A vida e as emoções

Por Simone Oliveira

Emoções

Nossa vida é repleta de momentos. Somos seres racionais, porém, é bem verdade que tudo ao nosso redor está extremamente relacionado ao que sentimos.

Hoje, devido aos esforços para a maior compreensão do comportamento humano, sabe-se inclusive o que desperta tipos diferentes de sensações em cada indivíduo, favorecendo o consumismo desenfreado, a busca por padrões, enfim, a sociedade da forma como ela foi construída e se apresenta na atualidade.

E, talvez, a maneira como nos sentimos seja o que há de mais sincero em nós. Ainda assim, somos obrigados a muitas vezes esconder ou camuflar em nossas ações aquilo que nos incomoda ou nos faz sentir vulneráveis diante do próximo.

Muito curioso o fato de que, mesmo sabendo que todo o ser humano, sem exceções, tem suas primeiras reações, paixões ou aversões, orgulhos e inseguranças, ainda assim procuramos ocultar tudo isso e fingir que só vivemos de prazer e satisfações, que só temos momentos de paz e prosperidade.

Não há espaço no mundo corporativo para incertezas, a família precisa que nos façamos fortes sendo fracos, nossos amigos não nos perguntam mais o que se passa de errado, eles só nos convidam para “tomar uma” ou curtir a vida, esquecer dos problemas.

Como esquecer, se eles continuam lá? Aliás, há a probabilidade de que eles aumentem com os vícios!

E quando a culpa bate à porta e nós logo a despejamos no semelhante, pois sermos acusados pelo próprio senso de responsabilidade nos é tão duro que preferimos encher o dia e a noite de compromissos para não sermos alvo de nossas autoacusações pesadas?

Como é difícil para nós enfrentarmos nossos piores inimigos: o medo e a autocrítica! Sim, porque no fundo sabemos que poderíamos ter feito mais, ajudado mais, aprendido mais e sonhado mais. Ou, quem sabe, que poderíamos ter deixado alguns hábitos destrutivos, termos sido otimistas e ouvido com mais atenção aos conselhos dos outros! Podíamos ter deixado relacionamentos abusivos antes que eles se tornassem piores, ter nos importado menos com a opinião de pessoas que estavam lá apenas para nos pôr pra baixo, ter deixado ir mais cedo quem sabíamos que não nos queria bem. Podíamos ter tomado rumos tão diferentes…

E, não obstante compreendamos que o passado já não pode ser mudado, sofremos pelas consequências que ele nos deixou no presente. Pelo remorso, pela dor, por algo que poderia ter acontecido se escolhêssemos diferente, ou talvez pela culpa de algo que nós nem imaginávamos que estávamos fazendo errado, mas que agora enxergamos.

Por isso muitos procuram um terapeuta para lidar com essas questões.

Acredito que, como um professor que ensina o que devemos aprender, um terapeuta irá nos ensinar o que devemos sentir e como devemos agir, porém, da mesma maneira que se não estudarmos para a prova nunca iremos assimilar todo o conteúdo, se não praticarmos as dicas passadas nas sessões em nosso dia-a-dia de quase nada irá adiantar a nossa frequência a um psicólogo.

Paremos de fugir. Saibamos colocar um ponto final em nosso “eu destrutivo”. Aprendamos o nosso valor para que possamos valer cada vez mais. Sejamos gratos por tudo o que já temos e conquistamos e que tenhamos bem firme em nossa mente que, com exceção do Deus que nos quer bem, nada nem ninguém conhece tanto quanto nós o que nos faz felizes, nossos maiores planos, desejos e também as nossas necessidades. Confiemos em quem é digno de nos perdoar e curar a autoestima retaliada, pois só Ele nos traz a segurança que pedimos em meio às aflições da vida diária.

Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso pode dizer ao Senhor: “Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio”. 
(Salmos 91:1-2).

“Mas quem me ouvir viverá em segurança e estará tranquilo, sem temer nenhum mal”. 
(Provérbios 1:33)

“Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor. Pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais.” (Jeremias: 29.11)
euSimone Oliveira. Santos-SP. Bacharel em Engenharia Civil por formação e escritora por gosto. Estuda para concursos e se dedica às aulas particulares de exatas, ao namorado, à família e às suas atividades na igreja. Ainda não descobriu seu propósito na vida, mas tem certeza de que tem um. Pede que Deus a guie por esse caminho até a sua volta.

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