O homem religioso segundo Sigmund Freud

Por Isaias Costa

Sigmund Freud

Todos nós sabemos que o genial médico e psicanalista Sigmund Freud foi um dos homem que revolucionou muitas teorias no século XX. Ele recebe até hoje criticas das mais diversas possíveis, e uma das mais comuns é sobre o seu ATEÍSMO ferrenho!

Nesse texto vou falar brevemente sobre o seu pensamento de “homem religioso”. Eu fiquei absolutamente encantado com suas palavras quando as li no seu livro intitulado “O futuro de uma ilusão”, de 1927. Veja só!

“Os críticos insistem em descrever como ‘profundamente religioso’ qualquer um que admita uma sensação de insignificância ou impotência do homem diante do universo, embora o que constitua a essência da atitude religiosa não seja essa sensação, mas o passo seguinte, a reação que busca um remédio para ela. O homem que não vai além, mas humildemente concorda com o pequeno papel que os seres humanos desempenham no grande mundo, esse homem é, pelo contrário, irreligioso no sentido mais verdadeiro da palavra.”

Sigmund Freud

Com essas poucas palavras, ele nos traz grandes reflexões e também nos incentiva a sair do nosso marasmo para nos tornarmos de fato pessoas religiosas.

Em minha opinião, o Freud era SIM um homem  extremamente religioso, pois revelou para as pessoas da época centenas de ideias divinas que, se não fosse por todo seu esforço em estudar e se aprofundar, demorariam quem sabe décadas ou mesmo séculos para serem desenvolvidas.

Segundo Freud, as pessoas religiosas são aquelas que sabem o quanto são ignorantes em termos de conhecimento sobre a vida e o universo, e por saberem disso, não ficam apenas com orações a Deus, penitências, caridades etc. mas realmente se debruçam em estudar e tentar compreender os mistérios do universo…

Ele termina essa passagem falando sobre o verdadeiro sentido de religião, que vem do latim “religare”, ou seja, uma religação com o divino. E esse divino é essa força cósmica, essa energia absolutamente maravilhosa que nós, por não conseguirmos encontrar uma palavra ou teoria que explique, chamamos de DEUS.

D-E-U-S são apenas 4 letras que tentam reduzir o que é impossível ser reduzido, a dimensão infinita do que Deus representa.

Sei que você que me lê agora é uma pessoa inteligente, e uma pessoa inteligente quando questionada sobre “O que é Deus?”, “Como você concebe a existência de ‘Deus'”? A resposta mais coerente e sábia seria um sonoro NÃO SEI.

As pessoas que dizem saber de Deus, conhecerem o criador de todo o universo, infelizmente, ainda não despertaram para a sua grandeza, estão vivendo pela IGNORÂNCIA.

Olhando sob essa perspectiva mais ampla, fica mais fácil percebermos que o Freud de maneira nenhuma era um ateu. Pra falar a verdade eu penso sobre o ateísmo de maneira diferente das pessoas consideradas religiosas. Quem se diz ateu na realidade está querendo dizer que não acredita em um Deus que seja tão limitado ao ponto de ser definido ou até mesmo considerado uma imagem e semelhança do ser humano!

Eu sempre gostei de estudar e questionar o que as grandes massas costumam dizer que é verdade, porque muitas vezes trata-se de uma visão distorcida.

Eu acho interessante porque quando falam do Freud as pessoas até brincam dizendo que “LER O FREUD É FRÓIDE”. No sentido de que suas teorias são complexas e difíceis de serem assimiladas!

De fato, ele tem sim uma escrita rebuscada e científica. Portanto, ao saber disso, seria ainda mais sensato não ficar reproduzindo o que as grandes massas dizem, porque nós só podemos concluir algo a partir da nossa própria percepção a respeito.

Enfim meus amigos! O tema da religiosidade é fabuloso e multifacetado, mas deixarei aprofundamentos para textos futuros. O objetivo principal desse texto foi lhe levar a refletir sobre a visão de homem religioso de acordo com Freud!

Agora você sabe que a maneira dele de ser religioso era bem diferente do que costumam dizer. Ele era religioso no sentido de pesquisador dos mistérios da vida, da mente humana e do universo. O que a meu ver, é ser religioso no mais profundo do termo: “aquele que se religa com Deus”… 

 

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1 comentário

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Uma resposta para “O homem religioso segundo Sigmund Freud

  1. Pedro

    A expressão ateu é vaga, imprecisa, volátil e por demais genérica. Todo ser humano é intrinsecamente religioso. O é querendo ou não. A inteligência do homem é mendiga mediante as forças que o geraram e o inseriram na história. O ser humano é uma criatura totalmente inocente. Da troika poderosa Consciência, Conhecimento e Ciência, a 1ª é fatal. O humano detentor pleno dela e transgressor condena-se a si mesmo. O mistério de dúvida atroz é sabermos se algum humano é entregue à sua própria sorte. Talvez não. A coisa é chiquérrima. Somos conduzidos sob um script de estratério, mistura de estratégia com mistério….:)

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