onde está a excelência se ela não pode ser compreendida pelos mediocres? Apenas opinião. http://meujeitodeser.tk/

    • Não entendi bem o seu comentário meu amigo! Em nenhum momento esse texto fala sobre os medíocres ou mediocridade. São estudos interessantíssimos que de fato exigem um pouco mais de abstração, mas a Filosofia é desafiadora, por isso nem todos simpatizam com ela! Não tem problema nenhum que você não tenha gostado do texto ou do conteúdo, só espero que você não julgue a partir de apenas um texto! Agradeço pela sua opinião, mas lhe proponho esse desafio de embarcar em assuntos mais complexos e abstratos, pois é um universo fascinante e repleto de beleza! Grande abraço!

  2. Achei teu texto bem interessante. Sou uma novata na busca de respostas diferentes daquelas pregadas por qualquer religião. Recentemente me envolvi com física quântica e inúmeros conceitos novos, que são, digamos, desafiadores. Nesse processo vi um documentário sobre a DMT… e aí fiquei mais curiosa e, por isso tenho buscado ler tudo que posso a respeito, Então valeu….

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