Medos

Por Simone Oliveira

prisão interior

Muitas ações que praticamos na nossa vida são baseadas no medo que sentimos. Porém, diversas vezes, quando não paramos para refletir no que estamos experimentando, ou por que estamos sofrendo, nós inconscientemente ignoramos as nossas emoções e postergamos a resolução de nossos problemas, deixando que o tempo resolva as situações.

Não vai resolver. Há questões que “só o tempo” não é capaz de curar. Por vezes é preciso parar para pensar no porquê nós fazemos o que fazemos e nas consequências de nossos atos. Pessoas que não param tendem a repetir frequentemente os mesmos erros e piorar suas vidas trazendo problemas que poderiam ter sido evitados se tão somente elas pedissem ajuda ou apenas refletissem sobre suas condutas perante aos que estão ao seu redor.

Verdade seja dita: a maioria dos seres humanos odeia ser confrontada, principalmente por si mesmos. Em geral, as pessoas preferem viver a vida como se as coisas fossem acontecendo do jeito que elas estão destinadas a ocorrer a assumir suas parcelas de culpa diante das dificuldades que enfrentam como fruto de suas próprias escolhas no passado e tentar identificar seus pontos fracos, saber onde constantemente caem. Encarar os defeitos é algo simplesmente inacessível para alguns.

Por isso mesmo, tantos já entraram num estado no qual nem eles conseguem reconhecer suas falhas, precisando de ajuda profissional, de alguém que lhes diga em que estão errando. Se tornaram tão cegos por se esconderem de si mesmos e não quererem enxergar o que está diante de seus olhos, claro como a luz do sol.

E no mundo de hoje é fácil fazer calar a voz da consciência que teima em sobressair quando estamos sozinhos, afinal, o que mais temos é a companhia de algo ou alguém. Quando ela começar a incomodar, basta ligar a TV ou abrir um vídeo no youtube, ler um artigo de blog ou site de notícias ou assistir a um filme ou uma série, talvez ler um livro… Difícil mesmo é dar o braço a torcer para nossos fracassos pessoais.

Temos medo.

Medo da frustração, medo da rejeição, medo das críticas e julgamentos, de não sermos bons o suficiente tanto quanto proclamamos ser (está complicado nesse mundo conviver com pessoas que se acham perfeitas e se julgam as melhores do mundo, superiores a tudo e a todos, que vivem esnobando até quem não conhecem na rua). Nós próprios nos ajudamos nesse terrorismo diário criando máscaras de carisma e simpatia, fingindo nos importarmos e estar tudo bem quando na realidade tudo se desmorona.

Mais uma vez pergunto: por quê?

A humanidade chegará a Marte e ainda não terá aprendido alguns dos grandes segredos para se viver em paz: ser autêntico, ter juízo e não se importar com as opiniões alheias.

Será que um dia nós vamos mudar?

euSimone Oliveira. Santos-SP. Bacharel em Engenharia Civil por formação e escritora por gosto. Estuda para concursos e se dedica às aulas particulares de exatas, ao namorado, à família e às suas atividades na igreja. Ainda não descobriu seu propósito na vida, mas tem certeza de que tem um. Pede que Deus a guie por esse caminho até a sua volta.

2 Comentários

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2 Respostas para “Medos

  1. Night Rider

    Parabéns pelo seu artigo !

  2. Me identifiquei muito com o seu texto! Realmente temos dezenas de medos diários em nossas vidas, que acabam por comprometer nossos futuros, nos colocando numa lacuna de inercia a qual, cada dia que se passa, fica mais difícil de sair. Isso tudo nos faz perder o propósito da vida e nos deixa perdidos, infelizmente…

    Parabéns pelo texto! E obrigado por suas palavras.

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