O medo do abandono

Por Isaias Costa

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Estava ouvindo o excelente programa de rádio “Linguagem do corpo” da Rádio Mundial, com a querida professora e escritora Cristina Cairo e ela tratou de um tema interessantíssimo, alguns medos básicos de todos os seres humanos, mas deu ênfase ao “Medo do Abandono”, que farei uma breve reflexão a seguir!

Existe toda uma abordagem psicológica e psicanalítica por trás desse medo e tudo começa na mais tenra infância.

O medo do abandono já começa em nós no momento do nosso nascimento. Ao termos o cordão umbilical contado pelo médico e passamos a respirar pelos pulmões. Naquela primeira respiração já sentimos esse abandono, porque fomos retirados do contato direto com a mãe e sua proteção!

Claro que essa sensação é suprida depois pela cinestesia com a mãe e a mamada. Porém, todas as experiências vivenciadas pela criança ficam registradas no seu inconsciente, podendo gerar neuroses futuramente.

Ao longo do programa ela fala que a única forma de se eliminar totalmente esse medo do abandono é através da reconexão com o divino, com a espiritualidade, e concordo totalmente com essa visão, porque nós somos seres divinos e eternos. Se tivermos a falsa impressão de que a vida se resume apenas a essa existência humana de no máximo uns cento e poucos anos para quem consegue essa benção, certamente teremos uma vida pequena, na qual não realizaremos o propósito maior das nossas almas!

Esse medo do abandono tem uma forte ligação com a SOLIDÃO. E todos nós sabemos que o sentimento de solidão é um dos maiores causadores de DEPRESSÃO.

Eu posso estar enganado no que vou dizer agora, mas acredito que quase todas as pessoas que já tiveram uma crise de depressão na vida e conseguiram se reerguer conseguem compreender melhor que o sentimento de solidão pode ser curado na raiz a partir dessa conexão maior com Deus e com o seu amor infinito!

Falo isso porque eu tive uma depressão leve no ano de 2009, que já relatei em detalhes no meu e-book gratuito [link aqui].

Essa é uma experiência pessoal que estou compartilhando com você agora e muitos seres humanos sábios e iluminados já descreveram com perfeição em seus escritos. Porém, dou uma ênfase maior ao místico São João da Cruz, que provavelmente cunhou o termo tão conhecido “Noite escura da alma”.

Ou seja, todo aquele que vivencia essa “noite escura da alma” e consegue extrair todas as lições dessa experiência de deserto pessoal, consegue enxergar a vida e seus mistérios com olhos mais sábios.

Infelizmente, nós vivemos numa sociedade que cultua a felicidade à todo custo, que condena a tristeza, que nos exige que tenhamos sempre uma máxima produtividade… São esses desequilíbrios que tem feito com que tantas pessoas se sintam deprimidas, às vezes percam totalmente o sentido da vida, se sintam abandonadas por todos e cheguem mesmo ao caos de se sentirem abandonadas por elas mesmas!

Lembrei até de uma frase da Adriana Calcanhotto que ilustra bem o que é esse abandono de si mesmo. A frase: “Eu não moro mais em mim…”, da música “Metade”. Essa frase, apesar de muito triste, revela a realidade de um número gigantesco de pessoas.

É possível trabalhar tudo isso através dessa reconexão com Deus. E como fazer isso? Talvez você me pergunte! Existe muitos caminhos, mas como sempre, o que eu mais recomendo é o da MEDITAÇÃO, pois a meditação nos ajuda a encontrarmos o nosso centro, e centrados no nosso coração encontramos essa conexão com Deus e com o divino que existe dentro de nós.

Lembro até de um vídeo que assisti uma vez do coach Arly Cravo no qual ele falava o seguinte: “Não tem outra! Se você de coração se coloca disposto a meditar e transformar isso num hábito, você vai ter como resultado o amor próprio, você vai passar a se amar incondicionalmente”.

Esse é um ponto interessante. Você já viu uma pessoa que se ama profundamente sentir SOLIDÃO? Sentir medo de perder o amor das pessoas? NÃO. Porque o amor próprio espanta todo medo, ou como diria Jesus Cristo: “O amor afasta todo medo”. 

Enfim! Essa é a minha forma de ver e pensar sobre esse medo do abandono. Resumidamente é isso: você se conecta com o divino através de uma prática meditativa ou outra que prefira, com isso você se conecta com o divino que existe em você, dessa forma pouco a pouco o amor passa a crescer de dentro do seu coração e o medo vai sendo dissipado. Dissipando o medo, você nunca mais se sentirá abandonado, porque essa conexão com o divino estará sempre forte e brilhante.

Se quiser se aprofundar nesse tema, compartilho abaixo o vídeo da Cristina Cairo que me inspirou a escrever esse texto. Vale a pena reservar uns minutinhos para ouvi-lo! E também logo abaixo compartilho um áudio com a leitura de um artigo que traz aprofundamentos nesse tema!

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