Enquanto formos repetitivos não seremos receptivos

Por Isaias Costa

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Essa semana eu assisti a uma palestra muito interessante na cidade onde moro (Fortaleza) pela Ordem Rosacruz Áurea e nela o palestrante falou uma frase que me deixou bastante reflexivo e que acabou por me inspirar a escrever o texto que você lê agora!

A frase era a seguinte: “Enquanto formos repetitivos não seremos receptivos”.

Essas duas palavras são escritas de forma quase idêntica, mas possuem significados completamente diferentes e opostos!

Quem é receptivo está sempre aberto para receber o novo, para aprender, para quem sabe até mesmo mudar de ideias e opiniões!

Quem é repetitivo se torna excessivamente mecânico e se fecha para novas ideias e concepções! Normalmente são pessoas cheias de certezas e que têm um nível intelectual e acadêmico bastante elevados!

Essa é uma reflexão superficial a respeito dessas duas palavras, mas quero ir mais além com você amigo leitor!

Essa receptividade que o palestrante colocou tem a ver inclusive com uma abertura para a espiritualidade e a conexão com o divino!

Quero aproveitar esse texto para falar sobre dois gênios que muito me inspiram. Primeiro o mestre Rubem Alves, que se rebelou com a religião que fazia parte e inclusive era pastor, que foi a cristã protestante, e alguns anos depois abandonou completamente a vida acadêmica, na qual atuava com bastante vigor!

Na religião protestante ele não suportava a visão extremamente moralista, pragmática e fundamentalista da maioria dos pastores e fiéis. Por esses e outros motivos passou a não ser adepto de nenhuma religião. Mas me parece que sua fé se tornou muito mais vida e sua espiritualidade muito mais bonita depois que ele tomou essa decisão.

Com relação à academia na UNICAMP, ele estava cansado de ver tantos cientistas e estudiosos “ruminando as ideias de outros pensadores”. Ele considerava os artigos e trabalhos científicos como um amontoado de ideias repetidas de outras pessoas com suas enormes referências bibliográficas!

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Nesse sentido eu sou bem parecido com o Rubem! Um dos maiores motivos para eu ter me desmotivado da vida acadêmica foi ter que escrever à base de recortes das ideias de outras pessoas e seguindo as tais “normas da ABNT”.

O outro gênio é ninguém menos que Albert Einstein! Ele era um homem inteligentíssimo e dono de uma sabedoria indescritível.

Muitos não sabem disso, mas ele era um homem bem reservado, tímido e de poucas conversas! Passava horas e horas caminhando pelos arredores da Universidade de Princeton.

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No seu silêncio e solitude escolhidos conscientemente, ele conseguia ter a receptividade para entender os mistérios do universo e enunciar algumas teorias que revolucionaram o mundo!

A Física nunca mais foi a mesma depois de Einstein. Inclusive, recentemente eu li um livro magnífico que deixarei como sugestão para os leitores, chamado “Einstein: o enigma do universo”, do filósofo brasileiro Huberto Rohden.

Nesse livro, entre diversos outros assuntos, o Huberto fala sobre o conceito de INFINITO e o quanto aquilo que o ser humano ainda não compreendeu, por fazer parte desse infinito, pouco a pouco é revelado à mente de pessoas especiais como Albert Einstein, que em profundo silêncio e contemplação entram na frequência receptiva para essas grandes verdades universais e acabam enunciando ideias completamente novas!

Em outras palavras, tudo aquilo que o ser humano ainda não conseguiu descobrir e desvendar já existe como ideias e teorias em potencial, mas elas precisam de mentes brilhantes extremamente receptivas e com essa alta conexão com o divino para revelarem ao mundo essas novas ideias!

Foi dessa maneira que toda a ciência, a Física Quântica, a arte e tudo que há de belo foi desenvolvido!

É preciso que haja em cada um de nós receptividade, para que assim não sejamos repetitivos!

O mundo já tem papagaios demais! Seja você alguém diferente! Como conseguir isso? Sugiro que estude essas grandes mentes como Einstein, Rubem Alves, já citados, e tantos outros, como Shakespeare, Nietzsche, Carl Sagan, Espinoza, ou mesmo os mestres da espiritualidade como Jesus Cristo, Buda, Krishnamurti, Yogananda, mestre Eckhart, Lao Tsé, Confúcio entre tantos outros!

Garanto que bebendo um pouco dessas fontes maravilhosas e a partir delas buscando essa mesma receptividade que eles tiveram para o novo, você também poderá se tornar uma pessoa revolucionária e que talvez venha até a fazer grandes descobertas não é mesmo?

Pense sobre isso e grave bem essa frase: “Enquanto formos repetitivos não seremos receptivos…”.

 

 

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