Os dedos do universo são longos

Por Isaias Costa

humildade

Eu gosto muito de ler os textos do site “Yoskhaz”. Sempre são textos muito profundos e inspiradores. Num texto intitulado “Os desertos do ser”, há uma interessante reflexão sobre a HUMILDADE a partir das lamentações de uma mulher que se sentia injustiçada porque na empresa na qual trabalhava houve uma promoção e ela não foi escolhida. Se achava a mais preparada para assumi-la e também achava que o rapaz que a assumiu não conseguiria dar conta tão bem quanto ela.

Nisso, o “Velho”, personagem do texto, dá uma resposta absolutamente sábia a ela. Resposta esta que transcrevo aqui embaixo.

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 “Considere que o funcionário escolhido pela diretoria pode estar mais bem preparado do que você, fato que não deixaria qualquer rastro de injustiça. Quase sempre somos tendenciosos quando analisamos fatos nos quais estamos envolvidos. Caso em que você deveria seguir se empenhando para estar apta quando uma nova oportunidade surgir. De outro lado, se mais à frente a opção da empresa se mostrar equivocada, tornarão a lembrar de você caso esteja preparada e disposta a trabalhar com dedicação. Em qualquer das hipóteses, jamais se sirva das lamentações. Silêncio, bondade e trabalho sempre serão a melhor resposta. Mantenha-se firme nos fundamentos da luz e conceda tempo ao universo para que o processo se complete”. Piscou um olho como quem conta um segredo e concluiu com uma frase enigmática: “Os dedos do universo são longos”.

Yoskhaz

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É como ele diz: “Os dedos do universo são longos”. A gente nunca sabe o que nos espera até que aconteça o que precisa acontecer.

É sinal de grande humildade aceitarmos os fatos, mesmo que a princípio pareçam que foi uma injustiça ou um erro. Essa mulher da estória precisava aprender que se ela de fato era competente e segura do seu potencial, tudo iria se desenrolar para um bom desfecho.

Nessa estória, o “Velho” a convence a não deixar de trabalhar nessa empresa, mesmo continuando num cargo mais simples, porque era uma empresa muito boa na qual ela só falava bem. Ela decidiu acatar sua sugestão e no final da estória foi como ele mesmo disse! Ela se torna infinitamente mais feliz e grata.

O que acontece no final da estória vou deixar para que você leia, senão perde a graça! hehehe. Deixo o link para ler esse texto na íntegra logo abaixo.

Os desertos do ser

Lendo esse texto eu até me lembrei de uma estória similar contada pelo mestre Yogananda em um de seus livros.

Certa vez, no Ashram onde ele e os outros discípulos do seu mestre (Sri Yukteswar) ficavam. Ele precisava que alguém assumisse um cargo mais elevado, como uma espécie de gerência desse Ashram, e todos imaginavam que seria o Yogananda o escolhido, devido à sua gentileza, humildade e dedicação. No entanto, para sua surpresa, o mestre escolheu um discípulo que havia entrado lá a bem pouco tempo e tinha ares de alguém que se achava “bom demais” para um cargo muito simples.

O mestre, com toda a sua sabedoria, escolheu esse rapaz, o que deixou muitos dos discípulos irritados com a decisão. Pensavam: “Como assim ele não escolheu o Yogananda? Ele é muito mais capacitado!”.

O próprio Yogananda achou meio estranha a decisão do mestre, mas não quis rebater, não quis brigar, muito menos dizer que ele estava errado. Continuou fazendo seu trabalho e até passou a servir esse rapaz como se fosse um empregado doméstico mesmo, fazendo pra ele as coisas que ele queria.

O rapaz estando num cargo de chefia, deveria ser a pessoa procurada para dar conselhos e ajudar a deixar os discípulos do mestre serenos e pacificados. No entanto, mesmo com esse cargo mais alto, todos continuaram procurando o Yogananda para que desse conselhos e ajudasse, e o outro ficava só supostamente sendo superior.

Dentro de pouco tempo isso saiu do controle e o mestre Yukteswar conversou com ele dizendo: “Percebe como o Yogananda é a pessoa que deveria estar na sua posição? Você achava que era bom demais para fazer o que fazia, mas o próprio contexto já lhe provou que não sua posição era no que já fazia e o Yogananda é que deve estar aqui…”.

Então o Yogananda passou a liderar e o outro rapaz continuou servindo no que foi colocado a princípio.

O mais interessante dessa historia é que o mestre decidiu fazer isso para dar uma dupla lição aos seus discípulos. Ele ensinou o Yogananda a se manter na postura de imensa humildade que tinha e ensinou o outro que a arrogância e a vaidade não levam ninguém a lugar nenhum, pelo contrário, fazem com que os que sentam na 1ª fila sejam convidados a irem para as cadeiras mais do fundo, parafraseando a conhecida parábola da bíblia cristã!

Que essa reflexão sirva para aprimorar em nós a HUMILDADE. Para que saibamos que tudo que nos acontece é para que cresçamos e nos tornemos pessoas melhores.

Concluo esse texto compartilhando um breve áudio inspirado nessa estória que coloquei no começo e também nas palavras do mestre Yogananda. Vale a pena conferir. O link está logo abaixo…

 

 

 

 

1 comentário

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Uma resposta para “Os dedos do universo são longos

  1. lena motta

    Muito útil este texto.As pessoas tendem a se sentirem mesmo prejudicadas, merecendo sempre o melhor ,Devemos trabalhar sempre dando o nosso melhor e esperar a nossa hora de brilhar, porque o que é nosso está guardado.

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