A beleza aumenta com a transitoriedade da vida

Por Isaias Costa

Estações do ano

Esses dias estava lendo um belíssimo ensaio escrito pelo pai da Psicanálise Sigmund Freud intitulado “Sobre a transitoriedade” e fiquei refletindo bastante sobre o quanto a beleza está relacionada com o tempo.

Nesse ensaio, Freud argumenta que o fato de o tempo ser algo limitado aumenta a beleza das coisas. Leia com bastante atenção esse pequeno recorte do ensaio citado.

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“Não deixei, porém, de discutir o ponto de vista pessimista do poeta de que a transitoriedade do que é belo implica uma perda de seu valor.

Pelo contrário, implica um aumento! O valor da transitoriedade é o valor da escassez no tempo. A limitação da possibilidade de uma fruição eleva o valor dessa fruição. Era incompreensível, declarei, que o pensamento sobre a transitoriedade da beleza interferisse na alegria que dela derivamos. Quanto à beleza da Natureza, cada vez que é destruída pelo inverno, retorna no ano seguinte, do modo que, em relação à duração de nossas vidas, ela pode de fato ser considerada eterna. A beleza da forma e da face humana desaparece para sempre no decorrer de nossas próprias vidas; sua evanescência, porém, apenas lhes empresta renovado encanto. Uma flor que dura apenas uma noite nem por isso nos parece menos bela.”

Sigmund Freud

=> Clique aqui para ler o texto completo

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