O caminho do autoconhecimento

Por Camila Santana

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O que é autoconhecimento que todos falam? Por que eu sinto que preciso? Como fazer? É uma prática? É um dom? Pra que serve? Tive um insight hoje ouvindo um podcast maravilhoso da querida Flavia Melissa [link aqui] e me peguei compreendendo de fato o que é o real significado disso tudo.

É literalmente você, de fato, se autoconhecer! Eu tenho muito medos, fobias e por que não dizer até mesmo traumas que eu simplesmente desconheço a razão. Porém, isso tudo já me levou a 3 crises brabas de depressão, pois como eu sempre digo: o corpo não fala, ele grita pra algo que você precisa “despertar” pra seguir sempre em frente e consciente.

E o meu nos últimos meses estava aos berros, com altas crises nervosas, ansiosas, dores físicas reais, eu estava sempre com dor de cabeça, coisa que raramente eu tenho. Estava com uma dor tremenda no meu pé direito que não sabia a razão e nenhum calçado me deixava confortável, eu estava evitando viajar pra casa da minha até então namorada e eu não entendia o porquê, eu amo viajar, amo estrada, mas só de pensar em pegar ônibus eu já sentia um mal estar inexplicável.

Eu estava me sentindo esgotada da minha rotina, eu também estava dormindo bastante, não sou disso e dormindo até bem a noite toda sem acordar, mas me lembro de ter tido 2 episódios de acordar chorando nesse último ano, e tive também crises de choro até então “sem razões” em alguns períodos do dia. Estava brigando muito com minha mãe e minhas crises de TPM também estavam bastante elevadas.

Eu tenho tendência a ter fortes coceiras no ouvido quando minha ansiedade esta em alta, eu pingo remédio também vez ou outra pra eliminar as ceras que tenho em alta produção, e em um desses episódios eu fui pingar o remédio e acabou me gerando uma crise de labirintite, quase cai no mesmo momento que pinguei o remédio e depois continuei sentindo umas sensações ruins, isso me fez marcar uma consulta com uma otorrino.

Chegando lá, durante a consulta, pergunta vai pergunta vem, a médica me receitou um antidepressivo, percebendo ela que eu estava muito ansiosa. Achei bizarro e não “dei ouvidos”. Questionei-me: Onde já se viu uma otorrino receitar esse tipo de remédio? Guardei a receita e continuei “surda”. Percebe como eram altos os gritos do meu corpo? Nada disso me fez ouvi-lo, mesmo que eu sentisse que não estava bem eu não conseguisse entender o porquê, e nem mesmo me questionar, pra mim tudo estava “normal” até que eu levei um pé na bunda da minha até então namorada e acordei pra vida, isso parece que devolveu minha audição. Só então com meu corpo se depreciando e sem forças pode ser ouvido por mim, e doeu, senti uma dor que não desejo pra ninguém, só quem realmente passa por uma perda assim sabe como é, e não hesito em dizer que é uma dor maior que a perda pela morte de alguém querido.

Vivendo agora esse momento depressivo eu cito essas dores como gritos porque todas foram embora, eu não sinto nada, com exceção da dor da alma, que quem tem ou já teve depressão desencadeada sabe como a gente se culpa por tudo, as dores físicas parecem que foram tiradas com a mão.

Mas unindo esse meu relato ao tema, quero explicar aqui minha compreensão disso tudo, você aplicando e vivenciando o autoconhecimento é possível nessas situações se vigiar e não deixar passar nem mesmo pequenos detalhes do cotidiano, pois assim você não irá acumular estresse e nem pendências a resolver, você estará atenta ao seu corpo, sabendo as reais razões de seus sentimentos, isso é o autoconhecimento.

É você aprender a construir mecanismos como forma de ferramentas que te ajudam a enxergar e compreender os diversos fatores da vida atrelados a cada situação, de forma que eles não se tornem um problema, pois sua visão mudou! Agora é de acolhimento e não de fuga, você não perde seu centro. Cada detalhe, cada sentimento te norteia pra um cuidado, uma ação totalmente voluntária, não permitindo que a sua mente se autossabote com neuroses.

CamilaCamila Santana. Santa Bárbara D’ Oeste – SP. Analista de Sistemas. Apaixonada por esportes, viagens, livros, teatro, músicas e toda forma de expressão. Vem conseguindo aos poucos se soltar com as palavras e descobrindo uma nova paixão na escrita e se Deus permitir uma futura psicóloga.

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