Escutar para compreender, não para responder

Por Isaias Costa

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Esses dias estava assistindo a uma palestra maravilhosa com a Couch Carolina Nalon e que me inspirou a escrever esse pequeno texto que você lê agora.

Ela falava sobre o tema de suas pesquisas e estudos que é a Comunicação Não Violenta (CNV) e o quanto ela é vital no mundo de hoje.

Essa comunicação não violenta está baseada em vários princípios, mas a Carolina enfatiza bastante dois, que são a EMPATIA e a COMPAIXÃO.

Quando eu alio os dois na hora de conversar com as pessoas, eu naturalmente gerarei uma conexão interessante e que poderá até mesmo levar a pessoa a se curar de pelo menos parte das suas dores emocionais.

Quando eu me comunico dessa maneira, eu sei que a outra pessoa sofre e que tudo o que ela deseja é superar esse sofrimento. Então o que eu puder fazer para ajudar nesse sentido eu o farei.

Essa é uma capacidade inata de todo ser humano, mas parece que estamos engavetando essa capacidade incrível de nos conectarmos de uma forma bonita com as outras pessoas.

Ela faz um alerta nesse vídeo e que eu reforço aqui, a população está crescendo absurdamente e no final do século XXI existem previsões de que a população já tenha ultrapassado os 10 bilhões de habitantes. Você tem ideia da complexidade que é viver num planeta com mais de 10 bilhões de habitantes? Cada um com uma consciência diferente?

Nessa hora eu replico o que muitos terapeutas atuais dizem constantemente: cada um de nós precisa se tornar um pouco terapeuta.

Porque se não for desse jeito, viveremos praticamente num campo de guerra, prontos para nos atacarmos a toda hora! É isso que você quer? Se você está lendo esse texto já é uma prova de que NÃO QUER.

Essa frase dita pela Carolina é muito impactante e verdadeira: “Precisamos aprender a escutar para compreender, não para responder”.

Nós temos um verdadeiro vício de simplesmente ouvir de uma forma mecânica, sem de fato escutar o outro. Ouvir é simplesmente o ato de decodificar aquilo que a outra pessoa está falando, são as vibrações que acontecem nos ossículos do ouvido médio e captação de sons no ouvido interno até levar ao nervo auditivo.

Isso não tem nada a ver com escutar, que requer COMPREENSÃO das palavras do outro! Requer um esforço para se conectar a ele de alguma maneira. Infelizmente, devido ao mundo corrido e adoecido no qual estamos inseridos, a maioria das pessoas está presa no seu mundinho e não deseja ter essas conexões mais empáticas e verdadeiras!

Esse vídeo e esse pequeno texto são alertas para que você procure de fato começar a olhar para si mesmo com esse desejo de melhorar a comunicação, porque como já falei antes, isso é algo vital e nesse mundo contemporâneo, é algo cada vez mais importante.

Deixo você agora com as reflexões super profundas e importantes da querida Carolina Nalon. Garanto que valerá a pena cada um desses 18 minutos que ela fala sobre essa comunicação não violenta…

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2 Comentários

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2 Respostas para “Escutar para compreender, não para responder

  1. Frederico Pereira

    Tendo em vista que no Brasil só 27 por cento da população adulta é plenamente alfabetizada e que o percentual de analfabetos funcionais, entre os diplomados, é de 36 por cento, salta aos olhos que a comunicação torna-se cada vez mais difícil para quem vem de outros tempos e de outras formações.

    Fato verídico: um faxineiro explica para o colega que a água não se mistura com o azeite porque, segundo ele. “a água é de Deus e o azeite é do homem”. Eu ouvi, por acaso, e entendi o problema daquele faxineiro. Se ele me tivesse dito tal coisa, o que eu responderia?

    Jovens que querem ingressar na universidade me pedem explicações e eu falo sobre o “Sistema Heliocêntrico”. Mas eles nunca aprenderam o que é heliocêntrico, nunca ouviram falar em Copérnico ou Kepler, não sabem dizer o que é uma elipse.

    Oito professoras de uma escola pública de ensino fundamental no interior da Bahia, a quem eu tentei dar aulas, não souberam me dar uma definição de sistema. Uma delas queria saber a razão de existirem anos bissextos e, quando eu fui explicar, a mais velha delas perguntou: mas para que a gente precisa saber dessas coisas?

    Falava eu, num outro curso, sobre o código decimal de Dewey, acerca da “origem do homem”, quando uma participante se manifestou dizendo que tal explicação era inútil, pois as respostas estavam na Bíblia.

    Uma estudante de engenharia de uma faculdade particular (uma dessas quitandas de ensino, as desgraças do Brasil) queria explicações sobre derivadas mas não sabia a matemática do ensino fundamental. Quando eu dei a resposta de uma questão como sendo “raiz quadrada de dois” ela me questionou, pois no livro dizia que era “dois elevado a meio”.

    Entender a gente entende. O difícil é, realmente, responder. O doutor Freud dizia que “toda a humanidade deveria ser psicanalisada”. Sem discordar do “Pai da Psicanálise”, eu diria que “quase toda a humanidade deveria ser alfabetizada”. Um veterano psicanalista do Rio de Janeiro, já falecido, quando lhe indagaram sobre como fazer tratamento psicanalítico de pessoas incultas, respondeu: “para estas o melhor mesmo é terreiro de macumba”.

    O Blaise Pascal dizia: “Todas as boas máximas já estão no mundo; só nos resta aplicá-las”. E sobre entendimentos, quem não é selenita já entendeu tudo. O mundo, e o Brasil, em particular, não carece de entendimentos e explicações. Temos é que transformá-lo. O resto é “papo furado” e tergiversações. Ou, como costuma dizer o professor Clóvis de Barros Filho, “preguiça e covardia”.

    Adendo:

    Ensino Superior: Formação de engenheiros no Brasil. 78
    Ensino de engenharia – Renato Pedrosa

    • Entendi a sua colocação Frederico, mas ela ainda está muito na linha do lado racional e cognitivo. O que foi levantado pela querida Carolina vai muito mais além, leva em conta o lado psicológico, emocional, comportamental e até mesmo espiritual.
      Não nego que temos hoje no Brasil milhões e milhões de analfabetos funcionais, mas é perfeitamente possível eles também aprenderem a Comunicação Não Violenta, basta que saibamos ter o didatismo correto para isso. Eu tenho procurado fazer isso incessantemente e vejo os resultados positivos por onde eu ando. Mas ao mesmo tempo não fico esperando que os outros também sigam o mesmo caminho, muito menos fico na ilusão de melhorias por parte do governo, porque sei que dificilmente virá. A mudança é e sempre será individual.
      Essa temática dá pano pra manga. Nossa! Se fosse aprofundar todos os pontos possíveis acabaria escrevendo um livro em vez de um comentário! hehehe
      Enfim meu amigo! Continue mantendo a esperança ativa, como tanto nos ensinou o mestre Paulo Freire. É só através da esperança ativa que o nosso povo brasileiro poderá elevar pra valer o seu nível de consciência e porque não os níveis intelectuais também não é mesmo?
      Abração!

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